Não é porque você não se lembra, que não aconteceu.
Eva Borges foi absolvida pelo juiz, mas não se sente inocente. Traumatizada, ela não se lembra de ter assassinado o padrasto — e começa a desconfiar de que não lhe contaram toda a verdade.
Quando uma série de suicídios duvidosos e ligados a ela assombram a cidade, Eva questiona a própria inocência. Afinal, foi capaz de matar uma vez, e o jeito que sua mente lida com eventos traumáticos é os esquecendo.
Exausta, abalada emocionalmente e com a voz de uma menina na cabeça, Eva se perde entre o que é real e o que é invenção da sua mente.
Maldita Seja Eva é um livro com muito potencial. Parte da premissa de uma mulher que tem blackouts e não sabe se assassinou seu padrasto ou não. Ela vive com esta eterna dúvida, também assombrada por uma voz que não a deixa em paz.
O livro é bem escrito e tem um ritmo bom. No entanto, particularmente, senti falta de descrições das ambientações, por vezes me senti flutuando nos espaços. Outro ponto que pode ter sido problemático, mas ao mesmo tempo proposital (fica aí o questionamento) é que, em dados momentos, eu ficava perdida com a história, se era imaginação da protagonista ou se realmente estava acontecendo na vida real. Acho que é um recurso interessante deixar o leitor com essa dúvida, mas por vezes só realmente fiquei confusa ao invés de intrigada.
Eva é bem desenvolvida, mas não é uma personagem por quem tive empatia. Apesar de, como mulher, entender suas dores e ser simpática a todas elas, ela não me cativou. Não sei do que Eva gosta, não sei sobre o que conversaria num bar, não sei muito sobre seu passado nem sobre seu presente. Sei que ela sofre e isso parece defini-la por completo. Esta parte é excelente, não tenho do que reclamar, mas talvez se eu a conhecesse um pouco mais - já que tenho certeza que tem muitos gostos e preferências - eu teria mais vontade de torcer por ela.
O que me prendeu até o final foi a história e não seus personagens. O resto do elenco é relativamente grande e me passou ideia semelhante de Eva: não sei quase nada sobre eles. Além dos papeis que têm na trama, na vida de Eva, não sei seus gostos, nem, por vezes, suas descrições físicas. Isso me fez me afastar bastante deles, me fazendo, inclusive, confundi-los. Guilherme é um dos personagens que eu mais tive dificuldade de entender, visto que Eva o considera um irmão, mas é um amigo. Há momentos em que ela literalmente se refere a ele como irmão e isso me pareceu muito esquisito, visto que nunca vi relações assim. Por outro lado, Eva se refere a sua mãe pelo nome, como se nem a tivesse criado. Muito esquisito.
Outro ponto que me fez me decepcionar foram as críticas. Nada tem a ver com a obra em si, mas o fato de eu só ler elogios me fez criar uma expectativa muito alta para um enredo que é simples e não tem nenhum plot twist. Na verdade, fiquei duvidando um pouco da motivação do antagonista de deixar Eva viva. Imaginei que um personagem como aquele a mataria na primeira oportunidade, com o discurso muito comum de "se eu não posso amá-la, ninguém mais irá", ao invés de matar todos ao redor dela. De qualquer forma, acho que a licença poética dá permissão para essa linha e acho que se encaixa na história. No fim, não me surpreendi com um final que esperei bastante, então talvez tenha perdido uma das estrelas nisso.
A questão da voz foi tratada, de certa maneira, como um mistério em si e, ao ser "esclarecido", me senti o próprio Pocoyo, me perguntando por que a psicóloga da Eva não disse sua teoria antes. Eva me pareceu boba de também não entender isso, porque eu entendi nos primeiros capítulos.
De forma geral, é um livro legal, mas que não é tudo isso! Críticas mais honestas me fariam ter olhares menos esperançosos e me levariam a uma leitura menos dura.
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Gente, esse livro É TUDO! Eu conheci a perfeita da Julie no Instagram, onde ela fez um trabalho INCRÍVEL de divulgação do livro, e não por menos, porque vale MUITO a pena ler essa obra. Acredito que uma das coisas que eu mais amei no livro é como a gente vai fundo no psicológico da Eva. A forma como é descrita as crises que a protagonista tem faz a gente se sentir presa com ela (isso é intensificado por ser uma narração em primeira pessoa), dentro daquele tormento, onde a gente fica na mesma dúvida que ela, se aquilo é real ou não. Acredito que o livro aborda essas questões com muita responsabilidade, além de sensibilidade. Sair questionando a própria sanidade é um dos efeitos colaterais, acho que tá na bula... A gente acaba sequestrado pelo enredo, porque chega em um ponto que é impossível largar o livro (sim, nos últimos capítulos eu ignorei todas as minhas responsabilidades universitárias, PORQUE NÃO DAVA PRA ESPERAR). A verdade é: Eva é uma grande mistério. O fato de ela mesma se questionar o tempo todo, nos faz pensar que talvez ela não seja um narrador muito confiável. Então movidos pela mesma motivação dela, de descobrir o que raios está acontecendo, acabamos presos no livro, loucos para ver o desfecho. Não sei se isso vai ser visto como vantagem ou desvantagem por você, que está lendo isso, mas os capítulo são de certa forma curtos (com curtos, não quero dizer três linhas, ok? Só não se estendem por dezenas de páginas). Eu, particularmente, prefiro capítulo mais curtos do que livros com capítulos imensos (tipo Enraizados). Então para mim isso foi ponto positivo. Enfim, foi uma leitura que eu curti demais. Fazia um tempo que eu não lia nada do gênero, e para mim foi um ótima retomada. E para Julie, só desejo todo sucesso do mundo, já fico no aguardo do próximo livro.
