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D. Teresa - Uma Mulher que Não Abriu Mão do Poder

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O seu destino estava marcado por uma palavra mágica e poderosa, gritada ao vento e escrita num pergaminho virgem, com pena de pato macho: anisisapta. Esta é a sua história. A história de Teresa, filha de Ximena Moniz do Bierzo e de Afonso VI de Leão e Castela. Filha de um imperador, dele herdou o feitio temperamental e a paixão pelo poder. Viúva aos vinte e cinco anos do conde D. Henrique de Borgonha, regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o papa Pascoal II chamava-lhe rainha. Uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo de homens e de conspirações. Pelo seu Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival rainha Urraca de Castela, o pai, a Igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o próprio filho D. Afonso Henriques. A cavalo, de espada em riste, enfrentou-o na lendária Batalha de São Mamede, em 1128. Trinta e três anos depois de ter chegado ao condado com tanta esperança, tantos sonhos, via-se obrigada a fugir, derrotada pelo seu próprio sangue, traída…O seu único consolo era ter ao lado o seu amor Fernão Peres de Trava e a certeza de que em Sahagún, Alberto, fiel amigo, escreveria com verdade a sua história. Imortalizada.

600 pages, Paperback

First published May 1, 2015

26 people are currently reading
577 people want to read

About the author

Isabel Stilwell

43 books362 followers
Isabel Stilwell é jornalista e escritora. Directora do jornal Destak, foi directora, igualmente, da revista Notícias Magazine, tem um longo percurso na imprensa escrita e sempre se confessou apaixonada por romances históricos.

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4 (<1%)
Displaying 1 - 30 of 64 reviews
Profile Image for Maria Espadinha.
1,162 reviews519 followers
July 24, 2025
A Avó de Portugal


Dentre as personalidades de maior destaque da nossa história, D. Teresa sempre me suscitou intensa curiosidade.
De que fibra seria uma mulher que se entregava a jogos de poder capazes de quebrar o sagrado vínculo genético que une mãe e filho?!
Bem... como nem tudo o que parece é, achei por bem investigar quais as razões que estariam por trás dum comportamento tão biologicamente aberrante.
E em boa hora o fiz!
Não só recebi uma lição de história, como melhorei consideravelmente a minha opinião:
D. Teresa foi uma Guerreira — uma mulher de espada à cinta, que sabia o que queria e estava sempre pronta a lutar pelas suas convicções...

Ao que parece, além de Avó de Portugal, D. Teresa foi igualmente Avó do Feminismo!... 😉

Assim, Sim! Vale a pena aprender História!
Pode continuar, Dona Isabel!...


Nota: Os estudiosos podem detectar aqui e ali, alguma gafe histórica. Coisas mínimas. Nada que afecte o impacto da narrativa! 😉
Profile Image for Rita.
906 reviews185 followers
September 19, 2024
Isabel Stilwell é conhecida pelas suas biografias romanceadas de figuras femininas importantes da monarquia portuguesa. Neste livro, Stilwell foca-se em D. Teresa de Leão, mãe de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, e uma mulher com bastante importância na formação do país. O romance retrata o início do século XII, numa Península Ibérica fragmentada e marcada por lutas pelo poder entre diferentes reinos cristãos e mouros.

D. Teresa surge como uma personagem que não é apenas uma figura secundária na ascensão de D. Afonso Henriques, mas como uma líder independente que lutou pela soberania do Condado Portucalense (868–1143).

(…) Estás a ver a senhora D. Teresa a jurar vassalagem à meia-irmã?
(…)
— Não viverei para ver esse dia, suspeito!
(…)
— Nunca lhe prestarei vassalagem — murmurou Teresa, entre dentes.


A história oferece-nos uma visão detalhada da sua vida, desde o seu nascimento como filha ilegítima de Afonso VI de Leão e Castela, até à sua relação amorosa com o galego Fernão Peres de Trava e à sua relação complexa com o filho, culminando na Batalha de São Mamede (aquela que nos deu aquele dito popular: Filho bate na mãe e foge para o Algarve.)

Gostei da forma envolvente como o romance é narrado, com uma linguagem simples e acessível que equilibra a precisão histórica com a ficção.
A história vai alternando entre o contexto político e militar da época e os aspetos mais íntimos da vida de D. Teresa

Dei por mim a pensar sobre o papel subestimado de figuras como D. Teresa, cuja força e inteligência foram a maioria das vezes eclipsadas pelas narrativas centradas nos homens. D. Teresa não foi apenas mulher de D. Henrique ou a mãe de Afonso Henriques , foi uma mulher poderosa num tempo em que as vozes femininas eram consideradas vozes do diabo . A relação tumultuosa entre D. Teresa e D. Afonso Henriques não é apenas um conflito de poder, mas também uma batalha emocional.

