W pewien październikowy dzień 1944 roku na terenie obozu zagłady Auschwitz przychodzi na świat dziewczynka o imieniu Haya. Niedługo potem młody niemiecki oficer komponuje dla niej sonatę. Kilka dekad później Amália, Portugalka o niemieckich korzeniach, po raz pierwszy w życiu spotyka w Berlinie swoją niemal stuletnią prababkę i zaczyna odkrywać karty nazistowskiej przeszłości rodziny. Dowiaduje się, że jej dziadek, którego dawno uznano za zmarłego, być może żyje na drugim końcu świata, w Rio de Janeiro. Pod wpływem tego spotkania młoda kobieta wyrusza w podróż do Brazylii, by wyjaśnić rodzinne tajemnice, które na zawsze miały zostać nieodkryte. W Rio de Janeiro poznaje parę ocalałych z Holocaustu Żydów, Adelę i Enocha, którzy przybliżają jej dramatyczne wydarzenia z czasów Zagłady oraz skomplikowane powojenne losy. Amália będzie musiała poskładać wszystkie elementy układanki, żeby dojść do prawdy. Tylko czy jest na nią gotowa? Sonata z Auschwitz to powieść łącząca historię ze współczesnością i dwie przeplatające się i uzupełniające opowieści rodzinne, by ujawnić najlepsze, a także najbardziej okrutne oblicza ludzkości.
Książka zdobyła ogromną popularność w Brazylii i Portugalii, ukazała się również we Włoszech i Francji. Autorka, znana brazylijska pisarka specjalizująca się w powieściach historycznych, do swoich książek przeprowadza zwykle drobiazgową kwerendę, w związku z którą odwiedziła również Polskę. W naszym kraju mieszka również bratanek pisarki, kompozytor, który na potrzeby powieści skomponował sonatę „Für Haya".
LUIZE VALENTE nasceu no Rio de Janeiro, é escritora, documentarista e jornalista, com mais de 25 anos de experiência em televisão, nas redes Globo, Bandeirantes, canal GNT e GloboNews. É autora de diversas obras e documentários, entre os quais se destacam o livro em coautoria com Elaine Eiger Israel: rotas e raízes, e os documentários Caminhos da Memória: a Trajetória dos Judeus em Portugal (2002) e A Estrela Oculta do Sertão (2005), que recebeu o prémio de Melhor Documentário no Festival Internacional de Cinema Judaico de São Paulo.
A partir de 2012 envereda pela ficção, publicando na Editora Record o romance histórico O Segredo do Oratório (2012).
Em 2015 foi lançado, igualmente pela Editora Record, o seu novo romance histórico, Uma Praça em Antuérpia, que agora temos o privilégio de editar em Portugal na ilustre Coleção da História de Portugal em Romances. Estão a decorrer negociações com uma produtora de Nova Iorque para a adaptação deste título ao cinema.
Tenho que começar por dizer que todas as palavras que conseguir exprimir sobre esta obra não serão o suficiente para enaltecer esta leitura que eu tanto gostei. Este livro traz-nos histórias que se cruzam e que se unem como pequenas peças de um puzzle, Amália e Adele são de gerações diferentes, supostamente não têm nada a ver uma com a outra e no entanto têm tudo a ver. A história de uma leva à história da outra.
Todas as histórias e segredos que vão se desenrolando têm um propósito - o de resolver o mistério do desaparecimento do avô de Amália, estará ele vivo? Quem foi ele? Que papel teve ele num dos períodos mais negros da história, o Holocausto?
"Sonata em Auschwitz" é uma história ficcionada mas tal é a precisão, a qualidade de excelência de investigação da autora, que nos leva acreditar que é um relato de histórias verídicas, como um interessado que sou pelo assunto, sei muito, já li muito, vi muitos filmes, documentários e por isso consigo sem dúvida dizer o quão esta obra é fantástica, só posso dar os meus parabéns pelo excelente trabalho, porque esta é uma obra que vai para além da simples escrita, eu fico sempre muito fascinado por autores que empenham-se numa pesquisa intensa para sustentar as suas obras e isso é de louvar.
