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Pele Vermelha (Saga Pele Vermelha Livro 1)

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"Às vezes você só precisa estar na época certa."Uma história com aventura, amor, humor e muita magia.Samanta desde a infância teve uma visão. E quando ela inicia um novo ciclo de sua vida, fugindo grávida de uma relação abusiva e buscando finalmente seu cerne, sua força interior, sua visão se torna realidade. Samanta é milagrosamente transportada ao passado, para as planícies americanas, em território Cheyenne. Em uma época de guerra entre brancos e indígenas ela se vê protagonista de uma profecia xamã. Entre aventuras, descobertas, magia e muito romance, há algo o destino. Porque o que é escrito pela mão do Grande Espírito jamais poderá ser mudado.CORRIGIDO E REVISADO.Vencedor do prêmio THE WATTYS 2016!Alerta de conteúdo adulto, descrição de cenas de sexo e de abuso acusação de racismo deve que ser provada, sob pena de crime de falsa acusação, calúnia, difamação e injuria. A pena pelo codigo penal é detenção e multa, e no civil com a ação por dano morais.

338 pages, Kindle Edition

Published October 29, 2020

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About the author

Michelle Castelli

16 books5 followers

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Community Reviews

5 stars
7 (31%)
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4 (18%)
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2 stars
1 (4%)
1 star
8 (36%)
Displaying 1 - 8 of 8 reviews
Profile Image for Marte.
28 reviews
March 9, 2022
Eu faço parte de um grupo de "leitura comentada" de livros de qualidade duvidosa. Nunca listo esse tipo de publicação aqui no Goodreads porque, sendo bem sincera, não os considero como parte do meu crescimento intelectual e, portanto, irrelevantes. Contudo, neste caso a autora elevou o nível de mediocridade a patamares tão extremos que se tornou impossível que eu deixasse de expressar em ALGUM LUGAR a experiência de enfrentar uma das piores peças que já li na minha vida. Eu sei que ninguém vai ler isto, mas eu espero de coração que ao menos a dona Michelle leia um dia.

E, diferente dela, eu não costumo me prolongar em descrições confusas pra preencher página, então vou apontar cada um dos aspectos problemáticos deste livro em forma de lista:

- Uso leviano de violência de gênero como construção de carater para a protagonista: Começa de forma mais gráfica no prólogo, mas se mantem no decorrer do livro todo em breves comentários. Eu ansio pelo dia onde jovens autores (apesar da dona Michelle não servir pra jovem) entendam que jogar suas personagens em cenarios de violência sexual não é sinonimo de construir carater porque, pasmem, esse tipo de situação não é um motivador. Sair de uma relação abusiva não é uma questão tão simples quanto "decidir" na esmagante maioria dos casos. A não ser que essas questões venham a ser tratadas com atenção e realismo, simplesmente é melhor não abordar.

- Toda a questão com cavalos: Os eventos do livro começam com o encontro da protagonista com cavalos selvagens numa rodovia federal brasileira. O livro não deixa dúvidas sobre ter sido escrito como folhetim, aos poucos, pois esse evento é elevado a uma importância profética no final e desde o começo soa como a coisa mais aleatória possível.

- A forma penosa em como a autora estende a estupidez dos personagens só para fazer a história render mais: Acontece um numero absurdo e doloroso de vezes no decorrer de todo o texto. A demora da protagonista em se situar geografica e historicamente, uma coisa que eu me questiono se foi para preencher mais linhas ou se realmente a autora achou que seria engraçadinho, se arrasta por tantos capítulos que é... é só vergonhoso e irritante.

- Tudo em torno da racialidade do mocinho: Muita gente aqui já falou, mas não custa nada ressaltar que o texto tem um tom absurdamente racista, exotificante e fetichista com homens indígenas. Alguns trechos eram tão descaradamente preconceituosos que eu sentia desconforto físico de ler em voz alta.
"Pioraria a situação" - eu o imito. - Você fala muito bem para um selvagem. Oh, não faça cara de indignado! Você É um selvagem, querendo ou não! Deveria ter tirado ela da sua frente, nem que fosse aos chutes!


