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Os Contos Mais Épicos de Conan

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Edição de luxo em capa dura, com ilustrações de artistas nacionais.

Conan é um dos heróis mais emblemáticos da fantasia. Sinónimo do bárbaro aventureiro, apaixonado pela vida, melancólico, violento mas com um imenso coração. Todos os bárbaros que apareceram depois são meras sombras suas.

Robert E. Howard não poderia imaginar que, quando publicou o primeiro conto de Conan, há quase cem anos, estava a criar uma das personagens mais memoráveis da literatura fantástica. Do cinema à televisão, da animação à banda desenhada, dos jogos de tabuleiro aos RPG, dos videojogos à música e a todo o tipo de merchandise, o cimério tornou-se omnipresente na cultura pop. Sozinho, Howard criou o género sword & sorcery e a sua influência na fantasia só é ultrapassada por J. R. R. Tolkien. Nesta edição de colecionador, barbaramente ilustrada por 23 ilustradores sanguinários, convidamo-lo a viajar até à Era Hiboriana e aos contos com mais energia, exotismo e sensualidade da literatura.
E quem não concordar, por Crom, terá a cabeça rachada!

557 pages, Hardcover

Published May 1, 2021

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About the author

Robert E. Howard

2,983 books2,649 followers
Robert Ervin Howard was an American pulp writer of fantasy, horror, historical adventure, boxing, western, and detective fiction. Howard wrote "over three-hundred stories and seven-hundred poems of raw power and unbridled emotion" and is especially noted for his memorable depictions of "a sombre universe of swashbuckling adventure and darkling horror."

He is well known for having created—in the pages of the legendary Depression-era pulp magazine Weird Tales—the character Conan the Cimmerian, a.k.a. Conan the Barbarian, a literary icon whose pop-culture imprint can only be compared to such icons as Tarzan of the Apes, Count Dracula, Sherlock Holmes, and James Bond.

—Wikipedia

Librarian Note: There is more than one author in the Goodreads database with this name.

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Displaying 1 - 6 of 6 reviews
Profile Image for Bárbara Costa.
231 reviews56 followers
May 30, 2022
Conan, the famous barbarian, is now a popular character, but the impression I had of him was that of a "dumb muscled guy, who likes killing and smashing things". Turns out that was slightly incorrect, as he's actually a good humoured mostly smart muscled guy, who likes killing and smashing things. In this very neat edition, filled with various illustrations by Portuguese artists, we get to see some of his most famous stories.
If you're ok ignoring the blatant racism and sexism (let's just blame it on the 1930s), the pulpy adventures are really fun. It might be good to read the stories with some pauses between them though, otherwise one might get tired of the multiple descriptions of the almost-naked ladies swooning over Conan's tanned skin, blazing blue eyes and steel abs.
Profile Image for Nuno Ferreira.
Author 19 books85 followers
October 2, 2021
É incontornável, para os da minha geração, pensar em Conan sem pensar naqueles filmes antigos, lacunares em efeitos especiais, protagonizados por Schwarzenegger, com as muito sexualizadas amazonas de origens místicas a gravitarem à sua volta. No entanto, as minhas recordações mais queridas de Conan derivam do desenho animado, que tinha como amiga a Fénix Agulha e inimigos Wrath-Amon e os Homens Serpentes.

Nos últimos dez anos tenho vindo a ler vários contos escritor por Howard e é incrível como em 30 anos de vida conseguiu deixar uma marca tão profunda no imaginário global. Por isso, justifica-se perfeitamente esta aposta da Saída de Emergência numa versão de capa dura, homenageando o autor como fez com Howard Phillips Lovecraft e Edgar Alan Poe. A influência de Howard é-lhes facilmente comparável.

Ao nível de escrita, Robert E. Howard revela alguma inocência e poderia ter evoluído bastante se a vida lho permitisse, mas mesmo assim está lá o dom para nos fazer viver as peripécias das personagens e fá-lo de um jeito único, chamando-nos para narrativas pouco complexas apostando antes na densidade emocional. E, saudosismos à parte, ele consegue realmente ter êxito.