Foi uma leitura um pouco lenta porque não é fácil digerir todo o horror que nos é descrito e eu tenho bastante dificuldade em lidar com isso, se há assunto que me revolta, que mexe comigo e com todo o meu sistema nervoso é este, a facilidade com que me coloco na pele dos outros fez com que chorasse durante longas páginas, que fizesse longas pausas sobretudo para respirar, para não acabar a gritar para o vazio e é por tudo isso que continuo achar que faz todo o sentido haver histórias sobre este período e nunca são demais, porque como li há uns tempos por aí "que nunca se esqueça, para que nunca mais se repita" e todo mundo tem tendência a ter fraca memória.
Confesso que estava à espera de um fim diferente, mas acho que faz sentido, numa história destas, não podemos esperar utopias e talvez isso me tenha feito apreciar mais a leitura.
Óptima cronologia histórica dos judeus romenos e húngaros, uma trama recheada de emoções fortes, segredos que após muitas décadas vão sendo desvendados, o passado alternando com presente... Tudo perfeito, mas ao chegar ao fim a desilusão tomou conta de mim, este final, que coisa mais "mexeruca"... :/
Na semana em que simbolicamente se celebra o dia em Memória das vítimas do Holocausto (27 de Janeiro), tive a oportunidade não só de ler o livro “Sonata em Auschwitz” como assistir ao lançamento do mesmo com a presença da autora. Luize Valente explicou que durante as suas pesquisas para escrever este livro voltou a Auschwitz onde permaneceu por vários dias para se embrenhar em toda a história e tentar sentir a dor de quem viveu aquelas atrocidades. Nesta pesquisa, Luize encontrou uma senhora de 101 anos que teve a infelicidade de ser levada para os campos de concentração grávida. Acabou por dar à luz no campo e apenas soube que era uma menina, pois nunca mais a viu. Esta história tocou sobremaneira Luize que decidiu idealizar um destino para uma bebé nascida em Auschwitz, embora tenha afirmado que as personagens da sua história não refletem a vida real desta senhora.
Numa altura em que se comemoram 73 anos do Holocausto esta leitura não podia vir mais a calhar. Apesar de ser uma obra de ficção, Luize baseou a sua história numa sobrevivente de Auschwitz a residir no Brasil.
A história começa em Portugal, com Amália, uma portuguesa de ascendência alemã, que por mero acaso ouve uma conversa telefónica entre a sua avó e o pai.
Apesar da ligação nula por parte da família paterna, Amália parte para a descoberta da sua família na Alemanha. Lá conhece a sua bisavó, Frida, que decide contar parte da história da sua família. De facto, Frida viveu toda a vida na dúvida de que o filho poderá estar vivo e a residir no Rio de Janeiro. Uma das provas será uma sonata que Friedrich terá composto em homenagem a Haya.
É essa dúvida que faz com que Amália procure descobrir mais sobre o seu avô, um oficial nazi, que por um acaso do destino acaba por renunciar a tudo o que acreditou quando vê uma judia a dar à luz uma menina. Sabendo qual o destino que é dado aos bebés, o oficial promete proteger aquela bebé fugindo com ela.
Mais um soberbo livro da autora! Uma leitura fluída mas cheia de suspense, que nos leva a descobrir um segredo de família, e a história de uma menina nascida em Auschwitz. Num lugar onde a humanidade e os bons sentimentos parecem ter morrido, surge um homem que vai mudar o destino de uma família. Lindíssimo! Leiam por favor!
Em 1944 nasceu um bebé nas barracas de Auschwitz. Em 1944 um jovem oficial alemão compôs uma sonata. O que têm estas histórias em comum? O que é que as liga? Este livro vai contar a história de duas famílias que se cruzaram no decorrer da guerra e depois, devido a Friedrich Schmidt..... -Podem ler mais aqui - http://saboreiaoslivros.blogspot.pt/2...