- Palavras inventadas: O livro só começa a apresentar algum interesse no real idioma Cheyenne depois de 70%. Antes disso, aparecem inumeras palavras inventadas. Achei imaturo, injustificavel e patético. Nem adolescentes escrevendo fanfics fazem esse tipo de coisa.

- A magia: Basicamente, o sistema mágico é "se é útil para o plot, a protagonista consegue". Não tem lógica e, principalmente, não tem consequencias. E, aí sim baseados em impressões, soa como se a autora encarasse a cosmologia indígena como algo baseado metáforas baratas com nuvens e estrelas e não como uma religiosidade capaz de ser complexa. Alias, sendo BEM sincera, em determinado ponto a religiosidade deles era só cristianismo com nomes esotéricos, provando o quanto dona Michelle estudou pra essa peça.

- Ortografia: Eu acho que o lado positivo é que a autora usou pontuação, mas o negativo é que ela distribuia por vezes virgulas demais, por vezes de menos, o que tornava penoso de entender alguns parágrafos.

- Pontos importantes do plot que NITIDAMENTE não foram programados com antecedencia: Acontece inumeras vezes, pois, sendo uma peça pra Wattpad, talvez seja impossível programar pra onde as coisas estão indo, mas, nossa, coisas como símbolos proféticos, anti heróis e vilões poderiam ter sido melhor elaboradas.

- Tudo em torno de absolutamente qualquer minoria social que não sejam brancos: Em determinado ponto, consideramos criar um bingo sobre quais minorias este livro iria ofender. Foram muitas. Ao menos tem discurso feminista de quinta categoria, ufa!

- Protagonista sem nenhum carisma: Esse talvez seja meu maior problema para levar livros de romance erótico a sério. As mocinhas muitas vezes são ou cascas ocas feitas pra que qualquer mulher possa se ver nelas ou, como no caso desta, são claramente auto-inserts das autoras e Mary Sues . A menina conseguia fazer tudo com perfeição, seduzir todos os homens, ser estúpida com todos na sua volta e, ainda assim, sair com a razão, ter todos os poderes xamânicos do universo em troca de absolutamente nada (nem mesmo o esforço dela em adquirir essas habilidades tivemos a chance de acompanhar). Ela aprendeu o idioma Cheyenne em um mês. Tudo isso pra estar sempre satisfeita com NADA (exceto no final feliz, claro).

- Toda a questão do animal espiritual: Sei que eu ja falei do sistema mágico, mas me chamou atenção que a mulher precisava só pensar, imaginar, desejar ver para invocar a manifestação física de uma entidade espiritual (que NÃO ocorre dessa forma em NENHUMA etnia indígena).

- A dinamica contraditória entre achar que indígenas foram injustamente dizimados ao mesmo tempo que parece argumentar que essas populações fizeram por merecer a violência: O livro todo tem esse discurso, pondo como equivalentes os atos dos pioneiros e conquistadores à resistencia dos povos indígenas e intercalado com capítulos onde os soldados estadunidenses eram violentos gratuitamente, movidos puramente por racismo. Ou a autora não leu o próprio texto antes de publicar ou ela não faz a menor ideia no que acreditar. Alias, todas essas questões são perpassadas por informações errôneas ou incompletas - como quando a protagonista concorda que "Os índios não eram santos" (sic) por escalpelarem seus inimigos, sendo que essa prática foi trazida como forma de tortura pelos ESPANHOIS para ser usada especificamente contra indígenas.

- Em um trecho ela diz que os Cheyennes não plantam por viverem em harmonia com a terra e entendem agricultura como uma forma de explorá-la e essa foi literalmente a coisa mais idiota que eu já li em toda a minha vida: Eu digo com total e absoluta certeza que nenhuma cultura indígena do planeta pensaria assim. É impossível em inumeros níveus e revela uma ignorância deprimente por parte da autora em relação ao tema abordado. Aquilo sobre a dieta das indígenas ser "incompleta em vitaminas" também foi igualmente desinformado.

