Malu Gaspar destrincha, numa crônica eletrizante, a história completa (e a secreta) da ascensão, do auge e da queda da Odebrecht.
Em 2015, quando a força-tarefa da Lava Jato fulminou o “clube” de empreiteiras que controlava os contratos com a Petrobras, a Odebrecht liderava com folga o ranking das empresas de engenharia nacionais. Delatados por colaboradores da Justiça, alguns de seus principais executivos foram presos, acusados de uma volumosa coleção de crimes. Para tentar sobreviver à hecatombe, a organização ― era assim que os controladores e funcionários se referiam à companhia ― e seus dirigentes confessaram um longo histórico de práticas escusas que abalou a República e chocou o mundo, envolvendo propinas a centenas de políticos, de prefeitos a presidentes. Emilio e Marcelo Odebrecht, pai e filho, cujo relacionamento sempre fora difícil, romperam publicamente em meio a um duelo de denúncias. Neste livro sobre a glória e a desgraça da Odebrecht, Malu Gaspar desvenda as engrenagens de um sistema de corrupção que parecia inviolável, e lança luz sobre as espúrias relações entre Estado e empresas que condicionaram por muito tempo uma espécie de “capitalismo à brasileira”.
Trabalho gigantesco de reportagem mostrando os bastidores da operação da Odebrecht ao longo de mais de 50 anos, em especial na última década. Texto fluido e empolgante.
Another masterpiece of Malu Gaspar. Amazing tale of corruption and struggle for power going back to the 1970s. Nevertheless, Malu tells the story in a nuanced and balanced ways, with no heroes or vilains, just human actors pursuing their interest within a flexible moral code.
O livro “A Organização” é decepcionante. Por trás desse calhamaço de 750 páginas mais anexos, a verdade é que lemos muito pouco. A sensação é a de percorrer uma lista de fatos e diálogos – alguns inéditos, outros nem tanto – sem grande desenvolvimento ou análise.
O grande foco do livro é o esquema que veio depois a ser conhecido como Petrolão. Por mais relevante que esse tópico possa ser, penso que há um problema de ênfase. Durante toda a obra, Emílio Odebrecht é mencionado como “aquele que cuidou da empresa em sua maior crise nos anos 1990.” O destaque a esse momento, entretanto, é ridiculamente pequeno. Se o livro se propõe a contar a história da Odebrecht, esses outros momentos também são de interesse. Além disso, falta fleuma e detalhe para tratar de todas as maracutaias anteriores da companhia. Se a graça da história é a fofoca e a confusão, sinto que só sabemos um pouco do Petrolão.
Incomoda-me, também, a ausência de um personagem marcante nessa história. A autora parece focar na própria empresa e na relação entre Emílio e Marcelo, mas nenhum dos três é descrito como digno de interesse. Marcelo é um controlador brilhante, Emílio é um velho bonachão e só. Não há carisma, não há densidade, não há um mínimo de interesse gerado por essas personagens. Mesmo quando a jornalista tenta dar alguma sensibilidade, as coisas dão errado. Construções para dar densidade dramática soam piegas. Na posição 10856 da versão Kindle lemos:
‘Vira e mexe revisitava no celular, por razões práticas ou nem tanto, as mensagens recebidas da mãe. Uma delas saltava aos olhos, dolorida: “Filho, o tempo sem uma equação é contra todos nós”.’
Não é interessante, não é denso, não é nada. A construção sintática em volta deixa tudo forçado. Uma pena. Seguindo esse ponto, muito me frustrou a qualidade do texto da autora. Eu acompanho e admiro seu trabalho há tempos e decepcionei-me com o abuso de catacrese e frases feitas.
Finalmente, acho irresponsável a condescendência com os procuradores da Lava Jato. Ainda que a autora reconheça que se moviam por fanatismo, “em nome de uma sanha justiceira e missionária”, contemporiza a possibilidade de abusos na ação específica da Odebrecht. Afinal, para Gaspar, a quebra do processo legal teria ocorrido apenas no julgamento de Lula. Essa posição soa sem sentido, evasiva, covarde. Com a suspeição de Moro, parte dos processos relacionados à companhia (incluindo o Itaquerão, por exemplo) pode vir a tomar outro caminho. Muitos já identificavam os absurdos do juiz, mas a jornalista prefere relevar as críticas e tratar a Lava Jato e as delações como exógenas, anódinas, distantes da arena política real.
