Lisboa, 1968. Salazar acabava de cair da cadeira, durante umas férias no Forte de Santo António, no Estoril. Fernando Pais, um médico que levava uma vida tranquila, é contratado para tratar dos prisioneiros da PIDE após os interrogatórios. Ao ser confrontado com a dura realidade da ditadura, Fernando percebe que não pode continuar a ignorar o que se passa em seu redor e que tem de decidir de que lado da barricada quer estar.
Nicolas Barral est né le 22 décembre 1966 à Paris. Après un Baccalauréat (philosophie et maths), il étudie pendant un an les arts plastiques puis intègre l'école d'Angoulême où il étudie sous la houlette de Robert Gigi. Il débute sa carrière de professionnel à OK Podium en se faisant les dents sur la réalisation des pages BD. Lors d'un concours de jeunes talents organisé par la FNAC, il est remarqué par Jean-Christophe Delpierre qui l'intègre à l'équipe de Fluide Glacial. C'est avec Christophe Gibelin, rencontré lors de son séjour angoumoisin, qu'il imagine l'ébauche de ce qui deviendra Les Ailes de Plomb, commencé en janvier 95. Ce fan de BD, qui se souvient de sa timidité devant les auteurs en pleine dédicace, ne cache pas ses affinités pour Tardi, qui lui a fait aimer les années 50, Giraud, Durand, mais aussi Uderzo et Morris. L'autre facette de l'auteur est son côté pince-sans-rire qui lui fait apprécier, entre autres, l'humour britannique. Aussi se sent-il tout heureux de travailler avec Pierre Veys sur des nouvelles qui mettent en scène Sherlock Holmes et ce bon Docteur Watson, révélés sous un jour bien surprenant ! Cette série a de plus bénéficié d'un prix attribué chaque année par la très sérieuse Société Sherlock Holmes de France, toujours attentive à ce qui se dit du célèbre détective...
Uma novela gráfica curiosa, da autoria de um francês, sobre a PIDE e que se passa no final dos anos 60. O autor inspirou-se no romance "Afirma Pereira" de António Tabucchi, o que aumentou a minha curiosidade em lê-la.
Fernando Pais é médico e tenta levar a sua vida de forma tranquila, prestando alguns serviços à polícia do regime. Alguns anos antes decidiu não se envolver na política e pretende manter essa sua resolução. Mas uma traquinice de algumas crianças vai mudar o rumo da sua história.
O argumento é bastante interessante mas o meu destaque vai para a arte, quer para o desenho quer para as cores utilizadas. A cidade de Lisboa surge muito bem retratada e totalmente reconhecível, as personagens estão bem caracterizadas e existem referências ao livro que inspirou esta história.
Une superbe narration autour d'une époque et d'un pays que l'on connait hélas trop peu. Une belle découverte, et un travail à applaudir surtout quand on sait qu'il aura fallut 15 ans de recherche à l'auteur pour créer cette oeuvre.
Um retrato bem realista das pressões e opressões que os portugueses sentiam na pele durante o regime salazarista. A arte é impecável. Em tons outonais bem melancólicos a puxar o saudosismo de um verão de tempos mais felizes.
Gostei bastante deste livro. O argumento está muito bem estruturado. Tem drama, tem nostalgia, mas também tem humor e amor. Uma viagem emocionante ao Portugal do Estado Novo pelos olhos de um autor estrangeiro que deve ter feito uma incrível pesquisa histórica para reproduzir a Lisboa dos anos 60 numa história que, quis ele, fosse verosímil. O resultado é muito bom, na minha opinião.
Realistyczny komiks o Portugalii z czasu dyktatury Salazara. Autor w posłowiu przyznaje się do inspiracji książką Tabucchiego - "Twierdzi Pereira", co przeczytałem to z satysfakcją, bo od pierwszych stron skojarzyłem "Przy dźwiękach Fado" z tym dziełem, lecz w wersji komiksowej. To mniej więcej ten sam niepokój związany z funkcjonowaniem w trudnych czasach i przesłanie mówiące, że jak bardzo byś się nie starał odłączyć od rzeczywistości, ona i tak cię dopadnie i będziesz musiał się wobec niej określić. Bardzo tradycyjna narracja, ale też bardzo płynna, unikająca nadmiaru tekstu i zilustrowana ze smakiem.