Dos contos apresentados nesta colectânea, não conhecia “Pregos Vermelhos”, “Sombras ao Luar”, “A Lagoa do Negro”, “A Cidade Escarlate” e, por curiosidade, aquele que mais inspirou a animação, “A Fénix na Espada”. Gostei mais de uns do que de outros, mas “A Rainha da Costa Negra” continua a ser o meu preferido, pela forma algo romântica com que o autor aborda o poder e a atracção fatal.

Embora seja fã confesso de Howard, o maior destaque deste livro vai para a fantástica edição da Saída de Emergência. A capa é qualquer coisa de fantástico, a edição está impecável e as ilustrações – digo-o depois de já ter lido algumas BDs do cimério – são os melhores desenhos de Conan que já vi.

António Piedade, Carlos Amaral, Catarina Azevedo, Daniel Maia, Diana Andrade, Estrela Lourenço, Fábio Veras, Fernando Lucas, Francisco Silva, Inês Garcia, João Gordinho, João Lemos, João Vento, Jorge Coelho, Luís Corte Real, Marta Teives, Nuno Plati, Nuno Rodrigues, Pedro Potier, Ricardo Venâncio, Rita Alfaiate, Rúben Mocho e Susana Resende são os autores das ilustrações, e é difícil eleger um preferido.

htpps://noticiasdezallar.wordpress.com
Profile Image for Vítor Batista.
36 reviews
December 29, 2023
Finalmente, a avaliação:

Por partes: esperava uma introdução mais a fundo, tanto na biografia do autor como nas inspirações do mesmo (história, teorias macabras da altura, mitos e religiões antigas, etc). Outra coisa que notei foi uma falta de comentário à realidade de certas "nuances" da altura... nomeadamente as cenas de amor forçado e umas expressões peculiares para certos povos... enfim

Claramente este é dos autores mais influentes em jogos, livros e filmes de fantasia. Houve mais que um caso em que disse a mim mesmo "este filme copiou esta cena" ou "isto é uma armadilha num Zelda", etc.

A escrita é mt perspicaz. Claro, faz sentido dado o formato original (revistas de sci-fi & "fantasy" pulp). Não há momentos mortos, os diálogos são sempre para progredir o plot ou acentuar emoções. A ação é o forte deste autor, o romance é claramente o lado "meh". A narração é extremamente mais eloquente e poética que fantasia de hoje em dia, mesmo para algo que era vendido em revistas "reles" (na visão da altura) para um público mais nerd e faminto por ação, aventura e eroticismo.

Mete piada também, o que na altura era visto como feminista (há muitas heroínas nos contos) e anti-racista (há muitos povos representados... mais a mal que a bem), hoje é já muito antiquado.

Adiante.

O melhor destas aventuras são as histórias mais curtas, focadas em ação, religiões antigas e alguma melancolia e nostalgia por uma era perdida. Robert E. Howard era anti civilização, e pró "barbaridade", algo que Conan exprime muitas vezes pelo autor e o narrador concorda sempre (especialmente ao descrever a mentalidade de povos urbanos). Apesar de ser um discurso antiquado e muito direto, tem algumas nuances agora mais apreciadas nesta geração em que o planeta está a morrer e o isolamento, depressão e ansiedade abundam. Num discurso estranhamente profético, o autor denota como com o passar do tempo, evoluir da tecnologia e economia, menos humanos ficamos e mais desconectados estamos.

