«Por ser un inmenso espacio de libertad donde se puede decir todo, bordear el mal, narrar el horror, liberarse de las reglas de la moral y del decoro, la literatura es hoy más necesaria que nunca. Añade complejidad y ambigüedad a un mundo que las rechaza.»
Así ocurre en los seis textos que conforman El diablo está en los detalles ―entre los que encontraremos relatos a la manera de Chéjov o apasionadas elegías a la lectura― y también en el esclarecedor diálogo que la autora mantiene con Éric Fottorino en Así escribo, que aporta las claves de su universo narrativo y reflexiones sobre las dificultades a las que aún deben enfrentarse las escritoras. Voz consagrada de las letras francesas, Leila Slimani hace gala en estas páginas de una afiladísima lucidez y una sutileza capaces de derribar prejuicios y desmontar clichés.
Leïla Slimani is a French writer and journalist of Moroccan ancestry. In 2016 she was awarded the Prix Goncourt for her novel Chanson douce.
Slimani was born in Rabat, Morocco and studied later political science and media studies in Paris. After that she temporarily considered a career as an actress and began to work as a journalist for the magazine Jeune Afrique. In 2014 she published her first novel Dans le jardin de l’ogre, which two years later was followed by the psychological thriller Chanson douce. The latter quickly turned into a bestseller with over 450,000 copies printed within a year even before the book was awarded the Prix Goncourt.
Apesar de não ter grande interesse nos livros da Elena Ferrante do Magrebe, tendo lido e apreciado “Canção Doce” e desistido de “O Jardim do Ogre”, acho muito certeira a expressão “O Diabo está nos detalhes” (juntamente com “Mãos ociosas, oficina do diabo”, para quem tem muito tempo livre para fazer idiotices), pelo que não resisti a espreitar esta compilação que inclui uma miscelânea de textos, dois contos, uma entrevista com o pomposo título à la “Porque Escrevo” de Orwell e um poema pueril (Frase, enter, frase, enter), composto a propósito do lançamento do último volume da trilogia “O País dos Outros”. Como diz a malta de agora, tenho tantos “bifes” com esta obra, que nem sei por onde começar… Mas comecemos pelo embate inicial, o anacronismo. Na nota introdutória, escrita pelo fundador do semanário “Le 1”, Éric Fottorino refere-se a Leila Slimani como “jovem autora”. Ora, neste momento, a autora conta com 44 anos. Já sabemos que os 40 são os novos 30 e por aí adiante, mas apesar da crescente infantilização dos cidadãos, para mim, deixa-se de ser jovem quando expira o Cartão Jovem - na minha geração, mais propriamente aos 28 anos. Percebe-se em parte a incongruência quando nos damos conta de que “O Diabo está nos detalhes” foi publicado originalmente em França em 2017, reunindo artigos escritos em anos anteriores para o “Le 1”, além de uma entrevista altamente promocional conduzida pelo fundador desse jornal. Na ânsia de capitalizar a fama de Slimani em 2026, a editora portuguesa crê que é pertinente repescar, por exemplo, um texto de 2015, a propósito do atentado terrorista à redacção do “Charlie Hebdo”. Que interesse temos nós, portugueses, actualmente nessa tragédia? Depois de terem retirado o #JeSuisCharlie do vosso mural do Facebook, quantas vezes já pensaram no sucedido? A estes sucedem-se outros artigos da mesma altura em que a escritora aborda o islamismo e o fundamentalismo com um populismo irritante e a profundidade de uma colher de servir. Apesar de ter vivido em Marrocos até aos 17 anos, no seio de uma família laica e francófila, os seus comentários sobre o extremismo religioso são tão estéreis como os meus, que sempre vivi neste meu cantinho abençoado de Portugal. Além destas crónicas, o livro inclui também contos “ao estilo de Tchékhov”. Se uma revista me convidasse para escrever um poema (não vai acontecer, só escrevi um poema em toda a minha vida porque era TPC no 9º ano), e eu respondesse que, então, ia escrever um poema ao estilo de Fernando Pessoa, quem não pensaria “presunção e água benta”? Pois que Slimani, que em 2014 tinha publicado a prolífica quantidade de um livro e até há pouco tempo tinha tido como profissão o jornalismo, tem essa pretensão, porque afinal ela sabe, como meio mundo, que uma arma que apareça no início de uma obra terá de ser usada posteriormente. É na entrevista “Assim Escrevo” que Slimani explica essa sua intenção, bem como um chorrilho de outras banalidades, um ano após ter recebido o Prémio Goncourt por “Canção Doce”, ainda que Éric Fottorino refira dois anos e meio, não sei exactamente com que máquina de calcular. 2017-2016= ? Através desta conversa entre chefe e colaboradora, fiquei a saber que além de atribuir uma citação às pessoas erradas, alterando a narrativa a seu bel-prazer, Slimani gosta de citar Virginia Woolf, (noblesse oblige) no que toca a “um quarto só seu”, mas, como parece ter uma total falta de consciência de classe no seu discurso, esquece a parte da necessidade das “500 libras anuais”. Demitires-te do teu emprego para escrever e contratares uma ama para vir cuidar do teu filho não é um feito permitido a qualquer uma. Numa recensão atípica pela ausência das habituais citações, concluo com a única que considero digna nesta colagem de 100 páginas, até porque explica de forma prática um conceito que sei que muita gente ainda não compreende.
