Você está atrasado para o País Subterrâneo, uma rave embaixo da terra onde o DJ Coelho Branco é o menor dos seus problemas.
Cansada de esperar pela fortuna da família e por um futuro que foi traçado muito antes de nascer, Alice vive em expectativa de que algo mágico aconteça em sua vida. Presa dentro de casa e com uma vida regrada e cheia de livros sem gravuras, ela se vê mais entediada do que nunca. Quando um misterioso papel em forma de coelho é preso em seu portão, a curiosidade de saber do que se trata acaba lhe dando um fio de esperança. Alice, completamente deslocada e desnorteada, acaba correndo por Nova Eldorado atrás do papel, que se revela um convite para uma festa nos arredores da cidade, nas tubulações de esgoto abandonadas.
Com a promessa de voltar antes que fique muito tarde, ela vai até o local a procura de uma aventura de poucas horas. Só não imagina os horrores e as maravilhas que a esperam debaixo da terra.
O Coelho guiou Alice para o País Subterrâneo e a Anita me guiou até uma história fantástica e surpreendente com tudo (e mais um pouco) que eu precisava em uma nova versão desse clássico. — Ariel F. Hitz, autor de A Gravidade de Júpiter e Camomila.
Uma leitura necessária, empolgante e tudo pra quem é fã de um suspense policial. Ter Alice como referência faz com que estejamos mais próximos da história, mas não preparados para o que pode vir. — Gabs Batista, host do Podcast Terminei.
ANITA SALTIEL se interessa mutualmente por desenho, fotografia, escrita e atuação desde criança. O que outrora parecia ser apenas emoção infantil, acabou se tornando sua profissão. Em 2018, venceu o prêmio Watty Awards com uma história de suspense psicológico. E além do próprio, gosta de terror e ficção científica. Anita ainda atua na pós-pornografia como atriz e roteirista, além de mestrar RPG há muitos anos. Suas maiores inspirações são A Menina Submersa, o autor Jay Kristoff e Junji Ito.
Incentivar o protagonismo LGBT+ na literatura e criar pontes entre pú Essa é a bandeira da Associação brasileira de autores de ficção especulativa LGBT+! Aqui, a diversidade se preocupa em ocupar lugares conservadoramente nos na fantasia e na magia, no suspense e no terror, na ficção histórica e na científica.
eu gostei muito porque eu nem sou muito fã desses livros encantados, e assim com modificações atuais sempre me deixam mais interessada em ler, eu amei ler apesar de ter achado muito cansativo e com cenas muito longas e repetitivas, mas achei muito brilhante e da vontade de saber como vai terminar!
“como você pode achar que existe algum tipo de liberdade em uma prisão?”
*li esse livro pra o junlimited (projeto do canal JuAndBooks lá na twitch em que juntes lemos livros nacionais publicados no kindle unlimited) <3
já tive outros contatos com as obras da série do abraqueerdabra e alice 190 não foi diferente, a escrita da autora é muito criativa e soube inovar bastante no mundo já no imaginário de muitos que é país das maravilhas.
algo que me surpreendeu bastante foi o tom sombrio/misterioso que foi adicionado ao país (tem classificação: +16 e tw: pedófil0, avisados pela própria autora no início do livro) que passa a ser chamado de país subterrâneo.
cada personagem compartilha de uma semelhança com os clássicos, mas ainda com um toque próprio da autora, tornando esse reconto uma ótima oportunidade de revisitar esse mundo por uma perspectiva diferente (misteriosa & lgbtq+) e os novos inseridos na narrativa também ganham um próprio tom, conseguem se encaixar bem na realidade de nova eldorado.
a parte mais complicada do livro foi tratada de uma forma muito consciente, não foi apenas uma exposição gratuita, acho que foi muito necessário da autora trazer esse tópico (como ela mesma pontua no início nas notas). ao revisitar a história de alice não tem como você simplesmente ignorar esse peso.
por fim, acho que a única coisa que tenho a “reclamar” (é besteira, não é algo que diminuiu drasticamente a minha experiência com o livro) é que não gostei muito de como a reviravolta foi abordado no final do livro e também do desfecho do livro, talvez combine com o tom sombrio dele, mas preferia um final mais otimista.