Isabel Stilwell também recorre a uma mistura subtil de história e mito. A Ninfa do Lago de Carucedo refere-se a Ximena Moniz, uma personagem histórica completamente desconhecida, mas que é retratada de forma quase sobrenatural, associando-a ao místico Lago de Carucedo, na região de Leão. Ao descrever Ximena como uma "ninfa", Stilwell dá-lhe um ar quase etéreo, como se a sua herança fosse não só de sangue nobre, mas também de algo mais ancestral e mágico.
Desta forma somos quase impelidos a acreditar que a herança de D. Teresa vai além do poder político, tocando em algo quase sobrenatural, é uma figura de cariz mítico, imbuída de uma força ancestral que parece alimentar a sua determinação de lutar pelo seu legado. É uma mulher de poder e visão num tempo de homens, e isso não poderia ter raízes apenas no sangue mas também no mito.

O contexto histórico da Península Ibérica do século XII era um mosaico de reinos cristãos em constante rivalidade, ao mesmo tempo que lutavam contra a presença moura. D. Teresa destacou-se neste cenário como uma figura feminina de poder, desafiando as convenções e assegurando o controlo do Condado Portucalense numa época dominada por homens.
Isabel Stilwell constrói uma narrativa poderosa que reabilita uma figura histórica ofuscada por D. Afonso Henriques, e desafia a visão tradicional mostrando-nos que as mulheres também desempenharam papéis fundamentais na criação do país.
Profile Image for Elisa Santos.
390 reviews1 follower
October 15, 2016
Tudo o que nos ensinam na escola acerca da fundação de Portugal, é que D. teresa e D Henrique criaram o condado portucalense, vindos sabe-se lá de onde e que o seu filho Afonso Henriques guerreou com sua mãe para assumir a sua herança. E acabam por aqui as explicações.

Começamos a narrativa pela mãe de Teresa, Ximena, uma senhora muito inteligente e sábia nas maquinações que envolvem o criar filhas ilegítimas de um rei. Temos sempre a voz primeiro de Ximena, depois Teresa, com alguns apontamentos de Alberto, o seu fiel escudeiro e da irmã de Teresa, Elvira. Tudo muito bem feito e de forma orgânica que não sentimos a transição de vozes ou o bem feito que está - cada personagem tem a sua voz distinta.

Como Isabel Stilwell já me habituou, encontrei uma historia pormenorizada das origens de D. Teresa, filha ilegítima do Imperador Afonso VI de Leão e Castela e de uma senhora galega de nome Ximena Moniz. Encontrei todas as intrigas e tricas habituais numa corte e ainda mais quando se trata dos filhos ilegítimos de um monarca. Encontrei todos os elementos habituais numa romance histórico.

Mas encontro sempre a pessoa por trás de titulo. Teresa de Borgonha revelou-se em toda a sua humanidade, defeitos e virtudes, boas ações e ações mesquinhas. Encontrei uma criança voluntariosa e uma adulta persistente e por vezes implacável. A autora sabe como utilizar as fontes históricas ao seu máximo e depois preencher os espaços em branco - que há sempre muitos - com aquele bocadinho de ficção que completa a historia e quem sabe? até acerta!

Recomendo como maneira de saber um pouco mais da nossa historia que é tão rica, mas de uma maneira muito agradável.
Profile Image for Sara.
69 reviews
November 17, 2015
Não adorei, mas gostei. Preferiria dar-lhe três estrelas e meia, mas preferi arredondar para cima em vez de para baixo, já que aprecio acima de tudo a escolha da autora de respeitar os factos históricos, quase não os adulterando.

Este livro é, como o título indica, uma biografia romanceada de D. Teresa, rainha de Portucale, que viveu a passagem do século XI para o século XII. É composto por cinco secções dedicadas a momentos da sua vida, cada secção composta por pequenos capítulos encimados por data e local.

Isabel Stilwell deu alma às personagens principais e dotou-as de virtudes e defeitos, tentou fazê-las humanas, reais. Mas apesar disso, elas pareceram-me romantizadas: as zangas desfazem-se demasiado facilmente em riso... E por falar em riso, as personagens tendem a rir por tudo e por nada: riem para desfazer um momento de tensão, riem quando chegam a um local, riem (benevolamente) a metade das coisas que D. Teresa diz e faz. Podem-me chamar picuínhas, mas a meio do livro já não podia com tanto riso.