A meu ver, o que é interessante em Simone de Beauvoir é que ela modificou completamente a perspetiva. Ela tem toda a razão em dizer “tornamo-nos mulher”, porque é o mundo que faz de nós mulheres. A rua faz de nós mulheres, apanhar o metro à noite faz de nós mulheres. Portanto, mesmo que não queiramos, tornamo-nos mulheres, porque a sociedade assim nos impõe.
O Diabo Está nos Detalhes reúne seis textos escritos por Leïla Slimani para o jornal Le 1 desde 2014, complementados por uma entrevista realizada em Paris, a 25 de janeiro de 2017, por Éric Fottorino, bem como por perguntas do público.
Ao longo destas páginas, a autora reflete sobre literatura, leitura, identidade, condição feminina, cultura muçulmana e alguns acontecimentos marcantes da sociedade francesa da época, incluindo os debates em torno do fundamentalismo religioso após o atentado ao Charlie Hebdo. É também um livro onde encontramos uma Leïla Slimani muito interventiva, defensora da liberdade de expressão e dos direitos das mulheres.
Gostei dos textos relacionados com a cultura muçulmana. Também apreciei as reflexões sobre a literatura e o papel da leitura na construção da identidade. Destaco passagens como:
«Os romances talvez não mudem o mundo, mas modificam substancialmente a visão que temos dele.»
e
«Por ser um espaço imenso de liberdade, onde podemos dizer tudo, onde podemos conviver com o mal, narrar o horror, libertarmo-nos das regras da moral e da etiqueta, a literatura é mais do que nunca necessária.»
No entanto, esta foi uma leitura que me pareceu algo morna. A escrita é fluida, simples e agradável, mas senti que muitas das ideias apresentadas já me eram familiares. Talvez porque os textos foram escritos há mais de uma década, talvez porque Leïla Slimani se tornou entretanto uma autora amplamente conhecida e já desenvolveu estes temas noutras obras e entrevistas.
Concordei com grande parte das reflexões, mas raramente fui surpreendida por elas. Uma das afirmações que mais me levou a refletir foi a ideia de que «uma mulher que lê é uma mulher que se emancipa». Embora compreenda o que a autora pretende transmitir, vejo a leitura mais como uma ferramenta de emancipação do que como uma garantia dela. A leitura pode abrir caminhos para a liberdade intelectual, emocional e cultural, mas não basta, por si só, para emancipar alguém.
Curiosamente, uma das ideias defendidas por Slimani é que gosta de livros que perturbam o leitor e o fazem sentir que alguma coisa mudou depois da última página. Foi precisamente isso que senti faltar nesta obra. Não porque os textos sejam maus ou desinteressantes, mas porque poucas vezes me desafiaram ou me ofereceram uma perspetiva verdadeiramente nova.
"Não tento distrair nem instalar os leitores numa posição confortável, porque, como leitora, não é isso que aprecio na literatura. Adoro, quando fecho um livro, sentir-me quase que mal, ou pelo menos perturbada. Ter a sensação de que mudou alguma coisa. Portanto, é isso que procuro quando escrevo."