- Branca salvadora: Eu genuinamente não entendo a resistencia da dona Michelle em aceitar que a protagonista dela é uma branca salvadora, sendo que isso é dito explicitamente no próprio livro. A mulher surge do nada, ganha poderes e recebe a mensagem que PRECISAVA SER UMA BRANCA para cumprir o diabo de profecia idiota.
Sua filha também precisava vir de longe e não ter elo de sangue com a nossa tribo. Ela precisa ser criada sem preconceitos que amarram nossas mentes e cegam nossos olhos [...] Esta mulher não é apenas uma branca com dom da visão. Ela é a nossa salvação!


- A parte erótica: Fico com pena de quem lê trechos tão sem sal, tão mal escritos, tão desconexos da realidade e de qualquer coisa interessante e acha sensual. As cenas eram curtas e grossas, cheias de "Eu gemo" e "orgasmos avassaladores", mas que na prática podiam ser visualizadas como mamãe/papai. A graça era puramente baseada em ele ter um ENORME MEMBRO RIJO.

- Samanta é abusiva: É curioso porque as cenas onde a protagonista sofre abuso são curtas, mas extremamente violentas. É uma agressão inquestionavel, mas da qual a mocinha sai relativamente facil (do ponto de vista do leitor). Contudo, o abuso ao qual ela submete ao pobre escravo emocional dela - com ofensas racistas, ciumes doentil, controle e chantagem emocional - se mantém o livro todo e só no final é brevemente mencionado como "ela estava com medo [de sofrer abuso de novo?]". Ah, o mocinho também sofre assédio e é responsabilizado por isso. Ainda bem que nesse universo homens não sofrem desse tipo de mal, pois são ALTOS e FORTES e tem a opção de se livrar da pessoa que os abusa "aos chutes" (sic).
Eu sou apenas um selvagem, como você mesma já disse.


- A cena em que ela se sacrifica: Uma mistura de Harry Potter com Naruto, ri bastante.

- Discurso feminista na teoria, mas na prática competitividade feminina: A pessoa com quem ela realmente perde o controle é uma mulher, não o homem que espancou o marido dela até praticamente a morte.
Eu o encaro com ódio e, sem disfarçar, confiro se aquela parte dele, que ME pertence, se alterou com a exibição desta seca desbundada.


- Assim como esta resenha, o livro também é absurdamente longo: Por essas e outras eu recomendo todo mundo que decide publicar suas fanfics de revisar o texto e adaptar ele ao novo tipo de mídia. Fanfic é pra ler semanalmente, faz sentido capítulos que tem histórias com começo, meio e fim. Um romance completo não.

- A batalha final: Os soldados americanos PROMETEM NÃO IR MAIS ATRÁS DE CHEYENNES E LAKOTAS. Lindo esse universo paralelo que não aconteceu. E tudo é decido numa única batalha (que na verdade são só dois caras caindo no soco.)

