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A Menina dos Doces
Mariana, uma jovem curiosa que acaba de entrar na Universidade de Aveiro. Uma moradia pertencente ao tio que mal conhece. Uma caixinha de madeira envernizada num quarto cor-de-rosa que esteve fechado durante mais de quinze anos.
É assim que Mariana descobre as cartas deixadas pela sua falecida prima, Liliana. A família nega a existência da prima e recorre a mentiras e abusos de autoridade para a fazer largar o assunto. Contudo, Mariana vai conhecendo a prima através dos escritos que ela deixou, descobrindo que têm mais em comum que o aspecto físico. No entanto, desenterrar este segredo familiar tem um preço.
Estará Mariana pronta para enfrentar as consequências?
É assim que Mariana descobre as cartas deixadas pela sua falecida prima, Liliana. A família nega a existência da prima e recorre a mentiras e abusos de autoridade para a fazer largar o assunto. Contudo, Mariana vai conhecendo a prima através dos escritos que ela deixou, descobrindo que têm mais em comum que o aspecto físico. No entanto, desenterrar este segredo familiar tem um preço.
Estará Mariana pronta para enfrentar as consequências?
318 pages, Paperback
Published November 5, 2020
About the author
Pedro Cipriano
52 books66 followersBorn in Aveiro in the year 1986. After several years as associate scientist at CERN, he came back to Portugal as entrepreneur. In 2014 he founded Editorial Divergência, an editorial project focussed in speculative fiction. He is also Haidong gumdo instructor.
In 2014, he published is first book: Caderno Vermelho, a manifesto written in poetry. His debut novel, As Nuvens de Hamburgo, was publish in 2017. He had contributed to several anthologies, magazines, blogs and newspapers.
In 2014, he published is first book: Caderno Vermelho, a manifesto written in poetry. His debut novel, As Nuvens de Hamburgo, was publish in 2017. He had contributed to several anthologies, magazines, blogs and newspapers.
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Community Reviews
Displaying 1 - 21 of 21 reviews
February 2, 2021
Nem todos os livros são para todos os leitores, assim como nem todos os leitores são para todos os livros.
E a beleza dos variados géneros e autores está nisso mesmo, nos diferentes gostos, opiniões, favoritos ou odiados.
Há lugar para tudo no mundo das letras.
__
Infelizmente no meu caso, eu e esta obra não fizemos match.
Foi o primeiro contacto com a escrita do autor, o qual respeito como tal... Mas não sei se a questão é a escrita do mesmo ou a tentativa dele de escrever este género literário (YA) que sei não ser o seu habitual.
__
Deparei me com muitos problemas durante a narrativa.
Vi a plot a ser contrariada. O suspense a ser um engodo.
O passado a ser mais interessante que a narrativa presente que é suposto prender o leitor.
__
As personagens não foram bem trabalhadas, encontrando adultos e jovens adultos que são ocos e sem diálogos coerentes ou que levem a algum ponto na história - sentindo demasiadas vezes que os diálogos estão lá só para fazer fill.
Devido a esta sensação dei por mim a revirar os olhos em muitas alturas com frases, diálogos e pensamentos dos personagens.
Acções deixadas a meio, assuntos importantes referidos demasiadas vezes de forma banal e não explorados and so on.
__
Tinha as minhas espectativas altas para com este livro.
Infelizmente ficou muito aquém das mesmas.
Mas como iniciei o post termino - cada leitor tem a sua opinião e em caso de dúvida leiam e vejam por si mesmos se vos agrada!
(como em tudo, não se deixem levar só pelas opiniões alheias, experiênciem em primeira mão as coisas)
E a beleza dos variados géneros e autores está nisso mesmo, nos diferentes gostos, opiniões, favoritos ou odiados.
Há lugar para tudo no mundo das letras.
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Infelizmente no meu caso, eu e esta obra não fizemos match.
Foi o primeiro contacto com a escrita do autor, o qual respeito como tal... Mas não sei se a questão é a escrita do mesmo ou a tentativa dele de escrever este género literário (YA) que sei não ser o seu habitual.
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Deparei me com muitos problemas durante a narrativa.
Vi a plot a ser contrariada. O suspense a ser um engodo.
O passado a ser mais interessante que a narrativa presente que é suposto prender o leitor.
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As personagens não foram bem trabalhadas, encontrando adultos e jovens adultos que são ocos e sem diálogos coerentes ou que levem a algum ponto na história - sentindo demasiadas vezes que os diálogos estão lá só para fazer fill.
Devido a esta sensação dei por mim a revirar os olhos em muitas alturas com frases, diálogos e pensamentos dos personagens.
Acções deixadas a meio, assuntos importantes referidos demasiadas vezes de forma banal e não explorados and so on.
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Tinha as minhas espectativas altas para com este livro.
Infelizmente ficou muito aquém das mesmas.
Mas como iniciei o post termino - cada leitor tem a sua opinião e em caso de dúvida leiam e vejam por si mesmos se vos agrada!
(como em tudo, não se deixem levar só pelas opiniões alheias, experiênciem em primeira mão as coisas)
December 16, 2020
Esta é uma daquelas opiniões, para mim, difíceis de escrever. Gosto bastante de ler autores portugueses e queria ler algo do Pedro Cipriano, mas ainda não tinha surgido essa oportunidade. Então, ao saber do seu novo livro e ao ler a sinopse de “A Menina dos Doces” não pensei duas vezes e comprei.
O enredo não era bem aquilo que parece prometer pela capa e especialmente pela sinopse. Julguei que se tratasse de um livro mais dentro do género thriller, com uma história obscura com pormenores macabros tendo por isso de ser mantida em segredo a tudo o custo, mas não o é.
