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A gestão de saúde baseada no valor. Casos e experiência portuguesa

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Os serviços de saúde de qualquer pos do mundo perseguem um triplo objetivo de melhores resultados clínicos, melhor satisfação dos doentes e os menores custos possíveis, com variantes que não desvirtuam no essencial está síntese de três pontos. O Value Based Healthcare é uma perspectiva teórica e pragmática de reorganização da cadeia de valor de cuidados de saúde, que endereça de forma compreensiva aqueles três objetivos. Este título pretende dar a conhecer esta fundamental ferramenta de gestão hospitalar e as tendências de implementação do Value Based Healthcare em Portugal.
Para a sua colaboração contamos com a participação de um painel de especialistas que permite apresentar um livro abrangente onde, ao cruzamento de disciplinas e experiências, se juntam ainda casos práticos para ajudar a pensar a aplicação deste conceito.

250 pages, Paperback

Published October 1, 2020

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Profile Image for José.
48 reviews
May 24, 2022
Na procura de respostas ao facto de continuarmos presos a um Sistema de Saúde que responde às necessidades dos Portugueses, mas de forma ineficiente, encontro neste livro muitas das respostas necessárias.

“A Gestão de Saúde Baseada no Valor, Casos e Experiência Portuguesa” reúne vários ilustres que sabem da “poda” e que reúnem aqui boa parte da solução para transitar de uma gestão de saúde assente em custo puro para uma gestão de saúde baseada no custo-benefício para o doente e SNS.

Ao calcorrear as páginas identifico um exaustivo levantamento dos problemas, uma clareza nas soluções, e até um plano de ação. Arrisco-me a dizer que muito do aqui é descrito é amplamente e detalhadamente discutido em vários fóruns da especialidade. Contudo, se houvesse tantos fóruns de discussão como grupos de ação e implementação, sou um forte crente que o estado da arte em Portugal estaria bem melhor, tal como a saúde financeira do SNS. Dando como exemplo, e conforme foi possível apurar através de pesquisa online, o projeto-piloto Farol ou o projeto-piloto Polaris implementados no IPO do Porto, fecham um ciclo de modelo de financiamento de sucesso sem que se tenha assistido à sua transposição para outros hospitais ou áreas terapêuticas. Tendo sido projetos implementados no final do 2019, a desculpa da pandemia nos últimos 2 anos, assentará aqui que nem uma luva para a falta de transposição. Mas não será também a pandemia o mote necessário para que todo o SNS seja repensado?

Como chegar ao âmago da questão: porque somos nós tão bons a planear (ou implementar projetos-piloto) e tão fracos (ou lentos) a atuar e implementar? Podemos começar por listar as razões mais apregoadas: financiamento escasso; falta de recursos; rigidez legal; falta de consenso dos diferentes atores; ou simplesmente inércia ou falta de vontade. E estas são apenas algumas. Contudo, encontro aqui um denominador comum, a decisão/vontade política. Como em qualquer organização ou empresa o exemplo tem de vir de cima, e enquanto nos faltar uma visão a longo prazo que vai para além dos mandatos de 4 anos, não sairemos da “cepa torta”.

Mais uma vez é a natureza humana o verdadeiro impedimento à mudança. Se aceitarmos o diagnóstico do processo e a crítica construtiva, houver coragem política, iniciativa e recursos para mudar, todos iremos regurgitar de alegria quando atingirmos os objetivos e cumprirmos com a entrega e claros indicadores. A mudança deverá vir de cima de forma vertical e inspiradora.

Precisamos de mais livros como este que sirvam de inspiração para um SNS mais eficiente.
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