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A Rosa de Ninguém

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« Un rien nous étions, nous sommes, nous resterons, en fleur : la rose de rien, de personne. » Au plus près des bouleversements qui affectent son existence et son époque, Paul Celan signe avec La Rose de personne son livre souvent considéré comme le plus important. Sa dimension politique est affirmée dès la dédicace liminaire en souvenir du poète juif russe Ossip Mandelstam, victime du stalinisme. Dans ces poèmes qui tiennent à la fois de la ballade, de la satire, de la romance, de l'ode et de l'élégie, Celan fait entendre sa voix à la mémoire des voix assassinées à Auschwitz. Né à Czernowitz en Roumanie en 1920, mort à Paris en 1970, Paul Celan est l'auteur de neuf recueils de poèmes, dont Pavot et Mémoire, De seuil en seuil et Grille de parole, qui lui valurent le prix Georg Büchner en 1960. Traduction de l’allemand et postface de Martine Broda Edition bilingue

192 pages, Paperback

First published January 1, 1963

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About the author

Paul Celan

222 books520 followers
Poet, translator, essayist, and lecturer, influenced by French Surrealism and Symbolism. Celan was born in Cernăuţi, at the time Romania, now Ukraine, he lived in France, and wrote in German. His parents were killed in the Holocaust; the author himself escaped death by working in a Nazi labor camp. "Death is a Master from Germany", Celan's most quoted words, translated into English in different ways, are from the poem 'Todesfuge' (Death Fugue). Celan's body was found in the Seine river in late April 1970, he had committed suicide.

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Displaying 1 - 23 of 23 reviews
Profile Image for Maria Thomarey.
591 reviews70 followers
December 29, 2015
Ο,τι ζει ο κάθε άνθρωπος , φαίνεται στις πράξεις , στα σημειώματα Ή τα γραπτά του (αν γράφει) ."Του κανενός το Ρόδο " είχε ακριβώς αυτό . Το βίωμα . Και συγκλονίζει . Πολυ καλη μετάφραση ,χρησιμοποίησε όλο το ελληνικό λεξιλόγιο για να μετάδοσει τον πόνο την απελπισία την έγνοια το βάσανο τον θάνατο . Ο τρόπος γραφής του Τσέλαν , σπαρακτικός .
Κάποιες φορές μου θυμιζε Ελυτη .Μονο που ο Ελυτης χρησιμοποει τη γλώσσα για να δοξολογησει να ανυψώσει . Ο Τσέλαν αντίθετα την χρήσημοποιει σαν μοιρολόι . Κλαίει για την χαμένη νιότη , την χαμένη πατρίδα , τη χαμένη φυλή , τους χαμένους ποιητές "τούτου του αιώνα" , τη χαμένη πίστη , την καρβουνιασμένο ελπίδα στα στρατόπεδα συγκέντρωσης .
Ποτε δεν μπόρεσε να συγχωρέσει τον εαυτό του που επέζησε . Έτσι την έκανε . Πέθανε στην ξενιτιά . Αυτοκτόνησε στην " εξορία" όπως έγραφε ο ίδιος .
Κατα κάποιο τροπο ηταν ένας "καταραμένος ποιητής " του καιρού μας .
Profile Image for Adriana Scarpin.
1,812 reviews
November 26, 2020
A una y otra mano...

A una y otra mano, allí
donde me crecían las estrellas, lejos
de todos los cielos, cerca
de todos los cielos:
¡Cómo
se vela allí! ¡Cómo
se nos abre el mundo a través
de nosotros!

Tú estás
donde tu ojo está, estás
arriba, estás
abajo, yo
encuentro salida.

Oh ese centro errante, vacío,
hospitalario. Separados,
te caigo en suerte, me
caes en suerte, uno del otro
caído, vemos
a través:

Lo
Mismo
nos ha
perdido, lo
Mismo
nos ha
olvidado, lo
Mismo
nos ha -
Profile Image for Mathias Vinícius Rocha.
29 reviews
September 8, 2026
Por mais que me pareça muito tentador começar esse comentário com muitos adjetivos, vou seguir a economia do próprio Celan e poupar coisas do tipo "visceral, dilacerante, profundo", atendo-me a "difícil". Hoje não posso cravar nada nessa vida além da certeza de que todos morremos e de que é impossível ler algum dos poemas de Paul Celan e captar alguma coisa logo de primeira mão.