Gostei bastante da escrita do Pedro, em nada me senti desiludida e dou-lhe os parabéns por sendo ele um homem ter conseguido criar personagens femininas com os dramas realmente vividos pelas mulheres. Desde a protagonista, passando pelas cartas deixadas pela prima desta tudo está muito bem escrito e sentimo-nos dentro da cabeça dessas personagens.
Passando agora para os pontos mais negativos desta leitura. Sublinho que este se trata de um gosto pessoal por eu não gostar de livros extremamente descritivos. Este é um desses livros e isso quebrou-me o ritmo da leitura. Mas reconheço que este ponto só se mostrará negativo para leitores com o mesmo gosto que eu neste aspeto.
Depois temos a história em si. Não tendo ela nada de errado também não tem muito de extraordinário sendo claramente mais adequada para uma faixa etária igual à da protagonista e da sua prima (adolescência). É tudo muito à volta “da vida de escola” e dos dramas passados nessa fase não sendo nenhum assunto em especial aprofundado, apesar de o livro abordar vários temas de interesse.
Depois chegamos ao final… um final extremamente rápido em que nem dá para o leitor de facto se sentir emocionado com os acontecimentos. Tudo simplesmente se resolve como se resolve.
Todo o livro parece que apenas se passou e que o foco, que seria a descoberta do que aconteceu no passado, se foi perdendo e ficando somente para o leitor saber através das cartas. Não consegui sentir que a protagonista desse ao passado uma verdadeira importância e que este se apoderasse da sua vida impulsionando-a a querer saber o que se passou afinal?
Depois existem algumas personagens secundárias que nada acrescentam ao enredo, antes pelo contrário até atrapalham ao dispersar a atenção do foco: o passado.
Falta muita profundidade a este livro para ser verdadeiramente capaz de me conquistar, mas acredito que para leitores menos exigentes possa tornar-se numa leitura agradável.
O enredo não era bem aquilo que parece prometer pela capa e especialmente pela sinopse. Julguei que se tratasse de um livro mais dentro do género thriller, com uma história obscura com pormenores macabros tendo por isso de ser mantida em segredo a tudo o custo, mas não o é.
Gostei bastante da escrita do Pedro, em nada me senti desiludida e dou-lhe os parabéns por sendo ele um homem ter conseguido criar personagens femininas com os dramas realmente vividos pelas mulheres. Desde a protagonista, passando pelas cartas deixadas pela prima desta tudo está muito bem escrito e sentimo-nos dentro da cabeça dessas personagens.
Passando agora para os pontos mais negativos desta leitura. Sublinho que este se trata de um gosto pessoal por eu não gostar de livros extremamente descritivos. Este é um desses livros e isso quebrou-me o ritmo da leitura. Mas reconheço que este ponto só se mostrará negativo para leitores com o mesmo gosto que eu neste aspeto.
Depois temos a história em si. Não tendo ela nada de errado também não tem muito de extraordinário sendo claramente mais adequada para uma faixa etária igual à da protagonista e da sua prima (adolescência). É tudo muito à volta “da vida de escola” e dos dramas passados nessa fase não sendo nenhum assunto em especial aprofundado, apesar de o livro abordar vários temas de interesse.
Depois chegamos ao final… um final extremamente rápido em que nem dá para o leitor de facto se sentir emocionado com os acontecimentos. Tudo simplesmente se resolve como se resolve.
Todo o livro parece que apenas se passou e que o foco, que seria a descoberta do que aconteceu no passado, se foi perdendo e ficando somente para o leitor saber através das cartas. Não consegui sentir que a protagonista desse ao passado uma verdadeira importância e que este se apoderasse da sua vida impulsionando-a a querer saber o que se passou afinal?
Depois existem algumas personagens secundárias que nada acrescentam ao enredo, antes pelo contrário até atrapalham ao dispersar a atenção do foco: o passado.
Falta muita profundidade a este livro para ser verdadeiramente capaz de me conquistar, mas acredito que para leitores menos exigentes possa tornar-se numa leitura agradável.
June 18, 2021
Confesso que tinha grandes expectativas para este livro e talvez tenha sido por isso que me desiludi.
A verdade é que nem todos temos os mesmos gostos e isso é bom. A pontuação que dou deve-se sobretudo ao meu gosto pessoal. A história não me cativou e não consegui sentir qualquer ligação com as personagens.
A escrita e as descrições por vezes eram demasiado simples (no caso dos personagens) ou demasiado exaustivas (no caso do espaço físico), senti falta de um meio termo entre os dois.
Penso que não me enquadrava também no público alvo desta história. Vejo bastante potencial nos temas abordados na obra, mas senti que ficaram um pouco aquém das minhas expectativas.
No entanto, recomendo esta obra ao público mais jovem e que gosta deste género literário.
Lembrem-se que uma opinião é sempre relativa aos gostos de quem leu e o facto de eu não ter gostado do livro, não implica que outros leitores não possam gostar. :)
Pontuação: 2.5
A verdade é que nem todos temos os mesmos gostos e isso é bom. A pontuação que dou deve-se sobretudo ao meu gosto pessoal. A história não me cativou e não consegui sentir qualquer ligação com as personagens.
A escrita e as descrições por vezes eram demasiado simples (no caso dos personagens) ou demasiado exaustivas (no caso do espaço físico), senti falta de um meio termo entre os dois.
Penso que não me enquadrava também no público alvo desta história. Vejo bastante potencial nos temas abordados na obra, mas senti que ficaram um pouco aquém das minhas expectativas.
