Após escapar por pouco à Vigília, Andras e Aeselir estão feridos e isolados às vésperas de um desastre mágico. Estariam também desarmados, não fosse por um detalhe: com o Umbral que corre nas veias de Andras após seu Despertar, eles se tornaram Andarilho e Feiticeiro, capazes de moldar o poder das sombras a seu favor.
Isso, porém, não torna a vida mais fácil. Sentimentos complicados afloram entre eles: desejo e vergonha, amor e culpa por crimes cometidos na década passada. Ainda caçados pela Vigília e ameaçados pelo Eclipse, médico solariano e guerreiro iluriano precisarão forjar alianças para sobreviver. Assombrados por inimigos antigos, terão de enfrentar também os esquemas de um nobre iluriano peçonhento e reatar laços com familiares perdidos há muito tempo.
Com a aproximação do Eclipse e sob ameaça de guerra, segredos sobre uma doença que acometeu seus dois mundos serão revelados com o auxílio de uma menina-águia, e Andarilho solariano e o Príncipe-Feiticeiro terão de lutar por amor, para restaurar coisas quebradas e para descobrir seu lugar num mundo que os odeia.
Arthur Malvavisco é natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Filho de mãe escritora, sua fascinação pela literatura começou ainda na infância, e a juventude selou sua relação íntima com o gênero da fantasia, que por muito tempo foi seu principal escapismo como adolescente trans em uma época e local em que questões de gênero não eram muito debatidas. Acadêmico de biologia, tendo estagiado com répteis e educação ambiental, carrega um pouco dessa bagagem para suas obras, ao explorar a relação de medo e fascinação do mundo humano pelo selvagem.
Adorei!! A conclusão ficou muito boa apesar de que eu achei a explicação quanto as coisas do universo um pouco apressada demais... E que durante as cenas de ação parecia que a escrita do autor se enrolava e diminuía demais em eventos importante que eu tinha que ler 3x pra entender (pode ter sido minha ansiedade e pressa tbm).
Eu acertei em cheio que ia ter um casal sáfico, mas queria que tivesse sido melhor desenvolvido foram poucas páginas delas juntas e interagindo uma com a outra e fez com que o beijo no final ficasse meio forçado... Mas se o Arthur escrever um prequel/conto extra delas duas juro que perdoo ele kklkkk
4.5* Demorei muito mais para ler esse livro do que ele merecia, já que é absolutamente uma delícia, e nisso culpo meu mestrado. Acho que, mesmo desconsiderando isso, ele tem uma leve barriga que segura um pouco e muitos personagens secundários que se misturaram na minha cabeça - talvez ate por culpa minha e minha falta de costume de ler esse genero de fantasia. De qualquer forma, é maravilhoso. Eu sou perdidamente apaixonado pelo Príncipe e seu Lebracho, apaixonado na violência e calmaria que se misturam no laço entre eles, e como eles abrem um espaço pra si. Ainda fico tambem encantado com os detalhes de biologia que pincelam o livro! O Arthur é um biólogo e da para sentir isso tanto no primeiro como no segundo - e é muito gostoso.
Estou extasiado com essa história! Mais uma leitura favorita do ano! 💖 Novamente, assim como o primeiro volume: excelente construção de mundo, ótimo ritmo, protagonistas cativantes, complexos e complicados, e digo o mesmo das personagens secundárias. A trama deu uma baita expandida do primeiro volume e me arrebatou. A escrita do autor é simplesmente maravilhosa, cada frase, cada parágrafo, cada capítulo tecidos com muita paixão e dedicação.
Príncipe Partido foi um ótimo encerramento para a história de Andras e Aeselir. Pegou de onde Lebre da Madrugada parou e acelerou ainda mais o ritmo, não só amarrando pontas soltas como desenvolvendo um clímax excelente. Peguei o livro achando que seria tão trevoso quanto o primeiro, e realmente foi, mas toda a ternura presente na história também me surpreendeu. Apesar de ser uma fantasia sombria, Príncipe Partido também carrega boa dose de esperança, não só para os personagens como para o mundo em si, e eu achei isso bem legal.