Os poemas de A Rosa de Ninguém são muito fragmentários, quando você acha que o verso segue para um lado, o eu lírico já despencou para outro, e em outras situações há apenas um ruído de uma solidão, partículas densas que precisam ser vista contra a luz para serem percebidas. E há uma dificuldade anterior a essa: o poeta escreveu praticamente todos os seus versos em alemão, que era ao mesmo tempo a língua materna e a dos homens que mataram sua família. Os poemas não descrevem o horror claramente, mas apontam os cacos dele, e em vários versos a leitura é interrompida abruptamente, com quebras de ritmo. A linguagem é predominantemente simples e se vale de uma forma de neologismo, com palavras soldadas por hífen. Como se o autor se recusasse a colocar sua obra em uma prateleira comum da poesia, Celan faz um chamado para algo fora do comum, que exige do leitor outro tipo de atenção.

“Para alguém diante da porta" foi o poema que primeiro me fez pensar que há um caminho a percorrer nesta coletânea, mesmo que com esforço. Ele se organiza em torno de portas. Numa noite alguém chega, e o eu lírico lhe abre não exatamente a porta, mas a própria palavra. O que encontra diante de si é uma figura disforme, um pequeno ser monstruoso que o poema ainda chama de irmão, nascido na bota enlameada de um homem de guerra. Diante dele, invoca Rabbi Löw e pede que circuncide a palavra desse ser. Depois pede que se feche a porta da noite e que se escancare a porta da manhã. Não consigo ler essa manhã como esperança. Alguma coisa se rompe no momento mesmo em que a passagem deveria acontecer: "Rabbi" torna-se apenas "Ra-", e o nome de quem deveria operá-la é cortado antes de ser dito por inteiro. A própria linguagem sofre a incisão que o poema havia pedido que fosse feita na palavra daquele ser. Depois do que entrou pela porta da noite, a manhã de Celan, se existe, já nasce ferida.

Como disse, esses poemas precisam ser revisitados muitas vezes e estão abertos a várias interpretações, exceto as proféticas, aquelas em que o leitor busca uma chave mórbida para ligar o texto ao suicídio do autor. As obras como as de Celan não devem ser lidas como profecias de tragédias vindouras. Trabalhos assim possuem um contexto próprio e carregam os registros de sua própria época. Quando o leitor trabalha retroativamente, a partir do fim, para explicar o autor, comete uma falácia: é o que faz quem sai catando versos que referenciam a água e o rio para justificar o que aconteceu em 1970. Aí o texto para de significar por conta própria e vira pista de um desfecho.

No mais, foi uma experiência de leitura bem mais árdua do que eu poderia imaginar. Eu já havia começado a ler este livro no mês de julho e precisei recomeçar a leitura do zero e não pude dispensar o texto introdutório de Mauricio Mendonça Cardozo, que também é o tradutor desta edição. Mas, deixando essas questões de lado, que tipo de poesia é fácil e entrega de bandeja ao leitor o segredo dos versos? O que Paul Celan traz é outra ótica do horror vivido na Shoah. Hoje todos sabemos que aconteceu, está cravado na nossa memória, e não precisamos ser bombardeados com adjetivos gráficos que nos relembrem disso: isso nunca deixou de estar ali. Não digo como se houvesse um espírito pairando sobre nossas cabeças, mas como aquele cisco no canto do olho que pode ser um nada, um ninguém, uma voz que falha, uma palavra incompleta. "[...] éramos, somos, continuaremos sendo, florescendo: a rosa de nada, a rosa de ninguém"

Profile Image for Pedro Leite.
34 reviews
August 9, 2022
A Rosa de Ninguém é poesia destrutiva. Cada estrofe é um reconhecimento da própria insuficiência e cada verso expõe a fratura de uma existência atravessada pela falta de transcendência. Afinal, diante do peso “sem nome” que nos afundou depois do Holocausto, resta terra dentro de nós, a ser cavada eternamente; resta luto, e “sobre todo este teu / luto: nenhum / segundo céu” — nós O chamamos, mas “Ele não vem”. Nesta sentida ausência, a presença de Deus é substituída pela negação: o “Ninguém”, o “Nada”, o “Nunca” são os deuses que constituem a mitologia de Paul Celan, ocupando lugares da teologia judaico-cristã como a Mandorla e o Salmo.

