Para Antonella Bragança, o seu círculo social não passava de uma mísera bola de chiclete. Todos seus relacionamentos - qualquer um deles - duravam a mesma intensidade de um chiclete babado abaixo de uma mesa. De acordo com sua teoria, as pessoas que grudavam nela e permaneciam em sua vida, eram na realidade, como um chiclete mastigado em uma sola qualquer de um sapato. E se as pessoas evaporavam de sua vida, não passavam de uma bola de chiclete que estourou bem em sua cara. Antonella seguia a teoria à risca; seus pais eram um grude, assim como seus melhores amigos, e, infelizmente seu professor de Português. A quem a garota jurou que era o pior tipo de chiclete do mundo. Em um pequeno deslize, Antonella pôde jurar que conheceu sua neurose em carne, osso, espinhas e chiclete de canela.
Uma parte de mim quase deu quatro estrelas. Quase, porque quando parou para pensar, viu que não devia diminuir a nota por simplesmente desejar mais, quando o conto entregou tudo o que se propôs. Me apaixonei por cada personagem e a comparação da autora de chicletes com pessoas. Só não pude concordar muito com hortelã porque esse é um dos meus sabores favoritos... Mas fiquei curiosa em experimentar o de canela.
Esse, definitivamente, é um bom conto para quem quer dar umas risadas em algum momento do dia e ficar com o coração quentinho ao fim da leitura. Recomendo demais!
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