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Causas da Decadência dos Povos Peninsulares

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69 pages, Paperback

First published January 1, 1871

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About the author

Antero de Quental

180 books69 followers
Antero Tarquínio de Quental or do Quental, old spelling Anthero, Portuguese poet, was born in Ponta Delgada on São Miguel Island, in the Azores, into one of the oldest families of the provincial captaincies on the island, his parents being Ana Guilhermina da Maia Quental, a devout Roman Catholic and Fernando de Quental, a veteran from Portuguese Liberal Wars (himself a son of a veteran from Napoleonic Wars and also a liberal enthusiast that befriended and found himself locked up with the great poet Manuel Maria Barbosa de Bocage for his political pursuits). He was also a descendant of Frei Bartolomeu de Quental, founder of the Congregation of the Oratory in Portugal.
His mother raised him in such fashion that his upbringing would have an enduring impact in all his mystical reflections, even when they drifted apart from an assumed religious perspective.
He soon started taking French lessons under António Feliciano de Castilho, a leading figure of Portuguese romantic poetry who at the time resided in Ponta Delgada and by the time he was 7 he was enrolled in Liceu Açoriano, a private school, and taking English lessons.
In August 1852, he moved with his mother to the Portuguese Capital Lisbon, where he studied at Colégio do Pórtico, whose headmaster was his already known tutor Castilho. The institution soon closed doors, and Antero returns to Ponta Delgada in 1853.
By 1855 he is again in Lisbon, and the next couple of years find him already in Coimbra where he graduates from high school at Colégio de S. Bento in 1857. In September of the next year he enrolls in the University of Coimbra and soon distinguished himself by unusual talent, as well as turbulence and eccentricity. He began to write poetry at an early age, chiefly, though not entirely, devoting himself to the sonnet. After the publication of one volume of verse, he entered with great warmth into the revolt of the young men which dethroned António Feliciano de Castilho, the chief living poet of the elder generation, from his place as dictator over modern Portuguese literature. He then travelled, engaged on his return in political and socialistic agitations, and found his way through a series of disappointments to the mild pessimism, a kind of Western Buddhism, which animates his latest poetical productions. His melancholy was increased by a spinal disease, which after several years of retirement from the world, eventually drove him to suicide in his native island.

Antero stands at the head of modern Portuguese poetry after João de Deus. His principal defect is monotony: his own self is his solitary theme, and he seldom attempts any other form of composition than the sonnet. On the other hand, few poets who have chiefly devoted themselves to this form have produced so large a proportion of really exquisite work. The comparatively few pieces in which be either forgets his doubts and inward conflicts, or succeeds in giving them an objective form, are among the most beautiful in any literature. The purely introspective sonnets are less attractive, but equally finely wrought, interesting as psychological studies, and impressive from their sincerity. A healthy participation in public affairs might have saved him, but he seemed incapable of entering upon any course that did not lead to delusion and disappointment.
As a prose writer Quental displayed high talents, though he wrote little. His most important prose work is the Considerações sobre a philosophia da historia literaria Portugueza, but he earned fame by his pamphlets on the Coimbra question, Bom senso e bom gosto, a letter to Castilho, and A dignidade das lettras e litteraturas officiaes.
His friend Oliveira Martins edited the Sonnets (Oporto, 1886), supplying an introductory essay; and an interesting collection of studies on the poet by the leading Portuguese writers appeared in a volume entitled Anthero de Quental. In Memoriam (Oporto, 1896). The sonnets have been turned into most European languages

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Displaying 1 - 23 of 23 reviews
Profile Image for Luís.
2,384 reviews1,378 followers
May 29, 2024
Some cannot forgive Antero for his lucid diagnosis of Iberian decadence. Some even see this act as the opening of a wound that did not exist. For my part, this is the most formidable text on the contradiction inscribed in the Portuguese spirit.
Profile Image for João Costa.
19 reviews14 followers
February 18, 2017
"Entre o senhor rei de então, e os senhores influentes de hoje, não há tão grande diferença: para o povo é sempre a mesma servidão. Éramos mandados, somos agora governados, os dois termos quase que se equivalem. (...) Finalmente, do espírito guerreiro da nação conquistadora, herdámos um invencível horror ao trabalho e um íntimo desprezo pela indústria. Os netos dos conquistadores de dois mundos podem, sem desonra, consumir no ócio o tempo e a fortuna, ou mendigar pelas secretarias um emprego: o que não podem, sem indignidade, é trabalhar! uma fábrica, uma oficina, uma exploração agrícola ou mineira, são coisas impróprias da nossa fidalguia. Por isso as melhores indústrias nacionais estão nas mãos dos estrangeiros, que com elas se enriquecem, e se riem das nossas pretensões. (...) Gememos sob o peso dos erros históricos. A nossa fatalidade é a nossa história."