Não recomendo essa leitura se você tem gatilhos com pedofilia (menção e situações em que um pedófilo é personagem secundária), gatilhos com claustrofobia (a maior parte do livro se passa em um lugar muito apertado, lotado e barulhento, com descrições bem detalhadas), gatilhos com desaparecimento de pessoas ou gatilhos com crises de ansiedade/ataques de pânico.
Gostei da releitura, apesar de não ter gostado de alguns pequenos plots da história. O final é diferente do esperado, o que me agradou ao mesmo tempo em que me irritou. Se não fosse pelo fato de não ter ido muito com a cara do final, teria dado 5 estrelas.
Fiquei um pouco em dúvida sobre a definição de assexualidade dada no livro e me perguntei o por quê de a autora não ter usado logo o temo "assexual" ao invés de dizer que "O que seria um simples beijo para as outras pessoas se torna muito mais especial para Alice." Tipo (?????)
O melhor desse livro pra mim foi a escrita. Juro, é extremamente imersiva e eu me senti como se realmente estivesse em uma rave debaixo da superfície. Isso foi positivo pra mim porque me fez ter uma experiência única com a narrativa, mas pode ser muito agonizante para outras pessoas. Gostei também das frases de efeito e da organização que a autora mantém durante os parágrafos.
SPOILER ABAIXO!!
Odiei que a Alice não matou o professor. Se ela tivesse matado ele e tomado conta do subsolo eu teria gostado bem mais. Não gostei da falsa rivalidade com a Rainha Vermelha. Amei que a heroína se mostra a vilã no final.
Eu tinha muitas expectativas em relação a esse livro por ter lido outro da coleção e ter amado profundamente. O livro em partes me decepcionou, e em outras me agradou. A escrita da autora prende MUITO, você sempre quer saber o que vai acontecer (mesmo não gostando de como as coisas estão se desenrolando) e foi isso que me fez terminar o livro.
Gostei muito do mistério e da forma como a escritora construiu. Me identifiquei muito com a protagonista até o momento antes da transformação, em que depois ela virou outra pessoa, como a própria deixa claro.
Porém, o final me decepcionou. Esperava que Alice achasse um jeito de deixar o País Subterrâneo e quando desistiu, as escolhas dela me surpreenderam. Até agora me pergunto porque ela decidiu batalhar até a eternidade com a Rainha de Copas.
O final com Pimenta e Coelho me rendeu lágrimas e me apaixonei pela relação dos dois mesmo que em poucas páginas. O Coelho também desde o início foi um dos meus favoritos. Me apeguei muito ao relacionamento de Felícia e Alexia, e ao Chapeleiro e a Luana também.
Acredito que de uma forma geral a nota 3 resume o que senti no livro todo. Amo a coleção Abraqueerdabra e com certeza lerei os outros, mas Alice 190 foi uma história que me surpreendeu - de uma forma boa e ruim.
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Eu gosto muito de Alice no país das maravilhas e adaptações, então estava bem animada pra ler esse livro. Eu gostei muito da história por isso dei 4 estrelas apesar de ter considerado dar 3 por problemas no texto. O que eu gostei muito foi, primeiro, o modo como a loucura do Mundo Subterrâneo é descrita, o desenvolvimento e caracterização dos personagens, e a representatividade LGBTQ+! Além disso, a autora soube inserir os personagens do livro na história de uma forma muito criativa e relevante para o enredo. A Alice e a Rainha são tudo! E o final achei incrível. O grande problema do livro pra mim foram problemas de preparação e revisão de texto, que se fossem revistos enriqueceriam muito a obra. Tirando isso, achei muito bom!
Espetacular, personagens bem construídos que me cativaram muito fácil, enquanto lia lembrava da voz de Alice na animação dublada questionando com seus "oras" e maneiras de falar bem característicos ativando uma nostalgia muito gostosa. Passagem de capítulos muito bem feitas, que prendem, mesmo curiosa com um assunto abordado em um capitulo anterior, em um novo capitulo com outro assunto já estava imersa e presa a ele O capitulo 14 continua sendo meu favorito, achei genial a construção e a sensibilidade em abordar um tema que ronda a obra. Eu não sei se eu gostei mais da rainha ou do coelho, ou até mesmo do cenário que é tão vivido e palpável Simplesmente fantastico, o livro vai ficar na minha cabeça por muito tempo, com certeza marcou muito pra mim
Comecei a leitura achando que seria um livro mais ou menos e esse sendo um dos que eu menos queria ler, porém como estava enganada a construção da protagonista é incrível o modo como a personalidade vai aflorando enquanto ela mergulha nesse mar que é o país subterrâneo, os secundário são bem trabalhados ajudando na ambientação de confusão da personagem, até o pimenta tendo uma participação bem simples no enredo é interessante, e o final é surpreendente tinha gravado na mente o final do desenho e imaginava que seguiria esse raciocínio porém foi completamente diferente me atingindo como um tapa na cara, eu não esperava que ela ficava é abraçava a loucura e possivelmente poder se tornar uma sádica com um cutelo no futuro.