No entanto, recomendo esta obra ao público mais jovem e que gosta deste género literário.
Lembrem-se que uma opinião é sempre relativa aos gostos de quem leu e o facto de eu não ter gostado do livro, não implica que outros leitores não possam gostar. :)
Pontuação: 2.5
March 13, 2021
O que mais me prendeu ao longo da leitura foi todo o mistério que envolveu a prima Liliana, o que é natural tendo em conta que sou uma fã incondicional de mistério e suspense. Gostei de ler as cartas que ela escrevia ao pai e poder conhecê-la através das suas palavras. Creio que foi uma forma interessante que o autor arranjou para nos dar a conhecer esta jovem.
Opinião completa: https://quandoseabreumlivro.blogspot....
Opinião completa: https://quandoseabreumlivro.blogspot....
July 20, 2021
«foi uma leitura que se acabou por arrastar ligeiramente, em que houve pontos positivos e negativos, mas em que gostei dos temas abordados, e da importância para os jovens da presença de quem goste realmente deles.»
https://alilianaraquel.pt/a-menina-do...
https://alilianaraquel.pt/a-menina-do...
January 24, 2021
O Pedro Cipriano voltou a surpreender-me com “A Menina dos Doces”. Enquanto “As Nuvens de Hamburgo” era uma história no género de Ficção Científica / Fantasia este livro não podia ser mais ancorado na nossa realidade, uma realidade infelizmente demasiado presente nas nossas vidas, mas muitas vezes não reconhecida e discutida.
É um livro que “esconde” ao que vem, mascarando-se como um mistério, que também o é, mas o seu verdadeiro valor reside na maneira como nos apresenta e faz pensar em alguns problemas aos quais muitas vezes não damos valor até ser tarde demais (a não ser que já tenhamos passado por eles directa ou indirectamente) como o bullying, a depressão, a negligência parental ou as agressões (físicas ou psicológicas) no namoro. O Pedro não reserva a mesma atenção a todos os temas, a questão da violência no namoro é mencionada de “raspão”, mas só o facto de lá estar revela a atenção do autor a estas questões e claro que seria difícil prestar a mesma atenção a todos e ter um história coerente.
A hitória é divida entre as duas personagens principais: a Mariana e a Liliana, primas afastadas por quase quinze anos e um mistério que a família tenta a todo o custo esconder. Como já devem ter lido da sinopse o mistério é porque ninguém quer falar da Liliana e o que lhe aconteceu. Pelo meio o Pedro abordará as questões que acima menciono e outras sem que as mencione pelo nome. Para mim a mais flagrante terá sido a depressão. Sem que a palavra apareça uma única vez descreve uma pessoa que se vai degradando lentamente à nossa frente até ao momento final. A Depressão é uma doença a que ligamos pouco e tendemos a descarta-la e pensamos que se resolve com uns comprimidos e/ou com palavras ocas como “não penses nisso”, mas a verdade é que é muito mais complicado do que isso.
O cidade de Aveiro e todas as suas “atracções” são o palco que aqueles que a conhecem reconhecerão. Para quem conhece ou viveu na cidade será um ponto adicional de contacto com a história e certamente de nostalgia e para quem não conhece parece-me um bom ponto de partida para despertar a curiosidade e quem sabe vir conhecer.
Este livro pode servir como ponte entre pais e filhos para abordar temas nem sempre fáceis, como a depressão, a sexualidade, o bullying ou as amizades. Aos pais relembra-los que a adolescência e o inicio da vida adulta não são fáceis e aos jovens que os pais já por lá passaram e que podem ter conselhos preciosos que os ajudem a navegar esses tempos tumultuosos.
Foi um livro que tive de ler até ao fim para abarcar todo o seu impacto. E bem sei o que parece dizer isto, mas este livro relembrou-me isso como há muito tempo não acontecia.
A escrita do Pedro está cada vez melhor e espero o seu próximo livro para ver onde nos leva ele.
https://osenhorluvas.blogspot.com/202...
É um livro que “esconde” ao que vem, mascarando-se como um mistério, que também o é, mas o seu verdadeiro valor reside na maneira como nos apresenta e faz pensar em alguns problemas aos quais muitas vezes não damos valor até ser tarde demais (a não ser que já tenhamos passado por eles directa ou indirectamente) como o bullying, a depressão, a negligência parental ou as agressões (físicas ou psicológicas) no namoro. O Pedro não reserva a mesma atenção a todos os temas, a questão da violência no namoro é mencionada de “raspão”, mas só o facto de lá estar revela a atenção do autor a estas questões e claro que seria difícil prestar a mesma atenção a todos e ter um história coerente.
A hitória é divida entre as duas personagens principais: a Mariana e a Liliana, primas afastadas por quase quinze anos e um mistério que a família tenta a todo o custo esconder. Como já devem ter lido da sinopse o mistério é porque ninguém quer falar da Liliana e o que lhe aconteceu. Pelo meio o Pedro abordará as questões que acima menciono e outras sem que as mencione pelo nome. Para mim a mais flagrante terá sido a depressão. Sem que a palavra apareça uma única vez descreve uma pessoa que se vai degradando lentamente à nossa frente até ao momento final. A Depressão é uma doença a que ligamos pouco e tendemos a descarta-la e pensamos que se resolve com uns comprimidos e/ou com palavras ocas como “não penses nisso”, mas a verdade é que é muito mais complicado do que isso.
