A primeira edição das obras completas de Camões em mais de 40 anos, preparada pela maior especialista no autor. Didivida em dois volumes, «Épica & Cartas» e «Lírica & Teatro» (Outubro de 2017), esta é a primeira edição da obra de Camões em várias décadas. pensada como um todo que recolhe todo o corpus de obras do autor. A edição das Obras Completas é apresentada com diversos materiais de apoio: introduções a cada uma das partes/géneros da obra do autor, uma biografia de Camões e uma introdução geral, um conjunto de importantes notas explicativas e de contexto, que formam um guia de leitura da obra.
Maria Vitalina Leal de Matos é a maior especialista na obra de Luiz Vaz de Camões e preparou esta edição utilizando um saber acumulado, resultado de décadas de investigação, que fazem desta edição a definitiva da obra do vulto maior das letras lusas que foi e é Camões.
Esta edição tem o alto patrocínio da Presidência da República Portuguesa.
Luís Vaz de Camões (Portuguese pronunciation: [luˈiʃ vaʃ dɨ kaˈmõȷ̃ʃ]; sometimes rendered in English as Camoens; c. 1524 – June 10, 1580) is considered Portugal's, and the Portuguese language's, greatest poet. His mastery of verse has been compared to that of Shakespeare, Vondel, Homer, Virgil, and Dante. He wrote a considerable amount of lyrical poetry (in Portuguese and in Spanish) and drama but is best remembered for his epic work Os Lusíadas (The Lusiads). His recollection of poetry The Parnasum of Luís de Camões was lost in his lifetime.
Vós que, d’olhos suaves e serenos, com justa causa a vida cativais, E que os outros cuidados condenais por indevidos, baixos e pequenos;
se ainda do Amor domésticos venenos nunca provastes, quero que saibais que é tanto mais o amor depois que amais, quanto são mais as causas de ser menos.
E que não cuide ninguém que algum defeito, quando na cousa amada s’ apresenta, possa deminuir o amor perfeito;
antes o dobra mais e atormenta, pouco e pouco o desculpa o brando peito; que Amor nos seus contrairos s’ acrescenta.
Toda a lírica de Camões, antecedida de uma introdução crítica de Maria Vitalina Leal de Matos e notas críticas para nos ajudar a desvendar o denso mundo da cultura clássica de Camões. Além dos sonetos e de algumas redondilhas que são muito conhecidas, li pela primeira vez, nas Éclogas, belos diálogos ao despique, em verso, entre um pescador e um agrário que muito me surpreenderam (éclogas, VI, pp.453-461).
«Estavam n'água os peixes embebidos, co as cabeças fora e quási em terra, os músicos delfins estavam perdidos. Julgavam os pastores que na serra o cume e preço está do antigo canto; que quem o nega contra as Musas erra.»