Este livro é a antítese da agenda econômica dominante no Brasil. Professores e pesquisadores revelam como a agenda da austeridade é anacrônica ao negar o papel da política fiscal como indutora do crescimento e do emprego e é cruel ao propor sacrificar as garantias constitucionais do financiamento dos direitos sociais. Seus capítulos denunciam as consequências sociais dos cortes de gastos e mostram como o discurso da austeridade fiscal é ideológico, falacioso e dogmático. Além disso, o livro aponta para o futuro e propõe uma nova agenda econômica para o país que reafirma os direitos sociais, o papel do Estado no provimento desses direitos e a política fiscal como ferramenta para o crescimento, preservação ambiental, redução das desigualdades sociais, regionais, raciais e de gênero, em direção a um projeto de desenvolvimento transformador da realidade brasileira.
O livro trás diversos artigos de autores diferentes que convergem no sentido de denunciar a austeridade fiscal como obstáculo à recuperação e desenvolvimento do cenário econômico e social do Brasil. Além da denúncia, são feitas diversas propostas de atuação para o setor público visando a superação da crise sob uma estrutura com distribuição menos desigual da renda e conservação do meio ambiente.
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Nos meus quase 27 anos no mercado de capitais desenvolvi uma clara preferência pelo liberalismo econômico, mais na linha de Milton Friedman. Todavia, com o retumbante fracasso desse governo, comecei a me interessar novamente pela literatura de economistas mais ligados à Keynes. E conclui, principalmente através desse excelente livro, que o Brasil precisa de uma agenda desenvolvimentista, "organizada" pelo Estado para sair dessa armadilha de baixo crescimento econômico e aumento da desigualdade social. Infelizmente o Teto dos Gastos se transformou numa armadilha que vem destruindo políticas públicas aos mais vulneráveis. Nosso sistema tributário é perverso e tributa prioritariamente o consumo, em detrimento da renda e do patrimônio, privilegiando os mais ricos. Resultado? Por exemplo, mulheres negras chefes de família pagam proporcionalmente mais impostos que os muito ricos, uma vez que o peso dos impostos na cesta básica é gigantesco. O atual modelo econômico é disfuncional e tem que mudar. Trecho do livro: O livro aborda uma perspectiva crítica ao pensamento econômico dominante e aponta a necessidade de pensar outro paradigma para a atuação do Estado na economia. A primeira parte discute aspectos teóricos e desmistificou falácias associadas à agenda da austeridade fiscal. A segunda parte avalia os impactos da política fiscal na desigualdade e em diversas áreas sociais e apontou para a necessidade de alternativas e de inverter a lógica da política fiscal de forma a que esta sirva como um instrumento para a garantia de direitos e não para o constrangimento dos mesmos. A terceira parte do livro traz reflexões para outro paradigma de política econômica. E o último capítulo, traz as linhas gerais para uma outra agenda de desenvolvimento que é a antítese da agenda da austeridade: uma agenda econômica para todos, que aponte o caminho para a recuperação econômica e para transformação da sociedade brasileira rumo à redução da desigualdade.
"Ao exercer essa função, a política fiscal deve amenizar ciclos e prevenir crises, além de buscar o pleno emprego que, na perspectiva dos direitos humanos, é uma condição para a garantia plena do direito ao trabalho. E, como veremos na parte final deste livro, essa função da política fiscal pode ser pensada para além da estabilização do emprego e dos preços, mas de uma estabilização social em um sentido mais amplo".
Uma coletanea de artigos interessantes. Gosto muito do Pedro Rossi.
O livro reúne um conjunto de artigos de diversos intelectuais brasileiros aos quais explanam e discutem sobre uma econômia/política fiscal brasileira "mais humanizada" focada nas necessidades da população, ilustrando argumentos contrários as atuais políticas de austeridade implementadas em nosso país a partir de 2015. Vale a leitura!