L’échiquier politique : ses fous, ses rois, ses pions.
Nous aimons la politique autant que nous détestons ceux qui l’incarnent. Ils ne nous semblent jamais à la hauteur de nos espérances et des circonstances. Humains, trop humains… ou trop peu, parfois. Mais à trop noircir le trait, c’est la démocratie que l’on rature. Et les torts sont partagés. Car après tout, quel est le pire : gouverner ou voter comme des cons ? Ce livre collectif ne se veut ni un bêtisier ni une énième entreprise de dénigrement systématique de la politique, mais un ensemble de réflexions sur la responsabilité des gouvernants, des électeurs et des médias dans les crises de confiance à l'égard du pouvoir qui jalonnent notre histoire et culminent à notre époque.
É um livro que é uma compilação de vários textos de várias pessoas que estudam política, psicologia, neurologia, jornalismo, e até comediantes, compiladas numa só obra que fala de variados pontos desde a sede do poder, o povo, o populismo, a Europa, a ONU, o Dr. Trump, a verdade, a mentira, as fake news, as teorias da conspiração, e como o próprio título indica, sempre tendo uma linha de ligação entre todos estes temas: a estupidez na política.
Certamente bastante elucidativo relativamente a vários assuntos políticos, porém é um livro que tem muitos pontos fortes, mas alguns pontos que achei mais fracos, que passo a elaborar.
1. Pontos Negativos
Começando pelos pontos fracos, este livro tem algumas vertentes que achei relativamente problemáticas, a primeira é que alguns capítulos são demasiado "atuais", na medida que se tornam "desatualizados" rapidamente, tendo em conta que li uma edição de 2023 e estamos em 2026. O melhor exemplo disso é o capítulo que fala sobre o movimento "OK Boomer" que atualmente já não se ouve falar porque já ficou na história, ou até mesmo quando se fala de eventos recentes de certos políticos que entretanto já fizeram coisas piores. No entanto, positivamente, também fala de imensos tópicos intemporais, mencionando ideologias que já vêem deste Platão e Aristóteles.
Outro ponto é o facto de alguns capítulos falarem demasiado de política francesa que eu, sendo português e inculto (e estúpido) nessa matéria, houve muito material que me passou por cima da cabeça.
Um outro ponto menos forte é que, dada a variedade de temas que se falam neste livro, alguns naturalmente interessaram-me muito menos que outros, e custaram-me imenso a finalizar.
Finalmente, o facto de ser escrito por várias pessoas é um conceito super interessante, funcionando como uma lufada de ar fresco a cada capítulo, porém esta mudança constante de estilo literário também acrescenta uma camada de adaptação mental que não pode ser ignorada.
2. Pontos Positivos
No entanto, positivamente, no grande geral este livro existem capítulos que achei excelentes. Começo por destacar o capítulo escrito pela Mafalda Anjos que, falando do populismo numa vertente generalizada, achei engraçado que descreve o Dr. André Ventura na sua totalidade: não há um conceito populista que este ser não aplique, e eu achei isso fenomenal, desde o nós (o povo) contra eles (as elites), o "jornalixo", a propagação de fake news, o abater o sistema... Pode-se dizer que Ventura está a seguir o guia do populismo à letra.
Também destaco o excerto de Tania Crasniaski que fala do poder como uma droga, um vício que os políticos querem mais e mais, com imensas citações ciêntíficas para comprovar a sua veracidade. Neste capítulo destaco a, para mim novidade, que Winston Churchill consumia 3 mil garrafas de Whiskey por ano, que dá 11 garrafas por dia, acompanhadas de 8 a 10 charutos cubanos no mesmo intervalo. Eu nem sabia que era possível a um sistema digerir tanto alcóol e tabaco.
Finalmente, Michael C. Behrent que fala sobre a história de todas as estupidezes no vários presidentes na linhagem americana. Fala de vários relatos estúpidos dos mesmos que achei certamente engraçados, tendo em conta a superpotência que é, mesmo assim não se livra de grandes estupidezes.
Menções bastante honrosas vão para os excertos escritos por Carlos Guimarães Pinto e o Jovem Conservador de Direta que levam a coroa por serem excertos bastante humorísticos e não menos informativos. Se todos os excertos fossem escritos por estes artistas seria bem mais interessante de ler, fica a ideia para um próximo livro :)
Deixo ainda a menção que, o sistema proposto por JCD para a democracia, apesar de irónico e possivelmente inviável, gostaria imenso de ver os resultados, se posto em prática.
3. Conclusão
Dando um veredicto, recomendo a sua leitura, mas também recomendo passar à frente capítulos que pareçam menos interessantes. Há capítulos que achei super informativos (ou engraçados), outros tão aborrecidos que me levaram a pensar se deveria acabar o livro ou pô-lo diretamente na estante, inacabado.
A política é o núcleo da sociedade e, consequentemente, do seu funcionamento. Ela determina e tem interferência nas mais variadas áreas, tais como: educação, transportes, finanças, entre muitas outras.
Se a política fosse uma telenovela, e muitas das vezes é, ela teria o papel principal e não, não pensem na música da Adelaide Ferreira.
Apesar da preponderância desempenhada pela política ela não se vê livre da estupidez. A estupidez é contagiosa e ela pode estar tanto nos votantes, como nos votados e eleitos. Outra característica da estupidez, é que ela não precisa de ter uma cor partidária para se manifestar. A expressão que a estupidez consegue ter na política é universal e este livro dá muitos e bons, ou melhor, errados exemplos disso mesmo.
O autor vai em busca de respostas e conta, também, com o contributo de algumas figuras do panorama nacional para avolumar o conteúdo desta obra.
Além das respostas, da desmistificação do mundo político, a narrativa estabelece uma correlação com o mundo contemporâneo bastante pertinente. Isso acaba por ser positivo, para se perceber até que ponto a estupidez nos é próxima. Acedemos, também, à tabela de preços da estupidez. Por norma, sai cara.
Um livro interessante, que explora os meandros de quem governa e é governado com muito humor à mistura!
Lecture intéressante et ludique, elle donne des pistes de compréhension pertinentes concernant la manière d'appréhender la politique aujourd'hui à travers des auteurs issus de spécalités différentes qui apportent chacun leur grain de sel. Force est de constater toutefois qu'il s'agit davantage d'une collection d'écrits philosophiques, plutôt que psychologiques en tant que tel. Peu de théories psychologiques sont ainsi amenées dans les thématiques abordées, alors même qu'elles s'inviteraient volontiers et permettraient d'expliquer les comportements "de cons" de nos politiciens. Aussi, même si cela n'était pas le but de l'ouvrage, je trouve dommage que les dynamiques de pouvoir, en particulier le fait que l'on vive sous un système capitaliste qui régit de manière générale nos comportement, ne soient pas incorporées comme grille de lecture au sein de cet ouvrage. Une telle analyse est pourtant cruciale. Dans certains écrits, on peut même noter des pointes de propagande, notamment lorsqu'il s'agit d'apposer les défauts principaux du capitalisme au...communisme, ce qui est extrêmement regrettable et dénote une certaine ignorance.
Trop intéressant omg ça évoque plein de thèmes politiques. Lessgo voter de manière éclairée mdr. Par contre le prix ça va pas du tout hein faut mettre moins cher