Também foi ótimo descobrir mais sobre o mundo (todos os mundos), e a natureza do Umbral, e foi uma experiência bastante tensa acompanhar o período que Aeselir passou como cativo da Vigília, e todos os experimentos feitos ao longo desse tempo. A duologia foi muito boa em demonstrar que nenhum dos lados é mocinho, com a brutalidade dos invasores ilurianos de um lado e a crueldade da Vigília do outro. O que só tornou o desfecho ainda mais satisfatório.
E por falar em Aeselir, os flashbacks dele nesse livro foram simplesmente sensacionais. Podemos acompanhar o crescimento do personagem de um "moleque" violento e insensato até um criminoso de guerra genocida, e é um pouco apavorante não só pelo processo ter parecido natural, como também pela forma que aconteceu (que não quero dar spoiler). O que só tornou o arco de redenção e o final ainda melhores.
Também gostei de aprender mais sobre os costumes ilurianos. O tempo que Andras e Aeselir passam com um grupo deles foi ótimo para demonstrar não só as diferenças entre eles e os solarianos (que parecem mais com humanos "normais") mas também as similaridades que muitos dos personagens se recusaram a ver, mas que Andras (e depois Aeselir, e muitos outros) aceitaram. A minha única reclamação (minúscula, como foi com Lebre) foi que demorei horrores pra entender a questão dos títulos que os ilurianos usam, me confundi bastante. Mas de forma alguma isso atrapalhou a leitura.
Super recomendo, não só o livro como a duologia em si, e se você gosta de fantasias sombrias que tem não apenas os elementos pesados, mas também um toque de esperança e um grande romance, vai adorar essa duologia.
Tão bom quanto o primeiro livro, não sei dizer se melhor ou se os dois livros da duologia alcançam o mesmo patamar de obra literária maravilhosa. A história é incrível, as pequenas narrativas que se cruzaram no primeiro livro continuam sendo desenvolvidas de maneira empolgante e calorosa, fazendo a gente querer mais; os personagens seguem incríveis, cheios de camadas, vivazes e apaixonantes. Preciso incluir dois memes: Arthur Malvavisco, entre na minha casa e etc etc + "o miserável é um gênio!". Para quem ama angst com romance e fantasia (e monsterfucking), esse livro foi tudo pra mim e muito mais, quis devorar as páginas e quis alongar a leitura o máximo que pude. Leria sua lista de mercado, Arthur, e o que mais você quiser escrever e compartilhar com a gente; sua escrita é cativante, inteligente, engraçada, fluída e cheia de emoção. Amei muito o universo de Andras e Lyr e vou sentir falta de "viver" com eles, gostaria de um conto sobre a vida dos dois, visitando Ilúria e viajando entre os mundos, sendo caseiros em paz, se destraumatizando juntos e se amando, mas a história acabou onde deveria acabar (por enquanto), não fiquei decepcionada, gostaria de aproveitar tudo de novo. Para reler quando quiser consolo (e dor, mas também esperança).
É estranho ter lido o livro mais recente do Arthur e então voltar no anterior, porque é como se a prosa dele descesse um ou dois degraus. Ainda é excelente, mas eu já vi ele fazer melhor. O começo tem um ritmo estranho, sinto que demora um pouco pra se situar na ação/objetivos externos (vulgo: lugares para ir, coisas para fazer), mas a parte interna das conversas e sentimentos do casal são consistentemente excelentes durante todo o livro. Os personagens novos são adoráveis, e é triste que a gente não passe mais tempo com eles. Ou seja: mais uma vez eu leio um livro do Arthur e saio desejando que tivesse o dobro do tamanho kkkk Não curti tanto o final - pra não dar spoilers, digamos que eles interagem com o world building num nível muito fundamental, e eu particularmente não gosto. Prefiro quando os personagens "só moram ali", sem ter grande influência sobre as leis que governam o universo.
Adorei a conclusão da saga do Andras e do Lyr, adoro esse lado mais lógico que o Arthur traz para o final do livro, lembrando-nos que o mundo não é uma maravilha e que milagres nem sempre acontecem.