Acho esses problemas de uma infelicidade tremenda: a jornalista é excelente, e escrever esse livro não deve ter sido tarefa simples nem curta. É triste perceber a dificuldade de discernir o que é de fato informação nova do que foi antes apresentado nos jornais. Uma pena.
Um minucioso trabalho de pesquisa jornalística que destrincha os históricos esquemas de corrupção da "Organização". Sempre soubemos dos problemas que envolvem a relação público-privada, mas o livro nos dá uma dimensão quantitativa - provavelmente com informações pendentes, difícil saber - do poder de influência da Odebrecht ao longo de diferentes governos. Poderia ser uma leitura chata, mas a autora consegue construir uma narrativa que de algum modo nos cativa, explorando o perfil de cada um dos mandatários da empresa, assim como os momentos de tensão às vésperas da "implosão". Minha expectativa era de que a obra fosse um pouco mais analítica, mas a abordagem se mostrou mais descritiva (prepare-se para muitos números), o que não é um problema, apenas uma opção de abordagem. Discussões mais recentes, como a Vaza-Jato, são apenas tangenciadas. Valeria a pena ter algum fechamento daqui a alguns anos.
É possível uma empreiteira sobreviver no Brasil sem pagar propina? Essa é a pergunta que fica ao final de A Organização. Através das quase 600 páginas a história da Odebrecht é contada, dos seus dias gloriosos até a sua derrocada. Os meandros da articulação politica, o ambiente corporativo narcisista, arrogante e agressivo, a psicopatia de Marcelo Odebrecht. Tudo através de uma linguagem simples, fluída e repleto de referências. Um livro essencial sobre a história do Brasil recente.
Livro excelente e ao mesmo perturbador onde voce questiona todas as pessoas envolvidas com o setor publico no Brasil. De empresarios a politicos e juizes, tudo é permeado por corrupcao e jogos de influencia. Impressiona tudo ter vindo a tona mesmo com o nivel de corrupcao que tinhamos no Brasil. Que sirva de licao para o futuro.
A scary & dramatic tale of public/private affairs in Brazil
This almost “fantastic” book is a cautionary tale about the systemic corruption of a surreal company and latin American governments. The book is detail rich, has a powerful narrative and an incredibly well done research. It raises mixed feelings on every reader: Should he be sad and ashamed or hopeful for a better future? I guess both!
Impossível parar de ler. Do começo ao fim e por anos, conectam-se executivos, políticos, empresas e governo, tudo num texto ágil e relevante. Devia ser leitura obrigatória antes das próximas eleições. Dá raiva, tristeza, indignação e um baita medo em ver como as estruturas de poder corruptas vão fazer de tudo para manterem seus privilégios. Até cairem mortas. Recomendo.
O Brasil não é para principiantes – a gente sabe disso, mas às vezes esquece. Talvez por isso minha primeira reação ao receber o livro da Malu Gaspar foi “uau, esse livro é bem maior do que eu havia imaginado”. Quando ouvi falar que seria um livro sobre a Odebrecht, presumi que abrangeria apenas alguns anos da história recente, iniciando-se por volta de 2013-2014 com a Lava-Jato. Na verdade, a história começa a ser contada na década de 20, com a fundação da empresa – e não poderia ser diferente, afinal, como a gente percebe ao longo da leitura, seria impossível entender como chegamos até aqui sem conhecer décadas de personagens e relacionamentos tão complexos. Ao longo dos 25 capítulos, a autora detalha os principais acontecimentos da história da empresa, passando pelas relações familiares e políticas, e por fim, com a justiça. Além de ser um grande trabalho jornalístico de apuração e análise de uma quantidade gigante de informações, o livro nos prende com uma escrita envolvente, fazendo com que a gente se sinta uma mosquinha invadindo acontecimentos históricos sem ser notado. Apesar da leitura muito agradável, terminei o livro me sentindo desanimada afinal, a história termina sem um FIM. Ao longo das centenas de páginas, fica evidente o quão profunda e complexa é a questão da corrupção no Brasil, que extrapola fronteiras, sem se limitar a um partido político, ou a uma empresa ou a um ramo de negócios. Certamente é um problema que não foi e não será resolvido por uma única força-tarefa (ainda mais uma tão contaminada por interesses políticos). Sim, este foi um dos maiores esquemas de corrupção de que se tem notícia, mas foi apenas mais um e as condições para que algo do tipo ocorra novamente parecem estar todas aí. Recomendo muito a leitura, principalmente para aqueles que, como eu, não foram capazes de acompanhar totalmente os fatos conforme aconteciam (ou como dizia o meme, “vou ter que esperar sair em DVD”).
