Esta viagem fascinante ao coração do estruturalismo permite seguir as jornadas intelectuais de seus grandes pensadores: de Claude Lévi-Strauss e Roman Jakobson a Michel Foucault, de Louis Althusser e Georges Dumézil a Roland Barthes, passando por Jacques Lacan e Jacques Derrida. O historiador François Dosse reconstitui as questões teóricas, institucionais e existenciais do estruturalismo e as organiza em dois grandes períodos distintos: o de sua ascensão em 1945, até seu apogeu no ano de 1966, tema deste primeiro volume, e o de seu declínio, a partir de 1967, objeto do segundo volume. Desse modo, Dosse oferece ao leitor um guia intelectual útil para identificar a extraordinária abundância pluridisciplinar daqueles anos e para compreender, além dos impasses do programa estruturalista, a influência que esse pensamento continua a desempenhar no processo de recomposição das ciências humanas e sociais contemporâneas.
François Dosse is a French historian and philosopher who specializes in intellectual history. After devoting his doctoral thesis (1983) to the Annales School, Dosse turned his research interests to structuralism, the philosopher Paul Ricœur (his biography,Paul Ricœur. Les sens d'une vie (published in 1997), has become the standard authority) and the historian Michel de Certeau. François Dosse is one of the founders of the journal EspacesTemps. In 2007, he published Gilles Deleuze et Félix Guattari, biographie croisée (English trans. Gilles Deleuze and Félix Guattari: Intersecting Lives [2010]), where he advocated the rehabilitation of Guattari in an intellectual history that had made place only for Deleuze. François Dosse is currently Professor of Contemporary History at the Institut Universitaire de Formation des Maîtres at Créteil.
Um trabalho denso de história intelectual do movimento estruturalista francês. Definitivamente não é um livro para iniciantes. Embora o autor até tente explicar resumidamente as idéias dos diversos intelecutais abordados, é fundamental que o leitor esteja ao familirizado com o trabalho de estruturalistas como Claude Levi-Strauss, Lacan, Foucault e Althusser, etc. Por diversas vezes tive que parar a leitura para consultar artigos e aulas sobre conceitos chave desses pensadores para poder acompanhar o livro.
Françis Dosse está mais preocupado em tratar das rivalidades, disputadas pelo espaço acadêmico francês e influências do contexto político da época do que em apresentar de forma didática as idéias estruturalistas. Com certeza terei que ler novamente no futuro. De qualquer forma, acredito que tenha conseguido ter uma ideia sobre o que significou o estruturalismo francês em um sentido mais amplo, e com certeza consigo enxergar suas influências no pensamento acadêmico brasileiro atual. Recomendo bastante!
It's ironic that structuralism -- the study of the ahistorical, or "synchronic," structures that supposedly underpin language, kinship systems, and other social phenomena -- enjoyed such a short history. Dosse's book shows how structuralism is a product of so many distinct personalities and events -- the very things that structuralism tends to suppress in the name of antihumanism and a static conception of history. Fortunately, Dosse manages to resist the temptation to commit the genetic fallacy. Still, I can't help but think that even the title, dry as it is, is meant to be taken as a tongue-in-cheek jab at structuralism -- the historian's revenge against an anthistoricist movement.
This was like reading an infinitely referential phone book that constantly goes in circles. It could use some trimming in inconsequential biographic details.