Eu iniciei essa leitura super animada porque ouvi falar muito bem desse livro pelo twitter, e além de uma capa com arte maravilhosa, a premissa era muito boa. Porém, não sei o que houve, talvez eu tenha lido em um momento errado, pois, não consegui me conectar com a história nem com os personagens, me vi torcendo para uma reviravolta que tornasse o mistério não tão óbvio, mas infelizmente não aconteceu.
aaaaaaaaaaaa Esse livro me deixou confusa demais no início, a narrativa pega a gente e não dá pra saber em quem confiar. Os personagens que apoiam a Eva são tudo pra mim e no geral a história me rendeu muito mesmo a minha suspeita do personagem endiabrado estando certa
é engraçado que o plot seja tão simples e eu tenha passado a leitura inteira perdida. na tentativa de passar naturalidade a autora optou por não contextualizar alguns elementos, talvez pra deixar o leitor ligando os pontos sozinho, mas não acho que funcionou com essa história especificamente. cheguei a pensar que fosse um problema de timing (porque existem alguns), mas tudo ficou navegando na minha frente e de resultado passei mais tempo tentando colocar as coisas no lugar que acompanhando a história. em geral não me incomodo com um final previsível, mas todo o suspense antes é distribuído de um jeito estranho e não gostei da escrita ou dos personagens o bastante pra ignorar isso (na verdade fiquei indiferente a todo mundo), apesar da ideia do enredo e do perfil da própria protagonista ser ok.
O livro é bem envolvente e teve um momento que até eu cheguei a pensar "é isso mesmo ou eu tô vendo coisa onde não tem?". Lá pelos 50 ou 60% do livro já dá para adivinhar o que está acontecendo, mas ao meu ver, o ponto da obra não é necessariamente descobrir o assassino e sim o mergulho no psicológico da Eva.
Obs: é importante ressaltar que o livro aborda diversos temas difíceis como, suicídio, violência doméstica, abuso psicológico, doenças mentais, uso de drogas, bifobia, trauma religioso e estupro.
Amei a forma como a Julie escreveu a história: cada capítulo não tem uma ligação direta com o próximo. Isso passa um pouco a impressão de a gente estar na mente da protagonista e não ter acesso a todas as informações.
Gostei da forma rápida e concisa, sem enrolação. Sem contar que amo livros ambientados no Brasil. Curti demais!
É bom? É. Maravilhoso? Não. Surpreendente? Nem um pouco.
É um bom entretenimento, principalmente pelo ritmo, mas é forçado na questão do mistério, porque é óbvio e os elementos são mal usados e tá tudo na cara da Eva e ela não vêeee... A agonia!.
O final acaba sendo decepcionante por só nos mostrar o que já tava bem em nossa frente e a parte sobre investigação me fez revirar os olhos algumas vezes. Algumas questões quanto a escrita (verbos de pensamento, sobretudo) também deixam a desejar, mas se resolveriam em uma boa revisão.
Outra coisa que poderia ser melhor trabalhada é a parte psicológica da Eva. Não a apresentação dos traços psicóticos (isso deixou tudo bem interessante), mas a profundidade da personagem. A impressão que tive era de uma personagem carregada nos sintomas, mas sem base fora deles, sem esqueleto. A gente não sabe nada sobre a Eva além da manifestação de suas questões mentais. Não sabemos seus gostos, suas imperfeições, sua identidade. O que a compunha antes dos acontecimentos que a transformaram no que ela é hoje? Não faço ideia. Mas amei o conflito constante com sua voz interna e as reflexões sobre natureza humana.
Uma coisa que achei interessante: o worldbuilding é bem subdesenvolvido, mas acaba que encaixa no estilo da narrativa. Eva entra em um ambiente e a gente não tem a menor ideia de como ele é, ou mesmo de como os personagens são, seus trejeitos e tals, mas não chega a fazer muita falta, porque são as ações que movem a história e a gente monta o cenário na cabeça e vai.