Malu, você é espetacular! Acho que todos os ministros do Supremo deveriam ler este livro. Uma obra-prima rica em detalhes dos bastidores do nosso país. Imperdível, esclarecedor e estarrecedor. Depois de tudo, o Brasil está regredindo, infelizmente.
"A Organização: A Odebrecht e o Esquema de Corrupção que Chocou o Mundo" é um livro de não-ficção escrito pela jornalista brasileira Malu Gaspar e publicado em 2019. O livro apresenta uma investigação detalhada sobre o esquema de corrupção da empresa Odebrecht, uma das maiores empreiteiras do Brasil e da América Latina.
Malu Gaspar apresenta um histórico da empresa, desde a sua fundação até a sua expansão para outros países, incluindo a utilização de subornos e práticas ilícitas para obter contratos em obras públicas. O livro também descreve o funcionamento do "Setor de Operações Estruturadas" da Odebrecht, que era responsável por operar um sistema de pagamento de propinas em vários países.
A autora apresenta detalhes sobre a investigação realizada pelas autoridades brasileiras, que culminou na Operação Lava Jato, e as revelações feitas por executivos da Odebrecht em troca de acordos de delação premiada. Malu Gaspar também discute o impacto político e econômico do esquema de corrupção, tanto no Brasil quanto em outros países onde a empresa atuava.
"A Organização" é um livro de grande importância para entender o funcionamento do esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato e suas consequências no Brasil e na América Latina. A autora apresenta uma narrativa clara e detalhada, baseada em ampla pesquisa e entrevistas com fontes-chave, que permite ao leitor compreender as complexidades do caso e a extensão do impacto da corrupção na política e na economia da região. Ela intercala a história da empresa ao longo dos anos, passando por 3 gerações e como etas se entrelaçavam, através da corrupção, com a política brasileira, seus personagens, seus diversos partidos. Um bom livro para entender o Brasil e uma parte significativa dos seus problemas. No fim relata como este modelo de corrupção e tráfico de influência foi exportado para outros países da América Latina e ��frica.
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Este livro é um resumo de décadas da história do país. Com uma ótima narrativa de Malu Gaspar, é agradável de ler apesar do tema. A cada página relembramos uma parte dos escândalos (os que a Odebrecht esteve envolvida) que fizeram a nossa história. Aprendemos que a organização teve a corrupção como modus operandi, ganhando obras através de propina há mais de 50 anos e montou um departamento especializado em desvio de dinheiro e caixa dois, com contratos e bancos espalhados pelo mundo para criar o fluxo de dinheiro necessário ao esquema de corrupção. Até uma cervejaria esteve envolvida para alimentar o caixa de dinheiro. Curiosamente, diversos dos seus executivos aproveitaram para lesar a própria empresa. Ladrão que rouba ladrão... Relembramos os crimes do Governo Collor e já vemos nesta época muitos personagens que continuam mandando no destino do país. Confirmamos impressões que tínhamos na época: que era impossível que Lula e Dilma não soubessem de nada. E nós, com a nossa memória curta, os recolocamos no poder. Entendemos melhor como a empresa (a mando do Governo do PT e com o dinheiro de nossos impostos) financiou 4 campanhas eleitorais na América Latina e na África. E, para rebater a defesa de que tudo foi inventado, lembramos que um ex-presidente do Perú se suicidou ao ver a polícia batendo na porta da sua casa. Dinheiro do BNDES alimentou contratos bilionários que serviram para alimentar campanhas, incluindo as do Brasil. E confirmamos o que já sabíamos: os políticos foram os que menos pagaram pelos seus crimes - por causa do foro privilegiado, seus processos seguem para um tribunal que os mantêm guardados como moeda de troca para que, em um futuro próximo, possam voltar a montar toda a máquina de corrupção que vai voltar a enriquecê-los e mais uma vez recolocar o país no seu devido lugar no Terceiro Mundo.