Voltando às personagens, como disse, as principais são exploradas detalhadamente, mas todas as outras são praticamente ignoradas. As damas e fidalgos que acompanhavam constantemente reis e infantas raramente têm direito a um nome, uma figura ou simples presença na acção. Na melhor das hipóteses, são vistas, em colectivo. Assim, há um contraste abrupto: como se as personagens principais, visíveis, navegassem um mundo de sombras sem nome.

A escrita procura evocar a época, mas parece-me que falha, e não me refiro à infeliz referência a batatas (que só chegam à Europa após a descoberta da América, no século XV) ou à utilização de roupas negras no luto (uma inovação que chegou a Portugal vinda do estrangeiro no final do século XIV, altura em que o luto ainda era comummente feito com burel branco). Há momentos em que o narrador conta o ambiente de uma cidade, por exemplo, mas não vemos esse ambiente pelos olhos de nenhuma das personagens. Assim, é difícil sentirmos de facto o ambiente, imaginarmo-nos lá, quando não há dificuldade nenhuma em sentirmo-nos dentro de certos castelos ou, por exemplo, na região de Urvel. Aí, Isabel Stilwell conseguiu de facto capturar o ambiente.

Por fim, o estilo é o mais moderno que pode haver, o que causa um contraste deagradável: há demasiada informalidade entre personalidades régias, cujos conselheiros e súbditos tratam a maior parte das vezes pelo nome, sem sequer se dignarem a colocar um 'Dona' ou 'Dom'. As personagens tornam-se pessoas do século XXI que se encontraram subitamente no século XI/XII.

Por fim, uma referência à capa: não está perfeita (porquê um vestido do século XVI ou ainda mais tardio?!?), mas captura muito bem o espírito do livro.
Profile Image for tiago..
464 reviews135 followers
November 29, 2020
D. Teresa pode ter personagens algo unidimensionais e uma tendência inegável para glorificar a figura de D. Teresa (a quem, quase desde que sai do ventre da mãe, se lhe reconhecem "grandes destinos", como se fosse expectável que uma filha bastarda viesse a ascender a grandes alturas), mas é uma escolha perfeitamente adequada para quem procura algo leve, que se leia fluidamente. É pena a pressa a que se move a narrativa (necessária para que caibam num só livro 50 anos de vida), pena que os cenários e acontecimentos nem sempre se cheguem a formar com a vividez devida por causa dessa pressa, mas ainda assim tempo passado a ler este livro não é tempo desperdiçado.

Elogie-se a autora por apresentar uma muito urgente nova perspetiva sobre a vida de D. Teresa, tantas vezes vilificada pelo cânone da História portuguesa. Ergue-se uma nova versão da rainha, nem demónio vendido aos espanhóis, nem um anjinho fundador da nação, mas, como descreve a autora, "uma mulher cheia de contradições, mas com a força admirável de se impor num mundo de homens e de lutar por aquilo que acreditava ser seu por direito". E, mais do que isto: uma mulher que, longe de entravar a independência portuguesa, foi peça fundamental na sua consolidação.
Profile Image for Sónia.
178 reviews1 follower
January 1, 2016
Simplesmente genial a forma como a autora nos transporta para a época do "nascimento" do Condado Portucalente, e como nos mostra que "Rainha Teresa" conquistou o seu lugar e papel na história do nosso reino.
Uma mulher de armas e de paixões.
Profile Image for Susana.
252 reviews16 followers
January 15, 2025
Sempre me questionei porque D. Teresa e o filho, D. Afonso Henriques, tinham travado a tão famosa Batalha de S. Mamede. Esta e outras questões sobre a rainha de punho firme ficaram por responder, já que as aulas de História resumiam ao essencial.

Pela caneta de Isabel Stilwell temos um vislumbre da personalidade de D. Teresa: ambiciosa, tenaz e estratega. Sabia que D. Teresa era filha ilegítima de Afonso VI, mas não fazia ideia que este rei de Castela e Leão tinha tido tantas mulheres, tudo para conseguir um filho varão que o sucedesse. Afinal, foi um neto, da considerada filha legítima, Urraca.

A carga política e religiosa deste livro acaba por tornar a história mais densa. O facto de ter o romance e ficção à mistura torna a leitura um pouco mais fluida. Ainda assim, não imaginava que houvesse tanta política para ser discutida nesta época. Aprendi muito sobre o nascimento de Portugal e como iniciou a dinastia afonsina.

