Durante a primeira invasão francesa, a possível vinda de Napoleão a Portugal, após a fuga de Dom João VI para o Brasil, precipita uma grave crise no casamento de Ana e Miguel, que leva à morte da primeira. Crime ou suicídio? Tal como a nação portuguesa, Ana e Miguel sofreram uma provação terrível, pois ele apoiava os ingleses e ela foi amante de vários franceses. Considerada uma traidora à pátria, terá Ana sido morta por um patriota ou será Miguel, o marido enganado, o principal suspeito, como acusa o general Galopim, pai de Ana?
Em setembro de 1808 e após a derrota dos exércitos de Napoleão na batalha do Vimeiro, o general Junot já deixou Lisboa, mas Miguel descobre que Ana planeava fugir para França, acompanhando a sua grande amiga, a Condessa da Ega, e o seu secreto amante francês.
Terá Ana amado o sanguinário general Loison, o célebre Maneta? Terá sido enfeitiçada por um vergonhoso ladrão de igrejas como o general Kellerman? Ter-se-á deslumbrado com o sanguinário Príncipe de Salm, a quem poucos viram a cara? Ou apaixonou-se por Junot, o excêntrico Duque de Abrantes, cuja ambição era ser rei de Portugal
Domingos Freitas do Amaral nasceu a 12 de Outubro de 1967, em Lisboa. Depois de se ter formado em Economia, pela Universidade Católica Portuguesa, e de ter feito um mestrado em Relações Internacionais, na Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque, decidiu seguir a sua carreira como jornalista. Actualmente, é o director da revista Maxmen, desde o seu lançamento, em Março de 2001. Colabora também com o Diário Económico e a revista Grazia. Antes, trabalhou no jornal O Independente durante 11 anos, além de ter colaborado com outras publicações, como o Diário de Notícias, Grande Reportagem, City, Invista e Fortuna. Colaborou também com a Rádio Comercial e com a SIC. É casado, tem dois filhos - uma rapariga e um rapaz - e vive em Lisboa. Enquanto Salazar dormia...(2006) é o seu quarto livro de ficção publicado pela Casa das Letras, depois de Amor à Primeira Vista (1998), O Fanático do Sushi (2000) e Os Cavaleiros de São João Baptista (2004). Fonte:Webboom
Não é mau, mas esperava mais de quem escreveu Assim Nasceu Portugal.. Fiquei na dúvida se vale a pena comprar a continuação da história..
P.S.: "Malhar" deve ser a palavra mais frequente do livro, a seguir ao nome das personagens.. Não sei qual a intenção do autor, mas duvido que as pessoas do século XIX só falassem em "malhar".. Uma desilusão.
São 1:11 da manhã e não descansei enquanto não acabei a mais recente obra do Domingos Amaral, autor que aprecio muito e cujos livros já tive o prazer de ler todos. E esta não fica atrás! Sobretudo no final! O suspense era imenso e não podia deixar para amanhã o que queria descobrir hoje 😁 de leitura fácil, Domingos Amaral a ser fiel à sua forma de narrar episódios da história de Portugal! Desta vez viajamos até à invasão de Junot, sobre comando de Napoleão, do reino Português! Confesso que não me apaixonei pelas personagens! Mas sim pela história! Daí as 4 estrelas! E houve de facto episódios que me arrepiavam! Mas não deixa de ser um livro de agradável leitura! Venha o próximo 😀
Este livro, que é meramente um Romance e Pseudo-Policial, ainda que escrito de forma simples e rápida de acompanhar, ficou aquém das minhas expectativas. Quando leio um Romance Histórico espero que, simultaneamente à história ficcional e romanceada, sejam adicionados factos históricos singulares da época que é retratada. Infelizmente, a meu ver, esse objetivo é falhado na sua totalidade, sendo que a tentativa de policial histórico acaba por descaracterizar mais a história e o livro. De todo o modo, admito que está minha classificação se deva meramente à minha expectativa.
OH sim para quem for ha procura de uma historia como o que se encontra em assim nasceu Portugal sai desiludir. Mas esta paródia da saída dos franceses de Portugal e de quanto corrupta estava a sociedade nesse tempo
Romance histórico de leitura demasiado fácil e simples. tendo ficado aquém das minhas expectativas. Gostaria de ter lido mais factos históricos acerca da primeira invasão francesa.
Tem um princípio muito confuso, muito repetitivo e não se percebe bem o propósito da história. Só a meio se começa a perceber melhor. Ainda assim, deste autor estava à espera de muito melhor.