4,5* Segundo livro que leio da autora e embora com a mesma temática (Holocausto) , são histórias tão diferentes. Em Sonata em Auschwitz, Luiza Valente, intercala no presente uma história do passado desconhecido de Amalia, uma jovem descendente de um jovem nazi, reabilitando a sua opinião sobre os seus antepassados
Szczerze mówiąc, nie spodziewałam się, że ta książka będzie dobra. Przeczytałam kiedyś o niej słabą opinię i ponad półtora roku leżała na półce i kurzyła się. Coś, co rzuciło mi się od razu, kiedy zaczęłam czytać, to ogrom bohaterów, imion, nazwisk. Od samego początku przewijało się ich mnóstwo, co niestety powodowało to, że chwilami się gubiłam, kto jest kim i musiałam to mocno rozkminiać. Niemniej jednak autorka miała ciekawy pomysł na losy bohaterów, mimo tego, iż jest to fikcyjna opowieść, możemy znaleźć tam wiele faktów i dużo wzmianek odnoszących się do sytuacji na świecie podczas wojny. Splot wydarzeń jest ogromny, dzieje się bardzo dużo, przez co akcja cały czas toczy się bardzo dynamicznie. Ja mam zawsze problem, jeśli chodzi o książki o tematyce wojennej. Rzadko kiedy czytam takie książki, w których akcja nie dzieje się w okupowanej Polsce. Tutaj mamy Niemcy, Polskę, Węgry, Portugalię i Brazylię. Ale mimo wszystko dość dobrze mi się czytało tę książkę. Losy bohaterów są nieprzewidywalne i bardzo ciekawe.
Narrativa muito bem encadeada revelando as múltiplas perspectivas nesta história liderada por alemães, mas onde muitas outras nações também tomaram parte. Como me disseram ontem, em grupo as pessoas conseguem ser muito piores do que quando são indivíduos.
Një histori që i meriton 🌟🌟🌟🌟🌟. Nje sonatë për Hajën dhe një sonatë per Hermanin. Haja në hebraisht do të thotë Jetë. Një himn mbi jetën dhe mirësinë qe ka në shpirtin e njeriut pavarësisht gabimeve fatale që sjell histeria dhe politika. Një foshnjë ia del të lindë në Aushvic. Jeta lind atje ku gëlon vdekja. Një simbolikë e fortë që na vë përballë dy realitete diametralisht të kundërta. Atje ku mbillet vdekja kompozohet një sonatë për jetën. Kjo melodi të shoqëron në çdo faqe të librit dhe në fund duke zbuluar kuptimin e saj e ndjen dhe e degjon mes rreshtash. Një libër për të mos u humbur. Një fiction i sjellë kaq bukur dhe kaq real sa duhet sikur bashkë me personazhet jeton tmerret e holokaustit, udhëton në trenat e vdekjes, ndjen erën e rëndë dhe hirin e krematoriumeve… por ndjen dhe peshën e kujtimeve, brejtjen e ndergjegjes dhe keqkuptimet. . . . . . . #lexonilibra #libratemire #unelexoj #kendi_i_leximit #goodbooks #booklover #bookblogger #bookaddicted #bookaddiction #instabook #bibliophile #biblioterapia #bibliomania #bibliomaniac #bookish #goodreads #bookstagram #bookshelf #instabooks #books #goodreads #reading #readingtime #igbooks #bookrecommendations #sonateneaushvic #luizevalente
Quando soube que a autora Luize Valente iria lançar um novo livro em Portugal sobre o Holocausto decidi logo que o iria ler. Não só pela temática, que como sabem, me agrada. Mas por já ter lido Uma Praça em Antuérpia e ter adorado.
A todos os amantes de leituras sobre a temática, leiam este livro. Por todas as razões e mais alguma. História muito bem escrita, com uma linguagem acessível, que flui naturalmente. Um enredo que nos prende desde o início, em que vai "saltando" entre o passado e o presente. Com dados e factos históricos muito reais e descritos de uma forma quase cinematográfica.
