Para conter as tropas de Napoleão, o Czar Alexandre I devastou seu próprio território, condenando as forças francesas e a população russa à fome em meio ao inverno rigoroso. Neste cenário, os homens do Capitão Lozère e a jovem Nadia precisarão encontrar abrigo, embora não saibam que o sangue que encharcou o solo gélido despertou um mal ancestral, faminto por vidas e almas. Em Sangue e Gelo, o escritor Tito Faraci une Tolstói e Lovecraft em uma narrativa sobrenatural de guerra, magistralmente ilustrada por Pasquale Frisenda. Além da história integral, em preto, branco e vermelho, a edição brasileira traz ilustrações extras e uma arte inédita de Pasquale Frisenda.
Tito Faraci (born Luca Faraci, on 23 May 1965) is an Italian comics writer and editor, as well as novelist. Faraci is most notably known for his work on Mickey Mouse, as published on 'Topolino', the Italian weekly digest devoted to Disney comics. Faraci debuted in comics in the middle of the nineties. Although his very first script was for a Donald Duck story, he quickly gained fame as an inventive and innovative Mickey Mouse writer. His Disney stories mix absurd humour and a deep human touch, while borrowing atmospheres from pulp movies and noir literature. Many of his stories have been drawn by famous artist Giorgio Cavazzano. The two have also collaborated outside of Disney, for instance on a Marvel's Spider-Man one-shot. Faraci is nowadays a veteran comic book writer, having wrote for years for a number of mainstream Italian series, most notably Tex and Diabolik. His first novel, titled La vita in generale, appeared in 2015.
Italian bio: Tito Faraci è nato a Gallarate nel 1965. È uno dei più importanti sceneggiatori italiani di fumetti. Ha creato storie per “Topolino” (Giorgio Cavazzano è stato – come usa dire lui stesso – il suo mentore), “Dylan Dog”, “Tex”, “Diabolik”, “Magico Vento”, tra gli altri, ed è stato uno dei primi scrittori italiani a lavorare anche per personaggi di fumetti americani come Spider-Man, Devil e Capitan America. Per la Disney ha sceneggiato Novecento di Alessandro Baricco, dando al protagonista la fisionomia di Pippo. Per Feltrinelli ha pubblicato il romanzo La vita in generale (2015), la sceneggiatura dell’albo a fumetti Le entusiasmanti avventure di Max Middlestone e del suo cane alto trecento metri (con Sio; 2016; nuova edizione: 2018), Il pesce di lana e altre storie abbastanza belle (alcune anche molto belle, non tante, solo alcune) di Maryjane J. Jayne (con Sio; 2018) e, nella collana Feltrinelli Comics, la graphic novel di Alessandro Baricco, Senza sangue (2019; con Francesco Ripoli).
A coleção Bonelli está a fazer um excelente trabalho de mostrar aos leitores portugueses um panorama abrangente do trabalho da casa editorial, entre personagens clássicos, novos e títulos que não cabem dentro dos espartilhos narrativos das séries tradicionais. Este Le Storie é uma amostra de uma série Bonelli que dá liberdade aos seus autores para contar histórias independentes. Outro ponto interessante desta coleção é mostrar um tipo de banda desenhada que escapa ao pretensiosismo intelectual da BD europeia, geralmente centrada na aura de peso cultural da BD francófona, que apesar do estatuto é de facto uma indústria como a dos comics ou mangá. As edições Bonelli não se assumem como BD intelectual, mas conseguem atingir elevados níveis de qualidade estética e narrativa dentro de um ambiente comercial muito peculiar, com um formato de edição próprio que escapa ao arco francófono das séries de álbuns, à rotina dos floppies em comics ou à sobrecarga de páginas do mangá.
Sangue e Gelo pega na história da retirada francesa da rússia, com a invasão napoelónica derrotada pelo general inverno, para nos mergulhar numa narrativa onde a violência da guerra e a visceralidade das tradições míticas eslavas se cruzam num ambiente de puro horror. Um grupo de soldados a tentar fazer o seu caminho de regresso pela rússia gelada é atraído para o que parece ser uma salvação abnegada, mas acaba por se revelar uma armadilha. Enclausurados numa aldeia arruinada, acossados por criaturas de pesadelo, os soldados descobrem-se num inferno povoado pelos seres horríficos da mitologia eslava, antigos deuses poderosos que foram subsumidos como demónios com a cristianização dos povos russos. Uma armadilha da qual a morte será a única fuga possível, e que terá um final deliciosamente ambíguo. O toque lovecraftiano da narrativa é complementado por um excelente trabalho visual, num registo de cinzentos a transmitir o gelo profundo do inverno russo, quebrado pela violência avermelhada do horror arcaico.
