Com A Selavoada em mãos, Sérgia sabe que pode finalmente alcançar seus sonhos mais profundos, mas não por muito tempo, pois não é a única atrás de um dos lendários Artefatos Mágicos. No meio do sertão pernambucano, a tinhosa vai precisar encarar a si própria e aprender que a vida não precisa ser tão solitária assim.
Ariel não sabe muito bem escrever minibiografias. Primeiro porque é péssimo falando de si mesmo, segundo porque acha super estranho falar em terceira pessoa e, em terceiro, é difícil saber quais informações colocar, mas como sempre lhe pedem minibiografias, ele tem que se acostumar logo. Além disso, Ariel já lançou três romances durante sua carreira, que iniciou aos 14 anos: A Chuva (policial), Paenes Umbra (terror) e O Quatro (fantasia urbana), além de ter publicado um conto independente, A Explosão do Impressionante Centro de Coisas Absolutamente Legais (ficção científica, pela Amazon), e aparecido em algumas antologias. Com uma narrativa com toques de humor, ácida e personalidade forte, Ariel Ayres gosta de provocar seus leitores e experimentar em seus livros. Hoje em dia dedica-se a escrever para participar de editais, correr para cumprir seus prazos dos próximos romances e treinar para escrever minibios, pois ele ainda acha que não sabe fazer isso muito bem.
Historiaria excelente, personagens cativantes e ambientação incrível e original! Li A selavoada super rápido porque não conseguia parar, querendo saber o que ia acontecer com Sérgia e seus novos amigos. Mal posso esperar por outros livros pra acompanhar mais aventuras dessa mulher braba e engraçada.
O texto de Ariel é uma viagem deliciosa pelo sertão Pernambucano na companhia de Sérgia. Vou dizer: minha primeira impressão com Sérgia foi de "não fui com a sua cara", mas aos poucos é quase impossível não se apaixonar com ela, particularmente quando ela encontra o Carcará (ok, talvez isso seja um pouquinho de spoiler). E com a linguagem abrilhantada pela forma de falar pernambucana, o que te faz quase sentir como se estivesse mesmo com Sérgia, sentindo a raiva, a alegria, o desespero dela. Um trabalho perfeito e genial de um autor independente que nos apresenta um texto melhor do que muito do que vemos de autores profissionais por aí.
Depois de uma luta complicada, Sérgia finalmente consegue a tal selavoada do título; para perdê-la logo em seguida. Mas ao perder o artefato mágico, a tinhosa encontra a si mesma por meio de outros.
Amei a ambientação, os personagens, as referências (tem um trio de mulheres que eu já vi em muitos lugares... né?). Ainda bem que o próximo livro da tinhosa já está em pré-venda.
Maravilhoso, mas me deixou querendo vingança. Como o autor pôde fazer isso comigo??? Prosa muito gostosa, universo super interessante, estou doidinha para ler a sequência.
O maior defeito desse livro é ser tão curto. Amei a história e os personagens. Sérgia Tinhosa banca a durona, mas no fundo tem coração mole. Tô ansiosa pelo próximo livro.
"— Pra alguém que saiu na mão com um quibungo — Kauani riu. — você é meio cabrera, né? — Oxente, eu acho que o cagaço salva a gente, então num tem pra que esconder. — Verdade."
Sérgia está em busca da Selavoada, um dos lendários Artefatos Mágicos, e para isso ela precisa enfrentar um quibungo muito retado. A história te joga no meio da ação, sem muitas explicações, e eu me senti imersa desde o início, com as descrições dos seres e lugares, em pleno sertão pernambucano fervilhando com magia. A Sérgia é uma tinhosa bocuda e muito legal de acompanhar, a história toma um rumo inesperado no encontro com a urucubaca e a gente vê um outro lado dela, achei bonito demais. O conto é completo em si mesmo, mas ainda assim pede uma continuação, que eu leria com o maior prazer. É uma história gostosa de ler, uma fantasia original, divertida e com momentos fofos.