Juntamente com o Conde D. Henrique, D. Teresa governou o Condado Portucalense, que mais tarde viria a ser a nação que conhecemos, Portugal. E quem diria que o nosso primeiro rei de Portugal não era o filho primogénito? Depois de 3 filhas, nasce Henrique, que poderia ter sido o fundador de Portugal, mas falece muito cedo. Nasceu depois Afonso (Henriques, por ser filho de Henrique) e é entregue a Egas Moniz, o seu aio, para aprender tudo o que um cavaleiro e monarca deve saber.

Nesta altura da nossa História, a originalidade dos nomes pessoais era muito pouca. A quantidade de gente chamada Afonso, Urraca, Sancha e Sancho até baralha! Acredito que o nome de uma pessoa transmite poder, mas também homenagem aos antepassados. Contudo, e falo por experiência própria, ter o primeiro nome igual ao progenitor, por vezes é uma canseira!

Descobrir que D. Afonso Henriques andou "à porrada" com a mãe por causa dela ter um amante foi uma revelação e pêras. Claro que o nosso rei foi influenciado por aqueles que o criaram e instruiram, mas acho que foi muito barulho por nada. D. Teresa não iria ter mais filhos, as filhas que teve com o amante não governariam nada... Claro que o Condado Portucalense ser governado por uma mulher (nesta altura o Conde D. Henrique já tinha morrido) incomodou muita gente. D. Teresa foi contra o convencional e é, sem dúvida nenhuma, um símbolo feminista, ao governar terras sozinha!