Quatro estrelas pelo ritmo, pela estrutura narrativa e pela tensão imposta.
Esse livro estava nos meus “quero ler” há um tempo. Finalmente decidi começar.
Preciso dizer que me senti confusa durante a leitura até a metade talvez, nada que eu achasse ruim, mas demorei um pouco pra conseguir acompanhar os acontecimentos. Não foi um livro que terminei rápido, pois precisava parar para absorver tudo que havia lido.
O enredo é maravilhoso. Todo suspense, cenário e narrativa se encaixam. Eu conseguia imaginar cada detalhe de cada situação. Fiquei perdida nas passagens de tempo, mas logo me acostumei com elas.
Os personagens, principalmente Eva, são bem desenvolvidos. Não gostei de Alex e Guilherme sendo superprotetor me irritou, contudo amei Talita. Todos eles aparecem com um propósito, são bem inseridos e trabalhados.
Em torno de 85% eu comecei a criar teorias e fiquei MUITO feliz, porque elas estavam certas. Mesmo assim, foi algo que demorei a descobrir. Todo o mistério me levava a tal suspeito, mas logo eu pensava “pode ser outra pessoa”.
Os relacionamentos, assim como todo o resto, têm um ótimo desenvolvimento. A escrita é muito boa, adorei! Bem cativante e instigante.
A autora conseguiu passar o que Eva sentia através das palavras.
Enfim, recomendo! Um bom suspense, com muita tensão e que te faz criar teorias. Não dá para confiar em absolutamente ninguém.
Lembre-se que há gatilhos referentes a violência doméstica, abuso, agressão, assassinato, tentativa de suicídio, depressão e outros. Também trata da amnésia, pois Eva não se lembra de partes de seu passado (algo que para mim, que não tenho tanto conhecimento sobre, foi bem retratado, assim como sua ansiedade e todos os diálogos que envolvem sua psicóloga e seu tratamento).
Iniciando as leituras de 2022, resolvi me aventurar em ler algo do meu gênero favorito. Baixei pelo unlimited e confesso que foi uma grata surpresa iniciar meu ano com um bom livro. Talvez eu ainda faça um vídeo para falar dele. Mas vamos lá: Maldita seja Eva é um livro de suspense que puxa bem para o psicológico. Temas como suicídio, homicídios, homofobia, doenças mentais, abuso e fanatismo religioso, são abordados neste livro. Porém, em contrapartida, são abordados temas como confiança, amizade, amor… Eva já inicia o livro sendo exorcizada por seu padrasto após ele a pegar beijando sua melhor amiga Alexia. Depois temos uma passagem de tempo, onde Eva já é adulta e é acusada de matar seu padrasto. O livro tem várias mortes sempre associadas a Eva, e a autora soube conduzir muito bem a narrativa, quando deixa a personagem se questionando a todo tempo a sua sanidade, devido às vozes que ouve. Eva matou ou não matou as pessoas ao seu redor? (Me segurando para não dar spoiler). Para os amantes de um bom triller, eu indico sem medo esse livro. Por isso, dou a ele 5🍎! O bacana é que este é o livro de estreia da autora, e no fim ela deixa descrito que fez pesquisa, estudou storytelling… Um livro bem escrito é um livro bem escrito!
olha... estou chateada e frustrada por ter me decepcionado mas enfim vamos lá.
thriller/mistério/suspense/policial são meus gêneros favoritos e eu também AMO histórias com narrador não confiável, então ao ver o gênero e aquela sinopse + as avaliações super positivas aqui eu já fiquei com uma expectativa alta, e aí o que aconteceu foi: foi previsível DEMAIS, eu desvendei o plot rapidão, não senti aquele clima de suspense e também não simpatizei com nenhum personagem, não teve nenhum desenvolvimento que me fizesse me apegar ou ao menos gostar deles, permaneci neutra com relação à eles. passei grande parte do livro esperando algo surpreendentemente acontecer, principalmente porque foi fácil demais pensar no culpado, a motivação e o "como". se houvesse ao menos UM detalhe no mistério que não consegui desvendar (a motivação por exemplo) ou se ao menos eu tivesse passado a maior parte do livro teorizando a cada acontecimento e informação nova e tido aquela sensação de suspense a nota seria 3 ou mais, mas não foi o caso e não me entreteu o suficiente para isso.
mas quero ressaltar um ponto positivo: a autora tratou de assuntos importantes nele. e também, apesar de não ter gostado muito desse, ela tem potencial como escritora sim.