A melhor história, de longe, é a Torre do Elefante. Uma história curta mas com muita atmosfera. Nesta, Conan o Ladrão (jovem) é ainda imoral, mata por que o desrespeitam, rouba à vontade, ajuda outro ladrão por respeito à profissão, enfrenta uma aranha gigante e conhece um ser alienígena antigo. Este aspeto final foi muito revelador. O peso com que se tratou deste ser era impossível hoje em dia, iam encher de piadas ou comentários edgy. O autor soube dar espaço ao leitor para apreender o lore e o perfil deste ser. A magia é ainda hoje surreal, parece algo tirado dum quadro modernista, algo que falta em muita fantasia moderna. Conan nem diz muito até a obra acabar, deixa a magia acontecer, e o autor vislumbra-se. 10/10.

Outras obras notórias, de outras fases do Conan, também são a destacar, deixo nota das que acho que são melhores:

-Cidadela Escarlate- tem uma cobra gigante (trope que aparece, creio eu, em quase todas as obras) e mais exploração de seres macabros e um enredo político cheio de reviravoltas.

-O Colosso Negro- guerra, deuses antigos e magos ressuscitados. O pacing tá perfeito e o final não podia ser melhor.

-Patifes na Casa- esta eu acho que é a inspiração de muitas dungeons, jogos, etc. Tem armadilhas que gritam "já vi isto". A ação é a melhor do autor e tem uma reviravolta interessante...

-A Lagoa do Negro- quem ler esta, escusa de ler a "Sombras ao Luar" e até a famosa "Rainha da Costa Negra", as 3 são muito semelhantes (Conan o pirata e uma mulher encontram cidade perdida e têm de fugir para o mar no fim). Não vai ter o romance famoso da "Rainha" mas é a versão com a melhor ação, reviravoltas e desenlace.

-O Demónio de Ferro- sim, é outra "Conan o pirata e uma mulher encontram uma cidade perdida", mas esta vence por causa do lore e a atmosfera lovecraftiana (btw, eles eram amigos e os lores tão conectados). Adoro histórias de religiões perdidas e cidades mais antigas que a humanidade, esta é a melhor versão disso.


Quem leu estas, lê o auge das aventuras do Conan.

Das outras, acho que devem ler, mas com a noção que as últimas três da coleção têm muitos conceitos repetidos das outras e são mais longas. Mais longas =/= mais lore ou mais ação. Ironicamente, a famosa "Povo do Círculo Negro" pareceu mais uma versão prolongada do "Colosso Negro", sem grande razão, podia até ter a sua originalidade, mas sem a tentativa de romance e sem tanto diálogo e exposição desnecessária (faltava mais lore até).

As duas últimas valem a pena também, mas com essa noção. Uma tem um conceito fantástico, uma população que vive presa numa "cidade" que é mais um edifício gigante. Estão em guerra constante e nunca saíram das suas portas. A violência e a guerra de guerrilha/urbana foi muito à frente do seu tempo, especialmente numa época antes dos Vietnames e Jugoslávias que vêm mais tarde. Também tem uns seres perdidos do passado... não digo mais. A outra, que sobra, é super tradicional, parece uma side quest, Conan tem de ajudar uma mulher que quer salvar o seu amor e buscar um anel perdido. Não dou spoilers, mas tem das melhores lutas de ilusionismo que já li.

Temáticas recorrentes que podem encontrar:
-cobra gigante (aranhas nem tanto)
-"os negros, altos, carecas e fortes"
-mulher civilizada gosta de conan mas ele julga-a (quer na mesma)
-"civilização é má, ser um bárbaro (no sentido mau) é bom"
-descrições prolongadas do corpo quase nu do conan (homoerótico)
-este reino é secretamente controlado por um mago maléfico (isto acontece em TODAS as histórias em que ele encontra um rei ou governador ou cidade, ou seja, em TODAS que não são sobre pirataria)
-"esta cidade antiga era buéda rica e importante, agora decaiu porque civilização = má"
-"esta mulher tem curvas" (TODAS têm, o Conan tem um gosto de mulheres específico e TODAS as mulheres que encontra são assim... que sorte)

Leiam, desfrutem e tentem ver quantas destas ideias o pessoal foi roubar para jogos, filmes, etc.
A parte mais divertida é ver o quão o autor sabe de mitologia e literatura antiga, a quantidade de call-backs a epopeias e tal é de prezar. Por outro lado...acho que o público hoje em dia já está mais ciente do que é ou não historicamente correto, por isso, não foquem nos aspetos mega errados sobre o passado...

