Do mesmo autor de Cocaí A rota caipira, Cabeça Branca conta a história de fuga e captura de um dos maiores narcotraficantes da América Latina,
Cabeça Branca narra a captura do maior narcotraficante da história do Brasil, com conexões internacionais poderosas, considerado o Pablo Escobar brasileiro, agente circulador de milhões em mercadorias e em dinheiro no curso de três décadas. Apesar de ser considerado, pela Polícia Federal, um dos dez maiores narcotraficantes do mundo, pouco se sabia sobre Cabeça sujeito discreto, frio, invisível por muitos anos, foi capaz de se reinventar fisicamente — por meio de inúmeras plásticas — para fugir da polícia. Não por acaso, policiais, investigadores e jornalistas se referem a ele como O Fantasma.Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, já se destacava como personagem de Cocaí a rota caipira, livro de estreia de Allan de Abreu, também publicado pela Editora Record e que se tornou referência incontornável para quem deseja estudar o tráfico de drogas no Brasil (e mesmo na América Latina). Enquanto Cocaí A rota caipira, obra-prima da reportagem, faz uma radiografia corajosa do mercado de drogas no país, mostrando a ascensão e a queda dos grandes barões do pó e suas habilidades em despistar a polícia, Cabeça Branca foca na história do maior narcotraficante do país e na caçada que, depois de décadas de frustações, finalmente resultaria em sua prisão. É também o retrato de uma era do crime organizado no Brasil.
O livro conta muitas histórias de casos policias com muitos detalhes. A cada capítulo são vários nomes, seus respectivos apelidos, datas e locais diferentes que são introduzidos - o que é bom pela quantidade de detalhes para um livro de pesquisa, mas é ruim como narrativa pois é impossível de se memorizar ou de relacionar uma história de dois parágrafos anteriores à história principal.
2,5 ⭐ Como objeto de pesquisa, é uma obra bem complexa. Quem não faz ideia de quem foi o Cabeça Branca vai entender tudo, desde quem era o cara até como funcionava o esquema e como ele se "mantinha escondido" da polícia. Mas, como narrativa, o livro é no mínimo chato, por falta de uma palavra melhor. O autor não cria conexão com o que está sendo contado, e o texto acaba ficando meio apático. Pra ficar mais claro, parece que ele só pegou os autos do processo e deixou mais acessível pra leitura. Ok, isso torna o livro rico em informação, mas quando a gente leva essa obra pro lado do true crime, que é basicamente olhar pelas lentes do entretenimento, acho que faltou um cuidado maior na parte narrativa. Do jeito que ficou, a leitura acaba sendo cansativa.
Esse livro nos mostra como a corrupção, lavagem de dinheiro está enraizada em nossa história e que por vezes é tratada como "normal". Luis Carlos da Rocha começou no mundo do crime logo cedo, era negócio de família, iniciou no tráfico do ouro verde, ou melhor dizendo café, e de whisky, desde sempre ostentando, mas nem tanto para não chamar tanta atenção, viu? Esta obra reflete as várias faces do mundo, que não é só no Brasil que se tem problemas, que é em tudo quanto é local, que se o narcotráfico quiser exportar para x país, ele conseguirá. Revoltante por ver o tanto de corrupção rolando solta entre políticos daqui, de fora, da polícia que aceita propina pra ficar quieta e passar a mão na cabeça dos "grandalhões".
É uma história interessante, mas como vários reviews também achei mais uma coleção de casos sem muita fluidez do que uma jornada investigativa.
Conheci o autor e a história pelo podcast Escafrando e talvez pelo formato narrado e com inserções de entrevistas, audios e etc, fiquei com muita expectativa pelo livro.