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A luta

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Cecília se rebela contra sua vida na ”masmorra”: a casa que divide com a sogra ciumenta, o marido insípido e dois filhinhos. Como qualquer mulher que não nasceu Amélia, essa ”Madame Bovary da rua das Marrecas sonhava com uma existência mais larga, a independência da mulher elegante e rica, que sai só, vai a teatros e alimenta a corte ardente de muitos admiradores”. Conseguirá ela livrar-se das amarras patriarcais de um casamento insosso e do duplo jugo da mãe ambiciosa e da sogra conservadora? Um retrato desabusado do que era ser mulher em uma sociedade (ainda mais) dominada pelos homens, escrito por uma das mais corajosas e influentes jornalistas do começo do século XX, convenientemente “esquecida” da lista dos grandes escritores brasileiros. Carmen Dolores é o pseudônimo mais conhecido de Emília Moncorvo Bandeira de Melo, uma das escritoras brasileiras mais representativas e influentes do início do século XX e também pioneira na luta pelos direitos femininos. Em uma época em que mulheres sequer podiam votar, Emília tratou de temas incendiários com escrita incisiva e corajosa, como o direito ao divórcio, à educação e o acesso igualitário ao mercado de trabalho.

180 pages, Paperback

First published December 1, 1909

32 people want to read

About the author

Carmen Dolores, pseudônimo de Emília Moncorvo Bandeira de Melo, nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de março de 1852, e morreu em 13 de agosto de 1911. Jornalista, romancista, contista e dramaturga, ela se dedicou também à poesia e à crítica. Colaborou em jornais e revistas, entre as quais A Vida Elegante. Usava o pseudônimo Júlio de Castro para escrever contos em O Paiz, jornal de maior tiragem da América do Sul, na época. Como Leonel Sampaio escrevia artigos de crítica literária. No jornal Étoile de Sud, assinava como Célia Márcia, mas foi como Carmem Dolores que se destacou e que durante cinco anos, de 1905 a 1910, assinou suas crônicas na coluna dominical A Semana, na primeira página de O Paiz. Publicou, em 1897, o livro de contos Gradações. Em 1910, lançou Ao esvoaçar da ideia, reunião de crônicas. Publicou Lendas brasileiras, uma coleção de 27 contos para crianças. Recebeu homenagem póstuma em 1934, com a publicação de Almas complexas.

Coube a ela escrever o editorial do primeiro número da revista A vida elegante, do qual os três primeiros parágrafos vão transcritos em seguida.

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for David.
1,688 reviews
December 15, 2022
“The Fight” is that age old battle that happens between couples, namely the mother-in-laws!

Celina married Alfredo thinking he was a nice man but also because it looked like he had money. It was arranged by his mother. Alfredo was the only remaining son alive and D. Margarida wanted him to be happy. Celina’s mother D. Adozinda ran a hotel and had two other daughters to marry off, so she thought this was a good deal as well.

Champagne popped and all went well. Five years later the illusion dwindled. Alfredo kept a tight reign on his wife, now a mother. The mother-in-law kept an even tighter reign on the house. It became stifling to live there.

Meanwhile Celina’s sister Olga had a crush on Gilberto. Nice lad. Good looks. Just recently came into a lot of money. However, before Alfredo, Celina flirted with Gilberto. His flirting with her sister just brought back some fond memories. Perhaps too fond.

Can Celina pick between her husband and her children or the good looking and much wealthier Gilberto? Is the grass greener on the other side? Let’s just say when the mother-in-laws get involved, it’s all out war.

Carmen Dolores (1852-1910), a Brazilian writer does a fine job with the clash in family strife. The ending wasn’t exactly as I thought it would turn out, perhaps too 19th century for me, but let’s just say she put a good finger on marriage that still resonates today (no mother-in-law jokes please).
Profile Image for diario_de_um_leitor_pjv .
785 reviews145 followers
August 2, 2022
COMENTÁRIO
⭐⭐⭐⭐
"A luta"
Carmen Dolores

Todos nós temos leituras que gostamos de fazer pelo prazer simples de envolvimento da trama, ou pelo caminho delicioso que percorremos. Por vezes se diz que são leituras de conforto, leituras que nos mimam. No meu caso, diria que me encanta um qualquer romance naturalista do final do século XIX, início do século XX. Eça de Queiroz e Emile Zola são os exemplos cimeiros, mas gosto também de ler Abel Botelho entre outros autores menos conhecidos.

"Em 1915, num guia para as consciências, Frei Pedro Sinzig classificou A Luta como uma obra "imoral". O jesuíta não poderia ficar indiferente à sensualidade da escrita, a uma visão feminina insubmissa e a um anticlericalismo evidente. Remetido ao esquecimento durante décadas, o livro só veio a ser reeditado no Brasil no início deste século."

E editora Húmus apresenta assim a edição (a primeira em Portugal) do romance "A Luta" da escritora brasileira Carmen Dolores. Obra do início do século XX, este romance é marcado pela construção de uma voz no feminino que o torna particularmente interessante.

Na realidade, a autora destacou-se no início do século XX como uma voz feminista da República brasileira. É nesse sentido que a história do casamento (infeliz) de Celina se torna um exemplo em que a autonomia de decisão da mulher casada relativamente à sua vida é essencial. Neste sentido Cármen Dolores vai muito além dos seus contemporâneos escritores naturalistas cujas histórias são plenas do sexismo reinante.

Este é um texto que se lê de uma penada, que nos põe a pensar sobre a construção dos laços amorosos e familiares em tempos passados. E em alguns momentos o texto arranca um sorriso quando imaginamos a performance teatralizada de alguns daqueles momentos.

Foi uma leitura perfeita para uma tarde de neblina em que a praia foi adiada...
Profile Image for Eliana .
2,998 reviews24 followers
June 11, 2024
Rare from stories from this time, but i found Alfredo to be a sympathetic character.
Displaying 1 - 5 of 5 reviews

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