A sua defesa da liberdade, a sua oposição ao fundamentalismo e a sua voz em favor das mulheres são, para mim, alguns dos aspetos mais fortes deste livro.
Um livro sobre mulheres e a criação literária. Não somente. O papel social da mulher e a literatura, o conservadorismo e o fanatismo, o preconceito e a intolerância. A violência. Não é um romance. Textos de opinião, ensaio e entrevista. Um pequeno livro com uma escrita claríssima e pungente. Muito bom.
Surpreende me que não tenha gostado da escrita. Vá, leio sobre a autora antes mesmo de ter lido a sua obra, já que queria ler algo pequeno dela antes de me aventurar na trilogia… mesmo assim, achei os textos curtos honestamente maus. “Maus” no sentido que só me pareciam crónicas da piça do expresso de algum comentador
Il serait futile de tenter de trouver des mots pour évoquer la puissance de l’écriture de Leïla Slimani et de ses textes, à l’image de la personne qu’elle est et des messages qu’elle porte. Ce recueil de textes fut une claque. J’ai ressenti chacun des mots au plus profond de mon coeur et n’ai pas pu m’empêcher d’être émue aux larmes.
Os romances talvez não mudem o mundo, mas modificam substancialmente a visão que temos dele.
Leïla Slimani é mestre em dissecar as contradições da sociedade moderna e as pequenas hipocrisias que definem o nosso tempo. Neste livro, que contém contos, pensamentos e texto em formato entrevista, a autora explora também o seu processo criativo e a sua relação com a leitura e a escrita, o espaço que considera ser de absoluta liberdade. Embora com premissas diferentes, achei que este livro tem algo de O perfume das flores à noite.
Devo dizer que me enamorei com a escrita de Leïla Slimani logo no primeiro livro que li da autora, Canção Doce, livro que diz tanto sobre a nossa sociedade e que considero uma preciosidade. Um trono difícil de destronar. Talvez por isso este não seja mesmo as cinco estrelas que lhe dei, mas estará muito perto.
As mulheres podem ter tudo, podem fazer tudo? Mas essa pergunta, na realidade, é uma pergunta de homem. Se não partíssemos do princípio de que as mulheres devem tratar dos filhos e das tarefas domésticas, não faríamos a pergunta se elas podem ter tudo, uma vez que não fazemos a pergunta se os homens podem ter tudo.
Mas eu própria senti que a liberatura me mudou e tenho plena consciência de que, se não fosse a leitora que sou, não seria a pessoa que sou.
Só tenho uma coisa a dizer aos bárbaros, aos terroristas, aos fundamentalistas de todas as espécies: odeio-vos. Temos o dever de ser íntegros, de ter garra. (...) Como explicar aos nossos filhos que combatemos os bárbaros enquanto nos aliamos a pessoas que crucificam os adversários e lapidam as mulheres? Como explicar-lhes que somos assassinados pelos nossos valores de liberdade, feminismo, tolerância, amor à vida humana, quando nós próprios nos mostrados incapazes de defender esses valores?
Vignettes of daily life, thoughts of wise old men and hopes and dreams of Leila Slimani. This book is so easy to read in French. It would be an excellent choice for anyone to 'polish their French skills'. Reading time: 2 hrs ...tops. Time to read one of Slimani's prize winning books.
Die Essays sind ja recht interessant. Aber das war's leider auch schon. Die 6 wirklich sehr sehr kurzen Essays in ein Buch zu packen und das für 8 Euro zu verkaufen - ne, sorry, da wollte ein Verlag mit der Beliebtheit einer Autorin einfach nur Geld machen.
Die Texte an sich waren für mich jetzt auch nicht das beste, was ich je zum Thema las. Ein paar Gedanken konnte ich mitnehmen, aber alles in allem nichts Besonderes.