O cidade de Aveiro e todas as suas “atracções” são o palco que aqueles que a conhecem reconhecerão. Para quem conhece ou viveu na cidade será um ponto adicional de contacto com a história e certamente de nostalgia e para quem não conhece parece-me um bom ponto de partida para despertar a curiosidade e quem sabe vir conhecer.
Este livro pode servir como ponte entre pais e filhos para abordar temas nem sempre fáceis, como a depressão, a sexualidade, o bullying ou as amizades. Aos pais relembra-los que a adolescência e o inicio da vida adulta não são fáceis e aos jovens que os pais já por lá passaram e que podem ter conselhos preciosos que os ajudem a navegar esses tempos tumultuosos.
Foi um livro que tive de ler até ao fim para abarcar todo o seu impacto. E bem sei o que parece dizer isto, mas este livro relembrou-me isso como há muito tempo não acontecia.
A escrita do Pedro está cada vez melhor e espero o seu próximo livro para ver onde nos leva ele.
https://osenhorluvas.blogspot.com/202...
This entire review has been hidden because of spoilers.
February 22, 2021
Queria iniciar esta crítica com as seguintes características de "A Menina dos Doces" que eu, pessoalmente, não aprecio em literatura:
1º É um livro escrito principalmente para uma audiência de 18-23 anos, logo a escrita está adequada a essa faixa etária. Para quem aprecie uma escrita mais florida e refinada, não é o que encontrará;
2º É um livro que segue o começo universitário de uma jovem rapariga e trata essencialmente sobre a adaptação dela à vida académica, logo para quem não tem interesse nesse tema vai ser complicado apreciar o livro, tendo em conta que muito da narração e descrição baseia-se nesse ponto.
Embora não seja de todo o meu tipo de escrita, tampouco o meu tipo de temática, consigo dizer que gostei de ler este livro e que li sem problemas as mais de 300 páginas. Isto porque Pedro Cipriano consegue escrever tudo de forma fluída, o que facilita a leitura. Houve pontos do livro que considerei que houve descrição em demasia e certos diálogos não funcionaram para mim, mas o elemento misterioso da morte de Liliana prendeu-me e fiquei curioso.
Para quem lê a sinopse, pode ficar com uma perspetiva errada do livro, como eu fiquei: não há elemento sobrenatural nesta história e o foco - na minha opinião - não foi propriamente a vida de Liliana (que é apresentada em forma de cartas no final de cada capítulo), mas sim a vida de Mariana, a personagem principal da história, e da sua vida social, académica e amorosa. A questão é que não senti que Mariana fosse propriamente uma personagem com quem tivesse criado uma ligação emocional forte, devido a certas decisões questionáveis que tomou. Contudo, nem sempre temos de concordar com as opiniões e ações das personagens e é isso que torna a leitura mais interessante.
Fiquei dececionado com o motivo da morte de Liliana, mas o climax final em que Mariana confronta as consequência das suas ações, palavras e até curiosidade está fenomenalmente bem escrito. Sem querer desenvolver muito este ponto, o que Mariana fez foi efetivamente horrível e a forma como ela sofreu o impacto da situação foi hiper-realista e valeu a pena a leitura. Claramente o autor soube transpor todo o arrependimento para o papel de uma personagem que compreende os erros que cometeu e age para modificar a sua vida para melhor dentro dessa grande lição.
Aconselho este livro a todos os que procuram um tipo de literatura mais contemporâneo atual e dramático, sobre a Universidade e de que forma esse mundo consegue influenciar as mentalidades de jovens que vêm de meios pequenos, não habituados à liberdade que estão inerentes à vida académica.
Agradeço imenso o autor pela sua cópia assinada!
"A Menina dos Doces", de Pedro Cipriano - 3,5 estrelas
1º É um livro escrito principalmente para uma audiência de 18-23 anos, logo a escrita está adequada a essa faixa etária. Para quem aprecie uma escrita mais florida e refinada, não é o que encontrará;
2º É um livro que segue o começo universitário de uma jovem rapariga e trata essencialmente sobre a adaptação dela à vida académica, logo para quem não tem interesse nesse tema vai ser complicado apreciar o livro, tendo em conta que muito da narração e descrição baseia-se nesse ponto.
Embora não seja de todo o meu tipo de escrita, tampouco o meu tipo de temática, consigo dizer que gostei de ler este livro e que li sem problemas as mais de 300 páginas. Isto porque Pedro Cipriano consegue escrever tudo de forma fluída, o que facilita a leitura. Houve pontos do livro que considerei que houve descrição em demasia e certos diálogos não funcionaram para mim, mas o elemento misterioso da morte de Liliana prendeu-me e fiquei curioso.
Para quem lê a sinopse, pode ficar com uma perspetiva errada do livro, como eu fiquei: não há elemento sobrenatural nesta história e o foco - na minha opinião - não foi propriamente a vida de Liliana (que é apresentada em forma de cartas no final de cada capítulo), mas sim a vida de Mariana, a personagem principal da história, e da sua vida social, académica e amorosa. A questão é que não senti que Mariana fosse propriamente uma personagem com quem tivesse criado uma ligação emocional forte, devido a certas decisões questionáveis que tomou. Contudo, nem sempre temos de concordar com as opiniões e ações das personagens e é isso que torna a leitura mais interessante.
Fiquei dececionado com o motivo da morte de Liliana, mas o climax final em que Mariana confronta as consequência das suas ações, palavras e até curiosidade está fenomenalmente bem escrito. Sem querer desenvolver muito este ponto, o que Mariana fez foi efetivamente horrível e a forma como ela sofreu o impacto da situação foi hiper-realista e valeu a pena a leitura. Claramente o autor soube transpor todo o arrependimento para o papel de uma personagem que compreende os erros que cometeu e age para modificar a sua vida para melhor dentro dessa grande lição.
