Uma história de amor atual e envolvente na qual o desejo e o sonho se debatem com o medo e a realidade.
Na luminosa Lisboa, ensombrada pelos tempos de pandemia, Maria da Luz tenta encontrar novos caminhos que lhe resgatem a felicidade perdida, depois de aceitar o fim de uma grande paixão.
O triste destino de um navio arrestado no Mar da Palha que mantém a sua tripulação refém durante vários meses serve de metáfora para o sonho e a ilusão de que são feitas algumas relações de amor.
Com os dois filhos já adultos e o pai doente, Maria da Luz procura refúgio e consolo na companhia dos melhores amigos para suavizar a tristeza e a solidão, acentuadas pela sensação do ninho vazio, até perceber que todas as respostas estão dentro de cada um de nós.
Um romance sério e maduro que reflete o limbo e a incerteza do mundo atual, alertando para o perigo das relações impossíveis que deixam vidas encalhadas e corações em estado de sítio. Todos precisamos de sonhar para viver, mas às vezes é preciso mudar de sonhos.
Margarida Rebelo Pinto licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade Clássica de Lisboa e iniciou a actividade de jornalista em várias publicações como: O Independente, Se7e, Marie Claire e Diário de Notícias. Enquanto escritora, escreveu seis romances, quatro livros de crónicas, um livro para crianças e uma biografia.
O seu primeiro livro, Sei lá, publicado em 1999, foi um dos maiores sucessos de vendas em Portugal, atingindo números de vendas pouco usuais para o país. Mais tarde, com os seus títulos seguintes, rapidamente alcançou um êxito similar. Actualmente, as suas obras encontram-se traduzidas na Espanha, Brasil, Países Baixos, Bélgica, Alemanha e Lituânia.
Paralelamente à escrita, Margarida dedicou-se também ao cinema, sendo a autora do telefilme da SIC Um Passeio no Parque e, mais recentemente, às peças de teatro.
Este livro relata-nos a história de Maria da Luz que se perde de amores na vida por homens que acabam sempre por ferir o seu coração. É uma mulher bonita, atraente, sofredora e lutadora bem característica dos tempos modernos. Atualmente vê-se apaixonada por um homem casado e com filhas e acaba se envolvendo com ele criando esperanças infindáveis mas acaba por sofrer ao perceber que ele não abdica da sua estabilidade familiar por ela. O problema maior é que ele usa e abusa dela da forma que mais lhe convém sem ao menos pensar nos sentimentos dela, e ela acaba sempre por ceder. Quantas mulheres passam por este flagelo? Quantas mulheres sujeitam-se a ser amantes e a receber as migalhas? Eu revi neste livro uma amiga minha que passou esta situação e queria acreditar que ele ia mudar ,mas para mim ou ama ou não ama e isto não é amor verdadeiro. 😔 Aceitar ser a outra na vida de alguém é aceitar ficar com as migalhas e sofrer em silêncio. É o que nos relata tão bem este livro passado em Lisboa com vista para o rio Tejo e em tempo de pandemia numa situação bem real e inesperada. Maria da Luz tenta ancorar-se nos amigos e nos seus filhos para esquecer a dor, a solidão ,a desilusão do seu coração . Tem o seu pai doente, os seus filhos deixam o lar e Maria da Luz como muitas mulheres terá de dar a volta por cima e encontrar a sua luz interior. Por vezes não é fácil mas é possível. Um livro indicado para todas as mulheres modernas .
A história de amor de uma mulher que fez sempre as escolhas erradas, contudo são essas que a fazem sonhar e crescer como pessoa. O sofrimento e a dor da perda de um pai, aprender a viver sozinha, após a saida dos seus filhos de casa, já estão adultos e temos de os deixar voar. Todas estas dores e "perdas" fazem Maria da Luz sentir-se só e consequentemente apaixonar-se pelo Miguel. Mas o Miguel não corresponde ao que ela quer. Um livro sobre a força do amor mas assima de tudo o poder da AMIZADE. "Todos temos fantasmas, pedras no sapato, esqueletos no armário. Todos temos saudades de alguém que já perdemos e todos sofremos em silêncio com as perdas que não escolhemos. É preciso saber aceitar tudo o que não depende de nós. É preciso saber perceber que o acaso é uma das poucas certezas com as quais podemos contar ao longo da vida."
Dar tempo, porque tempo cura, efetivamente, qualquer dor… inclusive a dor do amor. Em plena pandemia, Maria da Luz tenta encontrar novo caminho que lhe resgate a felicidade perdida, para poder finalmente aceitar o fim de uma grande paixão.
Este não é apenas um livro que nos fala sobre o amor, é um livro de ensinamentos.
Não teria lido este livro ou esta autora se não me tivessem oferecido o livro no Natal. Na verdade, li dois livros da Margarida Rebelo Pinto quando era adolescente e na altura gostei mas, nesta fase, não estava nos meus planos voltar a ler. A verdade é que até gostei do livro e lê-se bem. Não é nenhuma obra prima mas é daqueles que se lê depressa e facilmente. Depois, talvez por acaso (ou não) identifiquei-me com alguns momentos da história e com alguns pormenores.