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A Noite Abre Meus Olhos

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«A Noite Abre Meus Olhos» reúne toda a poesia publicada por José Tolentino Mendonça nesta nova edição que, revista e aumentanda, inclui agora o livro «Teoria da Fronteira».

Novo é ainda o posfácio que acompanha esta edição, pela mão de Teresa Bartolomei, um olhar singular e revelador sobre a poesia de Tolentino Mendonça: «É quando o texto se reconhece como cicatriz, a palavra como ruína, o verso como queda e cinza, que nasce a poesia. A arte é o saber-se derrota: um "cair de escuridão em escuridão", o chegar sempre tarde demais, quando a morte já fez o seu trabalho ou está iminente [...]»

536 pages, Hardcover

First published January 1, 2010

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120 people want to read

About the author

José Tolentino de Mendonça

86 books206 followers
JOSÉ TOLENTINO de MENDONÇA nasceu no Machico, a 15 de Dezembro de 1965. Licenciou-se em Teologia na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, com uma tese sobre a poesia de Ruy Belo. Concluiu a Licenciatura Canónica em Estudos Bíblicos no Pontifício Instituto Bíblico, em Roma. Foi ordenado padre em 1990. É, desde 1990, capelão e professor na Universidade Católica de Lisboa. Viveu e estudou em Roma, onde preparou a sua tese de doutoramento em Teologia. Além de poeta, é também ensaísta e tradutor. Foi condecorado, pela Presidência da República, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 2001.

José Tolentino de Mendonça, como muitos poetas da geração dos anos 80/90, retoma uma certa tradição lírica portuguesa. Lirismo todavia assaz particular, delicado, envolto em recato.

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Displaying 1 - 11 of 11 reviews
Profile Image for la poesie a fleur de peau.
511 reviews63 followers
January 12, 2021
"Mesmo que faça frio
não aproximes do fogo
um coração de neve"

José Tolentino Mendonça

***

Este livro marcou presença na transição das estações: veio ter comigo num dia quente (mas com uma noite fria) de Verão, povoou de modo fragmentado os dias de Outono e só no pico deste gelado Inverno é que o dei por terminado; li e reli poemas até constatar que José Tolentino Mendonça se tinha tornado uma das minhas principais referências da poesia lusa: junto-o agora ao coração, ao lado de Al Berto e de Daniel Faria. Toda a sua poesia é sublime, mas encontrei uma morada imaterial onde prefiro pernoitar: "A Papoila e o Monge".
Profile Image for Rosa Ramôa.
1,570 reviews86 followers
October 24, 2014
O corpo tem degraus, todos eles inclinados
milhares de lembranças do que lhe aconteceu
tem filiação, geometria
um desabamento que começa do avesso
e formas que ninguém ouve

O corpo nunca é o mesmo
ainda quando se repete:
de onde vem este braço que toca no outro,
de onde vêm estas pernas entrelaçadas
como alcanço este pé que coloco adiante?

Não aprendo com o corpo a levantar-me,
aprendo a cair e a perguntar

(José Tolentino Mendonça)
117 reviews2 followers
October 25, 2017
Definitely my favourite poetry book. Mendonça's poetry has a unique mystical tone that makes reading his work almost an iniciatic experience. For a catholic priest he mixes sacred and profane in quite a pagan way. Many of his poems sound highly erotic in a non-explicit way. The intimacy he establishes between the poetic subject and object is weirdly visceral. His constant use of fire as a metaphor is very interesting, reminds me of Moses burning bush.
Profile Image for Madalena Anjos.
4 reviews2 followers
July 1, 2020
Um dos meus escritores e poetas portugueses preferidos. Nesta poesia reunida o autor transporta-nos, leva-nos para paisagens mais ou menos proximas das "paisagens" metaforicas da vida, com o seu ordenamento imprevisível das palavras. Um elemento muito interessante e recorrente no livro é o fogo, a chama, que com Tolentino ganha um elevado valor poético. Tem também referências à arte, à literatura e à grécia antiga.
Profile Image for Cobramor.
Author 2 books20 followers
December 22, 2022
Comecei a ler com o preconceito que era mais um consagrado sem grande mérito.
Apesar de não ser tudo aquilo que se diz dele, tem um grande mérito.
Profile Image for Maria João Faísca da Silva.
248 reviews2 followers
March 28, 2023
Ler poesia não é simples. Nos faz pensar e refletir sobre a nossa humanidade e existência. Dom Tolentino Mendonça é um observador sensível aos problemas humanos, sociais e divinos. É um artífice da palavra.

A sua obra é para ser lida mais que uma vez e nela descobrir o significado que para nós têm, no momento da leitura, as metáforas que utiliza.

Cito a sua definição de poema:
« O poema é um exercício de dissidência, uma profissão da incredulidade na omnipotência do visível, do estável, do apreendido. O poema é uma forma de apostasia. Não há poema verdadeiro que não torne o sujeito um foragido….»
«… O poema abraça precisamente aquela impureza que o mundo repudia».

Quem gosta de poesia, deve ler JTM.
Profile Image for Valdemar Gomes.
338 reviews37 followers
August 23, 2023
Uma poesia linda de morrer. Pena o pós-fácio que se mete em intelectualidades adornianas e benjaminianas só para masturbação intelectual. Foi como comer um bolo maravilhoso e alguém pôr sal encima.

O que mais me impressionou foi a catolicidade da personagem, tendo em conta o teor dos poemas deu para humanizá-lo e vê-lo como um ser como nós todos. Que se preocupa, seja com as fronteiras, com as pessoas em mendicidade, enfim, é impressionante só sabendo o que o Vaticano faz e sempre fez.

Poesia linda de morrer e vale imenso a pena, terei este livro na estante para folhear em dias perdidos.
147 reviews
June 7, 2022
Author's poetry collection, "A papoila e o monge" being my favorite.
Profile Image for Alejandro Morales.
Author 9 books24 followers
March 13, 2016
La obra reunida de quien, para mí, es un gran poeta portugués. Los poemas de José Tolentino Mendonça no dejan a salvo al lector, quien inevitablemente es conmovido por las imágenes sutiles que le presenta el poeta. Se destaca también, y es la parte que más disfruté leer, la poesía en forma de haikú que ocupa unas cuantas páginas del libro y que son, como el propio autor lo indica en un pequeño texto explicativo, el resultado, aunque distanciado en el tiempo y el espacio, de un viaje que lo llevó por varias ciudades de Japón, país de origen, como se sabe, del haikú.
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