Aconselho este livro a todos os que procuram um tipo de literatura mais contemporâneo atual e dramático, sobre a Universidade e de que forma esse mundo consegue influenciar as mentalidades de jovens que vêm de meios pequenos, não habituados à liberdade que estão inerentes à vida académica.
Agradeço imenso o autor pela sua cópia assinada!
"A Menina dos Doces", de Pedro Cipriano - 3,5 estrelas
January 30, 2021
O livro *A Menina dos Doces* ,do escritor Pedro Cipriano trouxe até mim uma história lindíssima que vou escrever um pouco dela.
Tudo se passa com Mariana, uma jovem estudante que é colocada na universidade da cidade de Aveiro.
A família com poucos recursos pede emprestada a casa do tio que está fechada há muitos anos.
Mariana depara-se com uma casa enorme onde por coincidências da vida vem a descobrir uma série de fatores desconhecidos para ela e não entende o porquê de lhe esconderem que tinha vivido ali uma prima de nome Liliana.
Foi num quarto todo decorado para uma jovem que Mariana encontrou cartas escritas e ainda um diário ,escrito por Liliana ao seu pai.
Fora os dias com as amigas da universidade,tinha que ler as cartas,tinha que descobrir porque seus pais lhe tinham ocultado a sua existência.Que aconteceu a Liliana?
Liliana era um mistério, o que lhe tinha acontecido,que mentiras existiam,porque nunca ouviu falar dela?
Uma história maravilhosa,uma história que faz refletir o quanto é importante para uma filha o amor,o acompanhamento dos pais,afinal Liliana era uma jovem que só precisava de amor,a solidão para uma adolescente é mau,muito mau e Liliana foi crescendo ,seu único desabafo era escrever aquelas cartas para o pai,era ir desabafando no diário,mas existe um dia!!!!,um dia onde Liliana descobre sua solidão,suas mágoas,sozinha, sempre sozinha e tem que chegar à liberdade.
Mariana sabe que compreende Liliana,têm um elo, a leitura daquelas cartas,os desabafos ,a revolta,o ser confrontada pela mentira,tudo isto a fez crescer,a fez compreender que a vida é muito mais que trabalho,que Liliana sucumbiu à dor,à rejeição,à falta de amor e ela só desejava encontrar a liberdade,não se sentir presa,ser compreendida.
O grito de liberdade foi dado da pior maneira,era um grito que nunca foi ouvido,lido.
Um livro que vai fazer muita gente refletir para onde caminha,o que quer,um livro que pode fazer-te ver que a vida não é fácil,que os sinais estão todos lá,Liliana escreveu tudo que sentia,mas nunca ninguém leu,nunca ninguém se importou,
Foquei estes pontos,são muito importantes,toda a história é narrada com a vida de estudantes,suas falas,as praxes,os amores e desamores as amizades,os pais,os desencontros da vida,tudo com uma narrativa extraordinária,sabe Pedro Cipriano adorei a sua escrita,o seu livro,parabéns👏👏❤
Tudo se passa com Mariana, uma jovem estudante que é colocada na universidade da cidade de Aveiro.
A família com poucos recursos pede emprestada a casa do tio que está fechada há muitos anos.
Mariana depara-se com uma casa enorme onde por coincidências da vida vem a descobrir uma série de fatores desconhecidos para ela e não entende o porquê de lhe esconderem que tinha vivido ali uma prima de nome Liliana.
Foi num quarto todo decorado para uma jovem que Mariana encontrou cartas escritas e ainda um diário ,escrito por Liliana ao seu pai.
Fora os dias com as amigas da universidade,tinha que ler as cartas,tinha que descobrir porque seus pais lhe tinham ocultado a sua existência.Que aconteceu a Liliana?
Liliana era um mistério, o que lhe tinha acontecido,que mentiras existiam,porque nunca ouviu falar dela?
Uma história maravilhosa,uma história que faz refletir o quanto é importante para uma filha o amor,o acompanhamento dos pais,afinal Liliana era uma jovem que só precisava de amor,a solidão para uma adolescente é mau,muito mau e Liliana foi crescendo ,seu único desabafo era escrever aquelas cartas para o pai,era ir desabafando no diário,mas existe um dia!!!!,um dia onde Liliana descobre sua solidão,suas mágoas,sozinha, sempre sozinha e tem que chegar à liberdade.
Mariana sabe que compreende Liliana,têm um elo, a leitura daquelas cartas,os desabafos ,a revolta,o ser confrontada pela mentira,tudo isto a fez crescer,a fez compreender que a vida é muito mais que trabalho,que Liliana sucumbiu à dor,à rejeição,à falta de amor e ela só desejava encontrar a liberdade,não se sentir presa,ser compreendida.
O grito de liberdade foi dado da pior maneira,era um grito que nunca foi ouvido,lido.
Um livro que vai fazer muita gente refletir para onde caminha,o que quer,um livro que pode fazer-te ver que a vida não é fácil,que os sinais estão todos lá,Liliana escreveu tudo que sentia,mas nunca ninguém leu,nunca ninguém se importou,
Foquei estes pontos,são muito importantes,toda a história é narrada com a vida de estudantes,suas falas,as praxes,os amores e desamores as amizades,os pais,os desencontros da vida,tudo com uma narrativa extraordinária,sabe Pedro Cipriano adorei a sua escrita,o seu livro,parabéns👏👏❤
October 16, 2022
Um livro bem escrito, mas não percebi o propósito desta história ter sido contada ou talvez tenha sido da forma como foi contada, pois sendo inspirada em factos verídicos, podia servir para uma chamada de atenção às pessoas, num sentido de promover maior humanidade.