A narrativa do livro é uma delícia de ser lida, como sempre, embora eu tenha gostado mais da primeira metade do que da segunda, onde tive mais dificuldade de continuar. Apesar disso, sinto que o livro é sólido no que se propõe e desenvolve os personagens e suas relações da melhor forma possível.
E de novo eu vou escrever a review meio de qualquer jeito, porque mesmo dizendo na de LdM que eu ia fazer essa direito, acabei começando o livro e dando uma pausa ENORME de três meses quando estava em setenta e tantos por cento do livro. Porque me deu agonia. Primeiro, não queria que o livro acabasse, segundo porque só tava acontecendo desgraça atrás de desgraça e meu coração não aguentou. Terceiro, tava estudando pro vestibular (e surtando). Mas os menos de 30% que restavam eu li tudo hoje, dia 26, de férias e com a cabeça vazia vazia.
É uma linda conclusão pra duologia. Eu amei cada segundo, cada palavra desse livro. Já devo ter comentado que Andras e Lyr me conquistaram, mas aqui os personagens secundários me cativaram também (mesmo depois de… três meses sem ler, e mal lembrar de todo mundo). Mesmo aparecendo pouco, gosto muito da Loretta. Da Callista também— mas convenhamos, quem não gostaria de uma personagem como a salta-brumas?
Príncipe Partido é uma montanha russa. Mas daquelas que você sai meio desconcertado e passa um tempo você quer ir de novo. O livro foi ficando mais difícil de ler por causa do meu coração fraco e da minha ansiedade, mas acho que valeu a pena cada aperto que eu senti.
No fim, é um livro de fantasia que acaba e você quer mais, porque não parece o suficiente, mas que o final não de deixa insatisfeito. Particularmente gosto de “finais que fazem sentido” (seja lá o que eles forem) e Príncipe Partido tem um final que faz sentido.
Adorei a conclusão da saga do Andras e do Lyr, adoro esse lado mais lógico que o Arthur traz para o final do livro, lembrando-nos que o mundo não é uma maravilha e que milagres nem sempre acontecem.
A narrativa do livro é uma delícia de ser lida, como sempre, embora eu tenha gostado mais da primeira metade do que da segunda, onde tive mais dificuldade de continuar. Apesar disso, sinto que o livro é sólido no que se propõe e desenvolve os personagens e suas relações da melhor forma possível.
Me abrume. Creo que el hecho de saltar de una emoción a otra con tantos personajes me soprecargo demasiado, que hizo que el viaje fuera largo y con baches. Aún así es una historia hermosa.
gostei demais desse aqui, acho até melhor que o primeiro. o desenvolvimento do casal é feito com maestria, mas o ponto mais forte (pra mim) foi a construção de mundo e a exploração dele. maravilhoso
Após escapar da vigília, Andras e Aesilir estão feridos e isolados às vésperas de um desastre magico. Com a aproximação do Eclipse e sob ameaça de guerra, eles começam a descobrir mais sobre a doença que acometeu seus dois mundos, lutando por amor, para restaurar coisas quebradas e para descobrir seu lugar num mundo que os odeia. Finalmente consegue realizar a leitura dessa continuação, o primeiro livro foi uma leitura divertida e proveitosa, e este conseguiu manter a mesma qualidade. Boa parte da minha nota se dá pela escrita, o autor tem um talento de desenvolver os personagens que deixa o leitor grudado no livro. Um ponto positivo desse livro foi o desenvolvimento do relacionamento romântico entre o Andras e Aeselir, enquanto mostrava para o leitor mais do passado do Aeselir. É um livro com muita representação, temos muitos personagens com vários tipos de sexualidades, identidades de gênero e relacionamentos. O livro trata, além das consequências da guerra nas pessoas, da busca por perdão e de encontrar sua família escolhida. Recomendo a leitura para fãs de fantasia que queiram a presença de personagens LGBT e experienciar jornadas com dor, aceitação e autodescoberta.
Ótima conclusão, tudo que foi apresentado antes se amplia e ganha mais camadas e dinamismo. Aqui e acolá eu me confundia com a quantia de nomes/títulos que um personagem podia ser mencionado. Adorei o final mais pé no chão, sem ser algo milagroso que resolve todos os problemas do universo, apenas um fechamento para a história que estava sendo contada.
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