Sangue e Gelo não é somente um quadrinho que tem um roteiro e uma arte muito esmeradas, mas também é aquele quadrinho que te surpreende. Leva a crer, lendo a primeira parte e sem tomar conhecimento de sua sinopse, que este é um quadrinho que versa sobre os terrores da guerra. Mas a verdade é que os soldados que são protagonistas dessa campanha acabam tendo de encarar terrores que sobrepujam e intensificam aqueles bélicos, mas que são sobrenaturais. Tito Faraci segue na linha dos roteiros bonellianos, de Dylan Dog e Dampyr, que trazem o terror na forma de demônios desfigurados, quase impossíveis de serem descritos seja através de texto ou de imagens. A arte de Pasquale Frisenda é linda. Imponente e majestosa, com tons de aquarela incrivelmente encantadores que, quando a narrativa vermelha toma posse do quadrinho, dando ainda outras dimensões e atmosferas para o quadrinho. A forma como são trabalhadas as cores e finalizações na narrativa gráfica de Sangue e Gelo não devem em nada para grandes quadrinhos de horror já feitos. Ótima publicação com o refinado cuidado no projeto e na produção gráfica da Editora Trem Fantasma.
After taking my first steps into the Italian comics known as Fumetti and absolutely loving half a dozen books in the "Aleph Collection" by the publisher "A Seita", I decided to expand my knowledge by tackling the "Bonelli Collection" released by "Levoir" a few years ago.
This one was the first to peak my interest. A story about French troops trying to leave Russia during the Napoleonic wars.
I was not ready for what it was to come. A story that seemed, at first, simply about war, quickly began to have paranormal elements.
Horror stories really work well in black and white and this one is a the perfect example of this. Although, it's not really totally in black and white.
I loved every bit of it and it goes directly to my best reads of this year.
Highly recommended for any fan of horror and paranormal.
War story set in the period of the Napoleonic Wars, in cold Russia, where a group of soldiers is fighting for survival. The story carries a heavy atmosphere, which is sure to be felt through the art of Frisenda. Faracci is a bit behind in writing compared to the art, but he certainly did a good job. The main character's poetic way of narration came to me as a surprise, and was probably the best part of this whole work. Side characters are pretty interesting, a little less developed due to the focus on atmosphere, but certainly quite memorable. The only complaint is that after half of the comic, the story takes a different, unexpected course, which isn't necessarily bad, but just doesn't seem necessary. I would also put some praise on the ending and the last page. 8+
Gostei dos desenhos e da forma como não tratam o leitor de forma condescendente, obrigando-o a ter atenção, especialmente quando há uma mudança da perspectiva do desenho. Quanto ao argumento, confesso que estava mais à espera de uma história realista e não tão fantasiosa... ainda que isso não seja totalmente claro, ficando só critério de cada um se aquelas criaturas são efectivamente reais ou uma ilusão criada por quem sofreu o horror das guerras napoleónicas na Rússia. Pelo menos, é essa a minha interpretação...
Il 5 di questo le storie va soprattutto ai disegni eccezionali del maestro frisenda, con l'idea dell'effetto speciale dell'introduzione del rosso che movimenta le pagine (all'inizio addirittura stonando un po' con i fantastici chiaroscuri del disegnatore). Per la trama: storia carina, godibile e maledetta quanto basta, molto bella e d'atmosfera all'inizio, ma che sa reggere anche alla fine. Ottima la caratterizzazione visiva folle dei due mostri nel paese teatro della conclusione.
A me proprio non mi è piaciuta. E lo dico con dispiacere dopo aver letto “La notte dell’imperatore vol.1 e 2” meravigliosamente scritte, seppur con qualche refuso, avrei voluto integrare con un ulteriore lettura sul genere, ma ahimè, delusione. Una storia che non mi sa di nulla. Anche l’horror mi pare campato in aria. Eppure son 30 anni che leggo il genere... va bene i gusti son gusti