Final da década de 60 em Lisboa. Um médico, Fernando, é contratado para tratar os prisioneiros da PIDE. Tendo tentado ter uma vida afastada da política, fazer o seu trabalho, interessar-se pelos seus pacientes, sendo reconhecido pelo seu carácter manso e digno, e preso ainda num amor antigo, vê o seu intuito de imparcialidade ser cada vez mais difícil de manter. Solicitado pelos amigos para se juntar aos movimentos clandestinos contra o governo de Salazar, e inquieto e indignado com os excessos da PIDE, percebe que lhe é impossível permanecer apolítico (não sei se esta palavra existe….).
Há alturas na história, individual, da nação, e do mundo, em que não se pode ficar em cima da linha. Caberá a cada um saber de si e das duas escolhas.
Uma novela gráfica de Nicolas Barral que nos traz Lisboa desenhada em cada página. Acho que foi isso que mais gostei neste livro. O traço faz-me lembrar algumas aguarelas. Os corpos (continuando a falar do traço) são tratados com respeito. E as cores são as do cinzento da época em que nada de exuberante era permitido. E há o fado. Canção de sempre desta Lisboa. Transversal, intemporal, e por isso quase personalizável como testemunho da história de um país. Local de encontro, de amor, de política, garante da continuidade dos tempos.
Retratando a Lisboa do final dos anos 60, Nicolas Barral conta-nos uma história passada no Estado Novo, em plena ditadura de Salazar. Interessante perceber que houve um exaustivo trabalho de pesquisa por parte deste autor espanhol que lhe permitiu um retrato fiel desta época recente da nossa história. Muito boa esta novela gráfica!
Sabem quando encontramos um livro de banda desenhada que nos parece perfeito? Conhecem essa sensação? É maravilhosa, não é? Pois que assim sendo, atravessam-se a ler este “Ao Som do Fado” e constatem o que vos digo.
Tudo se conjuga na perfeição no que toca a este livro. O argumento é muito bom, com personagens carregadas de historia e todas elas verosímeis. As ilustrações em tons pastel são ricas em pormenores e muito bem conseguidas, de uma Lisboa antiga e cheia de carisma. Passear pelo Cais de Sodré e num dos comboio da linha de Cascais levam-me a um lugar de recordações antigas que muito prezo e onde gosto sempre de voltar.
Apesar do autor não ser português, o seu amor por este pequeno rectângulo à beira-mar plantado é notório. E é com orgulho no nosso Portugal que leio esta obra, numa belíssima edição da Levoir que mais uma vez nos presenteia com um trabalho de se lhe tirar o chapéu.
Expectations were high. Everybody was talking highly about this book upon the release of this year's graphic novel collection, so I went to the shop in order to get myself a copy. It was sold out, but the seller was kind enough to accept my reservation for one of the few volumes still available at their warehouse. Finally, after getting my hands on the book, I must tell that I was not disappointed. The book starts with the famous "fall of Salazar from the chair", a historic moment for Portuguese people and Estado Novo's history. It then starts telling the story of a Doctor, his life and his romances shifting from the present time to his youth memories. The characters are genuine and the artwork with nice attention to architectural detail is great.
Surpreendeu-me bastante. Temos um anti herói mulherengo, em plena ditadura salazarista, que não se envolve em política, mas que não consegue evitar que ela se envolva com ele.
O francês Nicolas Barral começou a pensar neste livro há mais de 15 anos, quando a sua esposa luso-descendente, o aconselhou a ler alguns livros sobre a ditadura em Portugal. Barral perguntou a si mesmo como se comportaria se o seu país vivesse em ditadura. Seria um herói? Seria um idiota? Ou tentaria ser neutro e não tomar nenhuma posição?
O autor queria como personagem central, alguém saído de um meio privilegiado que tivesse acesso às instalações da PIDE, mas sem estar directamente dentro do sistema, tendo sido assim que surgiu o médico Fernando Pais. Este homem tenta viver entre aspas. Tenta viver uma vida "normal" no meio de toda aquela opressão turbulenta, mas nem sempre consegue manter essa imparcialidade e também ele anseia pela chegada da "baleia branca" que o libertará.
Gostei do desenho, tipo esboço, com cores mais sombrias que reflectem as sensações e os sentimentos da altura, sem cores muito garridas porque se vivia uma época cinzenta. Gostei muito de reconhecer lugares emblemáticos de Lisboa, muito bem retratados, percebendo-se que o autor visitou Lisboa e fez muito trabalho de pesquisa.
