Lina quer viver intensamente, ser livre para fazer o que quiser. Ela não gosta de ser pequena. Quer virar gente grande e ter aventuras para contar. Recusando os limites impostos às mulheres pela sociedade em sua época, ela estuda para se tornar arquiteta. Mas, para concretizar seus planos, há um oponente que Lina precisa enfrentar várias vezes. Não se trata de uma pessoa, mas de uma forma de pensar que condena opiniões diferentes e proíbe tudo o que se desvia das leis impostas pelo regime: o totalitarismo. Com coragem e ousadia, Lina vai conseguir com seu trabalho coisas que muitos arquitetos não alcançam, deixando um legado de construções incríveis, como o Masp, o Sesc Pompeia, o Teatro Oficina, além de projetos de mobiliário e cenografia que levam a sua marca. E tudo isso no país que escolheu para viver: o Brasil!
"Para Lina, a arte também pode estar na natureza e nos objetos cotidianos".
Para mim, a frase acima demonstra um pouquinho da perspectiva que Lina Bo Bardi tinha sobre o mundo, a arte, os espaços urbanos e as interações sociais.
Lina foi uma arquiteta que pensou seus projetos a partir do respeito pelo que já existe, pela ancestralidade e com foco em viabilizar para as pessoas ambientes que proporcionassem pausa, calmaria, reflexão.
Acredito que sua visão de mundo foi extremamente impactada pela época em que nasceu e todos os conflitos sociais que presenciou, seja na Itália ou no Brasil.
Tenho a sensação que Lina gostaria de proporcionar encontros e afugentar as guerras.
Hermoso. Hay frases que te llegan al alma. Tenes que leerlo atentamente, entre dibujos y pequeños párrafos no sólo cuentan la vida de una arquitecta increíble, sino, tambien, una laxación de vida, memoria, y mucha reflexión. Habla de guerra, machismo, igualdad. Los dibujos te generan empatía y es todo muy lindo. Corto, lo recomiendo.
Meu marido tirou esse livro da estante hoje e disse: “sabia que a gente têm esse livro?” Eu não sabia. Ilustrações lindíssimas da Ángela León e 90% de chance de a gente ter uma filha chamada Lina.