Once again, I LOVED Luize Valente's book! Subtle, fast moving, intriguing characters, good historical characterization, and the marvelous surprise of the Sonata, written by the Author's Nephew express for her book, and which can be heard in her site! What a wonderful complement to this poignant story, rising from an historical investigation both rigorous and touching from a human point of view. I had already loved Luize's other book, Uma Praça em Antuérpia - also about sisters who get separated during the Holocaust... But this is superb, and with the music score at the end of the book and the possibility to hear the "Sonata" in her site!
I would name it a "sensory literature", because it can make us feel smells, flavors, see places in three dimensions, cinematographically, listen to melodies.
A masterly and rich portrait of the historical picture of World War II, related to the rise of Nazism and the Holocaust, and, at the same time, a so powerful narrative - it really makes us present in this recent past, stirring deeply with our emotions and feelings, as if we were in the skin of the characters.
By the way, the characters are fascinating! The novel flows on the margins of any kind of manichaeism. I was definitely in love with the unforgettable, anthological, Enoch, Eva, Friedrich. But everyone who passes through this literary Sonata, even though really "en passant", has an overwhelming humanity.
Sonata in Auschwitz also makes us reflect on the cycles that have historically been repeated, about war and love, resistance and art as extreme and non-exclusive human conditions. A novel about the incomprehensible, but also about hope. A Sonata for Humanity - that's what Luize Valente wrote.
Rok 1944. Czas wszechobecnego strachu, głodu, walki o kolejny dzień, o kolejny oddech. Czas narodzin i śmierci. Czas wiary, nadziei i modlitwy. Czas narodzin pewnego dziecka na terenie Auschwitz. Czas skomponowania przez pewnego niemieckiego oficera przepięknej sonaty, w której ukryta została pewna tajemnica. Czas wyboru między mniejszym a większym złem. Rok 1944...
Historia rodziny Amálii skrywa wiele tajemnic, niedomówień i cierpienia, a temat II Wojny Światowej jest tematem zakazanym. Pewnego dnia usłyszana przez przypadek rozmowa, sprawia, że Amália postanawia rozwikłać rodzinną tajemnicę. Niemal z dnia na dzień rzuca się w wir poszukiwań odpowiedzi na mnożące się pytania, a spotkanie ze stuletnią prababcią jest jedynie początkiem ekscytującej podróży łączącej przeszłość z teraźniejszością. Po śmierci prababki Amália wyrusza do Brazylii w poszukiwaniu kobiety ze zdjęcia sprzed lat, licząc, że ta pomoże jej w odnalezieniu brakujących elementów z przeszłości. Amália za wszelką cenę pragnie odkryć, dlaczego jej dziadek ryzykował życiem dla dziecka żydowskiego pochodzenia, wywożąc je z Auschwitz oraz wyjaśnieniu, co stało się z mężczyzną po wojnie. Z czasem na światło dzienne zaczynają wychodzić najmroczniejsze sekrety obu rodzin - Amálii i Hayi. Dla Amálii odkrywanie przeszłości jest również próbą odkrycia własnej tożsamości, dowiedzenia się, kim tak naprawdę jest. Jak zakończą się poszukiwania prawdy przez Amálię? Jakie jeszcze tajemnice sprzed lat skrywają obie rodziny? Jakie znaczenie miała sonata, skomponowana przez młodego niemieckiego oficera Friedricha Schmidta? Czy obie rodziny zaznają wreszcie upragnionego spokoju po zmierzeniu się z demonami przeszłości?