Pra ser bem sincera o final, pra mim, foi esperado, talvez eu já esteja calejada da vida. O que me fez amar esse livro é a construção da Eva tudo muito redondo e bem desenvolvido, a autora conseguiu expressar perfeitamente as sensações e sentimentos de alguém em crise, pra algum pode parecer absurdo mas, é exatamente desse jeito. Eu em 2018 estava em surto psicótico, chegou num ponto tão grave que passei a ouvir vozes e ver coisas que não ocorriam, mas na minha cabeça eu tinha certeza que aquilo era real, fui diagnosticada com transtorno obsessivo compulsivo, ou TOC para os bests, recebi o meu devido tratamento esse sendo em terapia e medicamentos e hoje quando eu olho pra trás realmente pareceu tudo um sonho, uma outra realidade. Ao ver a Eva eu me vi, e só posso finalizar essa avaliação dizendo, doenças mentais são reais, assim como uma diabetes ou hipertensão, vão ao psiquiatra, ao psicólogo e se cuidem ❤️
↬ até mais ou menos os 65% do livro fiquei bem confusa, já começando a me decepcionar com uma obra que tinha grandes expectativas mas, assim como "Quando ela Desaparecer" de Victor Bonini, Julie Pedrosa me surpreendeu com o plot twist e desenvolvimento da tensão do clímax na história. ↬ com protagonismo bissexual e muita personalidade, passamos toda a história indo a loucura junto com Eva e nos perguntando o que realmente aconteceu, quando no fim vemos que no início tínhamos pistas de toda a história e foi tudo uma grande surpresa para os leitores. ↬ obra intrigante, fluida e chocante, com crítica à religião e relacionamentos abusivos, está de parabéns Julie! • +16(?) ⭐⭐⭐⭐,5 + ❤ gatilhos: assassinato, suicídio, auto mutilação, relacionamento abusivo, luto, morte de irmão e parceiro, depressão, sintomas psicóticos e psicopáticos/sociopáticos
Eu queria tanto ter gostado mais desse livro. Autora nacional, uma história de suspense, boas avaliações. Mas, não rolou.
Achei a trama incrível: Eva é uma mulher que cometeu um assassinato, mas não se lembra do que aconteceu. Não foi presa, pois houve um diagnóstico de amnésia dissociativa e ela sofre, um ano depois do crime, com uma aparente esquizofrenia. Até que é liberada da clínica onde se tratou e novas mortes começam a rodeá-la.
Apesar da boa trama, o livro é cansativo. Os personagens, irreais e estúpidos, que travam diálogos risíveis de tão improváveis. E me incomodou os muitos erros de revisão no texto.
Uma pena, de verdade, pois eu repito: eu queira ter gostado.
Terminei a Leitura em: 30/08/2022 Cotação: 2 estrelas em 5
cara, gostei muuuito da premissa, e o que mais me encantou no livro foi a construção da desconfiança em cima da narração da protagonista. particularmente achei muito bem feito, muito bem escrito
eu gostei da personagem da eva, da talita, até mesmo da alexia. simpatizei. mas achei que poderiam ter sido mais exploradas. não só elas, como guilherme, júlia
uma coisa que não entendi foi a morte do vicente? a eva não tinha nenhuma ligação emocional com ele, pelo contrário. não pesquei o pq da morte dele
enfim. eu achei a premissa legal e a escrita boa a ponto de não me incomodar tanto com o final extremamente previsível. poderia ser mais bem executado e explorado, mas com certeza vou ler outras obras da autora
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Maldita seja Eva conta a história de Eva, uma mulher que já passou por diversos traumas e confusões em sua vida. O livro já começa intenso e agoniante, deixando o leitor curioso para saber mais e mais. A escrita constrói uma narrativa confusa, que faz o leitor criar diversas teorias enquanto lê. Tratando de temas sensíveis como bifobia, abuso sexual e transtorno mental, o livro vai mostrando aos poucos o que acontece na história. Foi muito difícil largar o livro para fazer minhas obrigações. Julie tem uma escrita poderosa que vale muito a pena para quem gosta de suspenses e histórias inteligentes.
Acho que a palavra que eu consigo usar que descreve melhor esse livro é Intensidade, do começo ao fim ele mexeu muito comigo (tanto que tiveram momentos q eu precisava de uma pausa para assimilar tudo). A escrita foi super imersiva e durante toda leitura eu me senti dentro da cabeça da Eva observando tudo. É um suspense incrível de se ler, mas preparem-se psicologicamente pq existem muitos gatilhos!!
Não me surpreendi com os desenrolar, e isso não é ruim. Gosto de adivinhar e acertar a história, acredito que um bom livro, o autor deixa vestígios do que ele quer dar de suspense, e Maldita Seja Eva deixa muitas pistas que peguei e me diverti criando teorias sobre o desenrolar.
isso foi realmente um puta livro do caralho. cada página valeu meu tempo, não teve nenhum defeito, nenhuma ponta solta, nada que eu mudaria. fiquei extremamente tensa o tempo todo, a julie realmente sabe como entrar da sua cabeça e foi simplesmente mágico.