This was one of my readings for the 25th of April. I didn't knew what to expect from it, but in the end it became one of my favorite books of this year.
Flawless pacing from the beginning till the end. A story that is told in a somewhat chill vibe given the seriousness of the subject it attempts to portrait.
A story about a doctor that tries to live a unworried life even though he is fully aware of the black shadow surrounding everyone's life.
You'll feel empathy. You'll be surprised. You'll feel joy and shock.
Ja, ook Portugal had met Salazar zijn eigen 'kleine' dictator, inclusief geheime politie (PIDE).
Barral brengt de verschrikkingen van dit regime onder de aandacht in deze prachtig geïllustreerde graphic novel.
Alhoewel de sfeer van de periode heel mooi gecapteerd wordt, vond ik het (fictief) verhaal zelf het minste aspect van het boek, met onder andere enkele onwaarschijnlijke liefdesgeschiedenissen en een einde dat wat overhaast aanvoelt.
Kurczę, nie umiem zdecydować co myślę. Bardzo ciekawy i mało znany w Polsce temat - Portugalia za czasów dyktatury Salazara i jej wpływ na codzienne życie mieszkańców Lizbony. Warstwa historyczno-społeczna tego komiksu podobała mi się bardzo, bo niewiele wiem o tej karcie w dziejach Portugalii, poza tym, że bylł ktoś taki jak Salazar. Co prawda mechanizmy działania policji politycznej, gnębienia opozycjonistów i zwykłych obywateli są identyczne jak w innych reżimach, ale myślę, że warto wiedzieć cokolwiek o każdym z nich. Za to warstwa obyczajowa była lekko, jakby to ująć, oldschoolowa. Miłosne perypetie w romansowym wydaniu, irytujący główny bohater, którego główną motywacją jest damska spódnica, ja wiem, że akcja dzieje się w 1968 roku, ale można było nadać tej sferze trochę mniej wagi. Podobne rozdarcie miałam w warstwie graficznej. Narysowane mocną kreską postacie o wyrazistych rysach twarzy kojarzyły mi się z sensacyjnymi komiksami wydawanymi w latach 70/8O (typu Figurki z Tilos), a wrzucone były na delikatne tła w stylu Paco Roki. Piękna i słoneczna jest Portugalia w tym komiksie, co stanowi ostry kontrast do brutalnych scen, których jesteśmy świadkami. To rozdwojenie wywoływało we mnie jakiś dysonans, chociaż przyznaję, że jest w albumie kilka kadrów, które mnie zachwyciły. Podobnie jak okładka - uważam, że to jedna z najmocniejszych i najbardziej wymownych ilustracji, które na froncie komiksu widziałam. Muszę sobie jeszcze o tym wszystkim pomyśleć, ale gdybym miała przeliczyć rachunek plusów i minusów, uważam, że warto po dzieło Barrala sięgnąć.
Gostei muito. Adorei a utilização das cores na narrativa e os desenhos, muito fieis ao tipico da banda desenhada franco belga. A história é bem bonita, li que foi inspirada num história de António Tabuchi, passa-se antes do 25 de Abril, mistura o amor e a politica durante a ditadura, com toda a tristeza que o regime era capaz de gerar.
Un grand merci à Netgalley et aux éditions Dargaud de m'avoir donné accès à une version numérique !
Pourquoi ai-je demandé ce titre ? Tout d'abord, j'ai tout de suite été attirée par la couverture, par le contraste entre la violence présente dans les ombres et la vie quotidienne représentée par l'homme qui marche. On ressent tout de suite en regardant cette couverture qu'elle va nous parler de la violence de la police et d'un gouvernement. Lorsque j'ai découvert que l'histoire se passait dans les années 50 au Portugal, j'ai tout de suite su qu'il fallait que je lise cette BD car je connais peu de choses sur ce pays.
Résultat de cette lecture ? J'ai passé un bon moment avec ce roman graphique même si je n'ai pas eu l'impression d'apprendre énormément sur le Portugal de cette époque, c'est avant tout une histoire qui repose sur la violence et l'oppression des dictatures. Le récit est rythmé, on se s'ennuie par un seul instant par contre la distinction entre passé et présent n'est pas toujours très distincte et la fin est un peu abrupte.
A conseiller pour ceux qui aiment le Portugal et la fiction historique.
após tanto meses e tantos livros, cá estou eu para falar sobre este, se é que a memória não me vai atraiçoar. na verdade, é provável que me falhe, esquecida como sou, mas, na verdade, é difícil esquecer-me desta história.