Dlaczego warto to przeczytać
"Sonata z Auschwitz" jest jedną z lepszych powieści historycznych, które miałam przyjemność przeczytać na przestrzeni lat. Powieść trafia do najgłębszych zakamarków duszy czytającego już od pierwszych stron, a opisana w niej historia zostaje z czytelnikiem na długo po odłożeniu książki. "Sonata z Auschwitz" to mozaika sprzeczności: delikatności i okrucieństwa, miłości i nienawiści, nadziei i śmierci, prawd i kłamstw. Czytając powieść, płynnie przemieszczamy się między wydarzeniami z przeszłości i teraźniejszości. Ten mały zabieg pozwala Czytelnikowi odkrywać pomału tajemnice poszczególnych bohaterów, historię obu rodzin. sprzed wielu lat, tajemnicę, która skłóciła rodzinę Amalii, a ją samą wysłała w podróż na drugi koniec świata. Już od pierwszych stron powieść przenosi Czytelnika do czasów i wydarzeń, które każdy chciałby wymazać z kart historii. Każdy z bohaterów powieści fascynuje swoją historią, podejściem do życia i przeszłości, do tajemnic, które skrywa on i jego bliscy. Autorka bardzo realistycznie przedstawiła w niej kolejne wydarzenia, dzięki czemu czytając książkę, mamy wrażenie, jakbyśmy siedzieli i słuchali opowieści kogoś, kto żył w tamtych czasach, kto przeżył jeden z najtrudniejszych okresów Świata. "Sonata z Auschwitz" to powieść, która wywołuje skrajne emocje i zmusza czytelnika do refleksji - nad tym, co było, co jest i co kiedyś może nastąpić. Powieść, która ukazuje, że pośród ciemności i zła, można odnaleźć niewielki promyk nadziei i dobra.
Ostatnie słowo o książce
Luize Valente stworzyła pełną dramatyzmu (i piękna) opowieść o życiu, miłości, ludzkim sumieniu i o demonach przeszłości, które nigdy nie cichną. O poszukiwaniu własnej tożsamości i miejsca na świecie. O tajemnicach, które wiążą przeszłość z teraźniejszością i często z przyszłością. O życiu, o które zawsze warto walczyć, nawet jeśli przyjdzie zapłacić za to najwyższą cenę. I wreszcie - "Sonata z Auschwitz" to brutalna opowieść o czasach pełnych okrucieństwa i pogardy, o których nie można zapomnieć. Nigdy. "Sonata z Auschwitz" mimo że podejmuje tak trudną tematykę i przedstawia rozdzierającą serce historię walki dobra ze złem, walki własnych przekonań z przekonaniami narzuconymi przez innych, i o walce o znalezienie prawdy, jest to powieść dająca nadzieję, że nawet po najgorszych momentach nadchodzą lepsze. Sięgnijcie po "Sonatę z Auschwitz" i dajcie się zachwycić pięknej opowieści utkanej z naznaczonej cierpieniem przeszłości. Książkę polecam wszystkim, nie tylko osobom, które lubią powieści historyczne lub powieści inspirowane prawdziwymi wydarzeniami.
Adorei o anterior livro de Luize Valente, “Uma Praça em Antuérpia”. Achei esta autora muito especial, pela forma de escrever, de nos envolver nas histórias e de nos “ensinar” sobre momentos históricos como se estivesse a falar da coisa mais banal do mundo, ainda que os momentos sejam críticos.
Este livro, nesse aspecto, foi igualmente excepcional!
Eu não quero escrever aqui um resumo muito alargado sobre a história, porque facilmente uma pessoa dá por si a contar a história toda, com imensos spoilers.
Digamos apenas que, mais uma vez, saltamos embalados entre o passado e o presente e somos constantemente surpreendidos com o enredo, as personagens, os acontecimentos.
Amália sabe que tem na família um passado do qual os pais se quiseram afastar. Ao interceptar uma chamada entre o pai e a bisavó, com a qual ele não tem contacto há dezenas de anos, fica demasiado curiosa e vai tentar encontrar que passado é esse de que os pais se envergonham. Consegue encontrar a bisavó, que lhe conta algumas partes da história, em particular que o seu avô, Friedrich Schmidt, inicialmente introduzido na Juventude Hitleriana e piloto da Luftwaffe, após um acidente de avião deixa de poder pilotar e são-lhe assignadas outras funções pelo Reich, nomeadamente ir a Auschwitz investigar denúncias sobre desvios de dinheiros e bens do Reich (sacados aos judeus assim que lá chegavam). Ao chegar a Auschwitz tem um rebate de consciência e humanidade ao testemunhar o que lá acontecia e percebemos que salva uma recém-nascida judia, Haya, para quem compõe uma sonata (tinha formação musical) e que desaparece ao tentar salvá-la.
