Aurélia é a filha perfeita — mas este casulo não aguentará muito tempo.
De família conservadora, cresceu ensinada a servir e louvar. Tudo fora do casulo cristão forjado ao seu redor foi considerado o mal caminho. Tão abençoada que, em seu aniversário de 16 anos, recebeu uma graça condizente com sua perfeiçã borboletas começaram a segui-la para todos os lugares, transformando a menina tímida na garota mais badalada de toda escola — talvez da cidade —, mas não sem um custo. Agora, a garota antes tão perfeita, começa a rasgar a fina crisálida que a separava dos prazeres mundanos, sendo devorada pelas mudanças e transgressões das borboletas cada vez mais grudadas ao seu corpo.
Qual será o destino da filha perfeita quando ela se liberta da falsa perfeição?
"Um conto sobre a crisálida mais difícil de aquela que nos é imposta." — Delson Neto, autor de Diário Simulado.
"Crisálida é um chamado para uma sociedade que necessita bater as asas para longe das raízes da intolerância e do fundamentalismo." — Victor Marques, autor de Bellefort (semifinalista do III Prêmio ABERST).
"Tão perturbador quanto Junji Ito, Crisálida transformará a sua forma de ver o terror." — Thai Hossmann, vencedora do The Wattys 2019 e fundadora da Associação Boreal.
Simples e profundo, ótimo conto com críticas necessárias, principalmente na nossa sociedade atual, onde o cristianismo vêm tomando crescente influência, principalmente nas mídias. A liberdade feminina e o culto cristão são opostos extremos.
errr, não entendi o contexto desse livro durante a leitura. consegui pegar um pouco do que o autor teve a intenção de abordar apenas quando li o posfácio e mesmo assim, não ficou claro.
é nítido que a forma que o escritor escreveu a narrativa puxou pra uma crítica social, mas na minha experiência, senti que várias pontas soltas se manteram soltas ao decorrer do livro, tendo como exemplo a simbologia das borboletas.
o livro é pesado, com partes sensíveis, e não creio que o autor tenha conseguido, realmente, passar a mensagem que queria.
a narrativa é fluída, e te faz ter vontade de continuar, mas com o sentimento de “será que em algum momento, isso vai chegar em algum lugar?”
por ser um breve conto, de 26 páginas, acreditava que o final seria claro, ou que pelo menos um desfecho “ok” seria posto, mas a única coisa que aconteceu foi me deixar mais confusa ainda.
ao começar esse conto, jurava que seria uma metáfora onde a menina se tornaria uma borboleta no final, representando sua evolução e seria bem batido e clichê se isso acontecesse... e não aconteceu.
crisálida nos coloca dentro da cabeça de uma adolescente na puberdade que está descobrindo sobre desejo, sexualidade, prazer e sobre a visão da sociedade e do cristianismo sobre tudo isso e todo o terror psicológico que vem com essa pressão de agradar Deus (e seus seguidores)
achei o conto uma ótima ferramenta para se refletir a respeito das consequências em se reprimir alguém em nome da religião
é um conto bom, mas a cena de estupro com o garoto no final tira toda a empatia criada pela protagonista. O autor poderia ter deixado a crítica pesada e no tom que estava desde o começo sem esse final e o conto seria favoritado por mim
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a proposta do conto é muito interessante, mas realmente a parte que me fez ficar decepcionada foi a última cena. eu até compreendi a ideia de falar sobre sexualidade e realmente expor a personagem principal a essas ideias, mas a última cena realmente foi bem forte. ao meu ver, não havia necessidade dela. e mesmo que essa cena fosse tão importante para a narrativa, que fosse realmente tratada como ela é: um estupro. me pareceu uma cena em que o autor simplesmente colocou pra chocar, mas acredito que há maneiras melhores de abordar uma cena como essa, mesmo com tom de crítica.