Novamente, me admira muito a memória de Márcio Borges. Claro que ele deve ter florido algo, mas com suas palavras, nos fez acreditar em cada instante.
O amor... o encontro de almas gêmeas. É isso que vejo entre ele e Milton. O amor mais bonito do mundo. O amor amigo. A amizade. Quem me dera, alguém escrever com tanta sutileza algo sobre mim, ou eu, que também escrevo poesias e músicas avulsas, algum dia, escrever sobre alguém, tão bem assim.
Muitas vezes, farei das palavras de Márcio as minhas. Nunca me identifiquei tanto com uma pessoa que nunca vi e muito povavelmente nunca irei. Desde os ideais, até as características pela pessoa que muito já sofri. Sem contar a faculdade, que infelizmente, pela época tenebrosa em que viveu, não pode completar. Eu, com meus 18 anos, ainda espero cursar Ciências sociais e espero também, escrever tão bem quanto ele. Suas músicas, suas letras, mudaram minha vida. A forma como olhava a vida e como passei a olhar depois de conhecer as obras (que são tantas, precisarei de muitos outros anos pra conhecer no mínimo 80%. Posso dizer que devo conhecer pelo menos 50%. Já era fã de Milton e de Clube da Esquina antes do livro. Rs) Esse grupo, esse álbum. Eu espero, de coração, que muitas gerações os escutem. Eu preciso que as gerações que já estão aqui e as que estão por vir escutem-os. Não sei mais o que dizer. Apenas agradecer, por compartilhar conosco, uma história entre várias nesse Brasil. E agradecer, ao seu olhar pelo mundo. E o que fez da palavras com uma caneta num papel.