This entire review has been hidden because of spoilers.
July 29, 2021
Adorei adorei. Só fiquei baralhada, onde será que a Mariana morou.? Parece-me que seria minha vizinha.
January 18, 2021
Livro bem escrito e com uma narrativa cativante de início ao fim.
June 9, 2021
Tudo neste livro transpira mistério, embora eu tenha sempre achado que a história tem muito mais potencial do que o que foi aproveitado.
💔
A meu ver, a personagem principal é bastante influenciável pelas pessoas à sua volta, que rapidamente se tornam parte activa da sua vida - até mesmo as que antes lhe causavam receio, ou que a faziam sentir-se inferior por causa de ser mulher 🙄😬 - sem contar com o facto de que tem claramente um problema com a sua aparência que a levou a criar hábitos problemáticos de alimentação (embora, no meu ponto de vista, o autor não tenha explicado bem esse mesmo problema, incentivando um leitor que seja mais jovem - que eu acho ser o público-alvo desta obra - a pensar que ter estes problemas é algo "normal e saudável").
😔
Apesar de todos os outros triggers que este livro tem onde também faltou explorar alguns desses temas abordados com mais afinco, adorei como a história foi apresentada inicialmente e do final da mesma, só encontrando problemas no desenvolvimento. Faltou dar mais vida às personagens, que são complicadas mas ao mesmo tempo superficiais - tirando a Liliana, a minha personagem favorita neste livro; acho que as suas cartas estão bastante bem escritas.
📑
Concluindo, acrescento que esta obra tem uma belíssima capa e lê-se muito depressa, deixando uma moral importante para todos os pais (ou que um dia o queiram ser) que não me escapou.
😊
Fiquei curiosa para ler outras obras suas.
💔
A meu ver, a personagem principal é bastante influenciável pelas pessoas à sua volta, que rapidamente se tornam parte activa da sua vida - até mesmo as que antes lhe causavam receio, ou que a faziam sentir-se inferior por causa de ser mulher 🙄😬 - sem contar com o facto de que tem claramente um problema com a sua aparência que a levou a criar hábitos problemáticos de alimentação (embora, no meu ponto de vista, o autor não tenha explicado bem esse mesmo problema, incentivando um leitor que seja mais jovem - que eu acho ser o público-alvo desta obra - a pensar que ter estes problemas é algo "normal e saudável").
😔
Apesar de todos os outros triggers que este livro tem onde também faltou explorar alguns desses temas abordados com mais afinco, adorei como a história foi apresentada inicialmente e do final da mesma, só encontrando problemas no desenvolvimento. Faltou dar mais vida às personagens, que são complicadas mas ao mesmo tempo superficiais - tirando a Liliana, a minha personagem favorita neste livro; acho que as suas cartas estão bastante bem escritas.
📑
Concluindo, acrescento que esta obra tem uma belíssima capa e lê-se muito depressa, deixando uma moral importante para todos os pais (ou que um dia o queiram ser) que não me escapou.
😊
Fiquei curiosa para ler outras obras suas.
December 29, 2020
"A Menina dos Doces" é um livro verdadeiramente bem construído, com duas narrativas paralelas que se entrelaçam de forma simples, orgânica e muito eficaz. Neste que é o seu terceiro romance, o Pedro mostra toda a sua mestria e saber ao retratar pormenorizadamente a realidade sem nunca cometer o erro de cair na banalidade, injectando uma leve e subtil dose de mistério que basta para nos manter como a sua protagonista Mariana, virando a página à procura de respostas. Sem recurso à fantasia ou ao melodrama, o que o Pedro fez aqui merece ainda mais crédito, pois aborda problemas reais de forma real, fazendo-nos questionar se estes não terão mais impacto nas nossas vidas do que uma bala ou um acidente?
November 30, 2021
São opiniões, menos boas, como esta que me custam dar...mas acho necessárias. Acho que este livro e eu, não encaixamos. De todo. Foi um livro que me custou imenso a ler...Devo dizer que estive para desistir dele por umas 3 ou 4 vezes. Revirei os olhos vezes sem conta com algumas atitudes de certas personagens e certos acontecimentos.
Repito: o livro não funcionou para mim, mas não deixa de puder funcionar para vocês.
A personagem principal, Mariana, irritou-me desde o inicio e a sua evolução foi tão escassa e tão "repentina" apenas no fim do livro que...não me conquistou. Pelo contrário a Prima Liliana...eu adorei-a, identifiquei-me tanto e foi, a meu ver, a melhor personagem deste livro! E sendo ela o foco principal de todo o mistério, foi tão bom de ler o desenrolar do mesmo, e apenas guardo a boa recordação das cartas desta personagem que me cativou e foi, para mim, o barco salva-vidas deste livro.
Contudo, houve momentos que o livro me deu bastante trigger em algumas situações, que o livro me chateou de tal forma que eu nem sei explicar. Mariana é uma personagem tão influenciável que me custa só de ler..ah e com um certo problema alimentar que, infelizmente, não foi explorado no livro. Senti que no geral, as personagens eram meio vazias, mesmo os adultos.
Repito: o livro não funcionou para mim, mas não deixa de puder funcionar para vocês.