Nur sechs kurze Texte enthält der Sammelband „Warum so viel Hass?“ der französisch-marokkanischen Schriftstellerin und Journalistin Leïla Slimani. Alle sind in der Wochenzeitschrift „Le 1“ erschienen, in der gesellschaftspolitische Fragen unserer Zeit diskutiert werden. Entsprechend thematisiert sie Rassismus, Hass, das Aufwachsen in einer fremden Kultur, die Rolle von Literatur in der Gesellschaft und immer wieder sind Religion und Fundamentalismus Dinge, die sie bewegen und wütend machen. In einem muslimischen Land aufgewachsen hat sie in Frankreich eine völlig neue Art von Freiheit entdeckt, die man ihr aus ihrer fernen Heimat heute zum Vorwurf macht und für die man sie verurteilt. Ganz persönlich ist sie oftmals betroffen und das merkt man auch ihren Essays an, die voller Emotionen stecken und dennoch scharfsinnig reflektiert sind.
Vor allem die Anschläge auf Charlie Hebdo und das Bataclan haben bei Leïla Slimani Spuren hinterlassen. Sie als Wandlerin und Vermittlerin zwischen den Kulturen ist betroffen und getroffen als wenn sie selbst unmittelbar zum Opfer geworden wäre. Scharf verurteilt sie die Anschläge, sucht aber auch nach Erklärungen und Ursachen. Eine liegt ganz sicher in patriarchalen Unterdrückungssystemen:
„Alle arabischen Diktatoren wissen es nur zu gut: Wer den Menschen Zugang zu Bildung verschafft, riskiert, dass sie ihn stürzen. Und dass sie eines Tages, mit einem Stift in der Hand, aufmarschieren.”
Die Welt ist aber nicht einfach schwarz und weiß oder gut und böse. Die westlichen Freiheiten werden erkauft durch Zugeständnisse an diejenigen, die diese auch bedrohen und damit wird Unterdrückung in diesen Ländern wiederum gefördert und toleriert. Diesen Widerspruch muss man aushalten oder bekämpfen.
Doch wer ist es, der offen den Finger erheben und das Wort ergreifen kann? Für die Autorin ist dies ganz eindeutig die Aufgabe der Literatur.
„Autoren wird bald die Aufgabe zufallen, ein paar Schritte zurückzutreten, Abstand zu nehmen, um beurteilen zu können, was hier geschieht. Weil die Literatur ein grenzenloser freier Raum ist, in dem man alles sagen kann, in dem man mit dem Bösen liebäugeln, das Grauen erzählen, die Regeln der Ethik und des Anstands missachten kann, ist sie wichtiger denn je. Sie zeigt die Welt in all ihrer unliebsamen Komplexität und Mehrdeutigkeit.”
Sie weiß, dass noch kein einziger Roman den Lauf der Welt verändert hat – aber Leser können dies und es ist daher die Pflicht von Autoren, die Dinge zu benennen, Denkanstöße zu geben und die Menschen in ihrem Kampf für Toleranz zu ermutigen und zu unterstützen. An ihrem Kollegen Michel Houellebecq hat sich in Frankreich so manche Debatte entzündet, da er wenig Rücksicht auf Empfindlichkeiten nimmt und sich gerne als Enfant terrible und Provocateur bezeichnen lässt. Natürlich ruft er entsprechende Reaktionen bei Andersdenkenden hervor, die auch drastisch ausfallen können, aber sollte er daher aufhören zu sagen, was er für wichtig hält? Slimani beantwortet dies für sich:
„Dabei kam eine Frage auf: Welche Verantwortung trägt Literatur? Ist ein Schriftsteller mitverantwortlich für die politische Situation in einem Land, für das, was dort passiert? Muss er sich selbst zensieren, wenn er weiß, dass seine Aussagen in einer ohnehin gereizten Gesellschaft wie ein Brandsatz wirken könnten? Ich glaube nicht.”
Nicht nur als Autorin schätze ich Leïla Slimani, sondern gerade auch als Journalistin, die mutig aufsteht und sich positioniert, schätze ich sie und vor allem, weil sie kluge Gedanken äußert, mit denen man sich immer wieder auseinandersetzen sollte.
“Durante años se ha impedido la lectura a los ciudadanos a causa de unas políticas construidas por unos dictadores que han decidido que la gente no debe leer, porque leer es peligroso, hace que la gente acabe sublevándose contra el poder” ~ El diablo está en los detalles de Leila Slimani.
Traducción: Malika Embarek López.
