Autor italiano explora os aspectos lúdicos, filosóficos, políticos, sociais e mesmo as relações com os espaços rurais e urbanos com o ato de andar a pé.
Adriano Labbucci parte de conhecidos escritores e pensadores que fizeram das caminhadas um exercício de reflexão nessa obra que, alerta ele, não é uma manual para andarilhos. Isso porque o autor recorre também e cita trechos de obras que associam o caminhar a um ato político.
Para Labbucci, caminhar é um exercício de liberdade que está perdendo espaço para uma sociedade consumista e soluções urbanísticas que suprimem espaços para se andar a pé.
Ler sobre a caminhada como ato revolucionário, logo depois de ter vivido a maior caminhada da minha vida (190 km em 7 dias) e ter encarado meus próprios processos transformadores, não poderia fazer mais sentido. E as conexões do autor com o tema das cidades e com a beleza, pra mim, foi como ler um espelho refletindo minhas ideias. Caminhar como ato de construção de comunidade e de cidade, de olhar revolucionário, pois lento e vagaroso sobre o belo. Muito feliz em encontrar essa discussão em livro.
Labbucci é um caminhante apaixonado, mas que sabe enxergar nesse prazer mais que observar paisagens idílicas. Para Labbucci, caminhar é um ato político, subversivo, democrático. Um livro inspirador para quem quer pensar o caminhar.