Estava com tantas expectativas! Um romance histórico passado em Portugal não se encontra todos os dias! Ainda para mais um que não se foque tanto na componente de romance. Penso neste livro como um Mistério Histórico, em que temos uma morte suspeita para resolver, num contexto histórico interessante.
Primeiramente, do que gostei: - Ser um livro português, sobre personalidades portuguesas; - Não cair no estereótipo de Romance Histórico a que estamos habituados; - Estar construído com esmero, desde páginas grossas a letra com tamanho decente.
Dito isto, vamos falar do que não gostei: - Da fórmula prosaica do autor que, salvo escassas exceções, escreve parágrafo-fala-parágrafo-fala ad infinitum; - Da quantidade absurda de vezes em que são utilizadas variações de "malhar nela"; - Do facto de não haver uma personagem feminina que tenha uma personalidade - e de quase todas as personagens (femininas ou masculinas) serem caricaturas; - Dos momentos em que o autor, pela voz de Miguel, defende #posiçõesfeministas e #igualdadedegénero para três linhas a seguir, e ainda pela mesma boca, defender o oposto.
Portanto, recomendo esta obra? Nem por isso. Vou ler mais algum livro do autor? Provavelmente também não.
Mas é ainda mais violentamente anti-Juliana de Almeida e Oyenhausen, Condessa de Ega, e anti-Carlota Joaquina de Bourbon, Infanta de Espanha, e Rainha Consorte do Reino de Portugal, depois do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, ainda depois Reino de Portugal e Algarves e, finalmente, Imperatriz titular do Brasil.
Embora a intriga se centre em Lisboa e no curto e debochado reinado de El Rei Junot, descreve, embora com alguns erros, a Primeira Invasão Francesa de Portugal.
“Mas o anfitrião está possuído por uma ira colossal contra a mulher, o sogro, o médico francês, os generais Junot e Kellerman. Toda aquela gente lhe parece rasca, mesquinha, traiçoeira e false. À sua volta, só vê torpezas, aldrabices e desgraças. É como se o seu mundo estivesse dominado por forças do mal, demónios vorazes trazidos pela invasão de Portugal pelos franceses, que lhe destruiu a vida! A família, o casamento, a fortuna, tudo ruiu em dez meses. - Fui encornado, roubado, aldrabado e humilhado! – grita Miguel.”
“A memória é uma bruxa e as nossas recordações são os feitiços que nos lança”
“os homens ou colecionavam mulheres ou eram duvidosos”
“E também nasceram heróis portugueses, os frades de hábito branco. Todos usavam sotaina e um deles ficou tão famoso que até o Maneta o temia. Frei António cantava o Bendito e tinha uma pontaria admirável. Tiro a tiro, abateu dezenas de franceses e, após cada disparo, limpava os óculos, que carregava no alto do seu afilado nariz. Ascendeu a lenda, sobretudo quando o povo descobriu que se vingava da matança da família, meses antes, em Castelo Branco.”
“O lema da Condessa da Ega sempre foi impressionar o mundo, obrigando-o a falar dela. Ambiciona ser a protagonista nos salões, nos bailes ou nas paradas. Portanto, uma fuga à polícia não é motivo de medo, mas sim uma garantia de que entrará nos livros de história. Sobre a Ega, todos vão escrever, costuma dizer.”
Nunca li um livro de Domingos Amaral que me desiludisse tanto.
Napoleão Vem Aí pretende ser um romance histórico, mas o que tirei daqui foi apenas uma espécie de romance virado para o erotismo que em nada me agradou. Ana e Miguel são os protagonistas desta nova história criada por Domingos Amaral. Após a fuga de D. João VI para o Brasil devido às invasões francesas, surge uma grave crise no casamento deste jovem casal, que acabará com a morte de Ana, levantando suspeitas de homicídio.
Se Miguel era forte apoiante dos portugueses, Ana colocou-se do lado dos invasores, levantando suspeitas de que terá sido uma das muitas amantes de Junot, trazendo uma crise profunda na relação matrimonial. Ana acabaria por ficar "fraca de espírito" e andava a ser seguida por uma médico francês, a quem confiava toda a sua existência.
Este livro tinha tudo para dar certo, não fosse a escrita simplista e a história ter sido levada mais para a parte amorosa e sexual dos intervenientes.
4* apenas pela história e a sua condução interessante! Não posso dizer que a história não seja boa, que o é, mas, ao contrário de todas as outras, não me encantei pelos personagens! O final foi bom, tal como o Domingos já nos habituou, mas não sei, faltou qualquer coisa... Foi, até agora, o livro que menos gostei do autor e que deixou pouco entusiasmo para iniciar a sequela.