Algumas pessoas recebem o amor de braços abertos quando ele bate à porta, outras se escondem atrás do sofá com uma frigideira em mãos, achando que é um estranho pronto para bagunçar tudo. E às vezes, realmente é. Laís Monteiro, uma adolescente de 17 anos, encara diversos bloqueios quando se trata desse assunto. Lidando com um turbilhão de responsabilidades da vida adulta antes do tempo, ela não se permite sentir nada muito intenso após aprender, ainda muito nova, a viver por conta própria devido a ausência de seus pais. Agora, sua única família são as melhores amigas e os motoristas de ônibus, pelos quais ela nutre um carinho imenso. Assim que uma parte de sua vida muda, todo o resto resolve ficar de pernas pro ar. O amor vem até Laís quando uma menina se muda para a cidade, entrando em sua vida sem nem pedir licença e enchendo sua mente de confusões. Junto com a gatinha Nina, pijamas de patinhos e muitas fornadas de bolo de chocolate, Laís tenta lidar com esses novos sentimentos. Principalmente, com as borboletas em seu estômago. Pra lá e pra cá.
3,50 ⭐ O lado bom do livro todo mundo já sabe e concorda: romance lésbico, onde as duas sabem e JÁ ACEITAM que são lésbicas, com um grupo lindo e gigante de amigas todas sáficas, E um final feliz. Também amei o fato de não ter rivalidade feminina, isso é um ponto extremamente importante porque no livro tem ocasiões onde sempre dão um jeito de rivalizar mulheres, mas nessa história isso não acontece, pelo contrário, elas são maduras e sabem conversar. Perfeito.
Mas falando sobre o que me incomodou: A protagonista é a Laís, tudo bem, mas o livro parece que é basicamente só "o que as pessoas fazem por Laís". Porque todo mundo faz de tudo por ela mas nunca tem uma cena dela fazendo nada de volta pra ninguém. Isso me incomodou bastante, principalmente em relação a Thaila. A Thaila provou inúmeras vezes que se importava com a Laís. Ela tava lá pra ouvir a Laís mas a Laís não tava "lá" pra ela. Por exemplo, a Thaila disse que os pais expulsaram ela de casa, disse que ela odiava hospitais porque ela tinha a saúde ruim quando era criança e vivia nos hospitais, e a Laís nem deu atenção pra isso. Eu entendo que na hora que a Thaila revelou isso, a Laís estava passando por um momento difícil e não podia explorar essas histórias porque tava preocupada com a mãe, mas e depois? Por que ela não foi conversar e saber mais sobre essa parte da vida da Thaila? E então no final do livro a Laís vem com algo do tipo "ela não tá me dando atenção suficiente" e que atenção ela deu pra Thaila o livro inteiro? Sabe? cadê a troca, cadê o apoio mútuo devolvido entre elas duas?
Nem mesmo a cena onde Laís supostamente estaria cuidando e ajudando Thalia a se recuperar foi mostrada, pelo contrário colocou ela (Laís) pra ficar de birra por atenção quando a Thaila ficou distante no final, e foi essa parte que me gerou ainda mais antipatia pela protagonista. A Thalia fez de tudo por essa mulher, sempre apoiou ela e cuidou dela mas quando o livro entra num arco onde a Lais iria cuidar da Thaila, simplesmente tem um salto no tempo e só mostra a Laís dizendo "eu estou cuidando dela", mas eu não consegui aceitar essa desculpa. Eu queria ver a Laís realmente cuidando dela, o conforto, não apenas ela dizendo que tá cuidando e ficando por isso.
Esse salto na recuperação da Thaila só me deixou com a sensação de que a história da bulimia e dos pais homofóbicos só foram inseridos pra encher página porque esses assuntos nem sequer foram aprofundados ou pelo menos falados com a importância que mereciam. Então sim, eu queria ver a recuperação da Thaila e saber mais sobre a personagem, e não ler mais outras 300 cenas da Laís escolhendo roupa.