A destruição da simbologia religiosa é reforçada pela destruição da linguagem, fragmentada, polissêmica, cujas palavras cindidas expõem a impossibilidade da poesia de falar sobre “este tempo”. Em vez de “balbuciar e balbuciar / sempersempre / adiadiante”, Celan resgata de Hölderlin o Pallaksch, sim e não ao mesmo tempo: esta é a expressão do mundo que pode “profundar-nos o fundo” e nos despertar do eterno cavar. “Algo não escrito, en-/durecido em linguagem, faz / brotar um céu” — é este algo que A Rosa de Ninguém procura. E para encontrá-lo, o poeta joga fora sua língua, joga fora seu país, para assim tê-los de novo.

Depois de jogadas fora, as raízes deixam a terra para fundar-se “no ar”, capazes de construir uma frágil choupana em que se pode encontrar a luz. Enfim, Celan parece fechar a porta da noite para abrir a porta da manhã; mas, ainda assim, o desamparo está presente: chegaria esta descoberta “tarde demais?”
324 reviews3 followers
August 27, 2021
Språket rasar i Ingenmansrosen, Paul Celans fjärde diktsamling och den sista som bokförlaget Faethongav ut till hundraårsminnet. Ibland känns det som att orden halkar över varandra, det leks med språket och är oerhört bildrikt. Just blandningen av det lekfulla, nästan lätta handlaget, med ett seriösare, underliggande stoff skapar tillsammans en mycket bra poesi.


Vad hände? Stenen klev ur berget.
Vem vaknade? Du och jag.
Språk. Språk. Med-stjärna. Bredvid-jord.
Fattigare. Öppen. Hemlik.


Om en ska sammanfatta hela Faethons Celan-gärning så är den fantastisk. Det är lite märkligt att Celan inte varit tillgänglig på svenska på det här sättet tidigare. Det jag saknar är egentligen för-/efterord till samlingarna, något att hänga upp kontexten på och som gav lite mer om människan Paul Celan och tiden han verkade i. Men förutom det så är Ingenmansrosen och de tre övriga samlingarna alla mycket läsvärda.
Profile Image for didi ദ്ദി◝ ⩊ ◜.ᐟ.
211 reviews27 followers
June 2, 2022
🌨 é possível escrever poesia depois do holocausto?

🌨 a poesia de paul celan não traz a resposta, mas indica: só será possível se despedaçada, desmembrada, assaltada. aos poucos, com o avançar da leitura, vão se juntando esses pedaços, mas que por fim não ajudarão a formar algo límpido. a sensação é de estar entre escombros, em desamparo, coberto de pó, e, que em determinados momentos, quando essas imagens mais claras surgem, conseguimos vislumbrar por alguns segundos um feixe de luz entre as frestas dessa destruição.

🌨 apesar de tudo, este é um livro de beleza e esperança: renascimento
Profile Image for Oleksii Suprun.
46 reviews3 followers
June 2, 2024
Нотатка №18

Насправді прочитання цієї збірки - для мене було новим естетичним та літературним досвідом. Як людина, яка не сильний експерт у поезії, принаймні наразі, мушу визнати, що шукав для себе нові форми слова, метафор та подачі думки.

І здебільшого залишився задоволеним, з нотатками словотвору. Окрім того, чималу частину збірки спробував прочитати німецькою, мовою в яку гадаю навіть закоханий. Звороти тексту німецькою - стали малою, але насолодою.

В цілому, це незвично, пережив певний «наративний ескапізм» від світу, до якого звик. Якось так.
Profile Image for Manuel Gomez de Olea.
8 reviews4 followers
March 11, 2025
la paradoja de la rosa y la nada

si somos solo muerte, cenizas y holocausto

¿como puede celan hacer florecer sus palabras de esta forma?