Romance histórico pela mão de Isabel é garantia de aprender algo sobre a nossa História. Adorei "Filipa de Lencastre", encantei-me por "D. Teresa" e pretendo continuar a ler as suas obras.
Profile Image for Lιƈíɳια .
125 reviews22 followers
June 21, 2017
Uma maneira muito prazerosa de saber mais sobre quem foi D. Teresa. Tirando o facto de ser mãe de D. Afonso Henriques pouco ou nada sabia mais sobre ela, devo confessar.
D. Teresa, filha ilegítima do Imperador Afonso VI de Leão e Castela e de D. Ximena Moniz uma senhora galega.Foi uma mulher educada e desde sempre incentivada pela mãe, a ser ambiciosa , a ser uma estratega politica...em suma uma mulher que nasceu para se fazer rainha.
Também nos mergulha num dos períodos mais misteriosos e mais marcantes da história galego-portuguesa.
Profile Image for Ana.
596 reviews67 followers
July 10, 2018
Adoro romance histórico e para alguém como eu que sempre tratou a História como um bicho esquisito, este tipo de livros juntam o útil ao agradável. Aprendo ou relembro alguns factos históricos e passado tempo de qualidade com o livro.
Este não foi excepção, fiquei a conhecer melhor D. Teresa e as todas as condicionantes da formação do Condado Portucalense. Passei a admirar a competência política da mãe do nosso primeiro rei, uma mulher muito diferente daquilo que nos é passado no banco da escola.
Profile Image for Magda Pais.
Author 4 books81 followers
September 5, 2015
Caramba! Se tivesse de resumir este livro numa só palavra, Caramba seria a palavra escolhida. Aprendi mais sobre o nascimento desta nossa pátria neste livro do que em vários anos na escola. E isso é fantástico.
Desconhecia que o primeiro rei de Portugal era o filho mais novo de D Teresa e D Henrique e que tinha tido três irmãs e um irmão (que morreu com pouco mais de dois anos). E, por isso, terei, provavelmente, feito figura de parva quando, esta tarde, do nada, gritei - ah, até que enfim que ele nasce. Porque, sempre que D Teresa estava grávida eu achava que era ele. Mal sabia eu, na altura, que ainda iriam nascer mais duas crianças, fruto da relação adúltera de D Teresa com Fernão Trava.
Aliás, é precisamente essa relação com Fernão Trava e o facto de D Teresa não renegar as filhas nascidas dessa relação (como poderia, se ela própria sabia o que era ser filha ilegítima), dizia eu então que foi essa relação adultera que despoletou a fúria de D Afonso Henriques, apoiado por muitos nobres que não viam, com bons olhos, uma mulher a governar o condado e muito menos uma mulher que vivia uma relação pecaminosa com um homem casado.
Outro dos detalhes que me era desconhecido era a quantidade de Urracas e Teresas que existiam na altura. Não sei se era falta de originalidade mas a verdade é que são nomes que se repetem na história do nascimento de Portugal. Ao ponto de ter tido necessidade, várias vezes, de consultar a arvore genealógica que a autora disponibiliza no inicio do livro.
E, senhores, que família disfuncional... Portugal e Espanha nasceram dos conflitos duma família disfuncional, em que pais e filhos, irmãos e irmãs, tios e sobrinhos, marido e mulher lutam entre si, traem-se mutuamente para, logo a seguir, fazer uma aliança que, seguramente, seria precária. Tirando as relações de D Teresa com a sua mãe, Ximema ou com o seu primeiro marido, D Henrique (pai de D Afonso Henriques e das irmãs mais velhas), nenhuma das outras estava a salvo de uma traição. Amavam-se entre si, mas à sua maneira.
Resumindo, estou seguidora fiel desta autora. Demorei a decidir-me a ler os livros dela (obrigado, mais uma vez, M.J. por me teres quase forçado a fazê-lo) mas agora que a descobri, terei de os ler todos)
Profile Image for Andreia Silva.
171 reviews5 followers
February 9, 2016
Que vazio que ficou depois de ler este livro. Mais uma vez fiquei surpreendida com a escrita da Isabel . Este livro é uma sintonia perfeita de história , romance , poder , intrigas , conquistas , amor . Teresa e uma personagem tão bem construída e contada que até me vai deixar saudades . Neste livro percebi melhor como começou o reino de Portugal ( e que me perdoem os meu professores de história mas a verdade é que só agora depois de ler os livros da Isabel e que comecei a gostar de história de Portugal ).
Para fechar bem, a autora deixou me com água na boca para saber mais de D. Afonso Henriques . Talvez num próximo livro ?
Recomendo , e volto a recomendar . Perfeito .
Profile Image for Anabela Mestre.
94 reviews43 followers
March 27, 2016
Um romance histórico de escrita simples, mas eficaz, leva-nos aos primórdios
da fundação de Portugal. Sinceramente gostei embora tenha encontrado alguns
erros de escrita, que em nada diminuem o gosto com que li este livro, deixando-me
ansiosa para ler mais livros da autora.
Profile Image for Carla Magina.
288 reviews17 followers
December 10, 2021
Capítulos pequenos que ajudam a que a leitura flua. Uma história muito mais centrada na parte política e de governação do que propriamente na parte familiar/doméstica das personagens. O que faz com que seja muito rica em acontecimentos históricos. Gostei muito.
328 reviews6 followers
June 26, 2015
Este é o primeiro livro que li de Isabel Stilwell e confesso que me fez apreciar bastante esta mulher de fibra que para mim passou a ser a nossa primeira rainha ainda que os meus livros de escola a retratassem apenas como uma mulher ambiciosa que se recusava a abrir mão do poder em favor do filho preferindo fazer alianças com os galegos.
Foi-me de facto dificil pousar a leitura visto a personagem (muito por mérito da maneira como a autora a descreve) me ter fascinado desde o primeiro instante. Sentimento esse que apenas cresceu conforme a narrativa se ia desenrolando. Aliás, o universo de personagens deste livro é realmente rico.