Libro recomendado por @galicianfee y acierto seguro. Es un libro cortito, que recoge escritos de la autora en los periódicos sobre temas políticos y sociales, vinculados con la religión musulmana. Y en la segunda parte, una entrevista que le realizan a la autora en el que se abordan aspectos relacionados con sus libros y su forma de abordar la escritura.
Es un libro que se lee en una tarde, aunque yo he preferido separar la lectura de las dos partes. Me ha parecido un libro valiente por los razonamientos y críticas que recoge y abre la puerta a la reflexión sobre cómo abordar el terrorismo en Europa, pero también el respeto por los derechos sociales y humanos frente a posiciones ultra religiosas. Lo más interesante es que lo hace desde su óptica de mujer nacida y criada en un país y familia árabes, en una infancia que recuerda y destaca la perfecta convivencia entre religiones, en la misma mesa y con respeto absoluto a las creencias personales de cada uno. ¿Qué ha cambiado para semejante giro radical?
Al mismo tiempo es un canto a la importancia de leer porque “aunque la literatura no cambie por completo al mundo, sí cambia a los que escriben y a los que leen, que ya es mucho”. En esta línea, Leila es clara defensora de la educación –“los dictadores árabes lo saben muy bien: si educamos a los ciudadanos, nos arriesgamos a que se subleven y un buen día se pongan a desfilar pluma en mano”.
En un mundo en el que las libertades y los derechos son puestos cada vez más en tela de juicio y en el que las desigualdades son tan abruptas, es esencial la lectura de libros como este para ser conscientes de la importancia de la literatura en nuestras vidas. Así que ya sabéis, ¡leed, insensatos!, hacedlo mientras podáis y nos dejen.
Me encanta Leila, es de mis autoras favoritas, pero para mí aquí no hay suficiente material como para armar un libro. Los artículos principalmente me parecen muy poco trabajados, superficiales y es extraño teniendo en cuenta que es periodista. Lo que más me ha gustado es la entrevista final sobre su proceso de escritura pero es eso, una entrevista breve.
Zwei Essays fand ich sehr interessant. Der Rest konnte mich nicht abholen. Hinten nach betrachtet erschließt sich mir der Sinn dieses Büchleins nicht. Gekauft habe ich es wegen der Autorin. Kann man lesen. Muss man aber nicht, da gibts definitiv bessere Bücher (!!) von ihr.
Diese Sammlung kurzer Texte von Leila Slimani hat mich wirklich zum Nachdenken angeregt. „Alle arabischen Diktatoren wissen es nur zu gut: wer den Menschen Zugang zu Bildung verschafft, riskiert, dass sie ihn stürzen. Und dass sie eines Tages mit dem Stift in der Hand, aufmarschieren.“ Ich habe mir so viele Passagen markiert, hätte beinah das ganze Buch markieren können. Die Texte haben mein Interesse an weiteren Büchern der Autorin geweckt - spannende Einblicke und Denkanstöße.
Esto me ha encantado. Leer a Leila era una de mis tareas pendientes y ha sido muy muy fructífera. Su forma de narrar en tan pocas palabras, la sencillez del texto con una carga potentísima… estoy asombrado
Tengo muchísimas ganas de leer más de ella. Entre mis próximas lecturas seguro que meto Miradnos bailar o Canción dulce.
Los cuentos me han encantado y la entrevista también. Debo decir que creo que hubiera disfrutado aún más si me hubiera leído ya Canción dulce y En el jardín del ogro porque habla bastante de esos dos libros.
Ensayo de 98 páginas, que incluye dos artículos publicados en la revista "I" tras los atentados terroristas del 2015 en París. Nacida en Marruecos y residente en la capital francesa durante muchos años, Slimani nos aporta su visión de los hechos y aclara la diferencia entre los pueblos musulmanes pacíficos y los grupos integristas creados por intereses ocultos para sembrar el miedo y el caos en las capitales europeas. De recomendada lectura.
L’entretien est très inspirant pour tout qui se pose des questions sur la technique littéraire, si elle existe. Les articles sont bruts, en accord avec leur temps. Je me demande si l’on pense toujours la même chose, plusieurs années plus tard... cela mériterait un second ouvrage d’entretien.
Un livre qui combine l’art d’écrire et Leïla Slimani: tout pour me plaire! Que j’aime cette autrice! Que j’aime sa plume! Toutes celles qui veulent écrire un roman doivent lire ceci.