A autoscopia duma letargia de 138 anos.
Profile Image for João.
18 reviews5 followers
February 23, 2018
Livro a meu ver quase obrigatório para as escolas portuguesas (e até espanholas) que nem sei como não é mais falado. Cabia perfeitamente em um programa escolar. É fácil de se ler, curto e eficaz. Com tantos livros que se dá análise nas escolas, que muitos, lá no fundo não enriquecem assim tanto e é mais do mesmo. Este poderia estar no programa.


Este livro é um reflexo da história e sociedades Portuguesas e Espanholas, que dá tanto para os Portugueses e Espanhóis Peninsulares, como para os ilhéus. É um reflexo e análise que de uma forma arrepiante (infelizmente) ainda se aplica aos dias de hoje.
Por ironia, o autor disto, nem Peninsular era, mas sim um ilhéu (Açores).

Como bem disse Anthero: "não pretendemos impor as nossas opiniões, mas simplesmente expô-las: não pedimos a adesão das pessoas que nos escutam; pedimos só a discussão"

Estas conferências (e livro) deveria ter muito mais destaque do que tem.
Profile Image for David Garrido e Cunha.
21 reviews2 followers
February 17, 2013
Este livro, que parte do discurso de Antero de Quintal com o mesmo nome, é uma das melhores obras para compreender o porquê do génio peninsular entrou e permanece em decadência.

É um pequeno e conciso livro que qualquer ibérico deve ler para compreender a verdade do seu atraso civilizacional e para trazer luz sobre o que é ser peninsular (aconselho até uma leitura paralela com a História Da Civilização Ibérica de Oliveira Martins)

É um livro que se mantém actual e com o qual podemos apreender muito sobre o actual estado socio-cultural Português.
41 reviews1 follower
January 30, 2023
De uma atualidade desafiante.

Antero atribui causas históricas, nacionais e de escala europeia, à decadência peninsular desde o virar para a modernidade. Esta decadência contrasta com o período desde a origem do Cristianismo à Idade Média.

Por esta via, o Autor convoca-nos a questionar sobre se a decadência e seus efeitos ainda permanecem na sociedade peninsular atual, nomeadamente o centralismo de pensamento e de poder, bem como a quietude intelectual, científica e económica.
Profile Image for Inês.
218 reviews
January 15, 2024
O seu nome é Revolução: revolução não quer dizer guerra, mas sim paz: não quer dizer licença, mas sim ordem, ordem verdadeira pela verdadeira liberdade. Longe de apelar para a insurreição, pretende preveni-la, torná-la impossível: só os seus inimigos, desesperando-a, a podem obrigar a lançar mão das armas. Em si, é um verbo de paz porque é o verbo humano por excelência. (…) Pois bem, meus senhores: o Cristianismo foi a Revolução
do mundo antigo: a Revolução não é mais do que o Cristianismo do mundo moderno.
Profile Image for João Cruz.
363 reviews23 followers
September 14, 2016
Estamos condenados a um destino subalterno e humilhante que nos entorpece? Antero de Quental revela as causas desta nossa desgraça: 1- concílio de Trento, onde a igreja de Roma consegue subjugar países como Portugal e Espanha; 2- absolutismo monárquico obscurantista; 3- descobrimentos (?): de D. João I até 1640, a população em Portugal caiu de 3 milhões para 1 milhão. A agricultura desapareceu, a indústria não se desenvolveu, etc. Apesar de ter sido uma epopeia conduzida por grandes heróis, a verdade é que no fim pouco sobrou...
Profile Image for Olga.
101 reviews37 followers
December 7, 2013
Antero de Quental apresenta nesta obra, escrita para ser lida nas Conferências do Casino, as causas, na sua opinião, do atraso civilizacional nos países peninsulares (Portugal e Espanha). De acordo com o autor estas seriam:
a Reforma Católica conduzida pelos Jesuítas, reforma esta que, após o Concílio de Trento, estabeleceu a Inquisição, estabeleceu uma série de livros e assuntos "proíbidos, a indocritinação dos povos e conversão de judeis, a autoridade papal enquanto voz suprema da Igreja na Europa (antes a igreja era regida localmente com o Vaticano apenas interferindo nos assuntos mais importantes), manutenção do celibato eclesiástico; a centralização política aquando do absolutismo e o sistema económico dos Descobrimentos.
Todos os resultados das mudanças sociais causadas pelas medidas apresentadas, desde o afastamento dos judeus (camada mais culta da sociedadade, na altura, por motivos religiosos); à incapacidade de governação devido à centralização do poder - Antero de Quental era a favor da governação local.
No fundo, uma análise extremamente interessante e actual que recomendo vivamente aos apreciadores de manifestos deste tipo, do autor e, tanto de política como de história.

