Para muitas mães e pais, é tentador acreditar na ilusão de que criar um filho depende de seguir manuais. Os modelos de parentalidade são múltiplos e, apesar da existência deles, cuidadores continuam sofrendo com a culpa e o receio de não fazer um bom trabalho. Por isso, ao invés de buscar respostas prontas, se faz cada vez mais necessário desenvolver um novo olhar para a parentalidade. Nesse sentido, Lua Barros se vale de sua experiência como educadora parental e mãe para, ao invés de propor fórmulas ou receitas, trazer questionamentos. Essas questões que ela levanta se baseiam em suas próprias experiências e em teorias da educação, com o intuito de conduzir o leitor a se perceber no processo de educar a criança e, principalmente, se (re)educar para encarar uma parentalidade mais saudável.
Fundamental pra entender nossa relação com nossos pais e nosso papel na sociedade. Não sou mãe e não pretendo ser por enquanto, mas mesmo assim, esse livro me fez refletir sobre minha infância, sobre minhas amigas que já são mães e sobre a ausência dos homens nessa discussão. Recomendo muito!
Acredito que escrever um livro com base em experiências pessoais é sempre potencialmente mais positivo do que negativo. Permite, por exemplo, que tenhamos contato com situações pelas quais ainda não passamos, colaborando para reflexões prévias sobre desafios futuros. Há muito disto neste livro, que trata não apenas de maternidade, mas paternidade também. Por outro lado, é possível que os exemplos considerem situações muito específicas, como um passado pobre de educação emocional, que a autora destaca algumas vezes ao fazer referência aos pais da época atual; e que não penso ser tão real assim.
No fim das contas, o livro serviu para me lembrar de que, independente de modas, tendências e estudos, um bom pai é aquele que está atento ao seu próprio processo de evolução humana, é capaz de reconhecer a individualidade de seus filhos e está aberto ao diálogo.
Acha que deve ter um jeito mais afetuoso de criar filhos mas não sabe por onde começar? Viu abrir um portal emocional que nem conhecia em você depois de ter filhos? Neste livro a Lua Barros fala sobre as microrrevoluções que podemos fazer se nos colocarmos no papel de aprendizes dos nossos filhos e no papel de margens que os adultos precisam ser para os pequenos. Livro leve e rico!
Eu esperava mil e uma histórias de João, Irene, Tereza e Joaquim. Queria mais delas. O livro não deixa de ser incrível e necessário. Grata por ter começado o ano com esse aqui.
Bonito livro rápido de ler que resume bem nos novos desafios da parentalidade nos dias atuais. Lua tem uma escrita honesta e direta mas amorosa e bastante empática. Acho o livro uma bela introdução para discutir e aprofundar assuntos que podem parecer intimidantes mas são essenciais e fundamentais nos dias de hoje. Mas o livro é só a ponta desse enorme iceberg. Gostei muito do fato da autora não dar formulas prontas de educação mais convida cada leitor à uma reflexão crítica para fazer as melhores escolhas para si e para sua família. Acho que o livro pecou em se centrar muita a discussão no feminino e nas mães (mesmo sendo esse seu lugar de fala!) e não ser mais inclusivo de figuras paternas (mesmo que em muitas passagens se fala de cuidadores em muitas outras é extremamente centrado nas mães).
Livro tão potente, que precisei dar uma pausa de um mês para terminar de ler. Não é um livro sobre maternidade...é um livro sobre emoções, sobre o silenciamento que sofremos e cometemos! Esse livro me deu colo e foi bom! Recomendo para quem não tem filho, e para quem tem digo que entra na lista dos “tem que ler...”