Ricardo Mellado põe homens a tricotar contra os estereótipos. Diogo Faro criou o movimento antimachista Não É Normal. Tiago Rolino largou a advocacia para promover a igualdade de género. Ângelo Fernandes fundou um porto de abrigo para vítimas masculinas de violência sexual. Flávio Gonçalves e Jonathan Israel abriram um espaço de discussão entre homens sobre o papel que têm na sociedade. E o judoca Célio Dias derruba mitos sobre a masculinidade e a doença mental dentro e fora do tatâmi. Estas são as histórias de homens cansados do velho guião da masculinidade tradicional, ao qual, hoje, opõem formas mais diversas e inclusivas. Homens que querem convocar outros homens para a luta pela igualdade e o combate à violência de género. E apelar de modo contundente à revolução da masculinidade, porventura a mais importante do século XXI. Veja o vídeo de apresentação da obra em youtu.be/XS68rWx4gys
Nelson Marques (n. 1979) foi jornalista durante mais de duas décadas, tendo passado pelas redações do Expresso, onde foi coordenador da Revista, e do Público. Colaborou com a SIC, a RTP e inúmeros meios nacionais, e escreveu em várias publicações internacionais, como The Guardian (Inglaterra), El Mundo (Espanha), The Jerusalem Post (Israel) e Época (Brasil). Publicou centenas de reportagens, revelou um escândalo de assédio sexual envolvendo o ex-presidente da FIFA, Sepp Blatter, cobriu as eleições que levaram Bolsonaro ao poder no Brasil e entrevistou algumas das mais importantes personalidades do planeta, de Al Gore a Anthony Bourdain, passando por Philippe Starck, Renzo Piano, Christian Louboutin, David LaChapelle, Katy Perry, Ronaldinho Gaúcho e muitos outros, entre vencedores de prémios Nobel, Óscares, Emmys, Grammys e Pulitzers. O seu trabalho foi distinguido pelo Clube Português de Imprensa, Liga Portuguesa Contra o Cancro, European Best Cancer Reporter Award, Associação Nacional dos Municípios Portugueses e Gourmand Awards. É autor dos livros Filhos da Quimio (2018), Chefs Sem Reservas (2019), Os Homens Também Choram (2021), Chefs Sem Reservas: Segundo Prato (2022) e O Sucesso Está Nos Detalhes (2023). Escreveu ainda Futuro, um dos volumes da obra que assinala os 150 anos da Corticeira Amorim. Acredita, talvez ingenuamente, que são os livros que vão salvar o mundo dos bárbaros.
Um livro muito bem escrito, profundo e claro, que chama a atenção para os modelos de masculinidade que apreendemos e repetimos, as consequências que tais modelos têm na vida de todos - mulheres e homens - e como existem pequenos indícios de mudança.
Nelson Marques escreve muito bem. Um dos méritos do livro é a ausência de qualquer pretensiosismo. Outro é fazer-nos pensar. Não sei se é um livro aconselhável a todos os homens mas é certamente aconselhável a todos os homens que se questionam. Talvez quem não o faça possa ter aqui um primeiro vislumbre, mas tenho algumas reservas.
E a conclusão: despirmos este comportamento (que achamos que devemos vestir) é melhor para todos. Parece simples e incrível como continuamos a comportar-nos de uma forma que não favorece ninguém. Enfim. Se outra razão não houvesse para ler este livro, o facto de se ler numa tarde faz com que, se ele nada despoletar, também não se perdeu muito tempo. Mas parece-me que alguma coisa fica; pelo menos para quem tem a curiosidade de abrir um livro com o título 'Os Homens Também Choram'.
O feminismo não se faz apenas com mulheres. Enquanto homem, a nossa responsabilidade não passa apenas por escutar e tentar compreender, mas ser também voz ativa para outros homens mudarem os comportamentos machistas que continuamos ingenuamente a fazer. Crescemos assim, mas não tem de continuar do mesmo modo. É também prova de um mundo machista que homens ouvem melhor homens nestas questões, mas por enquanto é algo fulcral para continuar a pegar em homens e traze-los para o lado certo da humanidade de respeito pelo outro e especialmente pela outrA. Se fores homem, podes começar por aqui, mas não pares aqui. Há muito mais para ouvir, mas fica sabendo que o feminismo também nos faz bem a nós. Somos seres sensíveis independentemente do género, e esse traço continua a ser ligado com a feminilidade. Chorem caralho! Abracem os vossos amigos! Digam que os amam! E sobretudo, escutem a força que é aguentar todos os preconceitos e piadas que são feitas a mulheres, bem mais provas dessa tal força masculina que não serve só para abrir boiões de azeitonas com 3 anos fechados numa despensa cheia de pó. Aproveitem e limpem os preconceitos dessa despensa. E sim, estou a falar da tua cabeça menino.
Mais um pequeno livro da série Retratos da Fundação que me maravilhou pela forma clara como o tema é abordado, a pertinência do tema, as reflexões que permite, o apelo à participação na mudança.
Aproveito as palavras do autor. Para ser lido pelos que têm a responsabilidade de serem melhores homens do que aqueles que os precederam
Um livro, a meu ver, de leitura obrigatória seja para homens ou mulheres. Também nós mulheres, necessitamos de ler e perceber que muitas vezes os homens são vítimas de uma masculinidade austera e tóxica, imposta pela sociedade. Porque é que um homem não pode expressar as suas emoções? Porque é que um homem não pode pedir ajuda? Porque é que um homem não pode assumir o medo? Que sociedade é esta que os condiciona a comportarem-se de certa forma? Tudo isto leva a que haja um maior isolamento, depressão e comportamentos de alto risco. Só juntos podemos fazer a diferença; Só juntos conseguimos atingir a igualdade.