http://theperks0fbeingalibrarian.blog...
Profile Image for livros.da.sofia.
472 reviews71 followers
September 25, 2015
Mais uma leitura para a universidade - e no meio de tantas obras literárias enormes, como a Iliada,Odisseia,Metamorfoses,Inferno, etc, este pequeno texto expositivo argumentativo, com as suas escassas 120 páginas em contraste com os restantes com mais de 500, foi bem vindo, embora continuasse reticente pela sua temática, uma vez que não vai de encontro aos meus gostos pessoais e decerto não seria algo que escolheria voluntariamente para ler.

Surpreendeu-me,contudo, pela sua concisão de pensamento e organização textual, levando uma temática da qual não me interessava minimamente a uma leitura interessante , e, sem duvida, muito bem escrita e reformulada.
Profile Image for David.
1,690 reviews
August 19, 2025
Portuguese author Antero de Quental presented this “paper” on 27 May 1871 during the first session of the Democratic Conference in Lisboa. His premise was simple: after three centuries, the Iberian penisula had fallen from its rich and glorious past into a form of shallow decadence.

Gone were the glories of the Roman Empire, the Medieval period and the peak of the Renaissance. There were the great Roman authors from Spain like Martial and Seneca or medieval scholars like Averrhoes and Maimonides, the knights of the Round Table or the legend of El Cid. In the last “great” century, the 16th century, one found Cervantes, Lope de Vega, Camões, and Montaigne. A lot of great stuff.

What happened in the 17th, 18th and 19th centuries? Three things: religion, politics and economics. The tolerance of Jews and Muslims was replaced by strict Catholic intolerance and of course, the Inquisition. The politics have been replaced by absolute monarchies, like Dom João III, Felipe II and III and Carlos IV, who in turn colonized the Americas with the help of the church (and very poorly he points out). The economics of Adam Smith, along with the slave trade and the industrial revolution makes one demand an economic, even social change. Viva la revolution!

At first I thought his pining for the good old days was a bit much. Was it really that good? Think of all the changes that took place. Not to mention there were a lot of great writers in the 19th century. Quental does make a good point how things were changing for the worse but his main cry was that the Portuguese people were becoming too complacent. A good warning for all of us. Imagine what Quental would think of what happened in the 20th century in Portugal, Spain and the world? Or today?

There is a lot to unpack, isn’t there?
Profile Image for Ana Clara.
14 reviews2 followers
May 3, 2025
“A centralização monárquica, pesada, uniforme, caiu sobre a Península como a pedra dum túmulo.”

Uma explicação sucinta e (ainda profundamente) actual sobre as causas de decadência de Portugal e de Espanha. Creio que faria sentido ser parte do currículo escolar, uma vez que nos ajuda a compreender como nos encontramos nesta condição e nos dá algumas luzes sobre o que poderia ser o nosso rumo.

“Essa monarquia, acostumando o povo a servir, habituando-o à inércia de quem espera tudo de cima, obliterou o sentimento instintivo de liberdade, quebrou a energia das vontades, adormeceu a iniciativa; quando mais tarde lhe deram a liberdade, não a compreendeu; ainda hoje a não compreende, nem sabe usar dela.”
Profile Image for Miguel Gouveia.
111 reviews1 follower
July 4, 2022
Estas 'Causas da Decadência dos Povos Peninsulares' escritas em 1871 por Antero de Quental, foram o tema proposto para a segunda das Conferências Democráticas do Casino, organizadas pelo pensador insular, com a designada 'Geração de 70', que reunia jovens escritores e intelectuais de vanguarda.