“ao som do fado” do autor e artista francês nicolas barral é um retrato brilhante da tensão vivida nos finais dos anos 60, durante a ditadura do estado novo. portugal vivia num estado de censura, repressão política e falta de liberdade que se fazia notar na falta de possibilidades de escolhas.
nesta incrível novela gráfica conhecemos o médico fernando pais e algumas das pessoas da sua vida – amigos, amantes, pessoas de passagem –, as do passado e as do presente, que devido a escolhas, se iam desprendendo, mais ou menos, de si.
como é possível viver em conformidade com aquilo em que acreditamos? até que ponto é que não nos vamos desligando de nós próprios quando não escolhemos as lutas que nos fazem sentido? e como viver, também, em conformidade quando vivemos uma vida em desacordo com a vida dos que amamos?
fernando foi incumbido de tratar prisioneiros da PIDE após serem interrogados. quanto sofrimento e injustiça passou pelas suas mãos? até quando é que ele consegue compactuar com tudo aquilo e deixar-se não envolver pela política, como fez anos atrás?
a minha pergunta é: será possível não nos deixarmos envolver pela política, ainda por cima num contexto como este? afinal, alguém um dia me disse que “política é tudo e tudo é política”.
adorei conhecer este protagonista e o seu desenvolvimento. e adorei, ainda mais, a arte e a palete de cores utilizadas, em tons de castanho e bege, ora mais claros ora mais escuros, como a noite. lisboa foi recriada com uma beleza imaculada!
recomendo muito, quer para o próximo #abrilcravosmil quer para qualquer altura do ano.
e sabendo que esta BD foi, supostamente, inspirada na obra “afirma, pereira” de antonio tabucchi, este já conta na minha wishlist.
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livro lido para a iniciativa da carol (@thealmightybookworm) #abrilcravosmil ✊🏼
Que belo livro! Uma viagem aos anos da ditadura em Portugal pelo traço e escrita de um autor espanhol. Não há muitos livros sobre o período pré e pós-25 de Abril, mas este livro ocupa um bom espaço nesse nicho. Uma obra inédita a nível mundial, com lançamento para Junho de 2020. Em Portugal saíu mais cedo. Excelente a forma como o livro está feito, com flash-backs no ponto preciso da leitura da estória. Um traço preciso, com os personagens bem definidos nas diferentes idades, cenários bem estudados e que nos transportam aos anos 50-60 do século XX. A história segue o rumo de um médico, Fernando Pais, que é contratado para tratar dos presos torturados pela PIDE. No livro vemos que as opções que foi tomando fazem parte do que ele passou desde criança. Mais tarde ou mais cedo vai ter de actuar em vez de ser um mero observador. Um Bravo para Nicolas Barral e esta sua primeira obra como autor completo. Vale mesmo a pena.
“No se puede hacer nada contra la aspiración egoísta a la felicidad, ¿no cree?” . . «Al son de un fado» es una novela gráfica ambientada en la dictadura de Salazar, en la que se nos cuenta la historia de Fernando Pais.
Fernando es un médico privado que tiene un pasado militante que ha marcado su vida. Desde entonces, tras haber abandonado las inquietudes políticas, vive ajeno a la situación política del país y con relaciones frívolas.
En esta novela gráfica nos presentan una historia contada en dos tiempos, que ahonda en cómo un suceso completamente fortuito puede cambiar el rumbo de nuestra vida. Nos presentan una Lisboa oprimida bajo la policía política y una dictadura que asfixia los derechos de los ciudadanos cada día, que desprecia la vida de algunos, y que, aún así, no consigue que la población sucumba y se conforme con las migajas.
Es una historia muy sencilla de leer, con unas ilustraciones que me han gustado mucho y una intencíón muy buena. Sin embargo, tengo que reconocer que se me ha quedado algo superficial. Está ambientada en un contexto político muy convulso, con limitaciones y restricciones a los derechos sociales, con importantes movimientos sociales que hicieron frente a esta dictadura. Pero se pasa, desde mi punto de vista, demasiado de puntillas, y se pone el foco en las relaciones amorosas.
Aún con todo, siempre se aprende de forma amena con estas historias, y me ha hecho pasar un buen rato.