Also! Escritores modernos aprendam, as personagens agem como se fossem da sua cultura e época e religião e profissão e tal. Não há personagens a pensar como um homem de hoje em dia. As paranóias religiosas são levadas a sério, as pessoas têm noção que vivem num mundo separado por classes, não há comentários pós Revolução Francesa sobre os erros do feudalismo e os males dos sistemas de castas, etc, etc. Não que concorde com essas coisas, mas se o teu mundo é medieval ou antigo, e tem religiões brutais, violentas, magia que existe mesmo, etc, é bom que as pessoas agem, falem e pensem tendo isso em conta!

4/5 - Das melhores obras de fantasia que já li, tem muito que ensinar aos escritores de hoje em dia.
Profile Image for Luís Dias.
52 reviews5 followers
August 13, 2024
As aventuras de Conan, O Bárbaro, ocorrem na Era Hiboriana, um período histórico fictício situado entre a queda da Atlântida e o surgimento das civilizações antigas, numa Europa geograficamente disforme em que o oceano mediterrâneo ainda não se formou (?!). Os contos foram lançados de forma aleatória, nuns Conan ainda é adolescente, noutros já é rei da Aquilónia (a versão pré-histórica da Aquitânia, presumo).
Em todos os contos há ideias comuns: o protagonista é um brutamontes que resolve os problemas todos no tiro, porrada e gritaria, seja o adversário um monstro, um feiticeiro, um indígena, ou um negro, por vezes o vilão é todos em simultâneo. Conan, no entanto, segue um código de honra: não bate em mulheres! Aliás, estas senhoras, sempre a tapar o mínimo de pele possível (enquanto correm pela selva e afins), não resistem, por mais que tentem, e o autor não se cansa de frisar o quão gostoso o Conan é!
Mas isto não é um comício do Bloco, e não estou aqui para criticar os estereótipos narrativos criados por um homem que se suicidou nos anos 30. De verdade, os primeiros contos estão muito bons, as sequências de ação estão excelentes e as reviravoltas também; sendo o autor o criador do género “Sword and Sorcery”, merece inquestionavelmente todo o mérito.
Ainda assim, estes contos foram exaustivamente repetitivos e senti para o fim que estava a reler a mesma coisa pela 3ª, 4ª, 5ª vez.
Profile Image for JPN.
17 reviews
July 9, 2024
Agradavelmente surpreendido!
Já conhecia as histórias, nas adaptações feitas na banda desenhada, em especial na revista "Espada Selvagem de Conan" e que li nos anos 80, mas fiquei impressionado com a qualidade da escrita. Não esperava este tipo de escrita em histórias que foram publicadas em revistas "pulp" e vejo agora que as adaptações para BD são realmente muito fiéis aos contos originais. Achava que iria encontrar uma escrita semelhante aos livros de aventuras de Tarzan e Sandokan (que são mais antigos) mas na verdade são contos agradáveis de ler. Muito melhor que vários livros do século XXI que li recentemente. É verdade que vemos muitos estereótipos e situações que hoje são mal vistos pela sociedade, mas isso acontece com muitos filmes e livros antigos (e até com canções) e não acho que isso retire mérito à obra de Robert E. Howard.
Quanto às ilustrações são um extra e não creio que alguém compre o livro pelas imagens. Na verdade considero que algumas são até bastante amadoras.
É um livro que recomendo pela importância do autor e pela escrita.
Profile Image for Neves.
12 reviews
February 11, 2024
The episodic nature of the book, lends the book a reading easiness which gives the freedom, to the reader, of piecemealing the book. This book is a perfect example, and exercise, of reading without ignoring the timeframe of the tales' conception
Displaying 1 - 6 of 6 reviews

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