Não fosse pequenas coisas que sempre me irritam quando leio romances de época, como ver as personagens a tratarem-se por tu, o que mesmo entre irmãs duvido que acontecesse, ter-lhe ia dado 5*.
Penso também que poderá existir um erro nas datas da pagina 394 e 396 uma vez que passamos de outubro de 1117(pag 394) para abril do mesmo ano(pag. 396) quando a narrativa me pareceu não retroceder. Quando muito seria outubro de 1116 e abril de 1117. Não gosto de ser piquinhas e se o livro não tivesse sido tão caro provavelmente teria relevado o erro, mas a verdade é que penso que os editores estão em falta cada vez que isto acontece e deveriam ter um cuidado maior ao rever a narrativa antes de a porem à venda.
Depois de tudo isto resta-me dizer que fiquei bastante interessada em ler o restante trabalho da autora.
Profile Image for Victor Domingos.
Author 6 books17 followers
September 6, 2016
Ao ser uma história de mulheres, sobre mulheres, num mundo e num tempo que os relatos históricos descrevem como sendo dos homens, este romance poderia ter sido mais uma novela cor de rosa. E será, talvez, até certo ponto. Mas é também um fascinante relance sobre um dos períodos mais misteriosos e mais marcantes da história galego-portuguesa. As personagens que nos habituamos a encontrar nos maçudos livros de história e nas pitorescas iluminuras antigas são aqui apresentadas com personalidades vincadas e vidas que lhes desconhecemos, mas que certamente não lhes terão sido alheias.
Profile Image for LaisseTomber.
13 reviews1 follower
October 23, 2015
Excelente livro. Só não dou 5 porque me põe nervosa não saber de todos os limites realidade/ficção, mas não descansei enquanto não soube tudo sobre esta D.Teresa. Recomendo.
Profile Image for Sara Cardoso.
115 reviews9 followers
October 2, 2022
Toda esta história foi uma montanha russa de emoções para mim e o facto de o enredo acompanhar a vida da D. Teresa desde o início até ao fim fez com que fosse ainda mais difícil saber lidar com todas as reviravoltas. Sentia-me a maior bestie confidente dela 😩 As últimas páginas então, quase que me deram vontade de chorar. Nem imaginam como ficava zangada quando o comboio chegava ao Oriente porque o tinha de arrumar e deixar tudo em suspenso. cagalhões da CP...
Não só Teresa mas Ximena, Elvira, Henrique, Alberto, Fernão (quando pude ter a certeza de que ele gostava realmente de D. Teresa e que não era um mero homem maquiavélico a babar-se por títulos e terras) e mais umas quantas personagens, elas todas foram especiais. Gostei desta forma como foi fácil sentir empatia por elas e como fiquei a conhecer um pouco mais sobre o início da histórinha de Portugal, das nossas identidades lusitanas 🇵🇹😍
Super ansiosa para ler um próximo livro desta autora slaaay
🤝 apoiando negócios portugueses
17 reviews
March 21, 2022
O Livro é de fácil leitura mas tem muitas falhas a nível da vida quotidiana da época, no entanto os factos históricos estão todos lá.
D Teresa sempre foi uma personagem que me fascinou, e finalmente começa a ser valorizada.
Gostei!
Profile Image for Maria Ana.
112 reviews6 followers
August 19, 2015
O romance de D.Teresa é uma história de poder essencialmente. A determinação desta infanta e rainha é a descrição mais arrebatadora que consigo encontrar. Desde a infância que demonstra uma segurança de si própria incrível, e mesmo que a sua personalidade seja em parte ficcionada, creio que a autora conseguiu formular na perfeição um génio.
As tramas e as intrigas que retratam esta época são tão densas, complicadas, e emocionantes. O que mais me admirou foi a perspicácia de Teresa para sobreviver a todas elas, e ainda orgulhar-se de poder fomentar muitas delas. Toda a sua vida foi uma conjetura de “ e se…”, lutar contra Urraca, amar o pai, rever a mãe, cuidar de Alberto, criar um varão, tornar-se rainha, obter poder, orgulhar-se de ser D.Teresa.
Paira uma palavra que não consigo encontrar para descrever este livro, mas a sensação que obtenho de cada página é como se fosse uma força vertiginosa e arrebatadora que nos choca. Cada atitude, cada pensamento mais ousado e ambicioso que o outro, e por vezes uns vislumbres de uma mulher sensível, e querida, uma mãe cuidadosa, uma esposa amada, uma ninfa do Carucedo.
Destaco nesta história a minha simpatia para com Alberto, o fiel escudeiro, e mais tarde monge e cronista de Sahagún. Procurou retratar os episódios e intrigas da corte, sendo um braço direito de D.Teresa, e da mãe Ximena Moniz. Muito engraçado, o facto de no romance as duas irmãs, que se odiavam e amavam serem apelidadas de gémeas Urraca e Teresa por Alberto. Também Ximena Moniz me encantou. A proteção que desenvolveu em torno da filha fez-me admirar a sua persistência em garantir um lugar de honra para Teresa e o seu futuro. Sendo o único amor verdadeiro de Afonso VI, é representante da lenda na ninfa do Carucedo no Castelo de Urvel. Assim, Afonso, quando vê Teresa pela primeira vez pronúncia, olhando para os seus olhos verdes da ninfa, “ Teresa, filha minha”. Lamentei a falta de informação sobre Elvira, tão doce, sempre na sombra da irmã mais nova.
D.Teresa demonstrou-me que a história não era como eu pensava. Fez-me sentir que afinal a batalha de São Mamede teve algum sentido. Penso agora como é possível desacreditar uma personagem na nossa história, com o objetivo de favorecer o primeiro rei de Portugal. D.Teresa, rainha de Portugal foi é sem dúvida uma peça-chave. É a primeira pedra do nosso país, foi ela que com determinação, garra, unhas e dentes lutou por aquilo que queria, e demonstrou que “era Teresa, filha do rei Afonso VI e de Ximena Moniz, mulher de Henrique da Borgonha, senhora do condado portucalense. Que mais ninguém se atrevesse a fazê-la sentir menos do que era.”