Obviamente é apenas um ensaio - e dos pequeninos - mas achei demasiado superficial. O início até me comoveu, mas acho que poderia ter sido uma leitura mais interessante (e pedagógica) se o livro se focasse na exposição de episódios/histórias de vida mais íntimos, vulneráveis, que é o que tantas vezes falta na comunicação de homens e entre homens. A interrupção da narração destas experiências para identificar os novos projetos de apologia de formas alternativas de masculinidade parece-me, no mínimo, precoce.
Mas claro que é um tema fundamental e recomenda-se a leitura sobretudo a quem ainda só tenha pensado muito pouco ou nada no tema (muita gente).
Acho um livro muito necessário para o feminismo, desde os relatos emocionantes dos homens que sofreram abusos e tiveram décadas para conseguirem falar sobre isso e pedirem ajuda até todo o contexto e todos os projetos feitos aliados ao feminismo afim de transformar a "masculinidade". É um livro muito acessível e com poucas páginas, também está disponível o audiobook.
"o paradigma de masculinidade tradicional a que muitos homens aspiram está esgotado, ajudando-os a livrarem-se das máscaras que lhes foram sendo impostas e levando-os a participar na construção de modelos mais saudáveis e igualitários." (p.19)
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"Chorar é como desabafar em silêncio" (p.24)
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"para muitos homens optar pelo feminismo implica deixar de lado os privilégios com os quais foram educados e socializados desde sempre." (p.55)
O autor explora a temática da igualdade de géneros focado sob o ângulo masculino numa sociedade onde se educam rapazes com censura e repressão de sentimentos (é até a expressão artística e criativa) que são estereotipados para as mulheres. Comportamentos que agravam e são aceites de forma natural na adolescência.
“De que adiantaria termos todas as mulheres feministas e igualitárias se o outro género, o masculino, não muda e continua com a atitude patriarcal de posse da mulher e de se sentir superior”
“Crescemos ouvir um homem não chora, o homem tem de ser forte e toda uma série de expectativas irealistas que prejudicam o desenvolvimento saudável dos rapazes, especialmente ao nível emocional.”
… é preciso repensar como as crianças são educadas em casa e na escola. Mudar a ideia que a sociedade transmite do que é ser homem.
Este é outro livro que penso que toda a gente precisa de ler. Não só fala como o feminismo é importante para a vida de toda a gente mas também de como é preciso mudar a forma como todos vemos a masculinidade. É óptimo ver discussões sobre aquilo que os homens sofrem no dia-a-dia devido ao machismo e como é ainda um assunto muito tabu na sociedade. Partilha-se, no livro, histórias de vários homens que, devido a certas experiências (infelizmente muitas delas más), os impulsionaram a querer mudar este status quo. É de fácil leitura. Até tem glossário para compreender bem os conceitos e bibliografia caso os leitores estejam interessados a consultar outros textos que falam de assuntos semelhantes. Não há razão para não querer ler!
Este livro deveria ser obrigatório para todos os homens. É muito corto e fácil ler. Porque é importante? Porque fala sobre redefinição do que significa ser um homem, como as sociedades descrevem um homem ideal e como é impossível alcançar estes ideais é quais são as manifestações do este tipo de condicionamento social. É brutal.
"Ser duro, estoico, nunca precisar de ajuda ou mostrar fraqueza, está no coração do que as normas de género atuais definem como masculinidade. E isso, muito simplesmente, impede os homens de falarem uns com os outros e com as suas parceiras (ou parceiros), ou de procurarem ajuda professional. Preferem viver com depressão do que serem vistos como fracos."
Um livro interessante que visa demonstrar que realmente a masculinidade, como a conhecemos, tem os seus dias contados.
No livro são descritos vários movimentos e associações que visam combater essa mesma masculinidade tóxica e ajudar também vítimas de abuso. Se este livro ajudar uma pessoa que seja, já serviu o seu propósito.
É curto, foca-se em dois ou três temas, e serve, a meu ver, essencialmente, como introdução ao tema.
Muito bom! Indispensável para todas as pessoas, mas sobretudo para homens e mães, pais e outras pessoas que eduquem. Ajuda a desconstruir muitos mitos e mostra como a igualdade de género é tão essencial também para os homens. É, além disso, muito fácil de ler, com uma escrita clara, pessoal e envolvente.
Um excelente livro , bastante completo que desmistifica o conceito de masculinidade. Promove uma reflexão sobre o feminismo e sobre a importância da igualdade. A meu ver, uma leitura obrigatória e necessária.
“Sem máscaras. Livres, por fim.” Para isso homens e mulheres poderão ler este livro e tornarem-se feministas. Muito bom! Livro absolutamente indispensável!
Um livro muito bem escrito, nada maçador e cheio de informação. Gostei muito de ver outros pontos de vista e penso que é um bom começo para se falar também no que os homens também sentem. Recomendo.
Mais um pequeno ensaio que nos faz pensar acerca de como pode e deve ser a nova masculinidade, e que nos ajuda a saltar da caixa em que somos enfiados pela sociedade. Gostei bastante.