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Meu corpo ainda quente
Quando você descobriu pela primeira vez que seu corpo não era seu? Em Vermelha, uma fictícia cidade de desova da ditadura militar inspirada na Diadema dos anos 80, mulher nenhuma tem o próprio corpo. É lá que Jô vive e cresce e precisa escolher entre aprender a viver em um corpo emprestado ou sair em uma jornada para tomar o próprio corpo para si. Uma escolha que a levará para dentro da geografia de seu corpo de mulher, esse lugar assombrado, pós-apocalíptico, onde ela terá que negociar com a loucura e com a morte se quiser voltar à vida. “Meu corpo ainda quente” é um romance e também um conto de fadas distópico, mas, antes de tudo, um manifesto poético-feminista.
120 pages, Paperback
First published October 31, 2020
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Community Reviews
Displaying 1 - 22 of 22 reviews
March 10, 2022
O argumento do livro e seus temas são belos e potentes, mas se perdem um pouco na própria poesia
Meu corpo pertence a mim? Como fugir de si mesma? Como me costurar depois das violências físicas e psicológicas? Como amar depois dos traumas?
A autora constrói uma narrativa potente sobre uma criança e uma jovem lidando com todas essas questões em plena ditadura militar, numa cidade-depósito de corpos e vidas.
O estilo de escrita mescla as ações dos personagens com metáforas e histórias. Muito belo, mas, sem um descanso ou respiro na profusão de metáforas, cansativo.
No início do livro, estava encantada. No meio, confusa. No fim, cansada.
Senti falta de um pézinho no chão, um terreno mais firme e mais singelo pra poesia poder flutuar sem estufar.
Meu corpo pertence a mim? Como fugir de si mesma? Como me costurar depois das violências físicas e psicológicas? Como amar depois dos traumas?
A autora constrói uma narrativa potente sobre uma criança e uma jovem lidando com todas essas questões em plena ditadura militar, numa cidade-depósito de corpos e vidas.
O estilo de escrita mescla as ações dos personagens com metáforas e histórias. Muito belo, mas, sem um descanso ou respiro na profusão de metáforas, cansativo.
No início do livro, estava encantada. No meio, confusa. No fim, cansada.
Senti falta de um pézinho no chão, um terreno mais firme e mais singelo pra poesia poder flutuar sem estufar.
January 11, 2024
então tá
Read
June 9, 2026vi bastante potencial no tema que foi exposto numa linguagem e num estilo bem seguros de si mas que acabam se traindo justamente por abusar demais dos assuntos tratados
apesar de curto, as falas a respeito do corpo, da historia, de ser mulher, de se encontrar na escrita, da morte, fica tudo meio encavalado e a narrativa vai trombosando. faltou respiro
gostei desse estilo fabular em que o livro se dispõe. e não conseguia parar de pensar que o material daria uma *ótima* peça
apesar de curto, as falas a respeito do corpo, da historia, de ser mulher, de se encontrar na escrita, da morte, fica tudo meio encavalado e a narrativa vai trombosando. faltou respiro
gostei desse estilo fabular em que o livro se dispõe. e não conseguia parar de pensar que o material daria uma *ótima* peça
April 10, 2026
Eu sou o demônio que possui meu próprio Corpo.
não morro de amores com esse tipo de escrita poética, mas do começo pro meio do livro cheguei bem perto de me emocionar muito
do meio pro final ficou um pouco cansativo e abstrato demais
não morro de amores com esse tipo de escrita poética, mas do começo pro meio do livro cheguei bem perto de me emocionar muito
do meio pro final ficou um pouco cansativo e abstrato demais
This entire review has been hidden because of spoilers.
December 21, 2022
É lindo, é profundo, é fluido
Mas é tão poético que é cansativo
Mas é tão poético que é cansativo
December 12, 2024
A leitura de meu corpo ainda quente foi o primeiro contato que tive com a obra de sheyla smanioto. Confesso que inicialmente eu acreditava que o livro teria uma prosa poética que seria entrelaçada com a história do período ditatorial, mas fui surpreendido com os elementos ficcionais que são trazidos na obra – como a criação da cidade de Vermelha.
Em primeiro lugar, penso que este foi um livro que o fato de eu tê-lo fisicamente contribuiu muito para que eu tivesse uma leitura “boa” sobre ele. Toda a decoração do livro com as páginas com os detalhes em vermelho, o estilo das folhas, a capa, tudo contribuiu para que eu entendesse que estava lendo uma narrativa que queria se relacionar com o poético e com o que é construído na história: a cidade de Vermelha como uma cidade de desova dos corpos descartados pelo regime militar.
