Todos vivemos segundo um mandamento implícito: «Darás aos teus filhos mais e melhor do que aquilo que recebeste dos teus pais.» Este mandamento reflete o verdadeiro progresso económico e social que devemos desejar. Nos anos 70, 80 e 90, Portugal cresceu acima da média europeia e parecia estar no bom caminho mas, a partir do início do século xxi, estagnou e começámos a divergir, caindo para a cauda da Europa. Esta estagnação assenta num modelo de sociedade e de economia profundamente errado e que urge alterar, sob pena de prosseguirmos com mais 20 ou 30 anos de estagnação e pobreza.
Para entendermos Portugal e o porquê de estar na cauda da Europa, é preciso fazer um bom diagnóstico e entender a fundo as causas da pobreza do país, e por isso este livro começa por diagnosticar o seu «calcanhar de Aquiles» - uma economia e uma sociedade pouco livres e pouco competitivas -, identificando, depois, as suas principais causas e consequências.
Para resgatarmos Portugal a esta aparente maldição, Joaquim Miranda Sarmento defende uma atuação em quatro grandes eixos: a reforma das instituições, a valorização do capital humano, a melhoria da competitividade da economia e o confronto com a questão demográfica. Um plano político audaz, humano e urgente, aqui delineado com fluidez e detalhe. Essencial para quem não desistiu de pensar Portugal.
Uma profunda análise factual ao estado da nação e - apesar de algumas discordâncias na matéria - um conjunto (corajoso) de propostas para nos tirar da cepa torta. Vale a pena !
“Portugal: Liberdade e Esperança”, de Joaquim Miranda Sarmento, é um exercício notável de coragem intelectual e ambição política. O autor oferece uma reflexão estruturada e inspiradora sobre os desafios que o país enfrenta e apresenta uma visão clara de um Portugal mais próspero, justo e livre. Com uma escrita acessível mas rigorosa, Miranda Sarmento consegue combinar pensamento económico sólido com sentido estratégico, articulando propostas concretas e viáveis para a modernização do Estado e o reforço das instituições democráticas.
Este livro distingue-se pelo seu compromisso com a responsabilidade política e pela ousadia em enfrentar temas que muitos evitam. Não se limita à crítica do presente; é, acima de tudo, uma convocatória para o futuro — um apelo à confiança e à mobilização coletiva. Num tempo de descrença e resignação, Portugal: Liberdade e Esperança representa um sopro de lucidez e entusiasmo reformista, reafirmando que o verdadeiro patriotismo se faz com ideias, trabalho e esperança.
Para uma nova edição, seria interessante que o Autor revisitasse os capítulos da demografia e da sustentabilidade da segurança social à luz do aumento muito significativo da imigração.