A Organização, de Malu Gaspar, é um relato minucioso sobre a ascensão e queda daquela que um dia fora uma das maiores construtoras do mundo.
Mais do que um estudo sobre a corrupção dentro de uma única empresa, o livro revela um sistema enraizado, no qual benefícios concedidos a políticos e figuras influentes são pilares para as operações de grandes construtoras. Sistema esse que data desde a ditadura militar, quando a Odebrecht já usava sua proximidade com figuras como Geisel para garantir licitações e aprovações legislativas.
Outro aspecto marcante do livro é o drama familiar desencadeado pela derrocada da empresa. A disputa de poder, impulsionada por egos inflados e ambições desmedidas, rapidamente se sobrepõe a qualquer laço afetivo. Marcelo, convencido de seu papel de mártir, se entrega a uma luta destrutiva, disposto a arruinar o império construído por sua família. A traição de um pai contra o próprio filho e netas, aliada à exposição pública e à rotulagem de Marcelo como psicopata, torna a história ainda mais intensa e perturbadora.
Do ponto de vista da experiência de leitura, a narrativa pode ser cansativa em alguns momentos. O nível de detalhamento, por vezes excessivo, combinado com cortes temporais abruptos, por vezes me confundiu. Além disso, a ausência de uma introdução mais fluida aos personagens dificulta a assimilação da história, tornando o índice inicial extenso e pouco funcional para quem está começando a leitura.
A jornalista traçou um panorama do que foi o acordo das empreiteiras com o Estado brasileiro e como este conluio agiu para bloquear as investigações da operação lava jato, compondo um cenário onde o Estado brasileiro não é muito mais do que uma quadrilha organizada para assaltar o pagador de impostos brasileiro. A “ambidestralidade” dos esquemas de corrupção, as vendas de medidas provisórias, as cobranças de propinas em grandes obras no Brasil, América Latina e África, todas elas pagas com dinheiro das famílias brasileiras demonstram que a última preocupação do poder central é a melhoria sistemática das condições de vida do brasileiro. Para coroar tudo isso, a eleição de um político que é o cabeça do esquema de corrupção mais impressionante da história global e que representa o atraso atávico brasileiro, cujas primeiras preocupações no terceiro mandato são refazer os esquemas que o levaram para a cadeia e impedir que a memória dos brasileiros bloqueiem estas iniciativas. O livro de Malu Gaspar é parte estratégica desta memória. Cabe a nós brasileiros não deixarmos o Partido do Lula destruir novamente o país.
Muito bom o trabalho de pesquisa da escritora (jornalista). Há referencias cruzadas sobre quase todos os temas abordados na narrativa. Um trabalho histórico que envolveu vídeos, jornais, delações, provas, depoimentos, etc. Muito bom mesmo. Sobre o conteúdo, o livro me deixou nauseado em diversas ocasiões. É triste ver como uma organização (e outras empreiteras) em conluio com políticos corruptos fizeram de refém o erário público, seja direto ou via estatais (notadamente a Petrobras, e outras). A anuência serviçal daqueles que seriam os responsáveis de proteger o erário. Tudo em nome do financiamento de eleições e locupletação. Um ponto pivotal deste livro é a questão da cultura de uma organização como a Odebretch. Esta cultura, arraigada, permitiu tanto o sucesso e crescimento quanto a cegueira coletiva quanto aos atos praticados. A relação entre pai e filho, a sucessão, os feudos dentro da organização são um capítulo a parte. Sofri com a angústia da mãe de Marcelo - situação difícil. Esta relação explica a bancarrota da empresa.