Nesse contexto, sabemos que uma constante da ditadura militar brasileira está no desaparecimento dos corpos e das histórias que jamais recebem um ponto final. Essa discussão tem ficado muito em alta depois do lançamento de Ainda Estou Aqui em que é retratada uma de tantas histórias terríveis do que aconteceu nesse período e das lacunas que quem fica precisa preencher para tentar compreender e formular respostas sobre o que pode ter acontecido. São inúmeras as metáforas propostas pela narração do livro e eu acredito que esse tenha sido o jogo narrativo que mais chamou a minha atenção. Temos a repetição do “só morre quem não presta”, a dinâmica de um pai autoritário/abusivo, mulheres que são repetidamente violentadas, e em meio a isso temos uma menina-mulher tentando se compreender como sujeito do mundo e formar a sua própria identidade. Fiquei pensando muito nos “só morre quem não presta” porque de certa forma isso até hoje é dito por determinadas pessoas que defendem um retorno ao regime ditatorial e viveram (ou nem isso) no interior durante o último regime. Colocando no contexto de se estar em uma cidade de desova de corpos, isso acabou se tornando potente a cada vez que aparecia – principalmente quando a protagonista tenta compreender o que aconteceu com a sua mãe para que ela fosse a pessoa a morrer, afinal, a mãe dela prestava.
Ao todo, foi um livro que me pegou demais pela ancestralidade, pelo pertencimento e pela incessante busca de preencher lacunas geradas pelas violências. Entretanto, tenho plena convicção de que eu só realmente gostei da leitura porque tive o livro fisicamente para ler.
Em primeiro lugar, penso que este foi um livro que o fato de eu tê-lo fisicamente contribuiu muito para que eu tivesse uma leitura “boa” sobre ele. Toda a decoração do livro com as páginas com os detalhes em vermelho, o estilo das folhas, a capa, tudo contribuiu para que eu entendesse que estava lendo uma narrativa que queria se relacionar com o poético e com o que é construído na história: a cidade de Vermelha como uma cidade de desova dos corpos descartados pelo regime militar.
Nesse contexto, sabemos que uma constante da ditadura militar brasileira está no desaparecimento dos corpos e das histórias que jamais recebem um ponto final. Essa discussão tem ficado muito em alta depois do lançamento de Ainda Estou Aqui em que é retratada uma de tantas histórias terríveis do que aconteceu nesse período e das lacunas que quem fica precisa preencher para tentar compreender e formular respostas sobre o que pode ter acontecido. São inúmeras as metáforas propostas pela narração do livro e eu acredito que esse tenha sido o jogo narrativo que mais chamou a minha atenção. Temos a repetição do “só morre quem não presta”, a dinâmica de um pai autoritário/abusivo, mulheres que são repetidamente violentadas, e em meio a isso temos uma menina-mulher tentando se compreender como sujeito do mundo e formar a sua própria identidade. Fiquei pensando muito nos “só morre quem não presta” porque de certa forma isso até hoje é dito por determinadas pessoas que defendem um retorno ao regime ditatorial e viveram (ou nem isso) no interior durante o último regime. Colocando no contexto de se estar em uma cidade de desova de corpos, isso acabou se tornando potente a cada vez que aparecia – principalmente quando a protagonista tenta compreender o que aconteceu com a sua mãe para que ela fosse a pessoa a morrer, afinal, a mãe dela prestava.
Ao todo, foi um livro que me pegou demais pela ancestralidade, pelo pertencimento e pela incessante busca de preencher lacunas geradas pelas violências. Entretanto, tenho plena convicção de que eu só realmente gostei da leitura porque tive o livro fisicamente para ler.
January 26, 2021
Assim como Desesterro, esse romance possui uma cadência muito peculiar e você deve ler com muita atenção para não se perder (embora eu não saiba se captei tudo direitinho).
A experiência de leitura é amplificada pelo tom vermelho entre as páginas, realçando toda a violência da cidade fictícia, Vermelha, onde os corpos descartados da ditadura vão parar.
Esse dado sociológico histórico do Brasil não é aprofundado, mas colocado como síntese no livro na quarta capa. Claro que existem elementos e discursos dentro da narrativa que reforçam isso, mas o principal é a relação entre a Mãe (Antônia) e a filha (Jô). A posse do corpo das mulheres, para mim, é o grande fio "costurador" da narrativa. E tudo dito de um jeito metafórico e intenso, um jeito que a maioria das mulheres já deve ter se percebido. Creio que a experiência de leitura de Meu corpo ainda quente é muito mais intensa para as mulheres.
Violências (nem tão) silenciosas dentro de casa, uma mãe repetindo "só morre quem não presta", um Pai autoritário e uma filha que, diante de um acontecimento chocante, se vê migrando para a capital - o que não dura muito tempo, pois volta para recolher os cacos de muitos corpos...
Gostei muito da história e fiquei tocada pela impossibilidade de Jô amar uma pessoa, devido a essa enxurrada de narrativas sobre os nossos corpos, corpos que estamos lutando para recuperar o direito de ocupação.
A experiência de leitura é amplificada pelo tom vermelho entre as páginas, realçando toda a violência da cidade fictícia, Vermelha, onde os corpos descartados da ditadura vão parar.
Esse dado sociológico histórico do Brasil não é aprofundado, mas colocado como síntese no livro na quarta capa. Claro que existem elementos e discursos dentro da narrativa que reforçam isso, mas o principal é a relação entre a Mãe (Antônia) e a filha (Jô). A posse do corpo das mulheres, para mim, é o grande fio "costurador" da narrativa. E tudo dito de um jeito metafórico e intenso, um jeito que a maioria das mulheres já deve ter se percebido. Creio que a experiência de leitura de Meu corpo ainda quente é muito mais intensa para as mulheres.