después de amapola y memoria, de umbral en umbral y la reja de lenguaje, que buscan encontrar luz para iluminar las palabras después de la muerte, en la rosa de nadie parece cobrar aún más existencialismo como un espacio palpable entre la vida y la muerte. Purgatorio?
Profile Image for Ihor Horbach.
27 reviews1 follower
December 2, 2024
Целана не можна оцінювати нижче 5/5, можливо, взагалі не можна оцінювати. Його теми, поетика, строфи пронизують, навіть якщо погано розумієш (або взагалі не розумієш). Далі повернешся до віршів, відкриєш щось нове.
Найщиріша данина пам'яті жертв Голокосту.
296 reviews2 followers
October 4, 2026
My favorite Celan collection. This is his best work. It is both difficult and clear. Reading the poems repeatedly is so rewarding, but they are not so incomprehensible that it is impossible to get a foothold. It is not the place I would start, but it is the best of his collections.
Profile Image for Isabella.
4 reviews
April 17, 2024
O único escritor que vc pode dizer “não entendi nada” e vão te achar muito cult por isso
Profile Image for ζανλίκ.
92 reviews30 followers
October 2, 2024
ένα Τίποτα
ήμαστε, είμαστε, για πάντα
θα μείνουμε, που ανθίζει /
59 reviews
January 15, 2026
…ser aquí i no allà,
i de vegades, quan
només el no-res s’estava entre nosaltres,ens trobàrem
l’un a l’altre del tot.

🤍🤍🤍
Profile Image for Lídia.
95 reviews3 followers
Read
July 29, 2026
bof està molt bé, però els comentaris se'm van acabar fent molta bola (emsapmoltgreu arnau pons, les traduccions estan superbé!!)
626 reviews35 followers
July 1, 2026
Dedicated to Osip Mandelstam, who died in a Soviet transit camp. Celan translated him. A Russian Jew killed by Stalin stands at the front of a German book about Jews killed by Hitler, and the two are set side by side without being blurred into one.

“Salmo” is the centre. No one kneads us again from earth and clay. Praised be you, No One. A nothing we were, are, will remain, in flower: the no-one’s-rose. The prayer keeps its shape after the one it spoke to is gone. The address outlives whoever was addressed.

“In eins” opens on the thirteenth of February with a shibboleth waking in the mouth, then Peuple de Paris, then No pasarán. Vienna 1934, Paris and Spain inside four lines of a German poem. The defeated of the century’s left go into the same book as his own dead, and neither is ranked above the other.

“Es war Erde in ihnen”: there was earth in them, and they dug.
Profile Image for Ana.
275 reviews50 followers
November 25, 2015
Es war Erde in ihnen, und
sie gruben.

Sie gruben und gruben, so ging
ihr Tag dahin, ihre Nacht. Und sie lobten nicht Gott,
der, so hörten sie, alles dies wollte,
der, so hörten sie, alles dies wusste.

Sie gruben und hörten nichts mehr;
sie wurden nicht weise, erfanden kein Lied,
erdachten sich keinerlei Sprache.

Sie gruben.

Es kam eine Stille, es kam auch ein Sturm,
es kamen die Meere alle.
Ich grabe, du gräbst, und es gräbt auch der Wurm,
und das Singende dort sagt: Sie graben.

O einer, o keiner, o niemand, o du:
Wohin gings, da's nirgendhin ging?
O du gräbst und ich grab, und ich grab mich dir zu,
und am Finger erwacht uns der Ring.
Profile Image for Puurojohannes.
75 reviews
May 29, 2023
Jäähän tässä peittoon paljon niitä kohtia, jotka jotenkin perustuvat juutalaiseen kulttuuritraditioon. Ihmettelen ja ihmettelen tätä ääntä, jonka Celan saa aikaan. Niin uskottavia ovat esimerkiksi sanojen toistot - varsinkin puhuttelut ja puhumat; äänen varaan rakennetut säkeet. Ehkä tämä on nyt oireellinen huomio, kun yrittää itse päästä eroon runokuvien ensisijaisuudesta.
Profile Image for Oksana Uskova.
367 reviews75 followers
March 22, 2017
У березні хочеться віршів, романтики та квітів... "Нічийна троянда" Пауля Целана - нічого з вище перерахованого. Для мене це важка поезія - із перехресними посиланнями, незрозумілими натяками, подвійними-потрійними змістами. Тут примітки на кожній сторінці - роз'яснення для такого недолугого читача як я. Примітки роз'яснюють зміст чудово, але зникає відчуття занурення у поезію. А яка поезія без занурення? Без почуття?

"Що відбулось? Полишив скелю камінь.
Хто тут прокинувсь? Ти і я.
Мова, мова. Суземля з зірками.
Вбога і беззахисна. Моя"
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