Enfim, acho que dá pra entender o que torna esse livro algo tão penoso. É tão ruim que até falar sobre ele é cansativo, porém precisava deixar minha indignação registrada. Existem muitas formas de se fazer dinheiro, mas fazer um trabalho tão mediocre como esses não deve ser a meta de ninguém.
Profile Image for EEE.
79 reviews4 followers
February 28, 2022
Livro extremamente racista e fetichista. Mas extremamente necessário pois inspira autores iniciantes a terem coragem de publicar suas obras provando que qualquer porcaria vende.
Profile Image for lena.
1 review
March 3, 2022
Sim, eu li esse livro, foi um sacrifício, porque além de uma escrita medíocre, com cenas as vezes muito detalhadas, ou só muito chatas, e cenas desconexas e um casal sem química, a autora do livro claramente perpetuou estereótipos e narrativas racista com essa obra.
É nítido que ela não pesquisou nada antes de escrever esse livro, porque caso você queira escrever sobre algo que não e de sua realidade e meio (cultura indígena) o mínimo que deveria fazer é pesquisar para escrever o livro respeitosamente.
Esse livro coloca "índios" como selvagens, a protagonista que, também é a mocinha do livro, é uma mulher branca feminina que é colocada como uma coitadinha vítima em meio ao povo nativo. E essa mesma protagonista, com a bondade do bom coração dela torna os indígenas ao redor dela em pessoas melhores (síndrome de Salvador Branco, algo extremamente racista). Sem conta que essa mesma protagonista sente uma atração pelo par romântico dela que beira ao fetichismo, porque /MEU DEUS/ ela gosta tanto do jeito "exótico e diferente" do par romântico indígena dela.
Enfim, livro não cativante, chato e ainda por cima, recheado de racismo anti-indígena.
Profile Image for Jessica.
55 reviews9 followers
February 28, 2022
Quando a gente pensa que nao pode piorar, piora. Não há uma sequer minoria que Michelle Castelli nao tenha ofendido.
1 review
March 2, 2022
Esse livro é uma das coisas mais bizarras, desrespeitosa e racista que já tentei ler. Muito fetichismo e desinformação, espero que a autora tome um processo pra tomar vergonha na cara.
1 review
March 1, 2022
michelle castelli simplesmente ofendendo todas as minorias possíveis sempre apenas se aposente de ser escritora plmds
5 reviews
June 22, 2024
Este livro traz como protagonista a Samanta. Ela é uma jovem que está grávida e vivendo um relacionamento abusivo… até o dia em que, munida de coragem, ela resolve enfrentar o medo e sair dessa situação.

Ao iniciar uma nova vida, fugindo de seu passado doloroso, Samanta se depara com um cavalo muito parecido com o que aparece em seus sonhos desde criança. Então, ela resolve segui-lo e é estranhamente transportada para um outro lugar e uma outra época.

Samanta percebe que se encontra em meio a uma aldeia dos Cheyennes, um povo nativo- americano, há um século atrás. Ali ela vai aprender muito sobre uma cultura totalmente diferente da sua, ao mesmo tempo que descobre muito sobre si mesma e seus dons.

Além disso, ela também vai descobrir o amor. Ao pisar na aldeia, ela se sente imediatamente atraída por um dos habitantes locais, Rainnan, que demonstra ser um homem muito nobre e valente.

Gente, eu gostei muito da parte fantástica desta história. Toda a questão envolvendo vis��es, xamãs e etc. A parte da cultura retratada também é muito interessante, mesmo que não seja uma representação fiel dos costumes deste povo nativo americano.

Porém, tem algumas coisas na história que me irritaram. A primeira delas, é a protagonista, que em muitos trechos da história se mostra muito imatura e insegura, principalmente no que se refere ao seu par romântico. Os desentendimentos entre eles são por motivos muito banais. Achei também que ela aceitou essa nova vida muito “de boas”. Por pior que fosse a vida dela, achei meio difícil uma mulher nascida no século XXI se submeter a algumas práticas antigas.

Sobre uma polêmica que envolve a representação dos povos indígenas, eu particularmente achei alguns trechos na história bastante caricatos e a forma de se referir a estes povos em alguns momentos foi mal colocada.

Mas, sem se aprofundar muito nestas questões problemáticas, eu considero uma leitura rápida, gostosa de fazer e que te transporta para uma ambientação muito legal. O livro faz parte de uma série, e eu li os primeiros capítulos do próximo livro, que fala sobre um personagem bem interessante que aparece neste livro, e que fiquei curiosa pra conhecer a história também.
Profile Image for Iane Carla.
104 reviews
January 4, 2022
Uma romance histórico maravilhoso, perfeito pra momentos de stress de fim de ano. De deixar o coração quentinho, torcendo pelo casal! Vale ressaltar que tem toda uma informação sobre os Cheyennes e acontecimentos de batalhas da época. Amei!
Displaying 1 - 8 of 8 reviews

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