Outra coisa que me entediou é que a Laís e a Thaila não sentam pra conversar e se conhecer em nenhum momento. Tem um milhão de cenas delas em date e é sempre a mesma coisa, não muda nem a sequência: a Malu escolhendo a roupa da Laís, então a Thaila vai buscar ela de carro, uma elogia a outra, a thaila abre a porta do carro, a Laís fica babando em como a Thaila fica atraente dirigindo. E esse ciclo se repete e se repete várias vezes, pra mim ficou cansativo e até meio chato de ler ao ponto de eu me pegar querendo pular essas cenas que deveriam ser o ponto alto do desenvolvimento do relacionamento delas. Mas enquanto tem várias cenas iguais, não tem uma cena delas conversando de verdade, conhecendo uma a outra, tipo falando dos traumas e da família (da Thaila eu quero dizer) ou simplesmente perguntando o filme favorito uma da outra, como foi seu primeiro beijo qualquer coisinha boba que desse um ar de conforto e intimidade entre elas. Eu realmente senti falta de diálogo entre elas duas. Tem muuuuuito diálogo entre o grupo de amigas, o que é um ponto positivo, mas entre o casal principal isso simplesmente não acontece e eu não sei o porquê.
Quando chegou no último encontro delas o mesmo ciclo de preparação pré-encontro se repetiu e eu simplesmente já tava exausta de ler mais vários parágrafos com a mesma coisa. E esse encontro certamente era pra ser o principal, mas eu apenas esfriei com o relacionamento delas porque não tem como não esfriar, elas estavam distantes e isso passa pro leitor (eu) Então eu não consegui ter emoção no final o que foi uma frustração porque o livro do início até o meio, não para, é só emoção atrás de emoção, toda hora uma coisa acontecendo e eu achei isso SIMPLESMENTE incrível mas aí do nada ficou entediante.
Mas isso é apenas minha opinião baseada nos meus gostos pessoais. Sei que falei muito e parece que tive uma experiência negativa com o livro, mas muito pelo contrário. O livro ainda é lindo e muito necessário e eu com certeza quero ler mais obras dessa autora no futuro.
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não consigo nem colocar em palavras o quão especial é esse livro. praticamente acabei com o meu post-it rosa de tantos momentos fofos <3 favoritadissimo
De sua mais nova - e legal - amiga, Thaila Fontana.
Em “Borboletas pra lá e pra cá” da Juliana Reis somos apresentados a Laís Monteiro uma jovem de 17 anos que foi forçada a ser adulta desde muito jovem com a ausência dos pais, a gente começa a acompanhar ela com a chegada de uma nova aluna na escola - que ela já havia conhecido, a Thaila (que virou meu sonho de mulher).
Foi muito bom acompanhar a história da Laís e ver como ela lidou com as várias situações que apareceram ao decorrer do livro, embora em alguns momentos eu achei que ela teria resolvido as coisas com uma simples conversa. Esse é um livro pra quem quer acalmar o coração ou resgatar a leitura depois de uma ressaca.
As personagens são únicas e eu me diverti muito com elas, é muito bom ver um romance lésbico onde ninguém tá se descobrindo ou que acaba em tragédia, é simplesmente um romance, e isso faz muita falta no meio literário LGBT+.
Já falei em outras resenhas sobre a importância desses romances e como queria ter lido esse tipo de conteúdo na minha adolescência. Eu dei 4,5 estrelas pro livro e recomendo ele muito pra encher o coraçãozinho!!
Talvez o que você precise é parar de procurar. As coisas sempre voltam para a gente quando paramos de procurar.”
fale com o motorista somente indisponível. acho que essa frase resume bem os pontos negativos dentro desse livro. ainda que seja uma história muito envolvente e bem divertida, muitas vezes o livro se perdeu em repetições e falta de concordância que me causaram muita frustração. além de muitos momentos a história não saber pra que lado ia, trazendo coisas sobrenaturais ou sem explicação plausível pros acontecimentos. citando um momento, seria a cena da Clarice que ainda que tenha criado um simbolismo no final com o dono do restaurante favorito da Thaila, não agregou positivamente já que não ajudou a personagem na sua jornada e pior ainda, a confundiu, em que a senhorinha do além disse pra ela perdoar o pai, e na história o homem se provou não merecer do perdão e ela não o fez. dito isto, o livro continua sendo bem divertido e eu ainda o indicaria.
“Não há nada mais bonito do que o amor sentido por duas mulheres, mas não há nada mais poético do que o amor feito entre duas mulheres.”
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Não é a toa que o nome do livro é borboletas pra lá e pra cá! Esse livro realmemte te enche de borboletas no estômago!
A Lais, personagem principal, foge daquele padrão de garota certinha e tímida sem amigos. Pelo contrário, ela é muito bem resolvida consigo mesma e extremamente independente.
