O primeiro livro da actriz Sofia Arruda conta de uma forma intimista e com humor a sua experiência da gravidez e do pós-parto e fala de tudo sem complexos.
Engravidar, ter um filho, amamentar, não dormir, recuperar.
Milhões de mulheres o fazem diariamente, em todo o mundo, uma e outra vez. Entram na estrada da maternidade com um certo espírito de missão e sacrifício que faz com que, de longe, pareça uma coisa simples. Uma coisa fácil, para a qual todas as mulheres nascem. Mas não é verdade.
Engravidar, ter um filho, amamentar, não dormir, recuperar é difícil. Muito difícil, mesmo quando se tem uma rede de apoio feita de pessoas disponíveis para ajudar. Sofia Arruda, actriz e mãe, gostava de ter sabido algumas coisas antes de ter entrado na aventura da maternidade. Gostava que lhe tivessem dito que a amamentação pode ser um processo doloroso, que não é normal sentir tristeza após o parto, ou mesmo que, quando nasce um bebé, nasce uma mãe carregada de culpa infundada. E como ninguém lhe disse, decidiu que seria ela a dizê-lo às mães (e pais) - as que já são e as que ainda vão ser.
Partindo do relato da sua própria experiência, e recorrendo a testemunhos de outras mães e de profissionais de saúde como a enfermeira Carmen Ferreira, Clementina Almeida, psicóloga e fundadora da clínica For Babies Brain, e a fisioterapeuta Mariana Rosa, especializada em saúde da mulher, Sofia desconstrói uma série de mitos e crenças e dá ferramentas para que as mulheres possam tomar as rédeas do seu bem-estar durante a gravidez e o pós-parto.
Somos todos diferentes e não me cabe a mim julgar as experiências dos outros. Todas as experiências são válidas. Este livro é um testemunho em que Sofia Arruda fala da sua gravidez e do seu pós-parto. A nossa sociedade tem tendência a romantizar a gravidez mas nem tudo é um mar de rosas e mesmo quando tudo corre como o esperado, há medo, há culpa e outros sentimentos não tão fáceis de se lidar. Agradeço à autora pela sua partilha, pelo seu testemunho transparente, acessível e sem tabus pois acredito que devem existir mulheres a passar pelo mesmo. Apesar de a sociedade "tapar o sol com a peneira", é preciso que essas mesmas mulheres compreendam que não estão sós neste turbilhão de sentimentos.