Entre os muitos líderes excepcionais a que servimos em nossas carreiras militares, o diferencial que os levou à excelência foi exercer o domínio absoluto – Responsabilidade Extrema – não apenas pelo que eram responsáveis, mas por tudo que influenciava a missão. Esses líderes assumiam toda a responsabilidade. Não arranjavam desculpas. Em vez de reclamar das dificuldades ou contratempos, desenvolviam soluções para os problemas. Eles alavancavam ativos, relações e recursos para concluir o trabalho. Silenciavam os próprios egos em prol da missão e de suas tropas. Esses líderes realmente lideravam.
Quando as pessoas para de inventar desculpas e de culpar os outros, e dominam tudo em suas vidas, são obrigadas a agir para resolver os seus problemas.
A liderança é vital no campo de batalha, e os princípios da boa liderança não mudam, independente da missão, do ambiente ou das personalidades envolvidas. Liderar é liderar.
Não há liderança onde não há espírito de equipe.
A liderança exige acreditar na missão e perseverança inflexível para alcançar a vitória, principalmente quando os duvidosos questionam se a vitória é mesmo possível.
A única medida significativa do líder é se a equipe é bem-sucedida ou fracassa.
O combate é um reflexo da vida, só que amplificado e intensificado. As decisões têm consequências imediatas, e tudo – absolutamente tudo – está em jogo. A decisão certa, mesmo quando tudo parece perdido, arranca a vitória das garras da derrota. A decisão errada, mesmo quando a vitória parece certa, resulta em uma falha fatal e catastrófica.
O líder é verdadeiramente e, em última instância, responsável por tudo.
A responsabilidade direta de um líder incluía fazer as pessoas ouvirem, apoiarem e executarem planos.
O sucesso resulta da determinação e vontade, mas também da inovação e comunicação com a equipe.
Liderança é o fator mais importante no desempenho de qualquer equipe.
Se um desempenho abaixo do padrão for aceito e ninguém for responsabilizado – se não houver consequências -, ele se tornará o novo padrão.
Quando se trata de padrões, a questão não é o que o líder prega, mas o que ele tolera.
O líder deve explicar não apenas o que fazer, mas por quê.
O ego obscurece e atrapalha tudo: o processo de planejamento e a capacidade de seguir bons conselhos e de aceitar críticas construtivas.
O foco é a missão e a melhor forna de cumpri-la.
Os planos e ordens devem ser comunicados de maneira simples, clara e concisa,
Se não houver uma correlação substancial entre o comportamento e a recompensa ou a punição, o comportamento nunca será modificado.
Os seres humanos não são capazes de gerenciar mais de dez pessoas, principalmente, quando as coisas dão errado e surgem contingências inevitáveis.
Descentralização de comando. É a simplificação da ideia de comando e controle. É uma das estratégias mais complexas de se executar corretamente. Como líder, é preciso força para abrir mão. É preciso fé e confiança nos líderes subordinados na linha de frente e em suas habilidades. Acima de tudo, requer confiança na cadeia de comando: confiança de que os subordinados farão a coisa certa; confiança de que os superiores apoiarão os subordinados se agirem de acordo com a declaração de missão e intuito do comandante.
Furtividade é mais importante do que velocidade.
Para qualquer equipe de qualquer empresa ou setor, é essencial desenvolver um padrão de planejamento.
Após um bom resumo, todos os participantes da operação entenderão a missão estratégica, o intuito do comandante, a missão específica da equipe e seus papéis.
Sem uma execução bem-sucedida, mesmo os melhores planos não valiam de nada.
Os líderes devem instituir uma rotina de comunicação com os membros de sua equipe para ajudá-los a entender seu papel na missão geral.
Assuma a responsabilidade de liderar todos em seu mundo, subordinados e superiores.
Se alguém não estiver fazendo o que você quer ou precisa, olho primeiro para si mesmo e descubra como mudar isso.
Não pergunte a seu líder o que você deve fazer, dia a ele o que você fará.
Conheça o seu alvo e seu entorno.
No combate e na vida, o resultado nunca é certo, o quadro nunca é claro. Não há garantias de sucesso. Mas, para ter sucesso, os líderes devem se sentir à vontade sob pressão e agir com lógica, não com emoção. Esse é um elemento crítico para a vitória.
Os líderes não podem ser paralisados pelo medo. Isso resulta em inércia.
Disciplina é liberdade.
Se tem disciplina para sair da cama, você vence.
O equilíbrio entre disciplina e liberdade deve ser encontrado e cuidadosamente mantido. Nisto reside a dicotomia: a disciplina – ordem, regime e controle estritos – parece oposta à liberdade total – o poder de agir, falar ou pensar sem restrições. Mas, na verdade, a disciplina é o caminho para a liberdade.
A maior força de uma pessoa pode ser sua maior fraqueza quando ela não sabe equilibrá-la.
Como se constroem relacionamentos? Você faz isso respeitando as pessoas. Sendo humilde. Escutando. Falando a verdade. Tendo integridade e lhes falando a verdade.
Um líder precisa ser como um artesão de madeira. Ele precisa aprender quais ferramentas usar com diferentes tipos de madeira.
Se cometer um erro, assuma. A pior coisa que você pode fazer se cometer um erro é fugir da culpa.