Certamente daqui a muitos anos vão comentar sobre esse livro. Uma pequisa muito bem feita e história contada de forma objetiva e clara. Excelente. De forma objetiva:
1) como as campanhas eram financiadas com caixa 2 de empresas; 2) desvio de dinheiro para paraísos fiscais no exterior; 3) forma como muitos dos projetos de infraestrutura de valores bilionários e impacto nacional eram selecionados, a partir de decisões individuais e acertos de propinas; 4) pagamento de propina para benefícios dados pelo executivo e legislativo, em nome do desenvolvimento do pais; 5) ainda que por cima, pagamento de propina para juízes via advogados; 6) parte da vida pessoal de Marcelo Odebrecht e seu modo de pensar; e 7) as mentiras que está por trás do nosso sistema democrático.
O livro relata não apenas a história da Odebrecht como deixa claro a cultura de corrupção enraizada nos governos brasileiros durante décadas. A relação entre Emílio e Marcelo são detalhadas pela autora, assim como a personalidade de ambos, ficando difícil não fazer um juízo de valor em relação a eles. Chama atenção também as cifras e os processos referentes ao pagamento de propina, fazendo com que os irmãos Batistas por exemplo se pareçam aprendizes (fazendo um paralelo a outro grupo também foco da Lava Jato). Terminado o livro, paira a dúvida se é possível que políticos e empreiteiras tenham realmente alterado a forma de trabalhar. A esperança é que a Odebrecht sirva de exemplo.
Um livro que deveria virar seriado da Netflix ou Amazon Prime. Tem todos os elementos para tornar a série viciante: política, polícia, tramóias, prisões, traições, problemas familiares, amizades destruídas, corrupção e por aí vai. O que impressiona é que atualmente tudo que está descrito tenta ser derrubado na maior instância jurídica do país, o STF. Porém no livro se fica sabendo porque o judiciário jamais foi envolvido. Esse livro é uma prova de como o Brasil tem graves problemas de valor, como seremos ainda por muito tempo um país pobre governado por pessoas ricas e sem limites.
Mallu escreve muito bem, consegue fazer um enredo muito mais agradavel do que ler os "autos do processo" e documentos correlatos. Não há, a meu ver, grandes novidades não reveladas, exceto algumas relações de proximidade de membros da familia Odebrecht com ex presidentes que não tiverem problemas legais. Vale a leitura.
Considero leitura obrigatória para quem quer conhecer parte da história recente do país. Saber como e porque a Odebrecht chegou ao ponto de decidir decidir eleições na América Latina, como e através de quem prejudicou estatais, por exemplo, é fundamental para que evitemos defender pessoas cegamente e perpetuando erros.
Um livro impecável! Bem escrito e com ampla apuração jornalística dos fatos. Quem é leigo em assuntos políticos e econômicos pode ficar perdido em alguns momentos, mas nada que prejudique a compreensão da história ou a qualidade do livro. Todos os brasileiros deveriam ler pra conhecer a história de grandes empresários do nosso país.
I always knew Odebrecht was involved in some scandal, and eventually decided to dive into the whole story. Many characters were involved in this story - generations of business leaders and politicians - but Malu did a great job weaving the story together without driving me crazy. Good read!
Mesmo que tenhamos acompanhado toda a saga da Lava Jato, nunca pude imaginar a trama e os labirintos em que a história se desenrolou! Mais do recomendável esse livro para quem se interessa pela história do Brasil e das tramas de sua “política”.
Muito interessante e um trabalho de grande pesquisa por parte da autora. Traz a luz os bastidores da política nacional. Começa bastante envolvente, porém ao longo do mesmo perde um pouco a "pegada". Vale a leitura.
O livro é super bem escrito e muito envolvente, por outro lado é bem constrangedor para quem, assim como eu, passou a vida adulta inteira votando no PT. Um registro super importante do nosso tempo que deveria ser mais lido e debatido.
Nota máxima para o livro que vai nas minúcias. A podridão da imoralidade exala no livro e o odor de gente ruim indigna, mas ensina. Fatos concretos, com fontes definidas e com a profundidade que se esperava de um recorde tão expressivo da história do Brasil.