A personagem principal, Mariana, irritou-me desde o inicio e a sua evolução foi tão escassa e tão "repentina" apenas no fim do livro que...não me conquistou. Pelo contrário a Prima Liliana...eu adorei-a, identifiquei-me tanto e foi, a meu ver, a melhor personagem deste livro! E sendo ela o foco principal de todo o mistério, foi tão bom de ler o desenrolar do mesmo, e apenas guardo a boa recordação das cartas desta personagem que me cativou e foi, para mim, o barco salva-vidas deste livro.
Contudo, houve momentos que o livro me deu bastante trigger em algumas situações, que o livro me chateou de tal forma que eu nem sei explicar. Mariana é uma personagem tão influenciável que me custa só de ler..ah e com um certo problema alimentar que, infelizmente, não foi explorado no livro. Senti que no geral, as personagens eram meio vazias, mesmo os adultos.
January 23, 2021
Acho que nunca li um livro de mistério, por isso resolvi experimentar este e adorei. É um livro rápido de se ler, com personagens e um enredo extremamente realista, é um mistério do início ao fim, e tive que me conter várias vezes para não ler as últimas páginas do livro e desvendar prematuramente o mistério, mas pela vossa rica saúde, não cedam a essa eventual tentação. Gostei bastante do realismo das personagens, e até me identifiquei um pouco com elas, sou um estudante universitário neste preciso momento e consigo ver-me em alguns desafios que a protagonista enfrenta no seu dia-a-dia universitário. Gostei também muito da dinâmica das cartas ao longo do livro, que aparecem no fim de cada capítulo, e quer permitem conhecer a segunda protagonista do livro e o seu fim trágico, fim esse que podia ter sido facilmente evitado.
Parabéns ao Pedro Cipriano por este livro, e também por ser um homem capaz de escrever um livro totalmente do ponto de vista de uma mulher.
Parabéns ao Pedro Cipriano por este livro, e também por ser um homem capaz de escrever um livro totalmente do ponto de vista de uma mulher.
June 22, 2021
Estava muito curioso com este livro após depois de ter lido "As nuvens de Hamburgo". Sabia que esta era uma obra anterior ao "Nuvens", premiada com o Grande Prémio Adamastor, o que se nota na leitura. O Pedro cresceu muito como escritor desde que escreveu este livro, o que não lhe retira interesse nem diminui o aliciante da leitura.
A verdade é que dei por mim a ler obsessivamente, tentando destapar o véu do mistério da morte da personagem de Liliana. Bastaram-me três tardes para devorar as 300 e tal páginas do livro.
No final ficou-me uma proveitosa meditação sobre aquilo que realmente importa na vida e sobre as supérfluas distrações que tantas vezes nos separam da nossa essência.
Obrigado Pedro, fico à espera do próximo.
A verdade é que dei por mim a ler obsessivamente, tentando destapar o véu do mistério da morte da personagem de Liliana. Bastaram-me três tardes para devorar as 300 e tal páginas do livro.
No final ficou-me uma proveitosa meditação sobre aquilo que realmente importa na vida e sobre as supérfluas distrações que tantas vezes nos separam da nossa essência.
Obrigado Pedro, fico à espera do próximo.
December 14, 2021
Uma leitura totalmente recomendada a jovens. Mariana, uma caloira acabada de chegar à Universidade de Aveiro descobre que a família sempre lhe escondeu a existência de uma prima e resolve investigar através dos escritos que está deixou. Pelo caminho vamos descobrindo os seus dramas, as suas inseguranças e a mudança que a vinda para uma cidade nova provoca em si.
Um livro carregado de diálogos, onde apesar do mistério, não tem muitas entrelinhas.
Aqui são abordadas temáticas como a importância das amizades na adolescência e pré adolescência, o bullying, a alimentação... Os primeiros amores e a falta de comunicação entre gerações.
Recomendo, sobretudo aos jovens, a leitura deste livro, acredito que muitos dos vossos atuais problemas estão aqui retratados :)
Um livro carregado de diálogos, onde apesar do mistério, não tem muitas entrelinhas.
Aqui são abordadas temáticas como a importância das amizades na adolescência e pré adolescência, o bullying, a alimentação... Os primeiros amores e a falta de comunicação entre gerações.
Recomendo, sobretudo aos jovens, a leitura deste livro, acredito que muitos dos vossos atuais problemas estão aqui retratados :)
February 24, 2022
Acabei de ler o livro há minutos, aliás, o livro chegou hoje ao final da tarde a casa, e eu não consegui parar de o ler até estar terminado. Queria saber o final da(s) história(s).
Achei a escrita muito fácil de ler, gostei muito da mistura do presente com o passado, tanto nas cartas, como no diário. Foi suspense do princípio ao fim.
Li algumas críticas ao livro, que me deixaram receosa no início, mas felizmente não se aplicaram à minha leitura.
Achei a escrita muito fácil de ler, gostei muito da mistura do presente com o passado, tanto nas cartas, como no diário. Foi suspense do princípio ao fim.
Li algumas críticas ao livro, que me deixaram receosa no início, mas felizmente não se aplicaram à minha leitura.
January 14, 2023
Vejam a minha opinião em vídeo, AQUI.
January 12, 2021
Originalmente em https://osrascunhos.com/2021/02/05/a-...
Pedro Cipriano é conhecido no meio da ficção especulativa como o editor da Editorial Divergência, o responsável pela Convergência ou como escritor de histórias de ficção científica e fantástico, participando em diversos projectos de publicação portuguesa e ganhando alguns dos prémios para obras de ficção especulativa que existem em Portugal.
A Menina dos Doces é uma obra diferente do que lhe é usual, publicada por uma editora recente no mercado – Edições Velha Lenda. Sem elementos fantásticos, e baseada em factos reais, a história centra-se numa jovem, a Mariana, que, tendo ido estudar para Aveiro, longe dos pais, habita a casa abandonada do tio. Entre as arrumações e as limpezas da habitação descobre que teve uma prima!