Violências (nem tão) silenciosas dentro de casa, uma mãe repetindo "só morre quem não presta", um Pai autoritário e uma filha que, diante de um acontecimento chocante, se vê migrando para a capital - o que não dura muito tempo, pois volta para recolher os cacos de muitos corpos...
Gostei muito da história e fiquei tocada pela impossibilidade de Jô amar uma pessoa, devido a essa enxurrada de narrativas sobre os nossos corpos, corpos que estamos lutando para recuperar o direito de ocupação.
December 10, 2023
Um livro muito bem escrito e construído em uma estrutura incomum. É extremamente poético, mas não consegui me conectar profundamente, embora tenha me emocionado algumas vezes. Como é um texto desenvolvido através de metáforas, passei todo o tempo tentando decifrar sobre o que e quem era, a conexão com eventos reais, porque a referência está lá, embora não tão óbvia, e isso me fez adotar uma postura excessivamente racional, que não combina com a subjetividade e beleza do texto.
November 10, 2024
Um bicho, um animal, um demónio, um humano cheio de vontades, sentimentos e reações, e se deixar permitir sentir e se levar se é fundamental para navegar em mares poéticos e isso se é pedido aqui em -meu corpo ainda quente.-
Se pertencer é algo constante, e nem todos pode se pertencer, ou entende a sua necessidade. Vamos por meio da vida se arrumando para se entender, se pertencer. Quem sabe um dia conseguimos ser somente.
Se pertencer é algo constante, e nem todos pode se pertencer, ou entende a sua necessidade. Vamos por meio da vida se arrumando para se entender, se pertencer. Quem sabe um dia conseguimos ser somente.
January 28, 2026
Gostei da linguagem poética e metafórica da autora para retratar uma história envolta por muitas violências, mas onde o foco está nos impactos desses eventos na formação psicológica e emocional das personagens, que refletem a realidade da experiência feminina geral. Única questão é que no final achei o uso dessa linguagem um tanto repetitiva e abstrata ao ponto de me fazer desconectar um pouco da narrativa.
September 29, 2026
Não sei se o problema é que não entendi o livro ou se é a forma como ele foi construído. A premissa é muito boa e há muitas frases bonitas, mas tudo parece que foi retirado aleatoriamente de um diário de sonhos que alguém mantém pra depois levar pra terapia, e digo isso no pior sentido possível mesmo. Percebo a intenção de fazer a história em poesia, mas simplesmente não funciona porque tudo fica mal costurado.
July 28, 2023
Com uma escrita poética e forte, me senti lendo afetos, e não palavras.
Não por acaso se passando na cidade de Vermelha, as reflexões de uma menina-mulher sobre o próprio corpo, o viver e o morrer. O que é construído é uma relação de constante ausência, violencia e traz uma culpa que nada diz respeito a alma.
“Só morre quem não presta”
Como conviver com esse corpo que carregamos?
Não por acaso se passando na cidade de Vermelha, as reflexões de uma menina-mulher sobre o próprio corpo, o viver e o morrer. O que é construído é uma relação de constante ausência, violencia e traz uma culpa que nada diz respeito a alma.
“Só morre quem não presta”
Como conviver com esse corpo que carregamos?
May 15, 2024
Eu participei de um curso da Sheyla e estava ansiosa para ler um dos seus livros. Meu corpo ainda quente tem uma temática bastante profunda e triste associada ao ser mulher e ancestralidade. A prosa lírica permanece no decorrer de todo o livro o que introjeta uma carga emocional ainda maior. Acredito que não é um livro para todos, tem que estar disposto a mergulhar e sentir.
June 12, 2021
Quem sou eu e quem ocupa o meu corpo?
November 1, 2022
Poético mas muito confuso, difícil de acompanhar a narrativa.
May 2, 2024
traz muitas reflexões, com muito delírio e poesia. difícil acompanhar a leitura tentando racionalizar tudo o que é narrado. acredito que o livro passa uma mensagem, que se perde em meio a narrativa.
October 1, 2024
"Como ser feliz e amar em uma terra tão triste?"
September 12, 2025
é... foi uma maneira de contar algo que eu já li em outros livros, em outros ensaios, mas com uma narrativa que não me acendeu muita coisa.
March 1, 2026
Acho que teria gostado mais se não tivesse lido a sinopse, pois a metáfora fica um tanto repetitiva, apesar do livro ser curtinho.
June 22, 2026
eu tentei entender mas o livro é confuso, tenho algumas teorias e estou a espera de poder discuti-las entre amigos!
June 18, 2021
One would say thought provoking book, I can only say "body sensory" provoking book. The author's way of using the words is provocative. Unsettling. It brings my body memories to life. It is uncomfortably (in a good sense) truthful to the extent of complex emotions a woman's body is exposed to.
Read
April 30, 2021sheyla escreve e seu corpo concorda com sua alma.
então eu ouço o burburinho de mulheres antigas
dentro de cada palavra.
então eu ouço o burburinho de mulheres antigas
dentro de cada palavra.
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