Por causa da ausência de ambos os pais, ela é meio relutante com o amor. Mas isso musa assim que Thalia chega na cidade e começa a se aproximar dela! E aí já sabe né? Laís até tenta negar o que sente, mas não consegue!
O grande plot do livro foi inesperado! Fiquei chocada quando descobri o que rolou porque eu não percebi os sinais! Mas isso só deixa a história ainda mais linda????
vim com altas expectativas por conta de parecer que esse livro tá em todo canto, e foi uma história fofa, curti, as personagens são bem… gostáveis, fiquei MUITO feliz que a laís não perdoou o pai dela por mais que parecesse muito que isso aconteceria em algum momento e me causasse PÂNICO, mas não consegui criar um apego pela história e ver tudo isso que vejo falarem. alguém disse em uma resenha que não via a hora da história acabar e no fundo me senti um pouco assim também. talvez a história tenha sido ok e apenas a escrita não tenha me cativado. não foi ruim, vale as 3 estrelas! possivelmente a maior parte da culpa da decepção veio das minhas próprias expectativas. ansiosa pra dar outra chance pra autora!
Que livro perfeito!!! Ri horrores com as meninas, tive vários gay panic junto de Thaila por culpa de Laís, amei cada uma das meninas e tinha cada ataque de surto quando Laís sonhava aquilo pq já previa desgraça vindo e nossa como chorei de alegria com Dona Angélica acordando e ficando bem. Ai os avós mais perfeitos desse mundo todo me deixou com coração quentinho. Nossa tenho nem palavras para elogiar as meninas, a não ser dizer que elas são perfeitas!!!! Ai morrendo de amores que certeza que meu casal Angélica e Miguel deu super certo e las merece toda felicidade desse mundo!!! Obrigada Ju por ter escrito essa perfeição, espero muito ler outras obras suas e num futuro bem próximo!!!
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"Não há nada mais bonito do que o amor sentido por duas mulheres, mas não há nada mais poético do que o amor feito entre duas mulheres."
"Nem sempre nós, adultos, temos o controle das coisas. A maioria das pessoas está tão perdida quanto você. Ninguém faz um curso para aprender o que fazer na vida não. Todo mundo só quer encontrar a tal felicidade. s vezes, ela está mais perto do que a gente imagina, e quem não enxerga somos nós. A gente acaba sacrificando umas coisas para conquistar outras. Isso é normal. Não tem para onde correr, nem adianta tentar ser perfeito. Só tem que saber escolher. – Ela suspirou. – Mas tem que perdoar, não pode esquecer de perdoar."
Por mais mamão com açúcar que seja esse livro, ele traduz exatamente o sentimento de uma mulher que se apaixona por outra mulher, além disso, dar tudo tão certo cria uma utopia, que eu entendo que saiu exatamente da cabeça de uma pessoa lgbt pq é exatamente assim que a gnt gostaria de viver. A sensação que fica é que a autora criou esse cenário perfeito exatamente por ser uma fanfic que existe na cabeca de todo lgbt, além de ser ótimo ler uma história que o gay não sofre e consegue viver normalmente.
"Nem sempre nós, adultos, temos o controle das coisas. A maioria das pessoas está tão perdida quanto você. Ninguém faz um curso para aprender o que fazer na vida não. Todo mundo só quer encontrar a tal felicidade. – Ela passou a mão no meu rosto, enxugando uma lágrima. – Às vezes, ela está mais perto do que a gente imagina, e quem não enxerga somos nós. A gente acaba sacrificando umas coisas para conquistar outras. Isso é normal. Não tem para onde correr, nem adianta tentar ser perfeito. Só tem que saber escolher. – Ela suspirou. – Mas tem que perdoar, não pode esquecer de perdoar."
eu simplesmente amo um romance que dá quentinho no coração quando lê, mas principalmente amo quando o foco não é só esse. a ju fez um trabalho incrível tocando em assuntos super importantes mas sem deixar a gente sorrindo bobo durante a leitura, simplesmente perfeita♥️
livro bom, porém fica chato quando vc não pega o tranco para ler, fica repetitivo e maçante, parece que sempre está perto do fim, mas o mesmo nunca chega. um ótimo livro pra ler de uma vez só, no máximo em dois dias
Um dos melhores livros que li, sem dúvidas. Muito gostoso de ler, me fez chorar em várias partes, me fez ficar emocionada com coisas que já vivi. Eu amei tanto, tô muito feliz de ter descoberto esse livro em uma pesquisa aleatória. Obrigada por toda a representatividade, Juliana Reis. <3