Sabe aquele cafezinho quente num dia frio? Assim, foi ler esse livro, aqueceu por dentro. Entre palavras que deslizam como ondas num mar calmo, a autora abre o peito e despeja emoções que simplesmente dançam na página. O livro é um convite para "sentir", como um método para perceber seu corpo, seus sentimentos, suas emoções, sua vida - razão e emoção como o combustível que nos move. Quem já leu sabe do que eu tô falando. Uma autobiografia que vai se desenrolando por meio de experiências e vivências da autora, com conselhos para a vida de cada um. Um percurso de altos e baixos. Uma vida, que não aceitou desistir de seus objetivos. Não é uma grande reviravolta como uma cena de novela, mas nos sussurros do cotidiano, onde o coração tropeça, cai, se machuca e, ainda assim, insiste em bater ainda mais forte. Há momentos em que o texto abraça como uma velha amiga de longas datas e outros em que espeta feito um cacto em deserto seco. No final, fica aquela sensação de que "sentir", apesar de tudo, ainda é e será a maior de todas as revoluções. Recomendo a leitura!