Christophe Badel, professor de História Romana, à luz da mais recente historiografia, apresenta-nos uma nova ideia de império, mostrando os ritmos dessa construção imperial, das conquistas militares à Pax romana, do sistema provincial, ao desenvolvimento das comunicações e da economia e à romanização. O leitor encontrará resposta para as grandes questões:
- Através de que meios políticos, económicos e culturais é que os Romanos conseguiram estender o seu território em redor do Mediterrâneo e mais além? - Como é que os Romanos construíram e administraram esse império, de Alexandria até à actual Inglaterra? - De que forma as conquistas desenvolveram o germe que destruiu a República?
Um atlas que nos leva da construção do Império Romano ao seu apogeu: das guerras púnicas ao fim dos Antoninos, das guerras com os gauleses às guerras civis e às revoltas provinciais.
Eis, em todo o seu esplendor, Roma, capital do Império, a reinar sobre o Ocidente e o Oriente.
Como introdução ao tema, com bons auxiliares visuais para a situação espacial e geopolítica, esta obra escrita por um académico para o público iniciado e apoiado pelos muito completos mapas elaborados por Claire Levausser cumpre definitivamente seus objectivos. O texto aponta os factos mais relevantes de forma eficiente e adiantando algumas das interrogações mais modernas evitando tomar partidos, incluindo nas temáticas como imperialismo e se houve mesmo romanização (o que no Oriente é de facto discutível - embora alguns costumes tenham de facto sido adoptados, divindades sujeitas ao interpretatio ou mesmo sido fundidas como Osíris e Ápis - Serápis).
Da edição original saliento um ponto de melhoria relevante - os mapas e plantas são competentes a ilustrar seu propósito, no entanto muitos são diminutos com padrões de cores muito semelhantes que dificultam a sua compreensão; sendo este livro um atlas, este ponto torna-se relevante. Necessitariam de uma página inteira e até beneficiariam de páginas duplas; estou ciente que isso alteraria o formato da série e aumentaria ligeiramente os custos de impressão, porém o produto final seria bastante beneficiado com esta alteração.
Também como era de esperar a maior parte da bibliografia é Francesa, e é sabido que a historiografia Alemã, Anglo-Saxónica, Italiana e Holandesa tem feito avanços notáveis no estudo deste período.
A única real fraqueza desta edição é a tradução Portuguesa que foi efectuada por profissional competente em Francês mas com pouca experiência no período em causa, traduzindo Lépido para Lépida, Monte de Marte para Monte de Março (o mês deriva seu nome do referido deus, mas não deixa de ser um grande erro), entre bastantes outros - de salientar que não seria um trabalho fácil para um não historiador, especialmente as traduções das muitas tribos e povos.
Livro interessante, o original em Francês teria certamente 4 estrelas. A pontuação providenciada refere-se a esta edição.
Bom livro para ter mais contexto sobre o Império Romano. Vejo-o com um resumo histórico entre II A.C e II D.C. Só é pena que alguns mapas tenham cores semelhantes e sejam difíceis de perceber.