Provavelmente, para ti, não há um antes e um depois da internet.
Quando nasceste já estava tudo ligado e nem te parece possível que o mundo funcione de outra forma. No entanto, a internet mudou — e ainda está a mudar — muita coisa no mundo, incluindo o jornalismo.
Nas redes sociais, as notícias parecem supersónicas e as visualizações, os likes e as partilhas podem chegar aos milhões. O problema é que os rumores, os boatos e as mentiras também.
Habituámo-nos a receber a informação e a desinformação que nos chega através de algoritmos secretos, a ter rotinas em mundos virtuais, a comunicar com abreviaturas e emojis. Vivemos numa enorme bolha de likes e partilhas.
Mas será que conhecemos bem as regras do jogo?
Qual o impacto de tudo isto na nossa relação com o mundo e nas decisões que tomamos?
“Estamos mais ligados ou desligados do mundo que nos rodeia?” Esta foi a questão que me ficou deste livro. Uma leitura indicada para jovens a partir dos 12 anos, no entanto sinto que poderá agradar a adultos.
Mais do que responder a dúvidas a autora coloca muitas questões. Faz-nos reflectir sobre o uso das redes sociais. Alerta-nos para um consumo mais consciente e, sobretudo, mais crítico.
Com um discurso leve, dirigido ao jovem e muito informativo. Uma leitura que vale muito a pena. Mais uma edição belíssima da Planeta Tangerina.
"Este livro acredita que é importante fazer perguntas e que as respostas não estão todas no Google. Que a vida não é um questionário de escolha múltipla. Que precisamos de tempo para pensar e para sentir. Que o mundo não é a preto e branco. E que um emoji, por muito fofinho que seja, é só um emoji."
Eu sou do tempo em que não havia internet. Apesar de me lembrar bem do antes e do depois, já me é difícil imaginar a vida sem a internet, no trabalho ou no lazer.
De uma forma leve mas informativa, Isabel Meira aborda neste livro várias questões sobre o jornalismo, as fake news, as redes sociais, a informação e a desinformação na era da internet. Através de alguns factos históricos e também de exemplos da actualidade, realça a importância do pensamento crítico e os perigos de deixarmos de questionar a informação que a todo momento temos disponível e que nos é direccionada.
Totalmente recomendado para os mais jovens que usam telemóveis e redes sociais cada vez mais cedo, mas também para todos aqueles que estão menos à vontade com os meandros da internet ou das redes sociais, mesmo sendo já utilizadores.
Por último, não quero deixar de destacar esta bonita edição da Planeta Tangerina com ilustrações do Bernardo P. Carvalho e uma paleta de cores muito bem escolhida.
Um livro óptimo para dar a ler a adolescentes (ou crianças) que usem telemóveis e redes sociais. Ou até adultos que não estejam dentro destes temas da comunicação.
Em que mundo queres viver? Qual a pegada digital de um like? Quanto vale um like? Quantas vezes por dia pegas no telefone? Quantas horas por dia passas na internet? Porque te ligas à net? Já choraste por causa de alguma coisa que viste no teu telefone? Como te sentes quando não estás online? Quantas apps tens no teu telefone? Quantas têm acesso à tua localização, câmara e microfone? O que partilhas na net? Verdade ou mentira? #gostologoexisto, de Isabel Meira e Bernardo Carvalho - um livro cheio de excelentes perguntas, recomendado a partir dos 12 anos.
Um livro que se faz acompanhar de ilustrações que transbordam de qualidade e originalidade.
A obra centra-se no papel que é desempenhado pela informação e pelas suas correntes. A forma de como a informação é projetada tem influência no formato em que a mesma é consumida.
A componente informativa e a sua fluidez, é enaltecida através das redes sociais, da internet e de tudo aquilo que nos conecta ao mundo. Se, por um lado, esta conexão é positivo, por outro, pode ser negativa pelas fake news e pela forma de como a mesma está sujeita a ser contaminada.
A internet é um espaço que é de todos e, como tal, a libertinagem que podemos encontrar enquanto lhe acedemos pode ter inúmeros impactos. As intenções de quem usa esse espaço pode determinar consequências noutros espaços.
Um livro intemporal que aborda a dependência das tecnologias, as suas vicissitudes e outros tantos pormenores que, por vezes, nos escapam mas que nunca escapam a esta ferramenta que, de certa maneira, nos vai instrumentalizando e antecipando as nossas pesquisas.
Um livro para jovens mas que devia ser lido por muitos adultos. Não é sobre a utilização massiva do telemóvel, mas do que essa utilização nos permite obter e, sobretudo, sobre o que essa utilização permite que os outros obtenham de nós. Sobre a crescente perda de sentido crítico ao sermos bombardeados com informação (ou desinformação) que vai precisamente ao encontro daquilo que defendemos, nunca nos obrigando a pensar no contraditório. Um livro que nos põe de facto a pensar no que fazemos com as redes sociais e no que podemos fazer com elas a nosso favor, pensando.
Um excelente instrumento de promoção do pensamento crítico. Está obra interpela o leitor e conduz o leitor a um processo de questionamento sobre o uso das redes sociais, a Internet, o jornalismo, a verdade e a ilusão de verdade. É um livro para todas as idades.
Un libro con reflexiones interesantes sobre la forma que nos relacionamos a través de internet, los peligros y las implicaciones. No es un libro fatalista, sino que invita a la reflexión y análisis conociendo lo que hay detrás.
Bom livro para os mais novos. A maioria eram factos que eu já sabia, no entanto ainda aprendi uma coisita ou outra. A perspetiva do livro é sem dúvida importante principalmente nos dias de hoje. Recomendo a todos os jovens que estão a crescer nas redes sociais dos dias de hoje.
I think this book is an important one to read (along with watching The Social Dilemma), especially at such a critical time in the development of technology and the internet. It has a lot of good points surrounding critical thinking and how the internet - and our own brains - deceive us into being passive about the consumption of misinformation. It made me rethink some of my current internet practices!
I do think this book was targeted towards a younger audience, maybe late teens, as some of the arguments are pretty simple, and sometimes it feels like the information given isn’t connected well to the previous paragraphs. One of the glaring issues I kept seeing was the glorification of journalism before the internet - propaganda and distortion have always been a big part of this industry and pretending this has only started during the birth of the internet can create a skewed perspective.
I’d also like to note that the book itself uses the persuasive devices it warns us against (which is interesting more than anything, I’m not trying to put it down). All of the examples of confirmation bias seem to use the perspective of ‘controversial’ opinions, for example people who don’t believe in the climate crisis means they’re more likely to dismiss climate news etc. They’re clearly set up to be the ‘wrong’ opinion-havers, and these are the ones that fall for these biases, these are the ones that we then read as ignorant. I think the demographic reading this would already agree and pat themselves on the back; I think it would be much more interesting to see examples of how people with the more socially ‘correct’ opinions can also fall just as hard for misinformation. (Please note I’m not at all trying to make a commentary on the debates around social justice or the opinions themselves!)
The parts about data privacy are refreshing, as they don’t set up AI to be a sentient evil-doer but a non-feeling ruthlessly efficient money making machine (it is). The illustrations are just amazing, and help break up the text and sometimes gloomy tone really well, making it a light read. I think overall the goal this book had, of asking questions to make people think - has been reached. It’s a great discussion-starter and the final tips for fact-checking are great and useful.