Olívia é uma artista que está participando de um teste para uma nova tecnologia chamada oculi, que te permite ver cenas do seu futuro. Porém, uma vez que ela começa a testar essa tecnologia, Olívia começa a ver que o futuro de sua carreira é muito diferente do que ela imaginava. O contato do presente e do futuro de Olívia pode mudar a sua linha do tempo para sempre. Oculi é um conto de ficção científica sobre acreditar em seus sonhos e encarar as próprias fraquezas. TW: A história tem menções de automutilação e tendências suicidas.
Bem bom esse conto de ficção científica. Redondinho e não tem cara de capítulo solto sem contexto como acontece com alguns contos indie. Recomendo pra quem escreve e tá sempre na dúvida se vale a pena ou não, pra quem fica duvidando de si mesmo ou simplesmente tem medo de se frustrar com o futuro. A protagonista de Oculi é uma pintora, mas a relação é a mesma.
contém: - personagens LGBTQIA - pronome neutro usado de um jeito bem direto ao ponto. - gatilhos: referências a automutilação e depressão.
a ideia é legal e o enredo, empolgante (ainda que não seja exatamente confortável ser lembrada de que também perco muito tempo destruindo minha própria vida lol). me lembrou a parte que todo mundo acha chata em The Host da Stephenie Meyer e eu amo: os diálogos internos entre as duas personagens, inicialmente fora de controle e depois, de alguma forma, em equilíbrio. apesar de eu ainda não ter assistido ao filme, este conto também me fez pensar em Everything Everywhere All At Once. porém, a protagonista deixa de fazer questionamentos óbvios e o final é simplista demais para um problema de tão alto risco quanto o futuro e nossa influência direta sobre ele. além disso, o narrador faz umas retomadas repetitivas que parecem erro de revisão, os diálogos não soam muito naturais, e os personagens secundários só estão lá pra cumprir tabela. por outro lado, a história é redondinha, então vale a pena lê-la se você estiver sem saber com que usar a nova promo do kindle unlimited.
Foi um conto ótimo e perturbador. É muito aquele tipo de história que fica um tempão na na sua cabeça, como se a cada vez que você se lembrasse dela, estivesse lendo novamente.
Eu não consigo pensar como seria ver meu futuro, mas fico pensando como seria meu eu de 10 anos atrás me vendo hoje. Me identifico muito mais com a Olivia do futuro do que a do presente e isso é um pouco preocupante.
Não consigo falar muito do livro em si, a experiência com a leitura é muito mais marcante e pessoal do que qualquer outra coisa. Só sei que amei como acabou, a mensagem é bem óbvia, procure ajuda se precisar, não é a única, obviamente, mas aí acho que cada um que ler que procure mais.
um bom conto de ficção científica. enredo interessante. nada divertido levar o tapa na cara de que sim eu mesma me saboto e me coloco pra baixo.
é meio assim pensar em como você alguns anos atrás era mais cheia de cor, mais esperançosa e que perdeu isso. mas é, talves sua versão futura seja melhor do que a atual e esse seja só um momento ruim
por um breve momento achei que fosse vibe freaky friday e ela ia pro corpo dela do futuro mas tudo bem eu que estava louca.
um conto bem rápido e fluído, com uma pegada bem diferente, fugindo da mesmice, bem curtinho e trazendo um gostinho de "quero mais" além de reflexões sobre o futuro, bem como possui diversos gatilhos durante o enredo, uma vibe bem black mirror.
Muito bem escrito, uma espécie de "aplicação intimista" de um cenário cyberpunk. Os implantes da Chronos podiam vir direto de Neuromancer, mas no fim é uma história sobre esperança, desilusão e arte.
"Oculi é a nova experiência temporal da Chronos. Com tecnologia de ponta, usando elementos de Realidade Virtual, nós conectamos você diretamente com seu futuro. Sem intermédio de mensagens ou fotos, dessa vez você será capaz de ver sua vida com seus olhos do futuro."
Aviso de conteúdo: automutilação, tendências suicidas. Olívia se inscreve para participar dos testes dessa nova tecnologia, Oculi, que permite que a pessoa tenha vislumbres de seu próprio futuro, mas o que ela vê a deixa perturbada. Não consegui me conectar com a protagonista, nem com a escrita em sim, achei tudo muito chato, não consegui me importar com nada. Sei que a maioria das pessoas é a favor do discurso "siga seus sonhos, não desista" e tal, mas eu fico desanimada quando vejo personagens que passam por coisas ruins, que não fazem bem pra eles e insistem nesse discurso porque é "melhor do que desistir". Será mesmo? Me parece um discurso vazio. Eu me interessei por esse conto porque ele tem várias coisas que eu gosto, uma nova tecnologia, o que será que acontece quando podemos nos ver no futuro, uma protagonista artista, com duas mães, ela usa pronomes neutros de um jeito natural, a ideia é muito boa, mas eu não gostei da execução.