Nederlandstalige editie van Uitgeverij Lauwert, 'Als de Fado weerklinkt', gelezen. Wat een prachtige strip is dit... zo één van die parels waarvan er maar enkelen per jaar verschijnen. Ik ben waarschijnlijk niet de enige die niet wist dat Portugal 40 jaar gebukt ging onder een dictatoriaal regime waarin homo's, oppositie, schrijvers... opgejaagd wild waren, waarin elke burger een mogelijke informant was die je in de folterkamer kon doen belanden. Eigenlijk is het gebrek aan voorkennis geen nadeel omdat het verhaal zo universeel en het gegeven helaas nog steeds actueel is in bepaalde landen. Het tekenwerk van Barral is om van te smullen. Tijdens lezing van deze strip, zelfs tijdens een troosteloze grijze herfstdag, waan je je bijna in het mooie Portugal met zijn prachtige kusten, heerlijke visgerechten en weemoedige Fado. De personages zijn sterk neergezet en het verhaal is meeslepend. Van zo'n beeldroman wordt mijn strip-hart blij. Behoort bij 'Malaterre' en 'In de schaduw van de helden', absolute toppers van 2023.
« Et vous, qu’auriez-vous fait ? » C'est là la vraie question derrière toute cette BD.
Ce médecin traverse différentes périodes, a des liens plus ou moins avérés avec les uns ou les autres. Mais soutient-il vraiment quelqu'un ? A t-il la moindre conviction ? Peut-on même le blâmer pour cela ?
Au vu de ce qu'il voit, de ce qu'il entend et comprend, oui ça peut paraitre "choquant". Mais l'histoire retient facilement les héros. Les gens "ordinaires" avec leur dose de lâcheté, avec l'envie de ne pas s'impliquer d'un côté ou de l'autre et qui ne sont jamais mentionnés. Ils subissent, tenter de passer à travers les histoires, les années … mais jusqu'à quand ?
Une belle BD sur un temps que l'on connait moins.
J'ai bien aimé le graphisme, le traitement de l'histoire. Je ne m'attendais pas à ça. A rien fait, ne voulant pas trop en savoir avant d'attaquer une BD. Du coup c'est une belle surprise. Bravo encore une fois à cet auteur.
Historia contada en dos momentos, 1958 y 1968. En el primer año el protagonista, un estudiante lisboeta de medicina, conoce a una muchacha opuesta al régimen que lo introduce en el mundillo revolucionario. En el segundo, ya siendo médico (demasiado envejecido para haber pasado sólo 10 años), intenta no complicarse la vida dado el triste final que tuvo su intento pasado de oposición. Muy bonita Lisboa, interesante la historia, pero el guion no acaba de cuajar… El inicio con el accidente que deja en coma a Salazar no aporta gran cosa a la narración, y no me parece que fuese necesario como contexto. El personaje de Fernando no debería estar “en sus 40” en el 68 si 10 años antes aún no había acabado la carrera (o como estudiante había sido un poco maula…). Y al final parece que el único recurso para sobrevivir es abandonar… poco margen queda a la esperanza.
Portugalskie lato 1968 roku. Lizbona. Czterdziestoletni lekarz, Fernando Paisa wiedzie tam wygodne i wesołe życie. Dandys i amant korzysta z jego uroków. Mimo, że Portugalia jest pod dyktaturą Salazara i w mieści wrze, Fernado nie miesza się w politykę, zajęty swoimi przyjemnościami. Pewnego dnia jego ścieżka przetnie się ze ścieżką małego psotnika. To przypadkowe spotkanie będzie brzemienne w skutkach. Odmieni na zawsze życie lizbońskiego lekarza. Barral cały czas raczy czytelnika też przebitkami, migawkami z przeszłości mężczyzny. Mamy okazję poznać jego historię. Ilustracje piękne. Wszystko skąpane w portugalskim słońcu, ale nie dostałam nic więcej. Do tego rozczarowujące zakończenie.
Gostei muito do livro! O meu pai fugiu da ditadura do Salazar com 14 anos para evitar ser recrutado para a guerra, emigrou para a Venezuela sozinho e foi muito traumático para ele: a repressão, a pobreza, a desigualdade na educação, tinhas segurança mas a custa de uma vida miserável. Não existem ditaduras boas: nem de esquerda, nem de direita. A liberdade exige trabalhar por ela e as pessoas assumem que ela está garantida e quando passam os anos e os que viveram as ditaduras morrem, os que ficam cometem o erro de entregar as liberdades em mãos de populistas que prometem a glória de tempos que não existiram.