Blues, de Robert Crumb, é uma celebração da beleza de uma arte popular sufocada sob os golpes da tecnologia e das modas.
Por suas páginas passeiam Charley Patton, Robert Johnson, Jelly Roll Morton, Bessie Smith e outros músicos hoje esquecidos, mas também B.B. King, Janis Joplin, Jimi Hendrix e James Brown, em histórias em quadrinhos, cartazes, capas de discos, ilustrações e anúncios que o quadrinista fez nos últimos 50 anos. Grande especialista em blues e música popular (não industrial), colecionador de discos raros, Crumb é, ele próprio, um talentoso músico.
Robert Dennis Crumb (born August 30, 1943)— is an American artist, illustrator, and musician recognized for the distinctive style of his drawings and his critical, satirical, subversive view of the American mainstream.
Crumb was a founder of the underground comix movement and is regarded as its most prominent figure. Though one of the most celebrated of comic book artists, Crumb's entire career has unfolded outside the mainstream comic book publishing industry. One of his most recognized works is the "Keep on Truckin'" comic, which became a widely distributed fixture of pop culture in the 1970s. Others are the characters "Devil Girl", "Fritz the Cat", and "Mr. Natural".
He was inducted into the comic book industry's Will Eisner Comic Book Hall of Fame in 1991.
Mesmo sendo contra a romantização do passado, eu gosto muito do Crumb por sua autocrítica. Eu tinha lido as outras HQs dele, mas essa é impagável por seu valor histórico. Eu nem tinha nascido enquanto ele já estava fazendo pesquisas e desenhando. Digamos que sou a pessoa que ele não suporta: a que dança feliz uma música pop contemporânea. Mas o fato dele colocar seu jeito de ser e pensar de forma crítica me conquistou. Por isso nota máxima.