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Sol Artificial

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A internet, as redes sociais e a overdose de informação mudaram por completo nossa sociedade – mas será que mudaram que nós somos enquanto seres humanos? Em seu livro de estreia, o argentino J. P. Zooey confronta o existencialismo de uma era marcada pela onipresença da tecnologia em todos os setores da sociedade.

Em pequenas narrativas, conectadas por uma carta que o autor escreveu a si mesmo com uma lista de tudo aquilo o que vale a pena lembrar nessa vida, Zooey nos conduz por uma galeria de personagens inusitados, como o homem que acredita ser um vírus de computador e a sobrevivente de Auschwitz que pensa ter encontrado Deus no chuvisco de uma televisão fora de sintonia.

Publicado originalmente em 2009, o livro gerou um abalo sísmico nas letras latino-americanas, inclusive no Brasil, onde foi adaptado ao teatro por Luiz Felipe Reis. Além disso, Sol artificial capturou a atenção do público porque o autor se escondia por trás desse enigmático pseudônimo, inspirado em um personagem de J. D. Salinger. Apenas em 2017 descobriu-se o rosto do homem por trás do nome.

164 pages, Paperback

First published January 1, 2009

3 people are currently reading
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About the author

J.P. Zooey

9 books11 followers
J. P. Zooey nació en 1973. Vive en Buenos Aires. Su pseudónimo y obras fueron recibidos como una pequeña sorpresa entre la crítica argentina. Estudió Periodismo en la UBA.

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Community Reviews

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1 star
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Displaying 1 - 13 of 13 reviews
Profile Image for dieguito ‧₊˚✩ ₊˚⊹♡‧₊˚.
194 reviews22 followers
August 28, 2021
nas entrevistas que dá e em sua bio do instagram, zooey se denomina um “confundista”: criatura solitária, agrupada e dispersa ao mesmo tempo, que não quer tomar posições, está confundido, pois “a humanidade parece ter optado pela divisão em grupos que estabelecem uma relação de oposição com certezas sobre o que é o bem e o que é o mal, o que é o justo e o que é o injusto, quem é amigo e quem é inimigo”. de fato, “sol artificial” parece ser um resumo dessa ideia.

apesar de extasiado pelas descrições de imagens belíssimas, isso não foi suficiente pra me manter interessado (em alguns momentos, pensei porque posterguei durante tanto tempo me aventurar em ficção científica) e boiando.

em alguns momentos achei pretensioso e desatualizado (?).

será que a ficção científica contemporânea saturou?
Profile Image for Gabriel De Melo Borba Ferreira.
46 reviews24 followers
April 20, 2024
4,5
Experimental, provocativo e ácido. Aconselho a todos provarem dessa pílula e/ou desligarem seus aparelhos tecnológicos
Profile Image for Mateus Barros.
49 reviews4 followers
March 25, 2021
Talvez a nota mais adequada seja 3,5/5, mas merece uma meia-estrela a mais. Aqui, me chamou a atenção como o autor conjuga elementos do texto jornalístico - entrevista, ensaio, crônica - e das fábulas e histórias surrealistas para dar corpo ao tom destes contos: o de acontecimentos e pensamentos que ocorrem todo dia e com frequência, assim como a presença da internet na sociedade do século XXI; mas a mesma presença torna esses acontecimentos tão singulares que são dignos de um mundo que não está presente na realidade. Enfim, curti bastante.

Conto preferido: aquele em que Hamlet vira queijo roquefort. Sério.
Profile Image for julieta.
1,339 reviews44.2k followers
May 2, 2010
imaginacion desbordada, locuras ciberneticas, con algo de borges. Pero me costø conectar con este libro. Quizas era demasiado, aunque si me gusto su originalidad.
Profile Image for Norberto de Assis.
87 reviews1 follower
April 22, 2023
Numa era de chatGPT, IA's, algoritmos, os contos de J.P. Zooey são premonitórios acerca das relações humanas num meta-mundo virtual.
Fazendo parte do mesmo universo interconectado, os contos do livro seguem a lógica fantástica cortaziana: eles tecem um comentário sobre aquele mundo como se o leitor fosse um próprio interlocutor dele. Desde histórias em que um cientista descobre que microbytes estão fazendo campos de concentração nazistas até uma inteligência artificial capaz de mudar uma letra (e todo o sentido) de Hamlet, vemos aqui uma investigação muito profunda dos velhos temas literários aliado as questões mais recentes do mundo cibernético.
É muito bom ler algo que fala sobre algoritmos, IA's (registros que ainda estamos aprendendo a conviver) sendo contrária na sua forma à uma simples reciclagem e reprodução: este é um livro inventivo, original, que mostra a importância (ou o problema) candente do ser humano, sendo ele num mundo binário ou não.
Profile Image for Carlos.
Author 13 books43 followers
June 21, 2021
"A obra reúne 12 contos em que o autor funde elementos de ficção científica, ensaio, jornalismo e surrealismo para especular de forma aguda sobre uma humanidade confusa cada vez mais conectada e, não apenas dependente, mas transformada pela sua relação com a tecnologia. Como se catalogasse as fases de criação de uma nova espécie híbrida: a humanidade do futuro e suas máquinas dotadas de consciência."

Para saber a resenha completa, acesse o vídeo no canal Admirável Mundo Livro:

https://www.youtube.com/watch?v=mZ8mK...
Profile Image for Giovanni Gregory.
645 reviews7 followers
May 5, 2024
"Fenomenología del domingo" es un pastiche excelente del "Evaristo Carriego". Hay algunas joyas, como "El asunto Hamlet". La misma sensación de alegría y desencanto que después de leer los cuentos de fantascienza de Primo Levi.
Profile Image for Ricardo Santos.
Author 10 books25 followers
June 5, 2023
Quando publicado originalmente em 2009, os contos de Sol Artificial, do argentino J.P. Zooey, miravam para o futuro. O autor classifica a ficção cientifica como uma “sociologia antecipatória”. Lançado no Brasil em 2020 pela DBA, o livro agora se torna um conjunto de crônicas sobre o presente, sobre a relação conflituosa do ser humano com a tecnologia.

O que faz da prosa de Zooey singular é a mistura de ironia e farsa, como um Borges antenado, mas cético aos novos tempos. Aliás, as referências ao longo do livro são inúmeras. São citados trechos de Lacan, Shakespeare, Goethe, Lévi-Strauss, André Breton, Marx e outros. Contudo, mais do que mostrar erudição, o autor quer confundir o leitor, entre o cômico e trágico, o conhecimento científico-acadêmico e a pura invenção. É um jogo intrigante que nos desafia a ver as (im)possibilidades da tecnologia, a ficção científica e a própria literatura com olhos menos convencionais. Bela tradução de Bruno Cobalchini Matos.
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