"Por trás das palavras" narra a saga da construção do dicionário "Aurélio", criação monumental da equipe liderada por Aurélio Buarque de Holanda e até hoje o mais bem-sucedido produto editorial brasileiro. Uma obra cujos bastidores incluem descumprimento de prazos, fracassos, acusações de traição e disputas pela coautoria, que foram parar no Supremo Tribunal Federal quatro décadas após seu lançamento.
Num trabalho de reportagem profundo, o jornalista Cezar Motta colheu depoimentos de quem esteve na linha de frente da criação do dicionário e construiu uma narrativa que muitas vezes lembra um romance, não fossem os personagens absolutamente reais. São escritores, acadêmicos, editores, jornalistas, empresários e intelectuais que participaram ou testemunharam os dois momentos determinantes de Aurélio e sua a incansável busca por recursos para financiar o projeto e, mais tarde, a acirrada disputa pelos milhões gerados por uma obra que vendeu mais de 15 milhões de exemplares.
Ouvi o audiolivro. É um pouco repetitivo (eu entendi que o Aurélio nunca cumpria prazos... não precisa repetir 1 trilhão de vezes) mas gostei de saber como se deu todo o trabalho na criação de um ícone editorial. Campelo foi, realmente, a pessoa responsável por tirar o dicionário do papel, ou melhor, colocar o dicionário nele. Aurélio podia ser um gênio da lexicografia, mas realmente tinha alguns problemas sérios de caráter. Não que o Campelo fosse um anjo, longe disso. Mas, como a escritura diz: 'Deem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra. Romanos 13.7'.
a leitura foi muito interessante e o texto enveredou por buracos muito interessantes mas talvez a reflexão que eu tô fazendo não seja a que o autor pretendia - no caso, gente que doideira a Elite Cultural Brasileira né