Jump to ratings and reviews
Rate this book

Meus poemas não mudarão o mundo

Rate this book
"Este pequeno livro, o primeiro de tantos publicados pela poeta italiana Patrizia Cavalli, é de 1974. Anos 70, portanto, e de dentro dessa década, marcadamente ideológica na Itália, surge uma poesia feita de outras urgências. Mais do que históricas – embora também o sejam – essas urgências são fruto da necessidade de dar forma a pensamentos que parecem passar voando, ainda que se saiba que existam porque se dão ali e agora no poema. Quase-filosofia ou quase-poesia, simulando, disfarçando a matéria literária ou o conceito pela escolha precisa daquilo que é mais vivo na língua. Uma poesia veloz que parece canto, falada e falável, que se constrói numa musicalidade verbal elaborada, mesmo quando soa como muito simples. Feita de palavras que vêm da rua, de uma cidade, de uma casa com seus amores e tristezas: o barulho dos dedos que correm pelo corrimão; o tempo da ansiedade ao subir os degraus para chegar à casa onde alguém nos espera. A poesia aflora com a concisão do aforismo –
Para descansar
penteio os cabelos
quem fez fez
e quem não fez fará.
Cavalli ainda dedica o livro para Elsa, a conhecida romancista e poeta Elsa Morante. Assim se insinuaria, nas entrelinhas deste livro, o embate entre o mundo menor, da pequena história onde circula a poesia-reflexão da Cavalli, e o mundo da História, onde, ao invés, se instalaria a poesia da Morante. Os versos que abrem a coletânea, e que dão nome ao livro, trazem uma pergunta: meus poemas não mudarão o mundo? Com humor e ironia, desvenda-se a falsa questão: dificilmente quem leu essa poesia se sentirá, ao final da leitura, o mesmo de antes." —Maria Betânia Amoroso
Patrizia Cavalli (1947) nasceu em Todi e vive em Roma. Traduziu peças de Shakespeare e Molière e publicou diversos livros de poesia, entre eles, Le mie poesie non cambieranno il mondo (1974), Sempre aperto teatro (1999), vencedor do prêmio Viareggio Rèpaci, Pigre divinità e pigra sorte (2006) e Datura (2013). Com a prosa de Con passi giapponesi (2019) foi finalista do prêmio Campiello. Sua publicação mais recente é Vita meravigliosa (2020). Meus poemas não mudarão o mundo é a primeira tradução de Cavalli publicada no Brasil.

126 pages, Paperback

First published January 1, 1974

Loading...
Loading...

About the author

Patrizia Cavalli

29 books87 followers
Patrizia Cavalli (Todi, 17 aprile 1947 – Roma, 21 giugno 2022) è stata una poetessa e scrittrice italiana. Si è distinta fin dagli anni Settanta per una poesia molto legata all’ esperienza personale, a partire dal primo volume di versi Le mie poesie non cambieranno il mondo (1974), dedicato a Elsa Morante. Infatti è proprio la scrittrice romana, che Patrizia ha occasione di conoscere durante gli studi di filosofia, a scoprire in lei la vocazione per la poesia.

Seguono altre raccolte di successo: Il cielo (1981), Poesie 1974-1992 (1992), L’io singolare proprio mio (1992), Sempre aperto teatro (1999) con cui vince il Premio Letterario Viareggio-Repaci, e Pigre divinità e pigra sorte (2006), vincitore del Premio Dessì. L’ultima raccolta è Datura (2013).

Alcuni suoi testi sono apparsi in varie riviste, tra cui «Paragone», «Linea d’ombra», «Nuovi Argomenti», «Marka» e «Leggere». Nel volume Narratori delle riserve, curato da Gianni Celati, compare il suo racconto Ritratto.


Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
16 (24%)
4 stars
30 (46%)
3 stars
13 (20%)
2 stars
5 (7%)
1 star
1 (1%)
Displaying 1 - 9 of 9 reviews
15 reviews
January 7, 2026
Qualcuno mi ha detto
che certo le mie poesie
non cambieranno il mondo.

Io rispondo che certo sì
le mie poesie
non cambieranno il mondo.





Due scalini saranno la distanza
perché i miei piedi non calpestino
il vestito e allora due scalini
più tardi arriverò
leggermente in ritardo
a consumare lo spazio
che rimane - ah, per le mani
non ci sono scuse -
a trasformarle in carezze
le incertezze.
62 reviews
June 7, 2026
not sure how to feel about the premise of this collection. i think the notion of ‘my poems won’t change the world’ feels almost insecure and fearful, as if she’s feigning detachment from her own emotional investment in the work, a kind of self-protection in case the poetry falls flat (which, despite the hype, i think it does). there are many beautiful images, but the collection never gains momentum: each striking section seems to be followed by several that disappoint.

perhaps the snappy writing style reflects the general mood of the time, voicing social dissatisfaction bluntly, but ultimately that brief, fragmentary form feels better suited to other subjects (e.g. Bashō). Plath’s Lady Lazarus shows the power that can come from exploring modern dissonance in a pared-back, incisive way, acknowledging the unstable nature of the “modern world” while distilling emotion into concentrated language. here, Cavalli’s focus on the mundane in such a form exposes its weakness. i love the longer moments, which feel fuller and more grounded, but the shorter ones often lack the weight to sustain the intensity that brevity demands.

though there are many beautiful images, with lovely domestic details, flashes of feminist insight, and a strong attention to the everyday, much of the power that could arise from silence, syntactical or tonal shifts, and careful punctuation feels lost. too often it seems as if Cavalli can’t be bothered. as Eliot writes: “we conclude that the division between Conservative Verse and vers libre does not exist, for there is only good verse, bad verse, and chaos.” Cavalli sits somewhere among all three. i love many of the ideas at play, especially the focus on the mundane, but i struggled to connect with the way they were explored.
Profile Image for Pierluca.
19 reviews1 follower
October 29, 2025
“Ma era proprio mia / quella voce che usciva / senza fantasia?”.
Profile Image for Sol Barbosa.
63 reviews5 followers
June 28, 2026
Estou a ler a tradução portuguesa (que não se encontra aqui).
É um belo livro.

«Do seu silêncio eu sou invejosa
e de como se apoia no parapeito
deixando à luz os seus milagres.
Pareceria um bailarino sem memória
se por vezes não sorrisse
como se pedisse desculpa por tanta beleza.»
(p. 51)

Sublime.
Profile Image for Agnes.
184 reviews3 followers
July 29, 2021
Quantas tentações atravesso
no percurso entre o quarto
e a cozinha, entre a cozinha
e a privada. Uma mancha
na parede, um pedaço de papel
caído no chão, um copo d'água,
um olhar pela janela,
olá à vizinha,
um carinho na gatinha.
Assim sempre me esqueço
da ideia principal, me perco
no caminho, me decomponho
dia após dia e é em vão
tentar qualquer retorno.
Displaying 1 - 9 of 9 reviews