Toda a lírica de Camões, antecedida de uma introdução crítica de Maria Vitalina Leal de Matos e notas críticas para nos ajudar a desvendar o denso mundo da cultura clássica de Camões. Além dos sonetos e de algumas redondilhas que são muito conhecidas, li pela primeira vez, nas Éclogas, belos diálogos ao despique, em verso, entre um pescador e um agrário que muito me surpreenderam (éclogas, VI, pp.453-461).
«Estavam n'água os peixes embebidos,
co as cabeças fora e quási em terra,
os músicos delfins estavam perdidos.
Julgavam os pastores que na serra
o cume e preço está do antigo canto;
que quem o nega contra as Musas erra.»
P.461