Manuela, uma paulistana de 27 anos, desembarca em Brazzaville, na República do Congo, para trabalhar em uma empresa que presta serviços humanitários no país. Ao chegar lá, porém, se vê envolvida na duvidosa campanha política de um chefe de Estado autoritário. Quando tem seu passaporte confiscado e lhe é imposto o silêncio dos telefones grampeados e dos colegas ambíguos, tudo que ela quer é partir. Enquanto explora as paisagens deste território desconhecido, Manuela lança-se também em uma jornada interna, envolvendo-se em um romance com Samuel e entendendo que as relações de dominação têm contornos muito mais sutis do que até então havia imaginado. Brazza é um romance de auto-ficção, inspirado em uma experiência vivida pela autora. Ilustrado pela artista franco-congolesa Anne-Muanaw, é o livro de estreia de Mariana Brecht.
Lindo e muito sensível. Fiquei muito comovida com a história de amor insustentável. E as ilustrações são perfeitas! Curiosa para os trabalhos futuros da autora.
"Acreditar em um deus era como ter uma casa. Eu não tinha nenhum dos dois. Meu deus era lugar nenhum."
A protagonista brasileira aceita um freela no Congo, sem saber que faria parte da equipe da campanha pela reeleição do autoritário Chefe de Estado. Apesar do interessante pano de fundo e do forte lirismo da autora, achei chato. Não engoli o romance clichê e algumas frases prontas sobre o lugar da mulher naquela sociedade, que pretendem nos fazer refletir sobre o lugar de todas as mulheres em todas as sociedades numa tentativa de universalidade bastante rasa.