O quarto livro de Igor Pires, autor da série best-seller Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente
O autor nacional de ficção mais lido em 2020, Igor Pires lança o quarto livro da série Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente. Em Todas as coisas que eu te escreveria se pudesse, Igor fala sobre amor, amar e deixar ir, ser intenso e abraçar a sua intensidade. Sobre dizer e sentir tudo sem gaguejar. Sobre enfrentar a dor e aceitar que a cura é um processo contínuo, imprevisível, não-linear.
Escrita durante a pandemia, a obra é uma coleção de textos poéticos sobre todas as impressões que ficam quando alguém vai embora – ainda que esse alguém seja você mesmo. Além de toda a poesia e sensibilidade características do autor, o livro traz as coloridas ilustrações – que flertam com o surreal – de Jônatas Moreira.
fico meio triste de dizer isso, mas não gostei. não me identifiquei com os textos e eles se tornaram muito repetitivos ao meu ver. amo o igor, amo sua escrita, amo o seu jeito de pensar, mas nesse não deu :(
um trecho que me cativou:
"o que seria do mundo sem as pessoas que amam? o que seria do mundo sem as pessoas que gritam pelo direito de amar, e por isso rasgam papéis, manifestam-se nas ruas, usam o como política."
Este livro é maravilhoso, não só nos conteúdos, como também na forma poética como está escrito. Faz-nos refletir sobre como lidar com a perda, a ausência - dos outros ou de nós próprios. Os textos são reflexões acerca de quem deixa, de quem é deixado e do que custa reerguer-se depois do desgosto e voltar a abraçar a vida. Muito bonito, intimista, bem escrito.
Difícil escrever e falar sobre a dor do outro. Esse livro acabou - pra mim - sendo muito repetitivo, o que ate se tornou um pouco triste porque deu pra perceber o quanto o autor ficou ferido com o termino desse relacionamento. Mas achei todos os textos muito repetitivos, muito melancólicos, e muito monotemáticos. Claro que ele estava livre pra se expressar, e faz isso muito lindamente, mas chegou num ponto que fiquei “ok, ja entendi que essa pessoa partiu seu coração, e agora, não vai reagir?”. Leitura ficou cansativa. Mas de novo, quem sou eu pra julgar a dor do outro, o importante é botar pra fora.
Não consegui nem terminar! Depois de ter lido todas as quatro obras dele, digo com total certeza: Nenhum livro feito após o primeiro foi bem feito. O segundo chega a ser relativamente bom em alguns momentos, mas de resto todos soam iguais, são repetitivos. Esse agora teve uns textos interessantes, mas logo vinha um milhão de textos chatos e impiedosamente repetitivos falando sobre terminos e ex-namorados. Senti falta de abordar temas além disso. Não irei comprar nenhum lançamento do Igor por sentir que a partir do primeiro livro, tudo se repete. TCD 4, eu li mais de 250 páginas e senti-me angustiado em 90% dessa jornada.
Gosto muito de poesia porque sinto que é um gênero que carrega muito sinceridade. Acabei de terminar a leitura e sinto que conheço muito dos traços da personalidade do autor. Certamente, esse é um dos livro do Igor que eu mais gostei, apenas sinto que o livro poderia ser um pouco menor. Chegando no final, comecei a achar alguns versos bastante repetitivos, fora isso, gostei bastante num geral.
Um livro de poesia destinado ao processo de superação e reflexão do autor, pós-término de relacionamento em época de pandemia. Senti que o livro era um convite repetitivo para assistir o autor reviver memórias e momentos, porém, sob uma ótica por vezes ácida, por vezes cruamente visceral e por vezes apenas grosseira. O excesso de lamúria me desprendeu constantemente da leitura.
“tento acompanhar o ritmo com que meus pensamentos correm pro futuro, mas permaneço no presente, com o corpo exausto de tanto existir em lugares imaginários. meus olhos procuram vidas em situações que só existem na minha cabeça”
“te escreveria todas as coisas se pudesse mas escrevê-las seria voltar a acreditar que eu te amei um dia e não quero crer que cavei um buraco tão fundo e mergulhei tão desprotegido em alguém que não se emociona.”
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gosto dos livros do igor porque sempre encontro algo que eu nunca disse, mas que senti em algum momento, ou um sentimento perdido em meio ao caos, é muito bom ter um sentimento seu na palma da mão.
Esse é um livro de poemas que emerge de um período de intensa dificuldade vivido pelo autor. A obra, que se conecta com a sensibilidade já conhecida de Pires em "Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente" e "Seus cruéis multiespectrais", mergulha nas profundezas das emoções humanas. O próprio livro, em seu design, parece refletir essa essência, com um detalhe sutil de uma caneta na capa de trás, sugerindo a própria ferramenta da escrita como um elemento central na expressão dessas "coisas" não ditas. A coletânea de poemas aborda predominantemente temas relacionados a relacionamentos, em especial o seu término e as complexas camadas emocionais que se desdobram a partir dele. A dor da perda, a persistência das lembranças e a árdua jornada da superação são exploradas com crueza e sensibilidade. A dualidade entre o amor e a desilusão permeia os versos, evidenciando a crença no sentimento apesar das feridas causadas pelas experiências vividas. A solidão que se instala após o fim e a espera, muitas vezes infrutífera, por algo ou alguém que retorne são sentimentos latentes que ressoam ao longo do livro. No entanto, a obra não se limita apenas à dor. Há um forte movimento em direção à cura e ao recomeço. Os poemas traçam a difícil, mas necessária, trajetória de se reerguer após a queda. Eles incentivam o autoconhecimento e a descoberta da própria força interior, a capacidade de se amar e se cuidar mesmo quando o mundo exterior parece desmoronar. A natureza e o universo surgem como elementos poéticos, com estrelas e o mar servindo como metáforas para os sentimentos humanos e a própria existência. Embora o foco principal seja nas relações interpessoais e nas emoções individuais, o livro também toca em questões mais amplas, como em um poema que faz referência ao Brasil, abordando um contexto de dificuldade e, simultaneamente, expressando a esperança por um futuro melhor. A tristeza é encarada de frente, não como algo a ser evitado, mas sim como algo a ser respeitado e observado em seu processo de dissolução. Em suma, essa é uma obra poética que se nutre da vulnerabilidade e da força, explorando as complexidades do amor, da perda, da solidão e da cura, oferecendo um olhar introspectivo e, por vezes, esperançoso sobre a experiência humana.