Mas a bisavó não lhe conta toda a história e, entretanto, dá o último sopro, pelo que Amália decide tentar encontrar Haya para saber qual foi a sua história, qual o envolvimento do seu avô com ela e o que terá afinal sucedido com ele. Terá realmente morrido? Será que ainda está vivo? Será o seu avô pai dessa bebé judia?
E é aqui que entramos nesta viagem entre o passado e o presente, onde se misturam terrivelmente bem factos históricos com ficção, onde se dilui a história da família de Haya naquilo que foi uma das maiores vergonhas do século XX.
É um facto que no núcleo desta história está o cenário da II Guerra Mundial, com um foco particular no movimento anti-semita na Alemanha, Hungria e noutras partes do Mundo e, como se depreende pelo título, nos “campos de trabalho”, nomeadamente Auschwitz. Já todos sabemos sobre o assunto, aprendemos nas aulas de história, lemos sobre isso, vimos documentários, quem nunca viu “A Lista de Schindler”?
Só que esta autora tem a capacidade fantástica de nos fazer sentir na pele o que milhares de judeus terão sentido naquela altura, quando se viram capturados e enviados nem sabiam para onde. Essas partes não são fáceis de ler, como podem compreender, em particular as partes sobre as chaminés e o céu permanentemente carregado de cinzas, mas até mesmo as condições desumanas em que viviam até chegar a sua vez de irem para a câmara de gás.
Não é demasiado chocante no sentido de ser algo completamente novo (são factos históricos que já sabemos), mas é muito tocante, porque nos tornamos muito próximos das personagens e só lhes queremos deitar a mão e tirá-los daqueles vagões e daquele lugar onde se ia para morrer.
“Quem salva uma vida salva o mundo inteiro”…
No meio disto, vamos continuamente sendo surpreendidos por pormenores da história da família de Haya e sobre o que realmente aconteceu com o avô de Amália.
Tive pena de no final não acompanharmos como foi para Amália lidar dali para a frente tendo conhecimento do seu passado. Era bom que tivesse havido um confronto entre Amália e os pais, para que tudo se clarificasse e ficassem todos em paz.
Apesar disso é um livro fabuloso, porque não é fácil ler sobre este tema do Holocausto e acho que só mesmo Luize Valente para me fazer ler um livro sobre este assunto de uma forma ávida.
A história inicia-se com um piloto alemão, num dilema pessoal, de salvar um bebé judeu, nascido em Auschwitz. Depois, conhecemos Amália, uma jovem portuguesa mas de ascendência alemã e que, por acaso, ouve um telefone do seu pai e decide ir à Alemanha para conhecer a sua bisavó e ficar a saber um pouco mais sobre o passado da sua família. Quanto ao enredo, não vou desvendar para não vos estragar as pequenas surpresas que vão surgindo ao longo da leitura. Primeiro que tudo, quero que falar no excelente trabalho de investigação de Luize sobre o Holocausto, que conseguiu relatar-nos e colocar-nos na pele de quem passou por todos os horrores. Nota-se claramente Também gostei bastante da estrutura que autora escolheu para nos ir contando a história, alternando entre passado e presente, onde, só aos poucos vamos descobrindo o passado das personagens.
Foi uma leitura muito prazeirosa e interessante, com bastante informação sobre o que os judeus sofreram durante a 2ª Guerra Mundial mas só senti que lhe faltou "algo final" que me emocionasse como o outro livro da autora. De qualquer modo, é um livro que recomendo, sem reservas, a todos os que gostam de ler sobre o Holocausto.