Nog nooit van deze vrouw gehoord, die nochtans de Prix Goncourt heeft gewonnen, maar Franse literatuur is mij dan ook grotendeels onbekend. Een mens moet keuzes maken.
Dit flinterdunne boekje bevat een paar verhalen en een paar essays, allemaal heel kort. Dit lijkt een beetje een tussendoortje, maar het geheel maakt snel duidelijk waar deze vrouw voor staat, en dat bevalt me wel.
Een citaat:
Tegen barbaren, terroristen en fundamentalisten uit welke hoek dan ook heb ik maar één ding te zeggen: ik haat jullie. En wij moeten onverzettelijk zijn en het hoofd geheven houden. Werkelijk Frans zijn. Dat zijn we aan onszelf verplicht. We moeten het zeggen tegen onze vermeende Saudische en Qatarese bondgenoten en tegen alle moslimlanden waar conservatieven, achterlopers en vrouwenhaters elke dag terrein winnen.
Het zeggen tegen degenen die onze wapens kopen, in onze comfortabele luxehotels slapen en op de bordessen van onze instituties worden onthaald. Hoe moeten we aan onze kinderen uitleggen dat we barbaren bestrijden terwijl we ons verbinden aan mensen die opponenten folteren en vrouwen stenigen? Hoe moeten we ze uitleggen dat we worden gedood om onze waarden van vrijheid, feminisme, tolerantie en liefde voor het menselijk leven, wanneer we zelf niet bij machte blijken te zijn om die waarden te verdedigen?
Laten we ons niet langer verschuilen achter een zogenaamd respect voor culturen, in een misselijkmakend relativisme dat niets anders is dan het masker van onze lafheid, ons cynisme en ons onvermogen. Ik ben van huis uit moslim, en ik ben Marokkaanse en Française, en ik zeg jullie: ik ga over mijn nek van jullie sharia.
Ce recueil de six textes est remarquable par sa puissance, sa sincérité et sa force déployée. Chaque mot nous frappe en plein cœur, résonne et transmet une émotion considérable.
Ces textes emplis d’humanité, de tolérance, de féminisme, partagent des valeurs fondamentales qui condamnent avec la plus grande fermeté et la plus grande pureté de cœur, l’ignominie de la charia.
Chaque passage nous inscrit dans le mécanisme personnel d’écriture de Leïla Slimani. On saisit à quel point le besoin d’écrire est primordial et prévaut de manière évidente sur l’opportunité. L’auteure n’aurait pas pu écrire un seul mot sur les attentats de Charlie Hebdo avant que ses tripes ne lui façonnent le chemin à parcourir.
Je ne pensais pas que ces textes, si courts, provoqueraient autant de remous, d’émotions contradictoires, de sentiments qui se chevauchent, tels la haine et l’amour, comme des ennemis perpétuels qui n’accepteraient jamais de vainqueur.
Leïla Slimani me ravit une fois de plus, après avoir été bouleversée par Chanson douce et Le pays des autres.
“«¿No temió que los lectores tuvieran miedo? ¿Que la gente se desanimara y no quisiera seguir leyendo?». Pues qué quiere que le diga: no. Confío de verdad en el lector. Me gusta mucho, por ejemplo, lo que opina Toni Morrison sobre el lector: «Siempre he querido que el lector se comprometa, siempre he buscado alterarlo, molestarlo». Yo no busco distraer ni situar a los lectores en una zona de confort, porque a mí, como lectora, no me gusta eso en literatura. Me gusta, al cerrar un libro, sentirme casi mal, o, por lo menos, turbada. Tener la impresión de que la lectura ha cambiado algo. Eso es, pues, lo que busco al escribir."
Ce petit livre de Leila Slimani regroupe six histoires courtes qu’elle a écrit pour Le 1. Chacune a donc un thème et un ton diffèrent.
Je ne savais pas trop à quoi m’attendre mais j’ai été plutôt agréablement surprise. A travers les histoires, on comprend bien le thème et je les ai toutes trouvé puissantes. Ca mériterait une relecture dans quelques semaines.
Je recommande si vous aimez bien les écrits de Leila Slimani