Profile Image for J8J8.
95 reviews25 followers
May 26, 2020
3,5 estrelas tímidas e fraquinhas

D. Teresa não é, nem será, sem margem de dúvida, um dos meus livros favoritos de Stilwell. Sem dúvida, Inclita Geração ficar-me-a na lista dos preferidos desta autora. No entanto posso dizer que foi uma leitura agradável, rápida com capítulos curtos o que permite uma leitura fluída e sem grandes delongas.

Não sei dizer ao certo o que não me conquistou nesta leitura... Estou inclinada para a falta de base histórica própria duma época tão precoce na nossa história como explicação, algo que a própria autora se referiu nas notas. Talvez tenha sido a falta de documentação histórica e que levou indubitavelmente a uma maior ficção e criatividade da autora ao longo da narrativa em termos de enredos políticos, relações e etc que tornaram esta leitura um pouco mais fraca que outros livros sobre épocas mais tardias. Este não é um livro de detalhes, fora disso, relatos sobre costumes, roupa, intrigas e mesmo o diálogo de época estão ou praticamente ausentes ou são absolutamente inexistentes.

Ainda que tenha sido interessante ler e relembrar conceitos sobre a nossa história e conhecer novas "pessoas" envolvidas no decurso do desenvolvimento do nosso país, a sua construção e a construção das personagens mais familiares merecia um pouco mais de profundidade e trabalho. As personagens soaram quase superficiais, pouco dimensionais, birrentas com lutazinhas de nada, pouco importantes tal foi a falta de foco e de desenvolvimento de todo o livro. Gostaria sem dúvida de mais profundidade, mais desenvolvimento, mais força e carácter de pessoas que pautaram e começaram a nossa história, o nosso país. Não me parece que este livro lhes tenha feito justiça; como outros livros da mesma autora relativamente a outros elementos da nossa história e da história da Europa. Ligeiramente desapontada.
Profile Image for Tita.
2,201 reviews233 followers
January 12, 2016
Este é um romance histórico sobre D. Teresa, filha ilegítima de D. Afonso VI de Leão e Castela e de Ximena Moniz do Bierzo e mãe de D. Afonso Henriques.
Pouco sabia sobre D. Teresa, apenas que tinha sido mãe do nosso primeiro Rei D. Afonso Henriques e que as relações com a sua meia-irmã Urraca não eram as melhores, sendo que com este livro fiquei a conhecer melhor esta mulher.
No entanto, D.Teresa foi mais do que uma mulher ambiciosa que se desentendeu com o filho, mas uma mulher de fibra, que lutou pelos seus objectivos, tendo até sido reconhecida como Rainha pelo Papa Pascoal II (apesar de governar apenas o Condado Portucalense).
Algo que me continua a fazer um pouco de confusão, é a linguagem informal usada pela autora, pois não acredito muito, que nesta época, as personagens, mesmo as que têm um relacionamento mais íntimo se tratassem por tu.
A falta de descrição de personagens secundárias, também foi algo de estranhei. Não temos a presença individual de damas de companhia, cortesãos ou até mesmo criados, retratados com um nome, mas sim quase como uma "sombra" (não sei se me faço entender).
Houve uma personagem que me cativou, Alberto, o escudeiro e posteriormente monge. Mas também Elvira, a irmã de D.Teresa e que gostaria de ter sabido mais sobre ela.
Um livro cheio de intrigas e conflitos que tornam o livro, apesar do seu tamanho, fácil de ler. E que, comparativamente ao D.Maria II achei, que tinha menos cenas "domésticas" e familiares, focando-se um pouco mais na política e nas decisões, o que me agradou mais.
Profile Image for Mafalda Gomes.
6 reviews
August 31, 2015
De admirar a incrível pesquisa necessária para a escrita de um livro após todo o tempo e a História que decorreu entre a sua ação e o presente. Para mim, foi sem dúvida essencial para perceber um pouco da vida no Século XII, algo que os 12 anos de Escolaridade não permitiram.
Profile Image for Cintia Inácio.
75 reviews2 followers
September 2, 2015
Mais um livro fantástico sobre a nossa história, a história de Portugal. Adorei conhecer a mulher que sonhou com este novo reino. Uma escrita fantástica que nos prende, nos cativa e nos envolve na história das personagens. Lemos cada pagina com vontade, com anseio da proxima e nunca do final.
Profile Image for Rita De sousa.
102 reviews6 followers
July 9, 2015
Tudo que é historico eu gosto. Fartei-me de aprender. Acho que se nota o trabalho de investigação que me parece exaustivo. Achei a linguagem demasiado simples e pouco contextualizada.
Profile Image for Ines.
11 reviews
August 2, 2015
Excelente biografia de uma personagem feminina marcante da Historia Medieval Portuguesa... Excelente leitura. .. Adorei :)
Profile Image for Geek The World.
536 reviews6 followers
September 14, 2020
Conta a história de D. Teresa, da sua familia e ancestrais e tambem da sua luta pelo poder que lhe foi destinado.
Até que tivesse poder de decidir a sua vida, teria que aprender a ser uma dama da corte, aprimorar as artes da esgrima e da equitação, para que um dia pudesse ser considerada uma pessoa com imensos conhecimentos e capacidades.
Como o tempo muda e Teresa tem que decidir a sua vida ou deixá-la ao encargo da sua tia ou pai, para que eles decidam o seu futuro.
Teresa acabou por ficar com alguém que gosta e que mostrou determinação em ficar consigo.
A sua vida mudou muito ao longo do tempo, filhos nasceram, cresceram e tornaram-se boas pessoas para o reino, ela lutou pelo que era dela, do seu antepassado e conseguiu até certo ponto ter quase tudo a que tinha direito.
Um dia seria deposta do poder por alguém que seria melhor que ela, que a faria ver que não pode fazer uso dos outros para que tudo possam ter. O seu filho foi quem se opôs a ela e após um tempo deixou-a viver em liberdade, para que esta guerilha terminasse de uma vez.
Um livro emocionante sobre a mãe de D. Afonso Henriques, sobre a sua mãe e os seus filhos, que demonstra alguém que lutou pelo que diz ser dela.
Profile Image for Álvaro Athayde.
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August 13, 2015
Gostei muito desta obra básica e fundamentalmente porque resgata do esquecimento colectivo:

