Voici un livre qui parle du Brsil et du ballon, de cages et de gardiens, de dfenseurs et d'attaquants... Du Mundial 2014 de football venir Non ! Il ne s'agit pas ici d'un jeu mais d'une guerre, tout aussi mondiale, o les dfenseurs d'un monde, celui du fric et des puissants, cherchent mettre en cage, au ballon, ceux qui y rsistent, surtout quand ils s'organisent en quipes d'attaquants. William da Silva Lima est l'un des derniers survivants d'une de ces quipes, forme dans les favelas de Rio de Janeiro, dont l'adversaire - l'ennemi - tait l'injustice sociale. La devise de ces amis tenait en trois mots couleur soleil : "PAIX, JUSTICE, LIBERTE " Des annes 1960 aux annes 2000, William a pay de prs de quarante annes de prison la lutte incessante qu'il a livre avec ses camarades contre le systme. Aujourd'hui g de 72 ans, assign rsidence Rio avec bracelet lectronique, William poursuit son combat pour tre enfin rellement libre. Puisse ce livre y contribuer...
disclaimer: não é um livro historiográfico sobre o comando vermelho e nem se propõe a ser. dito isso, sem palavras pra esse livro. William da uma aula sobre resistência e resiliência, mostra a dura realidade das prisões no Brasil e escancara como nossa sociedade é conivente com esses campos de concentração - que é como William chama os presídios no Brasil
“O preço é pago pela sociedade inteira. Longe de transformar criminosos em trabalhadores, nossas prisões fabricam novos criminosos e nos afundam em criminalidade maior. Triste é o destino de uma instituição que, quanto mais fracassada, mais necessária se torna.”
Como carioca, cresci e convivo com o crime organizado bem de perto, então sempre senti vontade de saber como surgiu e se tornou o que é hoje, a maior facção criminosa do Estado. Por este motivo, comecei a ler este livro. Confesso que comecei esperando outra coisa, mas mesmo assim consegui aproveitar a leitura. Claramente, 400x1 está longe de ser um livro imparcial, mas muitas das coisas escritas são verdadeiras e acredito que muita coisa dá para repensarmos enquanto sociedade. O autor, por mais que seja acusado de romantizar a criação da facção, levantou muitos pontos importantes e necessários para serem discutidos, como o abandono estatal, a superlotação das cadeias e a atuação de um sistema que é feito para fracassar. Queria apenas que o livro fosse maior e mais detalhado, mas talvez não seja a proposta. Boa leitura.
“A resposta foi dura: as prisões estão cheias do futuro da nação e, por ironia, dos filhos dela; alguns da sociedade dita digna, também estão aqui.”
Quatrocentos Contra Um é um livro curto que romantiza a criação do Comando Vermelho.
O autor tenta transformar essa organização criminosa em um tipo de reação contra o sistema sócio-econômico e a realidade carcerária do Brasil durante a década de 80.
A ideia principal é de que não havia um Comando Vermelho, que esse bando na verdade teria sido inicialmente criado pela imprensa em uma tentativa de sensacionalizar o crime no Rio de Janeiro.
É uma proposta interessante, mas não se sustenta com a narrativa do livro que transforma os personagens em uma mistura de marginais carentes com ativistas revolucionários.
Essa não é a história do Comando Vermelho. Essa é a história do William que é também, parte, da história do Comando Vermelho.
Se você busca por um livro jornalístico ou histórico, não vai encontrar. Essa é uma biografia escrita pelo próprio biografado o que a torna interessante e bastante pessoal.
Saber disso é importante para que não se esqueça que a história narrada aqui tem um propósito e não é ser imparcial (se é que existe imparcialidade). Algumas partes são destacadas, outras quase que ignoradas.
Eu não consegui me conectar muito ao personagem principal e, portanto, estive distante de toda a narrativa. Uma pena.
O livro é muito bem escrito, apesar do nome levar a pensar que vai ser outra coisa. Conta a história de um preso, que participou de um grupo político para melhoria dos preso, e esse grupo vira o que chamamos hoje de comando vermelho - mas não mostra qualquer escalda ou violência do grupo. Reflexão aleatoria: é bizarramente parecida a história de como surgiu o PCC (não relacionado ao livro) e o CV: cadeias em condições precárias, contatos com presos políticos na época da ditadura, grupo para reivindicar e se proteger nas prisões. O Brasil é uma máquina de incentivos ruins.
O autor traça o retrato das cadeias brasileiras: violência, abuso de poder e as dicotomias que vivem os presidiários. Muito do que foi dito se coaduna com o livro Carandiru, do Drauzio Varella. Por outro lado, me parece faltar autocrítica ao autor, um dos fundadores do Comando Vermelho. É uma história, um lado, uma versão, sujeita à parcialidade, e é com essa ótica cautelosa que sugiro o leitor a prosseguir nesta obra.
Um livro muito interessante, mas não é bem uma história do Comando Vermelho, e sim uma autobiografia. São pequenos capítulos escritos de maneira precária por uma pessoa na prisão, um autor que passou por todos os estágios do sistema penal brasileiro, até os últimos dias de sua vida em prisão domiciliar, idoso, doente. Willian da Silva Lima morreu em 2019.
"longe de transformar criminosos em trabalhadores, nossas prisões fabricam novos criminosos e nos afundam em criminalidade maior. triste é o destino de uma instituição que, quanto mais fracassada, mais necessária se torna."