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Design Thinking

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About the author

Tim Brown

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Tim W. Brown was born and raised in Rockford, Illinois. In 1983 he graduated summa cum laude from Northern Illinois University with a degree in American studies. He is the author of four published novels, Deconstruction Acres (1997), Left of the Loop (2001), Walking Man (2008), and Second Acts (2010). His fiction, poetry and nonfiction have appeared in over two hundred publications, including Another Chicago Magazine, The Bloomsbury Review, The Brooklyn Rail, Chelsea, Chiron Review, Colorado Review, The Fiction Review, The Ledge, Main Street Rag, New Observations, Oyez Review, Pleiades, Poetry Project Newsletter, Rain Taxi, Rockford Review, Slipstream, Small Press Review, and Storyhead. A long-time resident of Chicago, where he was a fixture in that citys literary scene as a writer, performer, and publisher of Tomorrow Magazine (1982-1999), Brown moved to New York in 2003. He currently earns his living as a writer at Bloomberg."

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Profile Image for Dulcinea Silva.
206 reviews
July 1, 2025
Nem toda inovação nasce de uma grande invenção tecnológica. Muitas vezes, ela nasce de uma escuta atenta, de uma observação cuidadosa do mundo ao nosso redor. Essa é a premissa do livro Design Thinking, de Tim Brown, fundador e CEO da IDEO, uma das empresas de design mais influentes do mundo. Publicado originalmente em 2009, o livro é, ao mesmo tempo, um manifesto e um guia prático sobre como o pensamento do design pode ser aplicado além dos objetos, tais como, em serviços, sistemas, processos e até políticas públicas. Mais do que uma técnica, o Design Thinking se apresenta aqui como uma maneira de pensar, de agir e, sobretudo, de mudar.


Tim Brown estrutura seu livro em torno da ideia de que o design não deve ser restrito aos especialistas. Pelo contrário: designers, engenheiros, educadores, administradores e qualquer outro profissional podem (e devem) se beneficiar da mentalidade do design. Essa abertura é, por si só, um rompimento com o paradigma tradicional, que costumava ver o design como algo estético, final, periférico. O Design Thinking coloca o design no centro ,não da aparência das coisas, mas de como elas funcionam para as pessoas.


No cerne do pensamento de Tim Brown está a centralidade do ser humano. A inovação só tem sentido se gerar impacto real na vida das pessoas, e isso requer empatia, escuta e observação. Logo nas primeiras páginas, ele argumenta que o Design Thinking parte da compreensão profunda das necessidades dos usuários, muitas vezes antes mesmo que eles consigam nomear essas necessidades. É uma abordagem que inverte a lógica da oferta, focando primeiro na descoberta da demanda latente.


O autor propõe um processo iterativo e não linear, que inclui etapas como empatia, definição, ideação, prototipagem e teste. Cada uma dessas fases é apresentada com exemplos concretos de projetos desenvolvidos pela IDEO ou por parceiros, o que torna a leitura fluida e convincente. Brown não defende um modelo rígido ou uma fórmula universal, mas sim uma postura criativa e aberta ao erro, onde o fracasso rápido é preferível à hesitação prolongada. A ideia de que se deve aprender fazendo (e errando) aparece em diversos momentos como um convite ao risco controlado. O protótipo como ensaio e aprendizado, não como produto final.


O tom do livro oscila entre o didático e o inspirador. Brown escreve com clareza, evitando jargões e buscando traduzir conceitos complexos em situações cotidianas. Isso pode ser tanto um mérito quanto uma limitação. Para leitores iniciantes ou curiosos sobre o tema, Design Thinking é uma porta de entrada acessível e instigante. Para aqueles que já estão familiarizados com o universo da inovação e da criatividade, o livro pode soar superficial em alguns trechos, especialmente na ausência de um aprofundamento teórico mais robusto.


Apesar disso, o livro brilha ao defender uma inovação mais inclusiva, colaborativa e sustentável. Tim Brown insiste que os desafios contemporâneos, da educação à saúde, da mobilidade à desigualdade, exigem soluções que não podem mais vir de cima para baixo ou de dentro para fora. O Design Thinking, nesse sentido, é uma ferramenta para a cocriação, em que o usuário deixa de ser um consumidor passivo para se tornar um participante ativo do processo.


Um dos pontos mais interessantes do livro é quando Brown discute as restrições como oportunidades. Ele argumenta que o bom design nasce da interseção entre desejabilidade (o que as pessoas querem), viabilidade econômica e possibilidade técnica. Esse “tripé da inovação” propõe que boas ideias devem ser não apenas criativas, mas também realizáveis e sustentáveis. Esse equilíbrio entre sonho e pragmatismo é uma das virtudes do Design Thinking quando bem aplicado.


No entanto, há também críticas a se fazer. Ao longo do livro, Brown mantém uma visão otimista do poder do design, o que às vezes pode parecer ingênuo diante das complexidades políticas, econômicas e sociais de certos problemas. A ideia de que qualquer desafio pode ser solucionado com empatia, colaboração e protótipos pode soar idealista ou mesmo simplista, especialmente em contextos onde o problema não é técnico, mas estrutural. O Design Thinking, assim como qualquer metodologia, corre o risco de virar fetiche corporativo se não for acompanhado de uma reflexão crítica sobre o mundo em que se aplica.


Outro aspecto que poderia ser mais problematizado é o próprio papel das empresas no ecossistema da inovação. Embora o livro traga exemplos inspiradores, muitos deles vêm de grandes corporações, o que levanta questões sobre a acessibilidade e o alcance dessa abordagem em realidades periféricas ou em organizações com poucos recursos. A pergunta que fica é: o Design Thinking pode ser verdadeiramente democrático, ou ele corre o risco de se tornar mais uma ferramenta de diferenciação competitiva no mercado?


Apesar dessas ressalvas, Design Thinking cumpre bem seu propósito de despertar um novo olhar. Ao defender que todos podemos ser designers de soluções, Tim Brown desafia a passividade e convoca a imaginação como uma força transformadora. Seu livro não oferece respostas prontas, mas instiga perguntas e provoca mudanças de atitude. No mundo contemporâneo, onde a complexidade parece nos paralisar, pensar como um designer pode ser, afinal, um primeiro passo para agir com mais propósito.


Design Thinking: Uma metodologia poderosa  para decretar fim das velhas ideias  de Tim Brown; tradução Cristina Yamagami. Rio de Janeiro: Alta Books, 2020. 304p.
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