Primeiro
Três notabilíssimas Dominae, Urraca Fernandes de Zamora (*1033; †1101), Ximena Moniz do Bierzo (*1160; †1128) e Teresa Afonses de Portugal (*1080; †1130), tia avó paterna, avó materna e mãe, respectivamente, de Dom Afonso Henriques de Portugal (*1109; †1185).

Segundo
O mui pouco cristão Projecto Papocesarista de Dom Hugo de Cluny e seus discípulos.

No romance, quando se debatem e negoceiam os casamentos das Infantas Dona Elvira e Dona Teresa, filhas de Dona Ximena do Bierzo e de Dom Afonso VI de Leão, a Rainha Dona Urraca de Zamora, a primogénita de Fernando Magno, pai do rei e avô das infantas, consulta o Livro das Linhagens…

E é isso mesmo, consultar o Livro das Linhagens, que tem de fazer quem quiser compreender a época. Quem descende de quem? Quem é parente de quem?
Profile Image for Rute -Obsessões Literarias.
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July 29, 2020
Adoro ler romances históricos, pois permitem-me conhecer mais a nossa história, de forma simples e prazerosa.

Este livro dá-nos a oportunidade de viver de perto a luta pelo poder, as intrigas da corte e as decisões que ditaram a formação de Portugal.

Adorei o facto da autora ter abordado a luta pelo poder no feminino, e nos ter apresentado personagens complexas, fortes que usavam todas as suas armas para conseguirem o titulo de rainha.
Profile Image for Joana.
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October 21, 2015
Gostei bastante de conhecer esta personagem tão importante da História de Portugal. Adorei este livro e a forma como tudo está escrito, fazendo-me "entrar" completamente na época em questão e criar uma ligação emocional com as várias personagens. Adoro estórias de grande mulheres, adoro estórias de mães e de filhas e adoro aprender História com este tipo de livros.
Profile Image for Marta.
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August 15, 2021
Simplesmente espetacular. Foi o primeiro livro que li da Isabel Stilwell e foi determinante para me aventurar nos outros. Para quem adora história, não pode perder este livro e aconselho que este seja o primeiro a ser lido. Excelente forma de dar a conhecer ainda mais a história de Portugal e, sobretudo, todas estas mulheres emblemáticas.
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