A descoberta irá aguçar-lhe a curiosidade mas será, também, a causa para desentendimento com a família que não lhe pretende dar pormenores sobre o que realmente se passou. Fala-se de uma doença repentina, sem grandes detalhes, como forma de tentar ultrapassar o assunto. Ao invés de o esquecer, Mariana irá ler todas as cartas que encontra na casa, bem como um diário da falecida prima, procurando perceber o que se passou.
Em A Menina dos Doces, a narrativa centra-se sobretudo na jovem Mariana, oscilando a perspectiva desta personagem com a da prima, expressa através do diário e das cartas que deixou. Na narrativa principal destaca-se a grande utilização de diálogos, algo que, em muitos textos de autoria portuguesa soa a falso (sobretudo pela utilização de palavras pouco comuns) mas que, aqui, funciona quase sempre bem, conferindo fluidez e dinamismo ao texto.
Em termos de história estamos perante um texto que se pode caracterizar quase como young adult, não só por se centrar numa jovem universitária, mas por apresentar a sua vivência no primeiro ano de faculdade – a vivência fora de casa dos pais, as suas esperanças para o curso, novas amizades que a levam por caminhos diferentes, um namoro inesperado. Mariana é uma jovem responsável, pouco habituada à rédea solta de que agora usufrui.
A história toca, ligeiramente, nos relacionamentos tóxicos, quer sejam namoros ou amizades – algo com que Mariana nem sempre é capaz de lidar bem (e com algumas consequências na sua vida) mas que é resolvido ao longo da história. Não existe tentativa de normalização deste tipo de relacionamento, sentindo-se a aura de desconforto que costuma advir deste tipo de interacções. Ainda que esta abordagem não seja central na história, é um elemento interessante para alertar para este tipo de relacionamentos.
Para além deste nível narrativo, o mistério em torno da morte da prima confere um objectivo à personagem principal, um foco de interesse, que permite justificar a continuação da história. Resolvido o mistério (no final) e derivado o respectivo impacto da descoberta, a narrativa encerra-se, de forma contida, sem excessos nem prolongamentos desnecessários.
A Menina dos Doces não pertence aos géneros que costumo ler. Não possui elementos de ficção especulativa nem se pode enquadrar na secção de Não Ficção. Ainda assim é uma leitura agradável que consegue envolver de forma competente, destacando-se pela utilização proveitosa de diálogos.
Pedro Cipriano é conhecido no meio da ficção especulativa como o editor da Editorial Divergência, o responsável pela Convergência ou como escritor de histórias de ficção científica e fantástico, participando em diversos projectos de publicação portuguesa e ganhando alguns dos prémios para obras de ficção especulativa que existem em Portugal.
A Menina dos Doces é uma obra diferente do que lhe é usual, publicada por uma editora recente no mercado – Edições Velha Lenda. Sem elementos fantásticos, e baseada em factos reais, a história centra-se numa jovem, a Mariana, que, tendo ido estudar para Aveiro, longe dos pais, habita a casa abandonada do tio. Entre as arrumações e as limpezas da habitação descobre que teve uma prima!
A descoberta irá aguçar-lhe a curiosidade mas será, também, a causa para desentendimento com a família que não lhe pretende dar pormenores sobre o que realmente se passou. Fala-se de uma doença repentina, sem grandes detalhes, como forma de tentar ultrapassar o assunto. Ao invés de o esquecer, Mariana irá ler todas as cartas que encontra na casa, bem como um diário da falecida prima, procurando perceber o que se passou.
Em A Menina dos Doces, a narrativa centra-se sobretudo na jovem Mariana, oscilando a perspectiva desta personagem com a da prima, expressa através do diário e das cartas que deixou. Na narrativa principal destaca-se a grande utilização de diálogos, algo que, em muitos textos de autoria portuguesa soa a falso (sobretudo pela utilização de palavras pouco comuns) mas que, aqui, funciona quase sempre bem, conferindo fluidez e dinamismo ao texto.
Em termos de história estamos perante um texto que se pode caracterizar quase como young adult, não só por se centrar numa jovem universitária, mas por apresentar a sua vivência no primeiro ano de faculdade – a vivência fora de casa dos pais, as suas esperanças para o curso, novas amizades que a levam por caminhos diferentes, um namoro inesperado. Mariana é uma jovem responsável, pouco habituada à rédea solta de que agora usufrui.
A história toca, ligeiramente, nos relacionamentos tóxicos, quer sejam namoros ou amizades – algo com que Mariana nem sempre é capaz de lidar bem (e com algumas consequências na sua vida) mas que é resolvido ao longo da história. Não existe tentativa de normalização deste tipo de relacionamento, sentindo-se a aura de desconforto que costuma advir deste tipo de interacções. Ainda que esta abordagem não seja central na história, é um elemento interessante para alertar para este tipo de relacionamentos.
Para além deste nível narrativo, o mistério em torno da morte da prima confere um objectivo à personagem principal, um foco de interesse, que permite justificar a continuação da história. Resolvido o mistério (no final) e derivado o respectivo impacto da descoberta, a narrativa encerra-se, de forma contida, sem excessos nem prolongamentos desnecessários.
A Menina dos Doces não pertence aos géneros que costumo ler. Não possui elementos de ficção especulativa nem se pode enquadrar na secção de Não Ficção. Ainda assim é uma leitura agradável que consegue envolver de forma competente, destacando-se pela utilização proveitosa de diálogos.
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