Comecei a leitura de Sonata em Auschwitz, logo depois de ler Kindred e, olha, nem sei como to inteira. A podridão humana pode ser bem sem limites. O livro conta a história de Amália, uma portuguesa filha de alemão que acaba no meio de uma busca pelo passado de seu pai, depois de ouvir uma conversa telefônica às escondidas. Ela pouco sabia da história de seu pai, assim, sai de Portugal, passa pela Alemanha e chega ao Brasil e vai descobrindo muito sobre sua família. Nesse passado se entrelaçam as histórias da judia Adele e sua filha Haya, nascida em Auschwitz, e de Friederich, um nazista. Muitos outros personagens são fundamentais na vida deles também e cada um teve seu papel e seus segredos escondidos. Enquanto Amália vai descobrindo seu passado, nós vamos entrando no inferno do holocausto. Luize Valente consegue transmitir muito bem o horror dos campos de concentração e dos desesperos da guerra. Em alguns momentos parei a leitura para poder dar uma respirada. E uma leitura que super indico para quem gosta da temática da segunda guerra como eu. Mas prepare o lencinho e a força para aguentar.
"Sonata em Auschwitz" é um romance ficcional mas que, com tanta precisão de factos e uma clara investigação profunda e incrivelmente bem feita, nos transporta para uma dimensão que poderia perfeitamente ser uma história verídica. É de louvar, sem dúvida, tanta veracidade dos factos e pela escrita fenomenalmente bem conseguida! Devo confessar que foi uma leitura lenta, essencialmente por preguiça, mas também por ser difícil de lidar e digerir certas descrições feitas pela autora. Devo confessar que me vieram as lágrimas aos olhos por diversas vezes tal era explícito e real a descrição da situação. Termino com a citação de uma passagem que penso que talvez resuma, de certa forma, aquilo que foi a vida de quem passou pelo horror de Auschwitz. “Naquela noite, Haya e Adele dormiram abraçadas, assim como outras mulheres em volta. Ouviam-se os soluços. Órfãs de mãe, órfãs de filhos, órfãs de irmãs, órfãs de humanidade.”
Po przeczytaniu "Królików z Ravensbrück" i "Bibliotekarki z Auschwitz" nie miałam wielkich oczekiwań co do tej książki. Może to i lepiej, bo zamiast się rozczarować miałam miłą niespodziankę. Książkę na początku trochę trudno zrozumieć, miesza się przeszłość z teraźniejszością, losy różnych postaci i zanim czytelnik dowie się kto jest kim i jakie ma powiązania z rodziną Amalii czuje się trochę zagubionym. Na szczęście wraz z kolejnymi stronami wszystko się wyjaśnia i książka jest naprawdę ciekawa. Dziękuję autorce za dodanie linku do sonaty dla Hai, zaoszczędziło mi to czasu na szukanie czy taki utwór rzeczywiście istnieje i nie potrafiłam sama sobie wyobrazić jego dźwięku. Słuchając tuż po przeczytaniu ostatniej strony, dostałam gęsiej skórki.
Não é o tipo de livro que consiga ler sem parar. As atrocidades que vão acontecendo e o que vamos descobrindo fazem com que seja preciso parar de vez em quando para refletir. Apesar de tudo o que já li e vi sobre o Holocausto, nunca consigo deixar de ficar surpresa e horrorizada com o que os nazis fizeram. A história deste livro é bastante envolvente e não previ, de todo, o rumo que a história levou.
Adoro a escrita da Luize Valente, é fluida e fácil de leitura. Este livro é daqueles que te faz sempre querer ler mais uma página, porque cada capítulo acaba com suspense. A narração super detalhada e os personagens muito bem desenvolvidos. Ótimo livro para ter mais conhecimento sobre esta área(mesmo eu não tendo muito, achei este livro muito fiel á história mas também com a sua parte de ficção muito bem desenvolvida). Simplesmente adorei! Leiam🫶🏻
4,5* Segundo livro que leio da autora e embora com a mesma temática (Holocausto) , são histórias tão diferentes. Em Sonata em Auschwitz, Luiza Valente, intercala no presente uma história do passado desconhecido de Amalia, uma jovem descendente de um jovem nazi, reabilitando a sua opinião sobre os seus antepassados