Achei um livro rápido, instigante e com uma protagonista que vai crescendo e achando sua própria voz e vontades, embora eu não entenda e nem concorde totalmente com as decisões que ela toma.
A inserção dos personagens originais nessa adaptação é criativa e o Coelho Branco e a Rainha de Copas estão entre meus favoritos.
A conexão que acontece no final foi ótima, inclusive.
O grande problema do livro, como já dito em outras resenhas, foram problemas de preparação e revisão de texto.
"Você não pode se prender demais à sua realidade, pode ser nocivo. Todo mundo precisa de um pouco de loucura de vez em quando, mas não muita, porque pode ser um problema. Entendeu?" ******* Um livro que foi realmente surpreendente, por mais que achei o começo arrastado, ver a evolução de Alice foi muito gratificante. Eu esperava ser mais um livro de muitos sobre a clássica jornada do herói, mas definitivamente não é.
Puta livro ruim. Eu poderia fazer um dissertação do porquê essa história é ruim, mas eu já tive que ler esse horror então não vou me torturar mais. Eu posso perdoar muitas coisas, mas desenvolvimento ruim não é uma delas.
O que essa autora fez com a Alice e o Lewis Carroll foi nojento. Representação queer podre também. Vamos abordar assexualidade mas é só em um parágrafo tá?? E a Rainha de Copas é uma drag negra (que mata pessoas e é uma tirana), olha minha representatividade!!!!
Alice 190 é uma história densa e com muita personalidade. Anita reinventa Alice no país das maravilhas de uma forma fantástica e perturbadora, levantando questionamentos interessantes sobre a própria obra. É um livro sensível, muito bem construído, com uma escrita impecável. Eu ri, chorei e fiquei com ódio em muitas partes da história. Recomendo demais!!!
De forma muito peculiar, Anita Salatiel nos leva pelo que é o livro mais "peculiar" da saga Abraqueerdabra. Gosto como tudo tem um tom mais sombrio e a noite e termos 'clubbers' foram incorporados. Existe um momento no qual a confusão que a narrativa pretende fazer começa a ficar uma pouco demasiada, criando uma desconexão na leitura.
“Uma garota, não, uma mulher que percebe o seu potencial jamais o esquece.”
Saltiel, Anita. Alice 190 (Abraqueerdabra) (p. 135). Edição do Kindle.
Alice no País das Maravilhas sempre foi uma das obras que eu mais gostava, li quando tinha 9 anos para escola e adorava o filme clássico da Disney. E adorei o live action na época ~só os fãs de Avril Lavigne online~ então eu tinha bastante expectativa ao ler essa releitura.
Ani você sabe como me surpreendeu, a humanização dos personagens foi incrível, eu amo cada pedacinho da história. Com os looks, o cenário, as cenas tão bem descritas que parece que estou na pele da Alice. E como não falar do Pimenta, esse personagem que me envolveu com a sua determinação e busca por justiça.
Cada personagem é único e memorável, Felícia e Alexia, eu topo fazer parte da família de mulheres viu. A Lebre e o Chapeleiro que encontraram conforto e lucidez em sua própria loucura.
Faço uma menção honrosa aos meus dois favoritos, a Rainha Copas que é uma drag queen belíssima, forte e de presença estonteante. E o Coelho Branco, crush mais lindo, talentoso, faceiro e lindo (não custa nada repetir).
Falando da protagonista, Alice é resiliente e uma vencedora, superou tudo e fez de si quem sempre soube que seria. E amo o fato dela ser assexual, pois é a representatividade que eu precisava para saber que nossas histórias da vida real podem sim ganhar vida.