Após meses de isolamento social, pessoas comuns podem ser capazes das maiores atrocidades…
E quando quatro amigos se reúnem em uma chamada de vídeo, apenas três saem vivos dela.
As brigas passaram a fazer parte do dia a dia de Júlia e Guilherme. O casal já teria terminado se não fosse por um entrave: eles estão presos na mesma casa durante a pandemia. Quando Júlia perde a cabeça, Guilherme aproveita uma chamada de vídeo com os amigos para desabafar… pela última vez. O rapaz é encontrado esfaqueado, e todas as evidências apontam para Júlia. Enquanto a polícia foca seus esforços em incriminar a moça, o detetive Conrado Bardelli resolve ir mais a fundo na investigação. Mesmo a distância, ele está disposto a refazer os últimos passos da vítima na quarentena a fim de encontrar novos suspeitos, certo de que as angústias de um momento histórico tão desolador são capazes de corromper até as relações mais sólidas.
O 2º livro que leio do Victor Bonini segue no mesmo caminho: uma boa história de assassinato, pistas que te levam pro lugar errado, mas dessa vez perde-se um pouco de fôlego.
Ambientado na quarentena provocada pelo Coronavirus, o detetive Lyra tenta agora desvendar um assassinato sem sair de casa, colhendo pistas na internet e por meio de ligações telefônicas com os envolvidos.
A leitura vale mais como um registro dessa situação que estamos vivendo, uma boa sacada (comercial) de ambientar um thriller policial bem no meio da pandemia, expondo as restrições de isolamento e suas implicações. Só que, em função disso, o livro perde em agilidade e não consegue criar uma alternativa para sustentar o ritmo de suspense.
“Quando ela desaparecer”, “Colega de quarto”, “O casamento”, todos esses tiveram um plot twist, todos esses ajudaram a criar a personalidade do detetive particular, Conrado Bardelli. E aí chega “Tortura Branca”: repleto de clichês pandêmicos jogados em todas as páginas, uma narrativa que não se segura, cansativa, exatamente por conta desses clichês que pontuam TODA a leitura. Mas o pior é ter transformado o Bardelli em um julgador: o cara passa três livros como um impávido colosso, em “O Casamento”, por exemplo, defende e até mesmo simpatiza com Carmem, a golpista profissional, e de repente, ele vira o cara que julga quem precisava trabalhar durante a pandemia para não morrer de fome, entre outras coisas? Como se não bastasse esse homicídio doloso cometido contra o personagem, o motivo do assassinato é ainda mais esdrúxulo e raso. Quisera eu que essa fosse apenas minha humilde opinião, porém é um fato.
A pensar se o que eu li foi um thriller policial ou um manifesto.
O livro é de uma escrita muito boa e cativante. Mas a pandemia, que pela proposta inicial é o pano de fundo da história, acaba por ser enfiada a marretadas à vista do leitor a cada capítulo. Isso, somado ao final ridículo e pseudomoralista estragam quase que completamente a experiência.
peguei na biblio de sp achando que ia ser uma bomba, porque quem escreve um livro sobre a pandemia (e uma call assassina no zoom) tão rápido? mas como já tinha um outro livro do autor (colega de quarto), decidi arriscar. e tava muito enganada -- foi um ótimo suspense e li em menos de dois dias. involve poucos personagens, então é fácil de seguir; os elementos são super relevantes à atualidade da pandemia (zoom com os amigos, tretas em casa, revoluções dos pais nas escolas, furadores de quarentena); a escrita te deixa preso no papel tentando decifrar o mistério; e o desfecho é bem realistico até. gostei bastante do uso das mensagens tb, usando até girias/abreviações que eu usaria. uma boa pra quem gosta de suspense e não se incomoda de ver no papel a realidade de semi-isolamento que a gente vive há dois anos.
**spoiler**
fiquei triste porque na minha cabeça o breno era o mais bonito e não achava que era ele o assassino massss faz muito sentido.
Gostei da forma como o autor encaixou a pandemia dentro do plot policial. O "quem é o assassino" acaba se misturando com o "quem furou a quarentena" de um jeito que trouxe um frescor pra um formato que, muitas vezes, é repetitivo. O crime acontece com um casal (Júlia e Guilherme) que está quarentenado junto e marca encontros semanais via zoom com o grupo de amigos. Em um desses encontros, os amigos testemunham o casal discutindo e a ligação é encerrada. Logo depois, o marido está morto. A esposa é a suspeita óbvia, mas ela diz que estava passeando com o cachorro e encontrou Guilherme morto quando voltou. O detetive aposentado Conrado é chamado pela mãe de Júlia, e vai tentar solucionar o caso... cumprindo o isolamento social, porque ele é do grupo de risco. E com a ajuda da esposa, que está feliz que ele vai trabalhar e parar de bagunçar o jardim dela.
Relembrar os sentimentos vividos há 6 anos atrás, no meio de uma pandemia que na época nem sabíamos que iria terminar e no meio desse evento com a possibilidade de um crime impensável. O martírio de estar confinado em seu conforto, estresse no máximo e como o desejo de apenas tomar um ar puro em qualquer local exceto sua própria casa e ainda mais virar a cena de um crime que o sufocamento da culpa não é seu ou será que é seu?
Victor Bonini é um dos meus autores favoritos de suspense. Esse livro tem uma premissa muito interessante, mas acho que esperava algo diferente e, com isso, acabei de decepcionando. Tendo dito isso, não cheguei nem perto de descobrir a identidade do assassino.
O livro é bastante lento, talvez por acontecer no contexto da pandemia do coronavírus e envolver muito mais conversa que ação. Talvez seja o mais parado dos que Bonini escreveu. Ainda assim, tem personagens legais, um mistério muito bem trabalhado e é uma das obras que melhor utiliza o COVID das que já li.