Apontando os problemas de cariz moral, político e económico, o autor faz deste discurso um verdadeiro manifesto pela tolerância e pelo liberalismo, sentenciando a hipocrisia como vício nacional e a delação como uma virtude social.

Em Dia da Região Autónoma da Madeira, este pequeno livrinho de 65 páginas apresenta-se com uma espantosa actualidade da nossa realidade insular. Recomendo a leitura e agradeço com saudade a quem mo ofereceu.
Profile Image for Nuno Tavares.
16 reviews
January 3, 2025
Um excelente livro de Antero de Quental. Seria maravilhoso poder assistir à sua conferência e ouvi-lo dizer estas palavras no seu tom enérgico e animado.
As causas e ideias apontadas por Antero continuam a ser bastante atuais no contexto político e social português. O impacto de uma educação católica e dogmática, a pachorrice portuguesa que adora ser governada e a nossa falta de energia e proatividade refletem-se no estado do nosso país. É triste perceber que tão pouco mudou nestes últimos séculos em Portugal. Em vez de 3 séculos de decadência, já lá vão 5 ...
Profile Image for João  Gaspar.
12 reviews3 followers
March 5, 2021
Um texto extremamente importante e revelador sobre o que é Portugal. Tão, mas tão actual, que o leitor julgará que lhe escrevem desde o século XXI e não desde o século XIX. Doeu-me genuinamente o coração ao ler o retrato acutilante traçado do povo e do país Portugal.
181 reviews2 followers
September 25, 2022
O que mais surpreende é a atualidade. Não que o Portugal de hoje seja o mesmo do século XIX, felizmente já muito mudou, mas há neste diagnóstico de Antero uma clareza e contundência que ainda hoje consegue ser refrescante.
Profile Image for João Silva.
34 reviews2 followers
July 15, 2022
Uma fantástica explanação do impacto da igreja católica romana nas vidas, na sociedade e na cultura dos povos peninsulares ao longo dos séculos.
2 reviews
July 20, 2024
Uma obra que devia constar no currículo do ensino português.
Uma exposição breve e clara da linha condutora da história portuguesa ao longo dos séculos. Franco, sucinto, claro e enriquecedor.
Profile Image for Cristiana.
386 reviews57 followers
December 14, 2023
" Fomos os portugueses intolerantes e fanáticos dos séculos XVI, XVII e XVIII: somos agora os portugueses indiferentes do séc. XIX. Por outro lado, se o poder absoluto da monarquia acabou, persiste a inércia política das populações, a necessidade (e o gosto talvez) de que as governem, persiste a centralização e o militarismo, que anulam, que reduzem ao absurdo as liberdades constitucionais. Entre o senhor rei de então e os senhores influentes de hoje, não há tão grande diferença: para o povo é sempre a mesma servidão. Éramos mandados, somos agora governados, os dois termos quase que se equivalem."

"Carta de Antero ao Presidente do Conselho de Ministros"
"A política é o instrumento da justiça social. ... é a voz de grandes ecos, que diz à verdade Fala! Que diz à consciência Revela-te! Que diz às almas Emancipai-vos! Que sobretudo diz aos costumes Moralizai-vos. Para ter o direito de dizer isto, a política tem mais que tudo de ser moral."

" ... no parlamento a hipocrisia é uma verdade política. "

Tão actual!
Profile Image for DonQuijote.
326 reviews13 followers
December 15, 2015
Discurso dado en el Casino de Lisboa en 1871 por Antero de Quental, que a pesar del tiempo que ha pasado, no deja de tener un punto de actualidad. Buen análisis del porqué dos imperios como fueron el portugués y el español se hunden y quedan en la sombra para siempre. Por supuesto que hay más razones, los errores del siglo XX añadirían más leña al fuego y claro que no todo lo que hacen los demás está bien. Un canto a no resignarse y a luchar por ser mejores.
Profile Image for Fernando Leite.
45 reviews
June 30, 2020
Numa explicação de abreviatura no que levou Portugal e Espanha a perderem o rumo. Terá sido o catolicismo, as conquistas e afins causas da nossa decadência? Expulsa-se judeus, aristocratiza-se mais a sociedade em pleno sec XVI e continua-se numa negação de desenvolvimento. Uma crítica fabulosa de Antero de Quental, leitura obrigatória
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